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terça-feira, 20 de maio de 2025

Vamos falar sobre "A Saga dos X-Men" (Parte 01)

"A Saga dos X-Men" é uma coleção de banca que vem sendo lançada pela Panini Comics desde Julho de 2022 e já está prestes a chegar em sua 36ª edição, encerrando sua "1ª Temporada" aqui no Brasil (a ser lançada ainda este mês de Maio/25). A coleção teve como ponto de partida um "ponto cego" interessante: um material que foi publicado há mais de 30 anos por no Brasil em "formatinho" pela Abril, sem republicação há muitos anos por aqui (sob raras exceções). Entre os destaques das primeiras edições da coleção tivemos a saga que apresentou os Morlocks, Kitty Pryde Ninja, Tempestade com jaqueta preta e cabelo "moicano" e as sagas  "Massacre de Mutantes", "Inferno", "Saga da Ilha Moir", entre várias outras pérolas há anos longe das bancas e livrarias brasileiras.


Destaques a vários personagens e republicação de arcos há muito publicados no Brasil e em formatinho

O interessante desta coleção é que ela resgata uma fase gigantesca escrita pelo prolífico roteirista britânico Chris Claremont, que já vinha trabalhando com os mutantes desde o final da década de 70 e trazia uma visão única com grande coesão com praticamente toda a (já enorme) cronologia dos mutantes, dando destaque a diferentes personagens, dependendo da edição. Sempre contando histórias humanas e cheias de conflitos palpáveis, entre os próprios protagonistas, com destaque inicial para Wolverine, Kitty Pryde, Tempestade e Madelyne Pryor,  além, claro, de uma galeria enorme de coadjuvantes e vilões que, até hoje têm reflexos sobre as histórias dos mutantes. E, o melhor: além de não "saltar edições", coisa que comumente acontece em coleções parecidas, ainda trás junto importantes minisséries contemporâneas como "Kitty Pride/Wolverine" (Vol. 5) e a solo do "Noturno" (Vol.10, hoje já esgotadas), esta última, até então, inédita em terras brasileiras.

A história começa em um ponto cronológico que saiu aqui pela primeira vez em Superaventuras Marvel, seguindo por uma minissérie em formatinho da Abril nominada apenas como X-Men, que teve 04 edições, publicada em 1988 e no que posteriormente culminou no lançamento da primeira mensal da equipe mutante pela editora, em novembro de 1988, dando continuidade com importantes sagas, que apresentaram personagens como os Morlocks, Carrascos, Carniceiros, Sr. Sinistro, Apocalipse, entre muitos outros, que durou 141 edições, encerrada em julho de 2000, resistindo corajosos 22 anos em publicação em formatinho.

Quando se fala em X-Men são muito lembrados momentos importantes e conhecidas sagas, como A Segunda Gênese, A Saga da Fênix Negra e Dias de um Futuro Esquecido que, em verdade, são clássicos mesmo e, muitos deles com importante participação de Claremont, que acabou se tornando o maior arquiteto dos mutantes de todos os tempos, e participou ativamente da expansão da marca na Marvel Comics, apresentando novas títulos X, além do principal, como Os Novos Mutantes e Excalibur. O que acontece é que essas histórias acabam ofuscando outras também excelentes e com uma "pegada" mais humana, próxima ao "underground", da vivência nossa de cada dia, como por exemplo, a saga que apresentou os Morlocks, que tem como base o preconceito às diferenças, que se tornou a "alma" das histórias mutantes ou "O Massacre de Mutantes", uma das histórias mais violentas dos mutantes já publicadas ou mesmo "A Saga da Ilha Muir", momento decisivo na trajetória mutante, que obteve tanto sucesso, que acabou dando o pontapé incial de uma segunda mensal intitulada apenas de X-Men, que, por sinal, sua primeira edição se tornou a HQ norte-americana mais vendida de todos os tempos 

Dentro desta série vários importantes desenhistas que passaram pelo título e têm longeva história nos quadrinhos, como John Romita Jr., Marc Silvestri, Alan Davis e Jim Lee, entre muitos outros, contando mensalmente capítulos do que parecia uma grande novela mutante, recheadas de dramas pessoais, "plot twists" e, claro, muita porradaria e excelentes vilões, protagonistas e coadjuvantes novos e antigos. Enfim, pequenos clássicos dentro dentro de uma mensal, que satisfez a vontade de aventuras da juventude por muito tempo.


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quarta-feira, 15 de janeiro de 2025

novo trailer de "Demolidor: Renascido" mescla cenas de conversa tensa e violência

Após muito suspense e primeiras imagens que geraram pouca repercussão, finalmente surge na web um trailer decente de Demolidor: Renascido, nova produção do Disney+ que retoma a série do demônio atrevido vigilante da Cozinha do Inferno, que andava meio sumido do UCM.   

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O novo trailer apresenta um novo status quo, tanto de Matt Murdock quanto de seu principal adversário, o Rei do Crime, tendo o primeiro se aposentado de seu manto de vigilante e o segundo como novo prefeito de Nova York em meio à uma conversa tensa, com pequenos trechos da série, mostrando o caos em que a cidade está, apresentando novos vilões (Tigre Branco), antigos conhecidos (Justiceiro, Mercenário) e muita, muita porradaria. Confere lá.

Demolidor: Renascido estreia no dia 04/03/25 no Disney+ e trás de volta Charlie Cox (Defensores, Stardust) ao papel de protagonista, tendo a volta de Deborah Ann Woll (True Blood, Scape Room) como Karen Page, Vincent D'Onofrio (Nascido para Matar, Lei e Ordem, A Cela) como Wilson Fisk, o Rei do Crime, Jon Bernthal (The Walking Dead, Corações de Ferro, O Urso), como Frank Castle, o Justiceiro, Wilson Bethel (Os Portais, All Rise), como o Mercenário, Kamar de los Reyes (The Rookie), como o Tigre Branco e Michael Gandolfini (Os Muitos Santos de Newark, Cherry) como Daniel Blade, entre outras caras novas e conhecidas.

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quinta-feira, 31 de outubro de 2024

Coleção "Saga" ou "Omnibus"? o problema dos formatos volta à cena no Brasil

Um assunto que anos atrás seria impensável é reclamar sobre um quadrinho QUE: 1. os leitores queriam que fosse lançado; e 2. uma editora promete lançar; 3. Porém, em um formato um pouco diferente do que eles esperavam. Pois é... O assunto desse texto é exatamente esse: Os formatos dos lançamentos em HQs no Brasil e suas implicações.

Se nas décadas de 70, 80 e 90, praticamente todos os quadrinhos que eram publicados no Brasil pela editora da vez (foram muitas!) vinham no tradicional "formatinho" (13x21cm), salvo raríssimas exceções, que vinham no formato que, por aqui ficou conhecido como formato americano (26x17cm), reservado a edições especiais ou coleções de luxo, com um melhor acabamento e preços mais salgados, além de algumas em formatos ainda maiores, como foi o caso da longeva A Espada Selvagem de Conan: O Bárbaro, com formato magazine (21x27,5).

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Tudo em quadrinhos que era publicado por aqui, era ao sabor dos desejos de quem publicava. Os leitores não tinham, pelo menos, à princípio, muito peso nas escolhas de formatos, tipos de capa, cores, tipo de papel, etc. Mas, nos últimos anos, isso mudou. E mudou muito. Agora, com o advento da internet, as pessoas têm um acesso muito maior à informações sobre lançamentos originais, formatos e acabamento de edições vindouras, meses antes do lançamento e, caso não gostem das escolhas oferecidas pela editora, reclamam, fazendo barulho no mundo virtual e também no mundo real, em rodas de discussão acaloradas que, muitas vezes, acabam influenciando, senão na primeira escolha tomada, que, muitas vezes, já está em produção, pelo menos nas próximas. Exemplo disso foi o lançamento há alguns anos das coleções  "Hellblazer: Origens" (2011), por Jamie Delano e "A Saga do Monstro do Pântano", por Alan Moore  (2014) que a Panini optou por lançar em formato americano com papel pisa-brite (tipo papel jornal), que à época já estava em desuso pela própria editora, alegando que o motivo da escolha seria pra respeitar a publicação original, na década de 90, mas isso não foi perdoado pelos leitores, que reclamaram demais e conseguiram uma posterior republicação de todo o material em papel LWC, inclusive, posteriormente, já vieram edições de luxo do mesmo material, em capa dura e papel couché. Ou seja: não precisa se desesperar!  

Tudo isso foi uma forma de introduzir um assunto que tem tomado conta do fandom da DC esta semana, com a divulgação pela Panini Comics da nova coleção: "A Saga do Lanterna Verde, por Geoff Johns", com acabamento em formato americano, papel off-set e capa cartão, similar a todo o material que tem saído dentro dessas Sagas. O fato é que as histórias já tinham sido publicadas pela mesma editora em suas coleções de quadrinhos mensais, posteriormente, sendo republicadas em uma bela coleção com acabamento de luxo (capa dura e miolo em couchê) e, aparentemente, os leitores esperavam por um formato Omnibus ou, no mínimo, algo parecido com o que já tinha saído antes, talvez. O fato é que ficaram bem decepcionados com a escolha da editora e, claro, têm demonstrado isso nas redes.

Mas, o mais interessante mesmo é que, apesar de todo o estardalhaço causado, a volta dos "formatinhos" já vem chamando atenção, não apenas no Brasil, como também nos mercados norte-americano e europeu, mostrando que, não apenas um lançamento mais modesto, como também em outro formato menor pode conviver tranquilamente com um formato mais volumoso e luxuoso. Ou seja, não necessariamente o lançamento dessa edição dessa forma, implica que não será lançado mais mais tarde (ou, provavelmente, mais cedo) em um formato mais luxuoso, como o sucesso de vendas da coleção "DC de Bolso" vem mostrando, já tendo lançado clássicos como O Reino do Amanhã, Watchmen e Batman: A Piada Mortal, em um formato mais parecido com o do que estamos acostumados a ver em mangás e livros tradicionais, oferecendo um preço mais em conta, no intuito de atrair novos leitores. De qualquer forma, só o tempo (e a Panini) poderão nos dizer, com certeza, sobre os próximos lançamentos e formatos. Quer um conselho? Não sofra de véspera, leia boas histórias, independente de formato ou acabamento de luxo ou mais em conta. Simplesmente, aproveite o que há de melhor no mercado e, caso ainda não tenha sido publicado do jeito que você tanto queria, nada te impede de, no futuro, se desfazer de sua edição antiga e comprar uma nova pra não ficar só no desejo.

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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Taverna iniciando os trabalho de 2016!

Depois de umas férias pra lá de forçadas a TavernaPOP! Inicia o ano de 2016 com tudo, na medida do possível, claro! O que posso prometer é que farei tudo ao meu alcance pra manter o blog ao menos minimamente e eficientemente atualizado. Pra começar tenho os reviews de alguns ótimos materiais pra ir aquecendo os motores deste novo ano com coisas boas... 

Este ano está prometendo muita atividade no mundo do entretenimento, com ótimos lançamentos em HQs, cinemas, séries e música. enfim, devemos ter muito o que mostrar por aqui.


Se esta é sua primeira visita aqui, seja bem-vindo. Se já conhece nosso trabalho, peço desculpas pela recente omissão novamente e reforço novamente a promessa de continuar trazendo coisas legais pra vocês.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

A Terceira Gênese: Como as HQs dos X-Men voltaram a ser relevantes nos anos 2000 (Parte 1)

É com muita satisfação que abro espaço aqui na Taverna pra meu amigo e também aficionado em HQs Thiago Ribeiro publicar seu interessante artigo que analisa um período em que as HQs dos X-Men praticamente ressurgiram das cinzas após uma séria crise que os quadrinhos passaram entro o final dos anos 90 e o início dos 2000. Bom, melhor ir direto ao ponto: Leia o texto abaixo pra entender melhor a situação. Ah. Obrigado, Thiago. Aguardando ansioso a continuação...


Começo dos anos 2000. O mundo estava se preparando para um novo milênio. O cinema começava a conhecer uma nova safra de adaptações, mesmo que tímida, dos assim chamados super-heróis, Blade e X-men, o filme; no Brasil, os leitores tinham que lidar com a nova forma de publicação dos títulos Marvel e DC, com preços que, para a época, eram maiores do que estavam acostumados, saltando dos habituais R$ 3,50 por 100 páginas, para R$ 10,00 e um formato de luxo americano com o total de 148 páginas por edição. E o mercado de quadrinhos americanos ia mal, muito mal.

O principal sinônimo dessa crise era a Marvel Comics. O escritor Brian Michel Bendis (Homem-Aranha, Demolidor) afirmou que quando chegou ao andar da editora em sua sede em Nova York, operários tiravam as divisórias dos escritórios, pois as mesmas estavam sendo vendidas para gerar caixa para a empresa. Mas como uma empresa com personagens conhecidos no mundo todo através dos quadrinhos chega a tal ponto? Como explicar para o mundo que a empresa que tinha faturado milhões no começo dos anos 1990 estava vendendo suas propriedades intelectuais para estúdios de cinema de forma quase vitalícia? A resposta é uma só: a confusão editorial que gerou a má qualidade em praticamente todos os seus títulos, e em um principalmente, aquele que catapultou as vendas da Casa das Ideias (apelido carinhoso pelo qual a Marvel é conhecida pelos fãs) nos anos 1990, os X-men.

Bendis até hoje é um dos grandes nomes da Marvel
Ainda em 1999, o desenhista Joe Quesada embarcou junto ao cineasta Kevin Smith (Batman, Demolidos) em um projeto de relançamento de alguns personagens no selo Marvel Knights, ganhando o destaque da crítica e a resposta do público que pedia por boas histórias. Com seu sucesso junto a Smith no título do Demolidor, personagem esse que desde a fase do nova iorquino Frank Miller (300 de Esparta, O Cavaleiro das Trevas) nunca teve o destaque que merecia até ali. Quesada foi alçado ao título de Editor Chefe da Marvel para não só cuidar do recém-criado selo, que mostrava os heróis em uma abordagem mais adulta, mas também para pensar no futuro do Universo Marvel.

Quesada tinha a resposta pronta para trazer de volta o interesse dos fãs, há muito perdidos em mega sagas e desenhos desproporcionais dos heróis, como se tornou conhecida a década de 1990. E essa resposta era chamar os melhores escritores, tanto novos, quanto antigos, e desenhista para cuidar dos títulos da editora. Primeiramente em uma ótima contratação do irlandês Garth Ennis (Preacher) para cuidar do personagem Justiceiro, posteriormente a contratação do produtor de cinema e TV J Michael Straczynski (Homem-Aranha, Poder Supremo) para escrever o amigão da vizinhança, o homem aranha, ambos personagens que sofreram na mão das loucuras da década passada, tendo o Justiceiro virado anjo (parece piada de mal gosto) e o aracnídeo, além de ter amargado anos complicados com seus clones, ainda vinha de uma fase sem pé nem cabeça sobre a morte ou não da Tia May e de sua esposa Mary Jane.

Mas essa fase de ouro da Marvel não é o centro desse texto, cabendo explicações mais detalhadas no futuro, mas sim os personagens sinônimos de venda da editora desde a década de 70: os X-men. E veio de Bill Jemas, diretor de vendas da Marvel e co responsável por salvá-la da falência, criando junto com Quesada o universo Ultimate, a célebre frase que resumiria o estado em que as HQs mutantes se encontravam:  “Eu estudei em Harvard, mas mesmo assim não consigo entender uma HQ dos X-Men!”

Nova abordagem ficou mais SciFi
Mas quem chamar para revitalizar a linha dos mutantes? A resposta veio na figura do escocês que há menos de uma década tinha salvado a Liga da Justiça das histórias apáticas: Grant Morrison (Os Invisíveis, Superman: Grandes Astros). E Morrison já sabia o que havia de errado nos títulos X da editora. Após devorar todos os quadrinhos que antecederam sua chegada, prática comum dele, o escritor careca constatou o óbvio, que os mutantes têm suas melhores histórias quando o “novo” chega com força total para chacoalhar o status dos personagens. Foi assim com Giant Size X-Men, revista lançada pela em maio de 1975 na qual os Novos X-Men fizeram sua estréia (Colossus, tempestade, noturno e Wolverine entre eles). Escrita por Len Wein (Monstro do Pântano), e com desenhos de Dave Cockrum, essa edição especial de 68 páginas fechou o lapso de cinco anos sem que os mutantes tivessem historias inéditas, pois, devido as baixas vendas, o título beirava o cancelamento, amagando republicações para se manter vivo. Continuou assim com a dupla Claremont x Byrne, que sucederam os autores de Giant Size X-Men, e marcaram época ao jogar os mutantes ao topo da tabela de vendas da editora, com história que mudaram tudo nos títulos X e até na Marvel, como a já clássica Saga da Fênix Negra e o seu Dias de Um futuro Esquecido (alguns afirmam que Dias chegou a influenciar o jovem cineasta James Cameron a criar O exterminador do Futuro). 

E foi aí que o careca acertou, os X-Men precisavam de algo novo, que mudasse tudo no seu universo, e também aproveitar a onda do primeiro filme bem sucedido da franquia, dirigido por Brian Singer. Saem os uniformes coloridos, entra o couro preto a la Matrix; sai Magneto (calma que já ele volta), que estava dominando a ilha de Genosha, entra uma mutante enigmática que dizima a ilha mutante usando mega sentinelas construídos pela humanidade. Sai a concepção que os mutantes são meros salva vidas de novas aparições da raça, entra o conceito que o Instituto Xavier é uma escola, que deve ensinar a nova geração. Sai a década de 1990 e os mutantes chegam ao século XXI.

O culpado: Grant Morrison foi a mente que revolucionou 
os mutantes no início dos anos 2000









quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Sobre a 6ª temporada de "The Walking Dead"

A sexta temporada de da adaptação pra tevê de The Walking Dead já está no quarto episódio e passou da hora da gente falar dela por aqui. Então, vamos lá...

Depois de uma temporada que vinha esfriando e teve um final apoteótico, com um Rick (Andrew Lincoln) pirado, essa temporada começa com um vislumbre do futuro muito interessante, com um efeito em preto e branco que acaba nos deixando um pouco desnorteados a princípio, mas vamos nos acostumando ao longo do primeiro episódio. Então, voltamos exatamente ao ponto onde ela tinha terminado, apresentando os primeiros desdobramentos dos últimos e violentos atos do xerife de Alexandria na temporada anterior.

Meus amigos, finalmente, voltamos ao básico nesta temporada, com problemas práticos tendo que ser resolvidos em meio ao apocalipse zumbi. E isso é muito bom. Voltam as histórias em flashback à lá Lost, preenchendo um pouco as lacunas do passado de personagens, como o ótimo e até então subaproveitado Morgan (Lennie James), que, por acaso, tem uma história bem diferente nas HQs. Enfim, a série volta a ser relevante de verdade, assim como os quadrinhos de Robert Kirkman (Invencível) sempre foram, colocando em primeiro lugar as histórias e dramas das personagens, que não param de aparecer e sumir, inclusive, temos uma séria dúvida sobre o futuro de um cara que já tá por aí há um bom tempo.

O último episódio deu destaque à Morgan, que andava meio esquecido
Enfim, se você, assim como eu, já andou meio que desistindo dessa produção, que, querendo ou não, oscila muito com relação à qualidade, principalmente de roteiro (temos uns ótimos, realmente memoráveis, seguidos de outros praticamente irrelevantes), esse é um ótimo momento pra ganhar mais entusiasmo e disposição pra seguir em frente. Assista e veja se concorda comigo. A série é uma produção da tevê paga americana AMC (Breaking Bad e o vindouro e esperadíssimo Preacher) e está sendo exibida no Brasil pela Fox aos domingos, 22:15h.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Maglore: Uma mistura de sonoridades com arranjos e letras viscerais

Quem já acompanha os posts da Taverna há algum tempo já deve ter percebido que um hobby deste redator/editor que vos escreve é procurar conhecer novos talentos musicais, sejam eles brazucas ou internacionais e nas mais diferentes configurações (seja banda, dupla, carreira solo, etc) e estilos. Essa mania acaba me ajudando a apresentar esses artistas aqui no blog e fazer com que mais gente também conheça, saindo do mesmismo de sertanejo universitário que vem permeando as rádios, tevês e internet do país.
Maglore: Rodrigo Damati (baixo e vocais), Teago Oliveira (voz/guitarra)
e Felipe Dieder (batera e vocais)
A escolha da vez foi a banda baiana Maglore, que acaba de lançar seu terceiro álbum, disponível para audição gratuita aqui. A banda começou em 2009 e já passou por algumas formações e hoje é formada por formada por Teago Oliveira (voz e guitarra), Rodrigo Damati (voz e baixo) e Felipe Dieder (bateria e voz). Veroz (2011), o primeiro álbum tem um clima que lembra um pouco o bem elaborado último álbum dos Hermanos, porém com um sotaque suingue nordestino interessante pra incrementar. Vamos pra Rua (2013) tem uma sonoridade mais madura, com uma personalidade mais própria, ótimos arranjos e uma acentuação nordestina ainda maior. III (2015), o álbum mais recente foi lançado este ano, com arranjos e letras ainda mais sentimentais.

É difícil rotular o som dos caras em qualquer estilo, pois mesclam elementos da tradicional MPB (sobretudo Tropicalismo), com o melhor do rock nacional, psicodelia, algumas vezes até emulando o som das antigas cantigas das lavadeiras, elementos orientais (no último álbum principalmente) e, pasmem!, até axé dos anos 90, como um ingrediente que passa de raspão pela miscelânea que é o caldeirão sonoro apresentado pelas canções da banda. Vale muito a pena conhecer o som do Maglore. Com certeza, você não vai se arrepender.

Em breve teremos aqui resenhas completas dos álbuns da banda.

Confira abaixo o clipe de Mantra, do último álbum:

terça-feira, 17 de março de 2015

Mercúrio, Feiticeira Escarlate e Ultron ganham cartazes

Finalmente chegou a vez dos novos personagens ganharem seus cartazes do filme Vingadores – A Era de Ultron. Os escolhidos foram os irmãos Mercúrio (Aaron Taylor-Johnson) Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen) e o próprio vilão Ultron. O filme estreia por aqui no dia 23 de abril em versões 2D e 3D. Tá chegando a hora!

Clique nas imagens pra ampliar ou aqui pra ver os cartazes dos outros personagens.


quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Realismo x Megassagas Cósmicas: onde o "Marvel Studios" tá querendo chegar mesmo?

Capitão América 2 adentrou os caminhos da espionagem
Interessante os diferentes caminhos que a Marvel tem traçado com seus personagens em suas adaptações cinematográficas. Enquanto nos filmes “solo” vem tendendo pra algo mais realista, calcado na tecnologia, tramas de espionagem e ação (vide Capitão América 2 – Soldado Invernal, por exemplo e até mesmo o terceiro do Homem de Ferro, em certa medida), nas duas franquias de equipes: Vingadores e Guardiões da Galáxia, tem optado por coisas mais grandiosas, “cósmicas”, enfim mais “Anos 90” impossível, o que pode representar algo muito, muito ruim, se não for bem trabalhado. 

Rogers e Stark devem trocar sopapos nos cinemas
O terceiro Capitão América foi anunciado como uma adaptação de Guerra Civil (de Mark Millar e Steve McNiven), calcada na disputa ideológica entre dois cânones da editora sobre ser ou não necessário um registro governamental pra acompanhamento dos passos de todos "superseres" do mundo (leia, Estados Unidos), ou seja, não é uma saga contra os tradicionais vilões, mas sim sobre posições diante de um fato que pode mudar muito a vida de todo mundo, principalmente em sua relação com os governantes. Definitivamente uma das melhores histórias da Marvel publicada nos últimos 20 anos (quiçá de todos os tempos), o que meio que comprova a regra que sugeri no primeiro parágrafo.

O detalhe é que o primeiro filme dos Vingadores (2012)que na esteira de Thor (2011) começava com essa pegada mais grandiloquente, mas o vindouro Vingadores 2 – A Era de Ultron já promete uma temática mais tecnológica, com aquela velha história de Homem x Máquina, tão presente em tantas outras obras literárias e cinematográficas, como na franquia O Exterminador do Futuro ou Blade Runner (que também deve ganhar um novos filmes em breve). A bomba veio com o anúncio no ano passado de que o terceiro filme da superequipe da Marvel seria dividido em duas partes. Até aí, se trata de uma conhecida estratégia pra manter o interesse do público (como aconteceu com franquias como Matrix ou Crepúsculo ou ainda O Hobbit) e capitalizar a produção, o que nem é tão chocante ou absurdo. O que colocou um “elefante atrás da orelha” de muita gente (pelo menos da minha, com certeza) foi que eles optaram por adaptar uma saga caça-níqueis confusíssima dos anos 90, cheia de subtramas e tie-ins (desdobramentos complementares à trama principal nas revistas mensais dos personagens) que envolveu milhões de coadjuvantes/protagonistas numa busca pelas tais “Gemas do Infinito”, mola mestra Os Guardiões da Galáxia (lembra?) capazes de fazer, literalmente, qualquer coisa. Caralho. Algo assim é tão nonsense. Você pode dizer que nos quadrinhos tudo é possível (e concordo com você), mas seria coerente por lado a lado tramas assim como a do bem trabalhado Capitão América 2 - O Soldado Invernal (um dos melhores do estúdio até hoje, com certeza)? 

Vingadores 3 deve entrar de cabeça numa "megassaga" cósmica. O que podemos esperar disso?
Poxa. Tanto que os caras têm tentado (e conseguido, sob muitos aspectos) criar um Universo Marvel coeso nos cinemas, reproduzindo o que tem acontecido nas HQs desde sempre. Como é possível que o mesmo Capitão América, que tem tido trabalho pra vencer “vilõezinhos” mais comuns, que não tem nada além de um força física ou inteligência mais privilegiada e maligna que a maioria das pessoas consiga enfrentar “pesos pesados”, como Thanos ou até mesmo Loki? Na minha opinião, um cara (mesmo que com uma força de vontade gigantesca) que foi criado em um laboratório e só tem força, mente estratégica e agilidade sobre-humanas não daria nem “pro cheiro” contra um semideus, nem que tenha a ajuda do multimilionário, gênio e filantropo Homem de Ferro. A impressão que fica é que é como se tratam de coisas totalmente isoladas, sem qualquer relação, o que vai totalmente em contradição a criação de um Universo Marvel coeso nos cinemas. 

Onde Thanos se encaixa em tudo isso?
De qualquer forma, o que nos resta é esperar e torcer pra que esse não seja o começo do fim das (boas) adaptações cinematográficas dos personagens da Marvel. Pelo menos com Vingadores 2 - A Era de Ultron e Capitão América 3 - Guerra Civil, cujas estreias estão mais próximas, as expectavias permanecem lá em cima. Tomara que não deixem a peteca cair e continuem mantendo o alto nível de suas produções por muito tempo.


Deixem suas dúvidas, críticas (construtivas, claro) e sugestões pra gente expandir a discussão.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Feliz 2015 e vamos em frente!


Olá, leitor da TavernaPOP!

Em primeiro lugar, gostaria de te desejar um ano novo repleto de realizações e, claro, muita TavernaPOP! pra você e segundo, mas não menos importante, pedir desculpas pela ausência nos últimos dias. Sei que todos merecem um descanso depois de um ano inteiro de trabalho e tal. O problema é que não pretendia parar com as informações por tantos dias, apenas diminuir o ritmo e, como tive que dar uma parada por alguns dias, deveria ao menos ter avisado aqui. Por isso, mais uma vez peço desculpas e agradeço pela compreensão e apoio.

De qualquer forma, aproveito pra avisar que 2015 está começando com tudo pra gente. Estamos firmando algumas parcerias pra melhorar e ampliar nossa rede de informações sobre música, filmes, quadrinhos, animações e tudo mais que você procura por aqui, viabilizando a continuidade e melhorias em nosso blog. Esse ano promete. 

Continue com a gente que você não vai se arrepender.

Daqui a pouco, teremos as primeiras informações do ano.
Você não perde por esperar...

Tarcisio Braga,
Editor e redator da TavernaPOP!


quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Vamos falar de "Constantine" (a série de tevê) e seus problemas

Como você leitor da Taverna já deve saber está em produção pelo canal americano NBC (talvez, não por muito tempo) a série de tevê Constantine, baseada em Hellblazer, série em HQ mensal mais longeva da Vertigo (selo adulto da DC Comics). A intenção desse texto é fazer uma pequena análise do andamento da série até o momento, relacionando, principalmente com a expectativa que se tinha sobre produção e se ela foi atendida ou se ficou aquém, claro, na opinião desse que vos escreve, claro, o que dá margem à discussões que estão e sempre estarão abertas nos nossos comentários. 

Pra ambientar um pouco o leitor menos iniciado no mundo de John Constantine, o personagem foi criado pelo mago mestre das HQs Alan Moore (V de Vingança, Watchmen, só pra citar algumas) ao lado de seus parceiros em sua passagem pela HQ do Monstro do Pântano Stephen Bissette, John Totleben, como um personagem coadjuvante no arco Gótico Americano do "pantanoso", que o apresentou como um mago britânico sacana  com a cara do cantor Sting que adora um humor negro, inclusive pregando peças em seres poderosos como anjos e demônios, entre outras atividades não muito indicadas aos de coração mais fraco. 

Pois é. A trama na mídia original tem toda uma pegada “Sugerida para Leitores Maduros”, com tramas que mesclam elementos de magia, horror, violência, sexo e demônios que desejam conquistar a terra, apresentando o protagonista como um assíduo fumante, beberrão, solitário (na maioria do tempo) e que não mede esforços pra conquistar seus objetivos, nem que pra isso alguém (que não seja ele, claro) tenha que ser sacrificado. Acontece que a série de tevê produzida por David S. Goyer (roteirista da trilogia Cavaleiro das Trevas) e Daniel Cerone (Dexter, Mentalist) parece ter se baseado mais em sua versão apresentada nos na iniciativa Novos 52 da DC, que é mais jovem (e bem menos legal, por sinal), com tramas menos complexas que buscam aumentar o público, incluindo leitores mais jovens, que outrora não se interessariam por acompanhar as historias de John, exatamente por terem uma pegada mais "pesada". 

Parece que depois de 300 edições de Hellblazer, cancelar a revista mensal e integrar o personagem ao universo DC tradicional, ampliando sua abrangência acabou dando certo (pelo menos até agora). Já na tevê o resultado não foi tão satisfatório, pois a NBC encomendou 13 episódios pra essa primeira temporada (que, pelo andar da carruagem pode ser também a última) e até o momento (6º episódio) não considerou os números da audiência satisfatórios e crescem cada vez mais os rumores de cancelamento da série.

Alguns problemas podem explicar o porquê da situação em que a série, que, se esperava render bons números, está na situação atual na tevê. Confira abaixo:

O canal
Um deles é o fato de estar em um canal aberto, portanto, com público mais abrangente e com limites bem mais representativos com relação a seu conteúdo que a HBO (Game of Thrones, O.Z., Família Soprano) ou a AMC (The Walking Dead, Breaking Bad). Ou seja, o público é bem mais abrangente, o que limita cenas de sexo, violência, por exemplo. Pô até mesmo o fato de John (Matt Ryan) ser um fumante inveterado (o que faz parte de sua personalidade) foi solenemente ignorado na tevê, pra não dizer que passaram por cima do fato como um trator, o que inviabiliza, por exemplo a adaptação de Hábitos Perigosos, de Garth Ennis (Preacher, The Boys), que serviu de inspiração pro filme estrelado por Keanu Reeves (Matrix).  

John ostentando seus "poderes" na série de tevê
Os "poderes" de John
Que Constantine é "o cara" todos sabemos, mas é realmente complicado colocá-lo como um super-herói. Ele é, no máximo, um anti-herói. Um cara complicado e que vive um dia de cada vez. seus "poderes", se é que ele tem algum são sutis e estão muito mais ligados ao estudo (e subversão) da magia e encantamentos. Dificilmente veríamos o cara com as mãos pegando fogo, como aconteceu no final do primeiro episódio da série. Mais fácil seria ele levar seus oponentes na lábia e ameaçá-los, impondo medo neles, sem necessariamente ter que realmente mostrar do que é capaz. John é acima de tudo um ilusionista, um mentiroso incorrigível e isso está se perdendo nessa adaptação.

A falta de arcos de história
Outra fato que pode comprometer nos resultados é que cada episódio encerra uma história, como se fossem curtos filmes (o famoso "monstro da semana", iniciado pelo Arquivo X), com um tênue fio condutor entre eles, perdendo a característica principal da série, que é justamente a continuidade. O público acaba não se prendendo à série, pois, no fundo, tanto faz se assiste ou não a um episódio isolado, já que, no macro, não representa grande perda pra compreensão da série. Só pra citar um exemplo, Dexter, que desde sua primeira temporada contava arcos de história fechados ao final de cada uma delas, o que é bem mais interessante, pois, além de dar a noção de continuidade, ao final de cada temporada, caso ocorra o cancelamento da série, pelo menos aquela história estaria completa.

A criação de uma equipe 
Outro lance que acaba influenciando muito na qualidade do resultado final é o fato de estar se criando um grupo coeso, algumas vezes, até deixando Constantine (quase sempre, um lobo solitário nas HQs) em segundo plano. Temos ele, seu motorista Chad (Charles Halford), que estranhamente parece ser imortal (ou algo assim) e a enigmática Zed (Angélica Celaya), uma sensitiva que cruzou o caminho de John no segundo episódio e desde então, o acompanha em suas aventuras.

Semelhanças com Supernatural
A pegada da série parece não ter o tom certo, se apropriando de aspectos da série Supernatural, que na verdade, essa sim, deve ter se inspirado em Hellblazer pra ser produzida. Porém, Constantine tem deixado um pouco de lado muita coisa que poderia rende histórias com mais reviravoltas, como a própria canalhice e imprevisibilidade do protagonista, que sempre consegue virar o jogo a seu favor das maneiras mais absurdas possíveis. A adaptação pra tevê acabou se tornando uma sombra de uma sombra, o que a fez perder muito pelo caminho. 

Algumas possibilidades futuras
Adaptar diretamente das HQs, mudar de canal (o SyFy se mostrou interessado, mas sem confirmação até agora), reduzindo assim as muitas concessões, já poderia ser um bom começo pra maré virar a favor da série. A temática da história é adulta e esse público é que deve ser respeitado e seduzido, pra aí, sim, render boa audiência. No atual momento, ao que tudo indica, a série realmente será cancelada ao final dessa temporada.

Outra boa saída seria não atender o pedido do ator ao lado e "zerar" mesmo a série e apresentá-la com uma nova proposta de adaptação, não necessariamente com novo elenco (Matt Ryan está bem como Constantine. Ele não é o problema) pra começar “direito” e aumentar exponencialmente as chances de se atingir o sucesso esperado. Utilizar o nome clássico: Hellbalzer, já seria um bom indicativo de uma nova direção.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Ponto final: A conturbada história da publicação de "Preacher" no Brasil finalmente chega ao fim

O Vol. 4 foi lançado este mês
Ao que tudo indica, em breve, finalmente teremos a saga de Preacher completa, publicada por uma única editora e no mesmo formato por aqui. Nem bem começou a chegar às livrarias e comic shops o volume 4 da coleção e já encontram-se nos próximos lançamentos no hotsite Vertigo/Panini os volumes 5: Rumo ao Sul e 6: Guerra ao Sol, marcando a publicação completa pela editora de todos os nove encadernados da série. 

Você, que não conhece a história da publicação da série no Brasil deve tá achando estranho a publicação se encerrar no volume 6, quando são nove volumes. A explicação remete à complicada publicação da série no país ao longo dos anos, já tendo passado por algumas editoras pequenas sendo publicadas como minisséries que completavam-se em cada arco, quando finalmente chegou em 2006 nas mãos da Devir, que apesar de praticar preços extorsivos e usar o formato apelidado de “paraguaio” (um meio termo entre o "formatinho" brasileiro: 13 x 21 cm e o americano: 17 x 26 cm, medindo 16,5 x 24 cm), possuía um ótimo acabamento (capa cartão e papel couché), conseguindo publicar os três primeiros arcos da série, respectivamente: A Caminho do Texas (01-07 de Preacher), Até o Fim do Mundo (08-17 de Preacher) e Orgulho Americano (18-26 de Preacher).

Em 2007 foi a vez da Pixel Media, que, em uma decisão editorial sábia, ao invés de reiniciar a coleção, continuou de onde a editora anterior tinha parado, com o quinto encadernado: Rumo ao Sul (27-33 de Preacher) e o sexto: Guerra ao Sol (edições de 34 a 40 da mensal), publicado no início de 2008. Nesse meio tempo a editora ainda lançou os especiais: Guerra de um Homem Só, Cassidy: Sangue e Wisky e A História de Você Sabe Quem, juntamente com O Cavaleiro Altivo, posteriormente transformadas em um "encalhernado" (quando se unia o encalhe de edições isoladas como encadernado) intitulado Memórias, que não há correspondente lançado nos Estados Unidos.

Pouco tempo depois a editora perdeu os direitos de publicação da linha Vertigo/DC aqui no Brasil, que passaram para a toda-poderosa Panini Comics, que, também sabiamente, não reiniciou a publicação do volume 1, mas continuou a partir do volume 7: Salvação (41-50 de Preacher) em 2009, com formato americano, papel couché e capa dura, seguida pelo volume 8: Às portas do Inferno (de 51 a 58 de Preacher, mais o especial Preacher: O Cavaleiro Altivo) em 2010 e Álamo (59-66 de Preacher), em 2011, teoricamente, concluindo (apesar das muitas editoras e variados formatos) a publicação da série no Brasil.


Primeiros volumes lançados pela Panini foram os três últimos da série. Clique nas imagens pra ampliar.

Outra dúvida deve ter surgido nessa leitura: porque usei a palavra “teoricamente” quando falei sobre a conclusão da série no Brasil? Você, leitor mais atento deve ter percebido a ausência do volume 4 dos encadernados da série que foram publicados por aqui, né? (se não percebeu, procure, que com certeza você não vai achar). Pois é, esse volume, que corresponde à compilação dos especiais O Santo dos Assassinos (minissérie protagonizada por um dos principais antagonistas da trama principal), Os Bons Companheiros (protagonizada pelos loucos familiares de Jesse) e A História de Você Sabe Quem (protagonizada pelo Cara de Cu) nunca saiu como encadernado e volume da série. O lance é que todos esses especiais foram publicados por aqui, sendo O Santo dos Assassinos em formato de minissérie mesmo, pela Abril lá em 1997, A História de Você Sabe Quem, pela Tudo em Quadrinhos, em 1999, sendo posteriormente republicada pela Pixel, em 2007 (juntamente com O Cavaleiro Altivo, como já foi dito aqui) e Os Bons Companheiros, em 2002, pela Brainstore.

Posteriormente recomeçaram a série do início, no mesmo formato luxuoso. 



Pois bem. O último movimento da Panini foi reiniciar a publicação dos encadernados retroativamente, a partir do primeiro volume, chegando recentemente (este mês) no aguardadíssimo volume 4, sendo que o 5 e 6 (últimos que faltam ser publicados pela editora) já estão prometidos, com a data improvável de novembro deste ano. Digo improvável porque, apesar de no site constar como este mês, as edições não entraram no checklist do mês. A dúvida que fica é se foi um erro ou se não entrou apenas por não haver ainda a confirmação da informação.  A boa notícia é que, caso não saiam este mês (tô apostando que não!) pelo menos devem sair em breve, já que na esmagadora maioria das vezes, a editora tem cumprido o que promete aos seus leitores (com reiterados atrasos, impossível não lembrar), fazendo um bom trabalho de publicação da Vertigo/DC no Brasil. Ouso dizer, sem margem de dúvida, que o melhor em toda a história do selo no Brasil. que finalmente conseguiu de uma vez por todas pôr um ponto final do que ficou conhecido como a Maldição de Preacher no Brasil que, apesar de se tratar de uma das melhores (considerando público leitor e crítica) séries publicadas pelo selo de todos os tempos e não ser tão grande (66 edições mensais mais 6  especiais), nunca teve uma publicação coesa por aqui.

Abaixo os dois encadernados restantes, já prometidos pela editora:


Clique aqui e saiba um pouco mais sobre a HQ Preacher.
Clique aqui e aqui leia sobre a adaptação pra tevê.
Clique aqui pra comprar os volumes de Preacher em HQ.