Amanhã (09/11/24) é dia da 4ª Edição do "HQ Rock & Brasa",
evento que reúne em um só lugar feira de discos, livros e HQs, discotecagem direto do vinil, cerveja gelada e muita comida boa. O evento é
uma realização do Grupo Jkomics, sediado no Ponto de Cultura JK, banca de
revistas tradicional localizada na Praça Duque de Caxias, no Bairro
João Paulo, São Luís-MA, cujo proprietário, André Rios informa que será o
último grande encontro deste ano e tá cheio de atrações.
Clique aqui e confira vários lançamentos disponíveis na Amazon, ou aqui e pra comprar pelo Mercado Livre.Ah, também há vários links espalhados pelo texto onde você pode encontrar diversas opções de produtos relacionados aos personagens e autores citados. Lembrando sempre que, se você comprar seus produtos usando nossos links, além de aproveitar as melhores ofertas, você ainda contribui na manutenção do trabalho que aqui realizamos, sem nenhum custo adicional. Contamos com você nesse apoio.
De acordo com a programação, o evento tem início às 10h, se estendendo por toda a tarde e costuma ser um local que atrais as mais diversas tribos em busca de troca de ideias e experiências, mídias variadas e estilos de produtos culturais, com destaque para o som de qualidade e espaço para venda e troca para os amantes de HQs, livros e discos de vinil, onde é possível adquirir aquele produto mais antigo que você deseja há muito tempo e não conseguia encontrar em lugar nenhum ou mesmo aquela edição mais atual, com preços bem acessíveis.
Além de vários
expositores confirmados o evento terá também fliperama liberado pra duelos,
como nos velhos tempos e muito metal nacional na vitrola. Às 16h
ainda tem vários sorteios de brindes pros presentes no local, como:
camisa da @extemoanderground, disco de vinil da @33rpm_discos e
várias HQs e, ao final do evento tem audição especial dos dois
primeiros álbuns do Iron Maiden em homenagem ao ex-vocalista Paul
Dianno, recentemente falecido, com encerramento previsto para as 17h. Imperdível.
Informações sobre o evento:
IV HQ Rock & Brasa
Data: 09/11/24
Horário: das 10h às 17h
Local: Praça Duque de Caxias, João Paulo, São Luís-MA
Evento Gratuito
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"Ainda Somos os Mesmos" é um projeto musical interessantíssimo lançado há alguns anos pelo site Scream & Yell, com a proposta de "tirar a poeira" do álbum "Alucinação", do cantor cearense Belchior, lançado originalmente em 1976, que serviu como grande vitrine para sua consagração, finalmente gravando pra sempre seu nome na história da Música Popular Brasileira.
A proposta do projeto é fazer uma releitura literal do LP faixa a faixa, com interpretações de vários artistas da nova geração, algo parecido com o que víamos no programa televisivo Som Brasil da Globo, porém, ainda mais apurado e preocupado com um momento específico da carreira do artista, no caso, o álbum em questão, que apresentou ao público alguns dos hits mais “carimbados” da carreira desse grande artista, como “Apenas Um Rapaz Latino Americano”, “Velha Roupa Colorida”, “A Palo Seco”, entre muitos outros.
Um detalhe interessante deste tributo produzido por Jorge Wagner é que as faixas são apresentadas na arte da contracapa como se se tratasse realmente de um LP, divididas em lados A e B, com motivos retrô em tons psicodélicos, lembrando os trabalhos contemporâneos ao lançamento original da obra.
O álbum está disponível pra download gratuito no site de cultura pop, clicando aqui e, aparentemente, não está disponível em nenhum plataforma de streaming. Confira abaixo o setlist completo do álbum com os respectivos intérpretes de cada faixa, que conta com capa de Renato Lima, da Pockets Comics pra coroar com ótimos traços e cores esse homenagem a um grande ícone de nosso cancioneiro popular:
Álbum: Ainda Somos os Mesmos
1- Dario Julio & Os Franciscanos - “Apenas Um Rapaz Latino Americano”
2- Manoel Magalhães - “Velha Roupa Colorida”
3- Phillip Long - “Como Nossos Pais”
4- Nevilton - “Sujeito de Sorte”
5- Lucas Vasconcellos - “Como o Diabo Gosta”
6- Bruno Souto - “Alucinação”
7- Lemoskine - “Não Leve Flores”
8- Fábrica - “A Palo Seco”
9- Transmissor - “Fotografia 3×4?
10- Marcelo Perdido - “Antes do Fim”
*Clique aqui você pode se tornar um cliente Prime na Amazonou ainda comprar vários itens relacionados ao cantor Belchior, como livros, LPs, etc. Você também pode optar pelo Mercado Livre e conferir as diversas opções disponíveis. Lembrando sempre que, se você comprar seus produtos usando nossos links, além de aproveitar as melhores ofertas, você ainda contribui na manutenção do trabalho que aqui realizamos, sem nenhum custo adicional. Contamos com você nesse apoio.
A capa é assinada por Bruna Predes
P.S. Paralelo a esse projeto há outro tributo (também produzido pelo próprio Jorge Wagner) ao artista: OEP Entre o Sonho e o Som, que conta com outras seis versões de músicas do artista revistas por outros músicos. O diferencial deste álbum é que neste não há um álbum específico sendo revisitado, mas vários momentos diferentes da trajetória de sucesso de Belchior. Confira abaixo seu tracklist, que pode ser baixado juntamente com Ainda Somos os Mesmos clicando aqui:
EP Bônus: Entre o Sonho e o Som
1- nana - “Coração Selvagem”
2- Jomar Schrank - “Comentário a respeito de John”
3- Ricardo Gameiro - “Medo de Avião”
4- João Erbetta - “Paralelas”
5- The Baggios - “Todo Sujo de Batom”
6- Bonifrate - “Na Hora do Almoço” (essa entrou no último momento e nem está presente entre as apresentadas na contracapa do EP). Obs. Clique nas imagens pra ampliar.
E 2016 continua fazendo vítimas no mundo artístico. Após a morte dos cantores David Bowie (em 10/01, aos 69 anos), Prince (em 21/04, aos 57 anos), Leonard Cohen (em 10/11, aos 82 anos e George Michael, (25/12, aos 53 anos. As mais recentes notícias trágicas foram as mortes dos atores Ricky Harris (O Malvo, de Todo Mundo Odeia o Chris), no último dia 26/12 aos 54 anos e Carrie Fisher (a eterna Princesa Leia, de Star Wars) aos 60 anos ontem (27/12), entre muitos outros artistas que deixaram sua marca na história.
Em homenagem à esses e outros falecidos que não foram citados acima está circulando na web uma adaptação da capa do álbum “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”, clássico álbum dos Beatles de 1967. De acordo com informações do Hypeness, a autoria da paródia é do artista inglês Chris Baker. “A paródia da capa do Sgt. Pepper’s é um clichê do design, mas como um amigo certa vez me disse, ‘a chave é a imagem original’. Se você escolhe Warhol, Lichtenstein, Leibowitz ou Peter Blake, as pessoas instintivamente respondem”, comenta o artista.
Além da referência aos mortos, claramente há uma mensagem política com a expressão "BREXIT" bem ao centro, fazendo menção à saída do Reino Unido da União Européia e um boné vermelho com a mensagem "Make America Great Again" ("Faça a América Grande Novamente"), lema da campanha do presidente eleito dos Estados Unidos Donald Trump.
Este ano realmente está sendo diferente. Parece mais carregado com energias negativas, como nós, brasileiros bem pudemos perceber, com a tragédia do avião da Chapecoense, que deixou 71, mortos, incluindo jogadores, comissão técnica e jornalistas, e seis feridos. Que o ano de 2016 venha e traga mais alegrias que tristezas.
Após o lançamento do CD/DVD comemorativo 10 Anos Depois no ano passado os Blues-Rockers sergipados do The Baggios estão lançando pelo Catarse uma campanha de financiamento coletivo de Brutown, seu novo álbum de estúdio, apresentando ao público Rafael Couto (órgão e sintetizador), novo integrante que se junta a Júlio Adrade (voz e guitarra) e Gabriel Carvalho (bateria), mudando assim a configuração da banda de duo para trio.
Este é o terceiro álbum da banda que participou da última edição do Loolapaloosa e sempre teve o viés independente. Nessa nova empreitada, seguindo exemplo de outros grupos como os cearenses do Selvagens à Procura de Lei, os caras ousaram convocar os fãs a participarem ativamente da produção desse novo álbum. Entre as recompensas tem download do álbum, o CD físico, LP e até um mini-show pra 40 pessoas. Clique aqui pra participar da campanha.
O lançamento de Brutown está programado pra setembro deste ano.
Clique aqui pra conferir uma entrevista que os caras cederam à Taverna.
Confira abaixo mais detalhes da campanha no Catarse:
Quem já acompanha os posts da Taverna há algum tempo já deve ter percebido que um hobby deste redator/editor que vos escreve é procurar conhecer novos talentos musicais, sejam eles brazucas ou internacionais e nas mais diferentes configurações (seja banda, dupla, carreira solo, etc) e estilos. Essa mania acaba me ajudando a apresentar esses artistas aqui no blog e fazer com que mais gente também conheça, saindo do mesmismo de sertanejo universitário que vem permeando as rádios, tevês e internet do país.
Maglore: Rodrigo Damati (baixo e vocais), Teago Oliveira (voz/guitarra) e Felipe Dieder (batera e vocais)
A escolha da vez foi a banda baiana Maglore, que acaba de lançar seu terceiro álbum, disponível para audição gratuita aqui. A banda começou em 2009 e já passou por algumas formações e hoje é formada por formada por Teago Oliveira (voz e guitarra), Rodrigo Damati (voz e baixo) e Felipe Dieder (bateria e voz). Veroz (2011), o primeiro álbum tem um clima que lembra um pouco o bem elaborado último álbum dos Hermanos, porém com um sotaque suingue nordestino interessante pra incrementar. Vamos pra Rua (2013) tem uma sonoridade mais madura, com uma personalidade mais própria, ótimos arranjos e uma acentuação nordestina ainda maior. III (2015), o álbum mais recente foi lançado este ano, com arranjos e letras ainda mais sentimentais.
É difícil rotular o som dos caras em qualquer estilo, pois mesclam elementos da tradicional MPB (sobretudo Tropicalismo), com o melhor do rock nacional, psicodelia, algumas vezes até emulando o som das antigas cantigas das lavadeiras, elementos orientais (no último álbum principalmente) e, pasmem!, até axé dos anos 90, como um ingrediente que passa de raspão pela miscelânea que é o caldeirão sonoro apresentado pelas canções da banda. Vale muito a pena conhecer o som do Maglore. Com certeza, você não vai se arrepender.
Em breve teremos aqui resenhas completas dos álbuns da banda.
Confira abaixo o clipe de Mantra, do último álbum:
Os Selvagens à Procura de Lei lançaram esta semana o videoclipe de Despedida, do álbum homônimo lançado em 2013. A produção faz parte do projeto Around The World in 80 Music Videos e direção ficou por conta de Diana Boccara e Leo Longo, cheia de simbologia, representando ao mesmo tempo um fim e um novo começo pra carreira dos jovens músicos que surgiram no cenário cearense, participando de festivais e partindo pro sudeste, ficando nacionalmente conhecido.
O título da canção casa perfeitamente com o momento que a banda vem passando (representado, entre outros detalhes sutis, pelo escafandro (símbolo dos primeiros álbuns) usado pelo guitarrista e vocalista Gabriel Aragão em determinado momento. O vídeo, gravado em único take é simples e preciso, abrindo caminho pro vindouro Praieiro, novo álbum da banda produzido por meio de financiamento coletivo, que deve ser lançado ainda este mês. Encerrar com uma fogueira queimando algumas "relíquias" e com o quarteto entrando no mar foi o algo realmente poético.
Se você acompanha o nosso blog há algum tempo, já deve ter lido sobre o duo sergipano de blues/rockThe Baggios,formado por Julio Andrade (voz e guitarra) e Gabriel Carvalho (bateria), que fazem um som simples e pesado mesclando elementos de vários estilos às vozes do sertão de São Cristóvão-SE, onde a banda começou. A novidade é que os caras divulgaram ontem, em tempo real, via fanpage no facebook o momento em que as matrizes de seu novo CD/DVD comemorativo de 10 anos da estavam indo pra prensagem, o que significa que muito em breve estarão disponíveis pros fãs de todo o Brasil na lojinha on-line deles.
O álbum trará em performance ao vivo um apanhado das canções da banda ao longo de seus dez anos de carreira dos Baggios. Detalhes sobre o lançamento, como qual o tracklist, participações especiais ou se haverão canções inéditas ainda não foram divulgados.
Imagem dos discos com as matrizes do novo trabalho dos Baggios
Clique aqui pra ler uma entrevista que fizemos com os Baggios.
Outra grande banda das antigas que tá com novo clipe é o AC/DC, que lançou ontem Rock the Blues Away, do álbum Rock or Bust, seu mais recente (lançado, lançado no apagar das luzes do ano passado). A banda australiana surgiu em 1973 e já passou por algumas formações, contando com clássicos estratosféricos como Highway to Hell, Back in Black, T.N.T. entre vários outros em sua discografia.
Recentemente os caras passaram por alguns problemas sérios, como a debilitada saúde do guitarrista base e co-fundador da banda Malcolm Young, que acabou tendo que sair da banda e foi substituído por seu sobrinho Stevie Young (que já havia tocado na banda por um tempo) e o baterista Phil Rudd, que teve sérios problemas com a justiça e foi substituído por Chris Slade (que, inclusive, já aparece tocando no clipe).
O vídeo mescla imagens de um show “ao vivo” em um local pequeno emulando um pub, com o público bem perto da banda a elementos a elementos de documentário, com cenas de bastidores, com a banda se preparando e definindo os últimos detalhes antes de subir ao palco.
Aperte o play e confira o AC/DC de volta à ativa com tudo:
A cineasta irlandesa Aoife McArdle produziu recentemente um curta-metragem baseado na canção Every Breaking Wave, de Songs Of Innocence, último álbum da megabanda, também irlandesa, U2 lançado em meados do ano passado, sob uma chuva de críticas pela forma que optaram por distribuí-lo (direta, gratuita e obrigatoriamente e sem opção de excluir o arquivo nos HDs de toda e qualquer pessoa que possuísse um Ipad).
Problema resolvido. Vamos ao vídeo, que remete à juventude na Irlanda entre o final dos anos 70 e início dos anos 90, período vivido tanto pelos integrantes da banda quanto pela cineasta:
Formação original dos Raimundos, com Fred (batera), Digão (guitarra), Rodolfo (vocal) e Canisso (baixo)
Está disponível pra download gratuito na web o álbum Raimundos 20 anos - Eu quero é rock!, um tributo à banda brasiliense que explodiu nos anos 90, com uma inusitada miscelânea sonora fazendo uma ponte entre o som punk/harcore dos Ramones (declaradamente a maior influência musical dos caras) e um “forrozinho arrochado”, com pitadas do romantismo que por aqui chamamos genericamente de “Brega” (a lá Falcão). Similar ao que vimos em outros projetos apresentados aqui na Taverna (Ainda Somos os Mesmos, em homenagem à Belchior e Espelho Retrovisor, aos Engenheiros do Hawaii), temos vários talentoso artistas do cenário musical atual oriundos de vários locais do país dando cara nova às conhecidas canções da banda, com algumas versão pra lá de inusitadas do som dos Raimundos.
Destacam-se na tracklistPuteiro em João Pessoa (com Diogo Soares, do Los Porongas e Kali) Palhas do Coqueiro (Móveis Coloniais de Acaju) e Cintura Fina (The Baggios), com ótimas versões que dão novos ares a velhas conhecidas dos fãs dos Raimundos, sem pra isso ter que perder a identidade que cada banda carrega ou desrespeitar seus fãs ou os da grande homenageada.
Produção executiva e curadoria ficaram por conta de Bruno Dias e Tiago Agostini. Aguarde uma resenha do álbum. Esse merece...
Confira abaixo a tracklist completa:
Raimundos 20 anos – Eu Quero É Rock!
1. Puteiro em João Pessoa – Diogo Soares (Los Porongas) + Kali
2. Palhas do Coqueiro – Móveis Coloniais de Acaju feat Evandro Vieira
No final do ano passado, com o lançamento de duas coletâneas em homenagem ao cantor Belchior (que, inclusive, foram comentadas aqui) este escriba teve a oportunidade de conhecer diversas bandas atuais oriundas de diferentes cantos do Brasil. Quase todas apresentando visões únicas pras canções do menestrel cearense, também único na história da MPB, por ter composto e cantado canções que são verdadeiras crônicas de seu tempo, ilustrando perfeitamente as ânsias e "grilos" de sua geração.
Eis que no meio dessas canções tive contato com Todo Sujo de Batom numa versão pra lá de “roquenrol”, com um simpático sotaque nordestino com muito orgulho, numa pegada explosiva misturando elementos de blues e rock setentista, regado à guitarra distorcida, voz e bateria. Vi no encarte que tratava-se do duo The Baggios, formado por Julio Andrade (voz e guitarra) e Gabriel Carvalho (bateria) na cidade histórica de São Cristóvão, Sergipe. Iniciei uma pesquisa sobre os caras e cheguei ao contato com eles, convidando-os a ceder uma entrevista à nosso blog, o que foi prontamente atendido, chegando ao texto abaixo, apresentando a você um pouco mais da história e estilo único dos músicos, que têm viajado pelo país e conquistado público e crítica com seu som autoral, visceral e ousado. Feita essa rápida introdução, vamos ao que interessa (a entrevista):
Taverna - Como a música entrou na vida de vocês?
Arte de capa do 1º CD: The Baggios (2011)
Julio - Eu defino que comecei realmente a me apegar com a música aos 12 anos quando ouvi uma fita k7 do Nirvana Unplugged. A partir dali quis um violão, depois uma guitarra, um pedal de drive e finalmente a primeira banda.
Gabriel - Meu gosto pela música veio com a influência de casa mesmo, através do que meus pais e amigos próximos ouviam e ai foi uma bola de neve, fui me interessando cada vez mais ( a mtv brasil teve um papel bem importante pra mim na época) até chegar ao ponto de realmente querer tocar algum instrumento...
Taverna -E o nome da banda, de onde veio a escolha? É uma espécie de homenagem à alguém?
Julio - Queria algo que tivesse uma ligação com São Cristóvão, cidade na qual vivo, e existia um “figura” esquisitão que circulava com uma viola no ombro cheio de historias surreais pra contar e todos os conheciam como Baggio. Resolvemos dar esse nome como homenagem a ele.
Taverna - Interessante como essa configuração de duo pode gerar controvérsias, por muitas vezes, deixando vazios sonoros (o que, definitivamente, não é o caso de vocês). Como chegaram à essa decisão?
Julio - O formato da banda aconteceu por necessidade. Eu e Lucas (primeiro baterista) tocávamos em outras bandas em quarteto, depois formamos outra em trio, e aos poucos fomos percebendo que só eu e ele estáva levando esse lance de fazer música a sério, e resolvemos experimentar um duo, foi daí que surgiu o "The Baggios".
2º trabalho, com versões e CD...
...e vinil, com diferentes artes de capas e acabamentos
Taverna - Quais as principais influências na sonoridade de vocês?
Julio - Blues, Rock, Música Brasileira, Soul, Funk.... Escutamos muito tudo isso.
Taverna - E ultimamente, o que vocês tem escutado?
Julio - Buffalo Killers, Valerie June, Bombino, Zé Ramalho, Alceu Valença, Os Tincoãs
Gabriel - Mac DeMarco, Stereolab, Airto Moreira, João Donato, Guided By Voices,The Slackers...
Taverna - Sobre a excelente participação de vocês no álbum Entre o Sonho e o Som, em homenagem à Belchior, como chegou a vocês? Vocês mesmos escolheram “Todo Sujo de Batom”?
Julio - Não, a música foi sugerida pelo jornalista carioca Jorge Wagner, mas foi um tiro certeiro, pois é uma das quais mais curto dele. Curtimos esse desafio de pegar músicas que não tem uma ligação com nossa sonoridade e ver no que dá.
Taverna - Como é o cenário musical no Sergipe (estado de origem da banda)? Há outras bandas que vocês curtem por lá e deveriam ganhar mais destaque no cenário nacional?
Julio -As bandas daqui são ótimas e o mais legal é que cada uma tem sua pegada. Curto muito o trabalho da Plástico Lunar, Coutto Orchestra, Seu Montanha, Polayne, Reação, Lacertae, Renegades Of Punk e acredito que essas bandas se dariam bem em qualquer festival do Brasil.
Gabriel - Penso exatamente como Julico em relação a qualidade e variedade de estilos da cena local.. As bandas estão cada vez mais cuidadosas com o seu trabalho, a galera que trabalha na área áudio visual se profissionalizando, sempre tem rolado shows e movimentos culturais independentes.. estamos numa boa crescente em todo esses aspectos... Só precisamos aparecer mais num cenário mais abrangente, a circulação ainda é pequena pela quantidade de artistas que temos ...
Taverna - Como vocês veem o rock nacional na atualidade, tanto em relação ao "Mainstream" quanto os independentes? Poderiam citar algumas independentes que deveríamos dar mais atenção daqui pra frente?
Julio - Acho que o rock vive um momento ímpar no Brasil, tem muitas bandas lançando trabalhos refinados e de alta qualidade. Não acredito muito nesse lance de mainstream , cada banda tem sua qualidade e suas metas, e pode estar super bem fora das bandas consideradas mainstream pela mídia. O Terno é bem massa, Muddy Brothers, Plástico Lunar que estão prestes a lançar um puta disco, Supercordas, Far From Alaska, Boogarins, e por ai vai...
Foto do ensaio promocional do último trabalho dos "Baggios": "Sina", lançado em 2013
Taverna - “Sina” (2013), o 2º álbum de vocês está disponível tanto em CD, quanto em LP e pra download gratuito na internet (o público também pode fazer doações no momento da realização do download). Como é essa relação de vocês com o mercado fonográfico e o público? A galera tem apoiado monetariamente a produção? Ou melhor, ainda é viável a produção de um álbum físico no momento atual do mercado fonográfico?
Julio - Ainda há interesse do público em adquirir material físico da banda. Vendemos bastante em shows, mas claro que os números não se comparam. Temos quase 30.000 downloads do nosso disco, 1.000 cópias de CDs e 250 de vinil vendidas. Por ai dá pra se basear.
Taverna - Vocês já fizeram shows em vários Estados, ganharam vários prêmios, seus videoclipes já chegaram aos grandes canais musicais nacionais e, mesmo independentes, figuraram na lista da Rolling Stone Brasil entre os 25 melhores álbuns de 2013. Como o restante do Brasil recebe vocês quando estão longe de casa? Já conhecem as músicas e cantam junto ou ainda existe aquela desconfiança inicial?
Julio - Somos bem recebidos, muitas cidades nos surpreende. Não tem preço quando você toca pela primeira vez numa cidade e vê dezenas de pessoas cantando, ou pedindo músicas. Esse é um dos principais alimentos para manter a banda circulando. A diversão do público com nossa música e nos instiga e faz todo o sentido montar turnê mesmo que independe de apoios e editais para isso.
Imagem do último show, no encerramento do "Porto Musical", no Recife
Taverna - Pra encerrar, gostaria de deixar nosso muito obrigado pela atenção e pronta disponibilidade quando entrei em contato com vocês pela primeira vez. Espero, pelo bem da música brasileira que vocês estejam apenas começando, pois material de qualidade como o que vocês produzem é produto que anda em falta no nosso mercado.
Se você quiser conhecer um pouco mais sobre o som dos Baggios acesse a página dos caras no facebook (onde tem várias fotos e vídeos bacanas, inclusive, o CD/LP físico "Sina"e também o anterior "The Baggios", de 2011 estão disponível à venda e um interssante documentário sobre a turnê que eles fizeram pelo nordeste em 2011). Garanto que você não vai se arrepender.
Aperte o play e tenha um prévia do som poderoso e agressivo do duo:
O músico, cantor e compositor piauiense Ravel Rodriguesrealiza esta semana em Teresina-PI o show de lançamento do primeiro EP da carreira solo do artista, entre outros projetos, participou da banda Eucapiau, que ao lado de outras grandes bandas autorais, como o Validuaté e Madame Baterflai, marcou época na história musical da capital do piauí em meados dos anos 2000, misturando elementos de vários estilos musicais, desde o repente e outros ritmos nordestinos, como o frevo, passando pelo fado português e o bom e velho roquenrol..
O novo projeto de Ravel é uma mistura de tudo isso a novos elementos sonoros e vivências pessoais do jovem artista que adquiriu um estilo próprio de cantar e tocar seu versos e acordes, pois além de se dedicar à carreira desde muito jovem, carrega a arte em si desde o berço, por ser filho de outro grande músico e poeta, que muito contribuiu pro crescimento e fortalecimento do cenário local. Clique aqui pra saber mais sobre o EP do cantor e ouvir as faixas pra conferir a qualidade do trabalho do cara.
A galera que gosta de música ou mesmo de um bom drama ou histórias de superação não pode deixar de assistir Whiplash – Em Busca da Perfeição nova produção da Blumhouse Productions/Sony que estreia hoje em cinemas de todo o país (menos aqui em Teresina-PI, o que, infelizmente, é comum de se acontecer). O filme conta a história de Andrew Neiman (Miles Teller) um jovem e talentoso baterista que acredita que entrar pra um dos maiores conservatórios de música dos Estados Unidos seria o ápice de sua carreira como músico. Ledo engano, pois quando finalmente consegue atingir esse objetivo se depara com Terence Fletcher, um professor carrasco interpretado por um inspiradíssimo J.K. Simmons (O.Z.) que utiliza métodos terríveis (incluindo aí terrorismo e tortura psicológica e até física!) pra que seus alunos se figurem entre os melhores músicos de todos os tempos.
Identificando o talento do rapaz com as baquetas, Fletcher o transfere para sua orquestra de Jazz, incitando-o até tornar sua paixão pela música e vontade de se igualar a seus ídolos uma obsessão, beirando as fronteiras da sanidade. Só pelo trailer (que você pode conferir abaixo) já podemos ver que se trata de uma bela história, recheada de pedras pelo caminho e escolhas difíceis a se fazer pra se alcançar um difícil objetivo.
Só pra se ter uma ideia do que podemos esperar desse filme dirigido por Damien Chazelle (Toque de Mestre, O Último Exorcismo - Parte II), basta saber que ele estreia hoje e já coleciona prêmios do júri e da audiência do Festival de Sundance 2014.
Confira o trailer legendado abaixo e saiba porque se trata de um lançamento imperdível:
Faz alguns anos que o Los Hermanos "deu um tempo" e os músicos vem realizando interessantes trabalhos paralelos, rendendo trabalhos que conquistaram tanto público quanto a crítica, tanto em vôos solo quanto em bandas, como o Little Joy (do qual Rodrigo Amarante fez parte) e a Banda do Mar (que tem Marcelo Camelo como um dos integrantes). O interessante é que o que poderia ter sido um ponto final, acabou se tornando apenas reticências, pois os caras cessaram as atividades da banda de forma amigável e volte e meia se reúnem pra pequenas turnês e ocasiões especiais, como as comemorações dos 450 anos da cidade do Rio de Janeiro, a serem completados no ano que vem.
Os Hermanos surgiram no cenário musical brasileiro no final da década de 90 com os hits Anna Jullia e Primavera e conquistaram o público com essas baladas românticas inseridas em um álbum repleto de hardcore mesclando ingredientes tão inesperados como letras românticas e rebuscadas à ambientação sonora com metais em clima circense e guitarras distorcidas. De lá pra cá foram mais três álbuns de estúdio mais um ao vivo. Nessa época a banda conseguiu ir melhorando a cada novo lançamento, melhorando seu instrumental e criando um estilo próprio de compor e tocar mesclando romantismo MPBístico ao roquenrol, então vieram as tais "reticências" que falei.
Apesar de não lançar nada novo desde 2005, quando Los Hermanos 4 chegou às lojas, os fãs da banda não param de crescer, assim como a mística que envolve seus integrantes, que nunca deixaram de produzir excelentes canções. Em 2015 teremos duas apresentações da banda nos dias 30 e 31 de abril no Jokey Club do Rio de Janeiro. Nos resta esperar pra ver se os caras se animam pra finalmente produzir juntos novamente, pois, apesar dos excelentes trabalhos que cada um deles têm desenvolvido, a soma desses quatros barbudos tem o potencial musical de levar a galera ao delírio.
Embalado pelo recente lançamento da cinebiografia Tim Maia no mercado brasileiro (que já vi e tô devendo uma resenha por aqui, que deve sair em breve) cheguei através de um amigo à interessantíssima animação abaixo, que apresenta nosso astro maior do soul e funk ao mercado americano, divulgando o álbum-coletânea Nobody Can Live Forever: The Existential Adventures of Tim Maia, lançado por lá no ano passado (mais de 50 anos após a passagem do artista por aquela terra) pela Buaka Bop com muita pompa, principalmente quando se fala de um artista oriundo de um outro país.
O vídeo (com áudio em inglês e legendas em português) faz em apenas dois minutos um apanhado de toda a trajetória de Tim, sem abrir mão das inúmeras polêmicas em que se envolveu, como seus problemas com drogas e sua entrada (e rápida saída) de uma seita que acreditava em extraterrestres e sua personalidade forte, explosiva e inconstante, lembrada por aqueles que conviveram com o cara.
Vale muito a pena conferir essa excelente produção:
Lembra dos cearenses do Selvagens à Procura de Lei, que falei aqui outro dia como uma das maiores revelações recentes no cenário do roquenrol brasileiro? (Se não viu, confere aqui). Pois é. Os caras estão produzindo de forma independente seu segundo álbum: Praieiro, e convidando o pessoal que curte o som deles pra fazer parte dessa história por meio do financiamento coletivo no Catarse. O fã pode contribuir com valores a partir de R$ 25 (vinte e cinco reais) e, as “recompensas” variam de acordo com o investimento, de um pôster, CD, pacote com pôster, camisetas e CDs, separados ou em pacotes, que também podem ser autografados, dependendo do caso. As recompensas mais legais são a inclusão do nome do apoiador em uma música especial tocada pela banda e também um show dos caras no local escolhido a ser escolhido por você.
O novo álbum da banda cearense formada por Gabriel Aragão e Rafael Martins explodindo nas guitarras e vocais, Caio Evangelista no baixo e Nicholas Magalhães na batera está sendo produzido por David Corcos na cidade de São Paulo, onde residem atualmente.
A banda, dona de hits como Brasileiro, Mucambo Cafundó e Bem-vindo ao Brasil tem várias influências interessantes, como Cazuza, Legião Urbana, Artic Monkeys, Franz Ferdinand, Pink Floyd, Jack White, entre vários outros que se mesclam, resultando num som de qualidade, inovador ao mesmo tempo em que bebe de várias fontes poderosíssimas, respeitando e tratando com carinho a história e os personagens dos mais diferentes cenários e épocas do Rock, sendo reconhecida, inclusive por vários artistas que já estão na estrada há muitos anos, os Selvagens já ganharam vários prêmios de renome nacional, como o Multishow e o Aposta MTV tocaram em festivais importantes, como o Lollapalooza Brasil 2014.
Confira abaixo o vídeo dos Selvagens convidado você a participar do projeto Praieiro:
Aperte o play e veja também o clipe de Brasileiro (ao vivo), um dos maiores hits da banda:
Clique aqui e conheça um pouco melhor a banda. Clique aqui e confira Bem-Vindo ao Brasil, a nova música dos Selvagens.
Clique aqui pra ser direcionado pra página do Catarse onde você pode se tornar um apoiador do projeto Praieiro.
A Rolling Stone Brasil em mais um acerto daqueles está lançando este mês Led Zeppelin – Edição de Colecionador, volume especial da revista que resgata toda a trajetória da banda, ainda hoje considerada por muitos headbangers do mundo todo como uma das maiores de todos os tempos, desde seu início no final dos anos 60, atingindo seu apogeu e decadência na década posterior e se extinguindo em 1980 e seu breve retorno de apenas uma noite em 2007.
A edição especial busca dar vazão não apenas ao som pesadíssimo e muito bem trabalhado da banda, mas a toda a mística que envolve sua história, inclusive algumas confusões. Muitas entrevistas recheiam o volume de 90 páginas em papel especial que, entre outras coisas, ajudam a esclarecer alguns mal-entendidos e mitos que envolvem a banda.
Não bastasse tudo isso, a edição especial conta ainda com a discografia comentada dos caras e um guia definitivo desse gigantesco quarteto formado por Jimmy Page (guitarra), Robert Plant (voz), John Bonham (bateria) e John Paul Jones (baixo) dona de clássicos eternos como Stairway to Heaven, Immigrant Songs, Black Dog, Moby Dick, entre vários outros.
Vale muito a pena adquirir essa edição. Imperdível pra quem gosta de roquenrol de qualidade e quer saber um pouco mais sobre essa banda que revolucionou pra sempre a história do rock, mesclando vários estilos e linguagens pra chegar a um som tão inovador, que até hoje colhe frutos.
O Angra também presenteou seus fãs recentemente com algumas aguardadas novidades: A arte de capa de seu novo álbum Secret Garden e o lançamento pra audição no YouTube do primeiro single desse novo trabalho de uma das maiores bandas brasileiras de Heavy Metal. O lançamento por aqui está previsto pra janeiro de 2015.
Aperte o play e confira a nova música. Não esqueça de deixar seus comentários:
O AC/DC disponibilizou para audição em seu canal oficial no YouTube a faixa que batiza seu novo álbum “Rock or Bust”, segundo single do disco, cujo primeiro “Playball” teve seu clipe divulgado semana passada com duas ausências sentidas: Malcolm Young, guitarrista da banda afastado por problemas de saúde (que foi substituído por seu sobrinho Steve Young) e o baterista Phil Rudd, que está passando por alguns problemas na justiça da Nova Zelândia e acabou sendo substituído no clipe por Rob Richards.
O lançamento oficial de Rock or Bust (o álbum) está previsto pro início de dezembro.
Ainda Somos os Mesmos é um projeto musical interessantíssimo lançado este ano pelo site Scream & Yell que tira a poeira do álbum Alucinação, do cantor cearense Belchior, lançado originalmente em 1976, que serviu como grande vitrine para o consagrar como artista, finalmente gravando pra sempre seu nome na história da Música Popular Brasileira.
A proposta do projeto é fazer uma releitura literal do LP faixa a faixa, com interpretações de vários artistas da nova geração, algo parecido com o que vemos no programa televisivo Som Brasil da Globo (infelizmente pouco prestigiado pela emissora, relegado à pouca divulgação e horário horrível), porém, ainda mais apurado e preocupado com um momento específico da carreira do artista, no caso, o álbum em questão, que apresentou ao público alguns dos hits mais “carimbados” da carreira desse grande artista, como “Apenas Um Rapaz Latino Americano”, “Velha Roupa Colorida”, “A Palo Seco”, entre muitos outros.
Um detalhe interessante deste tributo produzido por Jorge Wagner é que as faixas são apresentadas na arte da contracapa como se se tratasse realmente de um LP, divididas em lados A e B, com motivos retrô em tons psicodélicos, lembrando os trabalhos realizados contemporâneos ao lançamento original da obra.
O álbum está disponível pra download gratuito no site de cultura pop , clicando aqui. Confira abaixo o setlist completo do álbum com os respectivos intérpretes de cada faixa, que conta com capa de Renato Lima, da Pockets Comics pra coroar com ótimos traços e cores esse homenagem a um grande ícone de nosso cancioneiro popular:
Álbum: Ainda Somos os Mesmos
1- Dario Julio & Os Franciscanos - “Apenas Um Rapaz Latino Americano”
2- Manoel Magalhães - “Velha Roupa Colorida”
3- Phillip Long - “Como Nossos Pais”
4- Nevilton - “Sujeito de Sorte”
5- Lucas Vasconcellos - “Como o Diabo Gosta”
6- Bruno Souto - “Alucinação”
7- Lemoskine - “Não Leve Flores”
8- Fábrica - “A Palo Seco”
9- Transmissor - “Fotografia 3×4?
10- Marcelo Perdido - “Antes do Fim”
A capa é assinada por Bruna Predes
P.S. Paralelo a esse projeto há outro tributo (também produzido pelo próprio Jorge Wagner) ao artista: OEP Entre o Sonho e o Som, que conta com outras seis versões de músicas do artista revistas por outros músicos. O diferencial é que neste não há um álbum específico sendo revisitado, mas vários momentos diferentes da trajetória de sucesso de Belchior. Confira abaixo seu tracklist, que pode ser baixado juntamente com Ainda Somos os Mesmos clicando aqui:
EP Bônus: Entre o Sonho e o Som
1- nana - “Coração Selvagem”
2- Jomar Schrank - “Comentário a respeito de John”
3- Ricardo Gameiro - “Medo de Avião”
4- João Erbetta - “Paralelas”
5- The Baggios - “Todo Sujo de Batom”
6- Bonifrate - “Na Hora do Almoço” (essa entrou no último momento e nem está presente entre as apresentadas na contracapa do EP). Obs. Clique nas imagens pra ampliar.