O quarto volume da 2ª Temporada de “A Saga dos X-Men” marca (pro bem e pro mal) um momento histórico das histórias dos comics americanos: O fim de uma “Era” e o início de outra. Ou, pelo menos, a continuação da mesma “Era” em uma outra editora e grandes mudanças que a "Casa das Ideias" teve promover para manter a relevância no mercado. Calma, calma, que eu explico melhor…. “Senta que lá vem história…”
A partir da segunda metade dos anos 80 surgiu no mercado um desenhista que acabou se tornando a "sensação" do momento: o, então, jovem sul-coreano Jim Lee, que surgiu no contexto de uma "escola" que já vinha dando certo há alguns anos, com expoentes como Arthur Adams e Marc Silvestri, Neal Adams e John Byrne, por exemplo. O fato é que Lee conseguiu imprimir seu estilo dentro do que já vinha sendo feito, mesclando músculos exagerados nos personagens masculinos a mulheres belas, curvilíneas e cheias de atitude com desenhos hachurados e visuais harmônicos que mais lembravam pôesteres sequenciados, que determinaram toda a estética do que veio na década seguinte.
O desenhista tinha passado por importantes títulos da Marvel como "Justiceiro" e "Tropa Alfa", atingindo rápida ascensão na casa no título "The Uncanny X-Men", ganhando fama com seu traço, que ao longo do tempo acabou sendo imposto a outros desenhistas da casa, chegando a refletir até na arte da concorrência. O ápice dessa fase ocorreu em Outubro de 91, com lançamento de uma segunda mensal dos mutantes para ele chamar de sua, intitulada apenas "X-Men". A primeira história (encerrada no nº3 da nova série) marcou também a saída de ninguém menos Chris Claremont, o roteirista por trás de vários conceitos até hoje importantes nas histórias dos X-Men, responsável por grandes histórias como A Saga da Fênix Negra, Dias de um Futuro Esquecido, entre outras.
Publicadas originalmente no mercado norte-americano em 1992, as histórias desta edição chegaram por aqui pela Editora Abril Jovem entre o final de 1995 e o comecinho de 1996 em diferentes publicações: "X-Men Extra 01" (formatinho, Nov.95), "X-Men 85" (formatinho, Nov.95) e "Os Fabulosos X-Men 02" (formato americano, Fev.96), sendo que além dos formatos diferentes, tudo saíu em uma sequência diferente da publicação original. Soma-se a tudo isso, ainda a dificuldade de encontrar esses materiais publicados originalmente por aqui há 30 anos, você consegue ter uma dimensão da importância dessa republicação no mercado nacional.
Confira abaixo as capas das primeiras publicações das histórias compiladas em “A Saga dos X-Men Vol.4 (2ªTemporada)” Brasil:
Ocorre que além de publicar pela primeira vez em formato americano as edições 10 e 11 de "X-Men" (1991), que haviam saído na edição "X-Men Extra 01", em novembro de 95, marca também o final dessa primeira fase que Jim Lee teve na Marvel, quando saíu juntamente com outros grandes nomes da editora, como Todd McFarlane, Marc Silvestri, Rob Lifeld, Erik Larsen, Jim Valentino e Whilce Portacio para fundar a Image Comics, que, à época chegou à rivalizar com as grandes do mercado, com o lançamento de títulos como "Spawn", "Gen13", "WildC.A.Ts", "Cyberforce", "The Savage Dragon", entre muitos outros, que tomaram de assalto o mercado mostrando apresentando toda uma nova leva de heróis e vilões, muitos deles, até hoje relevantes na história das HQs.
Esta fase dos quadrinhos americanos costuma ser bem criticada pelos críticos, pois acabou apresentando histórias bem "massavéio", mas também apresentou interessantes crossovers entre os personagens da editora, como a partipação do Motoqueiro Fantasma na conclusão do confronto dos mutantes com a ninhada e a recente apresentação de Bishop, um misterioso mutante viajante do futuro.
As histórias podem não ser clássicos como as que tínhamos visto pelas mãos de artistas como o próprio Claremont e Byrne anos antes, mas, querendo ou não, marcaram aquela época como uma fotografia polaroid hoje desbotada, com os designs de personagens e uniformes idealizados por Jim Lee para estas edições nestas edições que acabaram servido de base para a série animada dos "X-Men" anos 90, bem como videogames como "X-Men" (Supernintendo) e "Marvel Super Heroes" e "Marvel vs. Capcom" (Arcade) e que, de tão importante, acabou sendo ressussitada pelo Disney+ com "X-Men '97", apresentando uma continuação das histórias daquela época, que acabaram apresentando os personagens para toda uma nova geração de leitores e consumidores de cultura pop em geral num nível que hoje, é muito difícil encontrar alguém que nunca tenha ouvido falar dos mutantes da Marvel.
O 6º volume de “A Saga dos X-Men” marca ainda a última edição dos mutantes que teve a capa de Jim Lee, com essa icônica arte dos mutantes avançando em posição de ataque a algum inimigo publicada originalmente em X-Men Annual 1 (1992), que, segundo informações divulgadas pela própria Panini no volume, contou ainda com esboços iniciais da edição o sul-coreano, que saiu da editora antes de completar a arte, que acabou ficando por conta de outro desenhista.
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