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sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Segundo volume de “Os Invisíveis” já está disponível em bancas e comic shops brasileiras

Poucos meses após o lançamento de Os Invisíveis vol. 1: Revolução a Panini dá continuidade à louca viagem quadrinhística guiada pelo roteirista escocês Grant Morrison (WE3, Superman: Grandes Astros) e seus muitos comparsas artísticos, inserindo o leitor em uma célula da organização terrorista, com o recém-lançado Os Invisíveis vol. 2: Abocalipse. Esta novo encadernado compila mais oito edições da HQ publicada originalmente como revista mensal, ultrapassando a metade do que ficou conhecido como volume um da coleção, que vai até a edição 25, ou seja, se continuar nesse ritmo (oito mensais por encadernado) deve chegar ao fim na próxima edição, faltando apenas os volumes dois (correspondente a mais 22 mensais) e três (mais 12 mensais).

O lançamento já estava previsto em seu checklist da editora, inclusive, já tinha sido anunciado aqui na Taverna, onde observamos que a primeira capa apresentada no hotsite da Vertigo continha um erro no título, que correspondia ao mesmo do primeiro encadernado, como você pode conferir clicando aqui.

Uma boa notícia pra quem mora “longe demais das capitais” é que, apesar de ter sido anunciada como de lançamento setorizado, a edição já pode ser encontrada em algumas praças que normalmente corresponderiam à fase dois de distribuição, como em Teresina-PI, onde fica o QG desse blog, onde este que vos escreve já pode conferir nas bancas da cidade.

Nesta nova edição a guerra silenciosa continua e o mais novo membro d'Os Invisíveis, Jack Frost acaba descobrindo os reais motivos da peleja do grupo e quem realmente são seus inimigos e do que são capazes de fazer pra destruí-los. Surgem novos personagens e as origens um(a) velho(a) conhecida é contada. Entre os artistas que acompanham Morrison temos Jill Thompson (Pequenos Perpétuos), Dennis Crammer (Os Invisíveis), Chris Weston (Authority), John Ridgway (Doctor Who), Steve Parkouse (2000 A.D.), Kim DeMulder (Superman) e Paul Johnson (Livros da Magia).

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Os anos 90 estão de volta nas HQs: Isso é bom?

Quem viveu os anos 90 sabe.... Eles foram realmente estranhos: roupas extravagantes, músicas pra lá de ruins (pagode meloso reinava, É o Tchan, New Kids On The Block, entre muitas outras coisas de qualidade pra lá de duvidosa (isso pra falar o mínimo). Quem é novo demais pra lembrar ou nasceu há menos tempo, sempre tem a boa e velha web pra resgatar vídeos, imagens e músicas da época pra conferir a tosqueira que foi. Nas HQs (salvo raríssimas exceções, como o início de Preacher, boa parte de Sandman, Os Invisíveis, entre outras coisas) a história não foi tão diferente, nem menos colorida. O mercado passava por uma grande crise, que levava as editoras a apelarem pra estratégias duvidosas em busca de sobrevivência. 

uma das capas de
X-Men 1,de 91
Foi nessa época que as carreiras de desenhistas como Jim Lee (X-Men, WildCats), Tood McFarlane (Homem-Aranha, Spawn) e (o horroroso!) Rob Liefeld (X-Force, Youngblood) deslancharam de vez e os roteiristas, que pensavam e desenvolviam as histórias foram perdendo aos poucos espaço na produção. Resultado: histórias fracas, várias edições n° 1 pra alavancar as vendas (X-Men #1, por exemplo, a mais vendida da história das HQs é dessa época, mais precisamente 1991). Os citados acima e outros astros do mainstream da época, sobretudo da Marvel, que bombava com os títulos que ostentavam um “X” na capa, não perderam tempo e resolveram criar sua própria e coloridíssima editora: A Image, que, a bem da verdade, na grande maioria se tratavam de cópias de personagens conhecidos que teve sua ascensão (com megassucessos como Spawn, Youngblood e Gen13) e derrocada nessa mesma década, ressurgindo das cinzas nos anos 2000 com alguns grandes sucessos, como “The Walking Dead” e “O Invencível”, esses sim, com qualidade tanto na arte quanto nos roteiros.





Alavancando as vendas num mercado complicado
Saga do clone jogou no
lixo a trajetória do teioso
Uma técnica muito utilizada para alavancar as vendas de quadrinhos foi o apelo à mais desenhos chamativos, com menos roteiro, mais cores, páginas duplas, triplas (até quádruplas) e menos balões. Outra febre da época foi o lançamento de várias capas diferentes pra uma mesma edição, com desenhos diferentes, com arte em preto e branco, acabamento metalizado, que formavam painéis enormes, etc. É dessa época o surgimento das megassagas espalhadas por vários títulos (como a horrível e interminável "Saga do Clone" do Homem-Aranha), entre outras coisas. É perceptível que muitas dessas técnicas estão voltando, ou seja, o mercado provavelmente está passando por uma situação similar e deve vir muita coisa ruim pela frente em nome do dinheiro.

 Será que a indústria está passando novamente por uma crise criativo/financeira onde não estão conseguindo novamente produzir material que uma qualidade a boas vendas? O que se pode perceber, salvo algumas ótimas exceções, sobretudo quando se trata de material mais voltado a um público mais adulto (novamente), é desanimador...

A história se repete
O sinal amarelo veio junto com os Novos 52, relançamento (ou reboot ou relauch, como preferir) da DC ocorrido em 2011 nos EUA (2012 por aqui), onde a cronologia de quase todos os personagens de seu panteão foi zerada (à exceção de Batman e Lanterna Verde, que vinham de fases de grande sucesso, com grandes autores). A proposta inicial era manter 52 títulos mensais nas bancas. As vendas melhoraram num primeiro momento, mas (como já era de se esperar) não se mantiveram por muito tempo e, à medida que vão despencando, a editora vai cancelando títulos e iniciando outros, como já vem sendo feito na tevê há muito tempo, às vezes funcionando, à vezes decepcionando os fãs.

O problema é que isso não ficou apenas na DC e acabou contagiando a Marvel, que não queria ficar pra trás nas vendas e acabou lançando o projeto Marvel Now! (por aqui, Nova Marvel!), que vem sendo lançado de forma mais devagar, mas aos poucos vem “rebootando” todo seu universo quadrinhistico, continuando com as megassagas e voltando a aderir à estratégia das capas metalizadas e alternativas, em busca da grana dos fãs que desejam ter material mais exclusivo e teoricamente valioso e exclusivo (dado o número reduzido de exemplares diferenciados).


A volta das capas alter-
nativas metalizadas
Por que isso não é interessante
Essas práticas acabam sendo perniciosas, pois muitos títulos de qualidade, cujas vendas só vão aumentando com o tempo, não tem esse tempo e acabam ficando como promessas não cumpridas, por uma prática meio “terra arrasada” de mercado, onde quem não vende é colocado de escanteio logo de cara, deixando o leitor fiel na mão em busca da próxima febre, que deve durar apenas mais uma estação (no máximo), pelo menos assim está  sendo com a ótima  série do Gavião Arqueiro, de Matt Fraction (Criminal)e David Aja (Demolidor), que caiu nas graças da crítica, mas não estava correspondendo nas vendas e chegará em breve ao seu fim. Da DC nem se fala, desde o início dos Novos 52 já perdi a conta do número de cancelamentos, entre os quais a do Arqueiro Verde (alguém tem alguma coisa contra caras com arco e flecha?) e Lendas do Cavaleiro das Trevas (nem "o cara" escapou), que vão sendo de pronto substituídas por outras séries tão descartáveis quanto. Não sei porque não esquecem essa fixação pelos 52 títulos mensais e se concentram em publicar menos edições por mês, tentando ao máximo aliar qualidade a bons resultados nas vendas, que, afinal, é o que faz a editora lançar mais edições.



O problema real
O lance mesmo que vem acontecendo é que temos velhas estratégias nas HQs que estão dando certo nos cinemas, como a criação de um universo coeso e interessante, mas um, dois, no máximo três filmes por ano (blockbusters, claro!) é totalmente diferente de 52 dois títulos nas bancas ou comic shops. Não tem comparação. HQs mensais são grandes histórias seriadas, o que dificulta acompanhar, fora as várias interligações, que buscam obrigar o leitor a acompanhar vários títulos pra entender um único enredo. Os filmes, querendo ou não, acabam encerrando pelo menos um capítulo, não sendo tão obrigatório ter visto o anterior ou assistir ao próximo pra ter o mínimo de compreensão, o que, mesmo se fosse definitivo, se reduziria a poucas produções, diferente do que acontece com as HQs.


As editoras devem buscar soluções no passado pra resolver problemas de mercado? Com certeza. O problema é quando o próprio mercado já mostrou que essas soluções são inviáveis e se insiste nelas mesmo assim. Acho que é hora de parar pra pensar e ver o que realmente é mais interessante no final das contas: boas produções que renderão dividendos praticamente pra sempre, como V de Vingança (Alan Moore e David Gibbons), Sandman (Neil Gaiman, vários artistas), Os Supremos (Mark Millar e Brian Hitch) ou Dias de um Futuro Esquecido (Chris Claremont e John Byrne). 

Interessante que se colocarmos as produções lado a lado, com certeza a DC ganha muito mais em republicações que a Marvel, mas, ao mesmo tempo, é a que tem tido mais problemas tanto pra adaptar seu universo de forma coesa nos cinemas quanto pra produzir novos clássicos, mais uma vez, excetuando-se seu selo adulto (Vertigo), que sempre nos presenteia com produtos de ótima qualidade e altamente sustentáveis ao longo dos tempos. 100 balas (Brian Azarello, Eduardo Risso), por exemplo, teve 100 edições mensais, subdividas e 13 encadernados. O que falta é conseguir fazer o mesmo em seu universo super-heroístico tradicional. Convenhamos, do jeito que as coisas vão, fica difícil alguém ter saco pra acompanhar séries mensais. A solução pode estar bem na cara. É só olhar com mais cuidado.

Clique aqui pra ler sobre o último lançamento de Neil Gaiman.
Clique aqui e leia sobre o último lançamento de Alan Moore.
Clique aqui pra ler sobre Os Supremos.
Clique aqui pra ler sobre 100 Balas.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Panini dá prosseguimento a obras de autores nacionais

São Jorge - Volume II - A última batalha
capa do segundo volume de São Jorge
A Panini aproveitou a 23ª edição da Bienal Internacional do Livro de São Paulo realizada no último final de semana pra fazer o lançamento de duas aguardadas obras em quadrinhos nacionais: O quarto volume de Valente, de Vitor Cafaggi (Turma da Mônica: Laços, tirinhas de Punny Parker), dando continuidade à saga do cãozinho cheio de problemas amorosos e o segundo volume de São Jorge, de Danilo Beiruth (Astronautra: Magnetar, Bando de Dois), que encerra a saga do guerreiro cristão que viveu durante o Império Romano e acabou se tornando santo.

Já comentamos na Taverna sobre  Valente: Para o que Der e Vier (clique aqui pra conferir) e agora vamos falar um pouco sobre São Jorge – Volume II – A Última Batalha que continua a história de onde parou o o volume anterior, com o tribuno Jorge enfrentando o “dragão”, que o levou a se tornar famoso e mitológico ícone cristão. A história mantém a proposta apresentada na primeira edição (lançada há relativamente pouco tempo), mesclando aspectos históricos à mitologia e fé, numa história que coloca esse guerreiro do terceiro século depois de cristo em uma rede de intrigas que envolve até mesmo o próprio Imperador de Roma.

A obra é muito bem cuidada pela editora, com as únicas ressalvas de ser em um formato menor que o tradicional, poderia ser colorida e num formato Graphic Novel (tipo os Graphic MSP) ou, pelo menos, em formato livro tradicional ou ainda o "formato americano" (17x26 cm). O volume tem 124 páginas em preto e branco e formato é 16x21 cm e capa cartão.

Ainda estamos devendo um review da primeira edição, falta que será corrigida em breve, logo seguida pelo desta segunda.




Novo edição de luxo dá continuidade à fase de Geoff Johns à frente do "Lanterna Verde"

Capa da nova edição
Se tem um roteirista que se tornou “a cara” da DC nos últimos anos esse é Geoff Johns. O cara já trabalhou à frente da Sociedade da Justiça, Flash e da Liga da Justiça dos Novos 52, só pra citar alguns, sempre presenteando os leitores com boas reformulações dos personagens e excelentes fases, em alguns casos, realmente conseguindo a proeza de por em evidência uma HQ que ia de mal a pior tanto nas vendas quanto nas histórias, como é o caso do Lanterna Verde, que acabou se tornando sinônimo de seu nome e referência dali pra frente pras novas histórias do personagem, voltando a conquistar seu lugar de destaque no Universo DC.

As histórias dessa fase foram publicadas pela Panini na mensal do personagem no final da década passada e estão recebendo reedições em capa dura e papel de qualidade que chega agora ao seu 5º volume com "A Guerra dos Anéis (1 de 2)", dentro da coleção DC Deluxe. O roteirista é acompanhado nesse arco por artistas como Dave Gibbons (V de Vingança, The Originals), Ivan Reis (Lanterna Verde: Origem Secreta, A Noite Mais Densa) Patrick Gleason (Aquaman) e Ethan Van Sciver (Novos X-Men) em histórias que revolucionaram a o Universo DC, onde o, outrora aliado de Hal Jordan, Sinestro recruta seres malignos capazes de dominar os poderes da luz amarela e dominar o medo. Essa nova tropa também busca levar ordem ao universo, porém à qualquer custo, mesmo que pra isso seja preciso escravizar ou destruir civilizações, o que vai totalmente contra os princípios defendidos pelos Gladiadores Esmerada.


De acordo com informações da editora, a edição tem distribuição em bancas (setorizada) e livrarias (em algumas já pode até ser encontrada), com acabamento em capa dura e miolo em papal couché, 180 páginas, com o preço sugerido de R$ 27,90. Altamente aconselhável pra quem começou a acompanhar essa ótima fase do personagem com os primeiros encadernados.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Quatro edições de "Sandman" e "Morte: Edição Definitiva" nas livrarias Brasileiras

Mal a Panini prometeu as reimpressões dos dois primeiros (e esgotados) volumes da coleção Sandman –Edição Definitiva (já publicados pela própria) e o lançamento de Morte Edição Definitiva e Sandman: Caçadores de Sonhos (o livro ilustrado), já começou a cumprir, pois o material já está em pré-venda em vários sites da grandiosa web.

A série principal tem suas 75 edições (lançadas incialmente como série mensal) divididas em quatro volumes nessa coleção definitiva com roteiros de seu criador Neil Gaiman e arte de vários (e talentosos) artistas, narrando a história não apenas de Morfeus (o próprio Sandman, ou ainda, Sonho ), mas também de seus outros seis irmãos, conhecidos como os Perpétuos, seres que existem desde o início dos tempos e representam manifestações presentes na vida de todos ser vivo: Sonho, Morte, Destruição, Amor, Desespero, Destino e Delírio. Essas histórias tiveram grande influência na ampliação do público dos quadrinhos, que passou não apenas a atingir pessoas com mais idade, mas também aumentou a presença feminina, com seus roteiros bem trabalhados, narrando uma única e grandiosa história com começo, meio e fim por meio de capítulos. Sendo assim, tudo que aconteceu anteriormente acaba em um momento ou outro sendo resgatado, tendo, normalmente, um protagonista diferente pra cada arco de histórias,com os perpétuos atuando ora apenas como observadores, ora com fortes influências no rumo que as coisas tomam. 

Arte inédita de Mkean pra ed. definitiva
As outras duas edições especiais também têm roteiro de Gaiman, sendo que Morte: Edição Definitiva reúne as duas minisséries completas da irmã mais velha de Sonho, numa representação interessantíssima com características de uma jovem gótica que faz o que tem que fazer, sem deixar o bom humor de lado. A arte ficou por conta de Mark Bukinghan (Fábulas), Chis Bachalo (X-Men), Mike Dringenberg (Sandman), P. Graig Russel (adaptação em quadrinhos de “Sandman: Caçadores de Sonhos”) e Dave Mckean (Orquídea Negra e, simplesmente, todas as capas de Sandman), que também ficou responsável pela bela e inédita capa desta edição. A edição contêm as minisséries Morte: O Grande Momento da Vida e Morte: O Preço da Vida, além do especial A Morte Fala da Vida (que faz parte de uma campanha pelo sexo-seguro), as edições 8 e 9 da mensal de Sandman (protagonizadas por sua irmã), entre outros materiais especiais da personagem numa edição em capa dura, formato maior (18,5 x 27,5, mesmas dimensões de Sandman: Edição definitiva e 360 páginas com o salgado preço sugerido de R$ 92 (Ainda bem que existem lojas de departamento e seus descontos).



A edição retoma a ótima coleção
 "Sandman Apresenta"
“Sandman Apresenta: Os Caçadores de Sonhos” retoma essa ótima coleção, com uma adaptação em prosa de uma antiga lenda japonesa ilustrada por Yoshitaka Amano (Vampire Hunter D.), contanto a história de uma raposa apaixonada por um humilde monge e é a única criatura que pode ajudá-lo quando descobre que um bando de demônios pretende tomar a vida de seu amado. Sonho ajuda a raposa a usar de toda a sua astúcia e criatividade para manter o mal longe do homem que ama. Essa edição já foi publicada por aqui pela Conrad, mas encontra-se esgotada há muito tempo, assim como o encadernado de Morte (que ganha agora, pela primeira vez sua edição definitiva). O volume tem 128 páginas com acabamento em capa dura miolo em papel couché no formato 15 x 26 ao (ótimo) preço sugerido de R$ 22,90. Já os dois primeiros volumes de Sandman: Edição Definitiva contém a primeira metade da saga do personagem em edições grandiosas (com mais de 600 páginas) a um preço sugerido tão grandioso quanto: R$ 145 (novamente, palmas pras lojas de departamento e seus descontos!).Todos esses lançamentos são exclusivos para lojas especializadas e livrarias, diferentemente do que acontece com os quadrinhos mensais, que vão pras bancas de jornal.

Clique aqui pra comprar edições de "Sandman".

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Panini prepara especial com dois crossovers de "Planetary"

Capa da nova edição da Panini
Em um passeio diário pela web cheguei por acaso (através de um link numa rede social) ao site da HQ Manics. O que me chamou atenção foi uma ótima e esperada notícia: A Panini republicará em um único volume "Planetary/Authority: Dominando o Mundo" e "Planetary/Liga da Justiça: Terra Oculta", dois dos três crossovers especiais dos arqueólogos do impossível, criados por Warren Ellis (história) e John Cassaday (arte).

A notícia é animadora, mas também deixa algumas dúvidas, visto que só encontrei informações na fonte citada acima, e, mesmo estas, sem grandes detalhes, como formato (visto que já fora publicadas pela Pixel em formato maior que o americano, já esgotado) ou como ficara a situação do crossover que ficou faltando Planetary/Batman: Noite na Terra, único dos três com a ótima arte de Cassaday (Surpreendentes X-Men), ou seja, com a mesma equipe criativa responsável pelos 27 números de Planetary, mais a edição 0.

Na história "Planetary/Authority: Dominando o Mundo", desenhada por Phil Jimenes (Novos X-Men) temos uma invasão alienígena que coloca os dois supergrupos frente a frente quando o supercomputador que mantem o Multiverso coeso sob controle é ativado.

Em "Planetary/LJA: Terra Oculta", temos a arte de Jerry Ordway (Superman) com uma versão alternativa do maior supergrupo do universo DC tradicional disposta a deter uma organização criminosa determinada a manter o domínio sobre a terra graças à exploração de tecnologias desconhecidas da humanidade. Só podia ser mesmo uma trama que envolve Planetary,  pois investigar esse tipo de coisa é a especialidade do grupo.

Infelizmente, até agora só temos as seguintes informações: terá 108 páginas e papel LWC. Nada foi dito sobre formato ou data de lançamento. A Panini tem pecado quanto à isso, mantendo não apenas seus leitores, mas também a mídia especializada sem informações praticamente até as edições chegarem nas bancas. Bola fora! Esperamos que isso melhore daqui pra frente, já que editorialmente, o trabalho dos caras tem sido muito bom, na grande maioria das vezes. É sempre bom lembrar a boa e velha frase: "A propaganda é a alma do negócio".

Fonte: HQManiacs

Planeta DeAgostini confirma coleção de luxo de HQs do Star Wars

Capa da primeira edição
A editora Planeta DeAgostini, conhecida por lançar por aqui várias coleções de livros, DVDs, miniaturas de personagens, carros, aviões, etc e xadrez personalizados, confirmou recentemente que vai realmente lançar a “Coleção Comics Star Wars”, que, inclusive já está em pré-lançamento em seu site, onde oferece assinatura especial dos três primeiros volumes. A coleção deve abarcar boa parte da trajetória quadrinhística dos personagens do universo criado por George Lucas, desde o universo criado e desenvolvido nos filmes (algumas histórias com os mesmos personagens) adentrando também o chamado Universo Expandido, que inclui as animações, games, livros, etc.


As primeiras HQs de Star Wars foram publicadas pela Marvel (X-Men, Homem-Aranha) pouco após a estreia do primeiro filme nos cinemas há cerca de 35 anos (caramba!!!). Hoje os direitos estão com a Dark Horse (Hellboy, Sin City). A coleção da editora deve abranger material de ambas as fases, agrupadas por sagas, o que deve dar certa cronologia e lógica à coleção, sem deixar os leitores perdidos.

Entre as sagas citadas pela editora teremos as seguintes: "Clássicos", "Cavaleiros da Antiga República", "Império", "Tempos Negros", "A Guerra dos Clones", "Rebelião" e "Academia Jedi". A distribuição será setorizada (em datas diferentes, dependendo da região do país) com periodicidade semanal (o que não me parece uma boa ideia, dado o fato de possivelmente ter uma alto valor), sendo inicialmente quinzenal até a edição 11 até a edição 70 (pasmem!).

Similar ao que acontece na coleção "Salvat Marvel Graphic Novels", as lombadas dos livros juntas e em sequência formam um grande painel com imagens temático com personagens deste universo, como você pode ver na imagem abaixo, atendendo aos anseios nerdísticos de colecionadores preciosistas, que valorizam ter uma coleção completa e impecável.

Para mais informações você pode acessar o site da editora, onde, inclusive, já constam as capas e temas de todas as edições da coleção. 
Clique aqui pra conferir.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

"Lagoarte": evento artístico comemora aniversário de Teresina

Neste domingo (24) o Parque Lagoas do Norte (Zona Norte e Teresina-PI) será palco do Lagoarte, evento que reúne representantes de mescla várias formas de artes visuais com música de boa qualidade produzida por artistas da capital do Piauí, como a galera da, já reconhecida nacionalmente, Validuaté, Eufrásia, André de Sousa, The Mojo Band e o DJ Zan Viana.

O evento tem entrada franca e faz parte da comemoração do aniversário de Teresina e a programação se inicia a partir das 14h com oficinas artísticas, exposição, feirinha de artesanato local e um campeonato de skate (modalidade esportiva que tem crescido na cidade nos últimos anos) e prática de esportes radicais, como tirolesa e escalada.

Banda "Validuaté": principal atração musical sobe no palco a partir das 22h

A História em Quadrinhos e suas grandes parcerias (Parte 1)

Algumas parcerias artísticas podem ser consideradas praticamente uma “simbiose criativa”, onde os dois ou mais parceiros trabalham de tal forma que praticamente parece que os dois pensam num mesmo sentido, resultando num trabalho diferenciado. Foi assim com os Beatles em escala global, Os Mutantes, Secos e Molhados e a Legião Urbana por aqui, só pra ficar no mundo da música. O que quero dizer é que em algumas situações, a soma das partes resulta em algo muito superior a cada um poderia fazer individualmente, ou seja, assim surgem os verdadeiros fenômenos algo totalmente diferente do que já tínhamos visto antes e.

Indo direto ao ponto, quero falar mesmo é de parcerias das HQs que fizeram história. Não é uma lista definitiva (elas nunca são mesmo!), nem mesmo em ordem de importância ou merecimento. Apenas alguns casos de parceria que renderam ótimas histórias e personagens que até hoje são referência pra quem curte a chamada “Nona Arte”, muitas delas, conseguiram inclusive elevar o gênero a um novo patamar, hoje servindo, inclusive como base pra várias adaptações cinematográficas que vêm surgindo e ganhando o grande público.

Confira a lista abaixo (totalmente parcial, por se tratar de escolhas pessoais, vale lembrar):

1.    John Byrne/Chris Claremont (1977-1981)
Os caras foram responsáveis simplesmente pela fase mais lendária do título dos X-Men, quando conseguiram com suas ótimas histórias, que deram sequencia à também, hoje milotógica, “Giant Size X-Men nº 01” (1975), que apresentou os novos e multinacionais protagonistas da série. Com Claremont nos roteiros e Byrne cuidando da arte (e posteriormente contribuindo na concepção das histórias), com seu estilo ágil e visualmente incrível, o grupo saiu de uma situação de quase cancelamento chegando a ótimas histórias à frente do título, como “A Saga da Fênix Negra” ou “Dias de um Futuro Esquecido”, essa última, considerada simplesmente uma das melhores de todos os tempos e também uma das pioneiras com o tema viagens no tempo, considerando as várias implicações que isso poderia causar. Muitos acreditam que sem ela, O Exterminador do Futuro nunca teria existido, fora, que foi usada também como base pro último filme da franquia dos mutantes.

Essa fase não é tão fácil de se encontrar (pelo menos não completa), pois foi publicada de forma coerente por aqui na década de 90 por aqui na saudosa Superaventuras Marvel, ganhando algumas poucas republicações desde então, com destaque pra da Mythos, que, salvo engano, publicou em três encadernados toda a passagem da dupla pela mensal dos X-Men, porém em uma edição porca, com papel jornal e arte em preto e branco. Fora isso, a Panini lançou há alguns anos A Saga da Fênix Negra no volume 4 de Os Maiores Clássicos dos X-Men (2006), que também saiu recentemente em um dos volumes da coleção Marvel Salvat. A Panini Lançou também Dias de um Futuro Esquecido dentro da coletânea Marvel 40 Anos no Brasil (2007), que foi republicada recentemente em edição de luxo (capa dura e formato maior), apesar de ter perdido a ótima oportunidade de lançar no período em que o filme homônimo estava em cartaz (aproveitando o merchandising gratuito que isso traria). É torcer pra que um dia (espero que logo!) seja tudo republicado em ordem e de forma organizada pela toda-poderosa por aqui.

Observações 2024: Esta fase foi relançada recentemente na coleção Os Fabulosos X-Men: Edição Definitiva e, apesar dessa fase atualmente estar fora de catálogo, várias outras opções de quadrinhos dos mutantes podem ser adquiridas clicando aqui.


2.    Garth Ennis/Steve Dillon (mais de um trabalho, a partir de 1995)
A dupla presenteou os leitores com nada menos que "Preacher", uma história muito louca que narra as desventuras de Jesse Custer, um pastor do Oeste americano desacreditado de seu Deus, que ganha, de repente, e não sem um monte de mortes, o Dom da Palavra, que o torna capaz de obrigar que (quase) qualquer pessoa faça o que ele mandar, exatamente da forma que ele mandou, rendendo algumas cenas inesquecíveis.

Alguns podem dizer que a arte de Dillon não é lá essas coisas ou que o roteiro de Ennis pode soar muitas vezes apelativo pro lado do bizarro ou ultraviolênto, ou um monte de outras críticas (válidas, ressalto), mas que em nada diminuem a grande obra dessa dupla que mostrou até que ponto um homem temente a Deus pode ir quando descobre que foi abandonado pelo mesmo Deus que prometeu amar e defender. Importante salientar que se trata de uma obra de conteúdo adulto, portanto, altamente não recomendável pra menores.

A dupla concebeu juntos também na Marvel algumas das melhores fase do Justiceiro em linhas diferenciadas, como a Max e a Marvel Knigths,  que davam maior (e necessária, no caso desses dois) liberdade criativa aos autores, desvencilhando-os da intrincada cronologia a que os personagens estavam presos pra que pudessem criar sua própria história independente dentro de uma grande editora, com personagens conhecidos.

A série teve uma vida editorial problemática no Brasil por muitos anos, o que vem sendo corrigido pela Panini, como você pode conferir clicando aqui. Atualmente a editora vem realizando um excelente trabalho com o título publicando as edições inéditas e republicando aos poucos as que, ocasionalmente vão se esgotando nas livrarias. Esse é um ótimo momento pra quem deseja adquirir a série completa e em um mesmo formato e em língua portuguesa.

Observações 2024: Esta coleção vem sendo relançada pela Panini em formato Omnibus, contendo várias edições originais por volume quee podem ser adquiridos clicando aqui.

3.    Stan Lee/Jack Kirby (mais de um trabalho, a partir de 1961 até 1970)
Essa dupla simplesmente criou os maiores ícones do panteão da Marvel Comics. São frutos de suas mentes os X-Men, Hulk, Vingadores, o Quarteto Fantástico, Surfista Prateado, entre muitos outros. Os caras revolucionaram os Comics (HQs americanas), colocando em histórias simples, curtas e descompromissadas problemas comuns a todos nós na vida de dos coloridos super-heróis, como desemprego, preconceitos, problemas de relacionamentos, entre vários outros pontos de intercessão com a vida os reles mortais levamos. Com eles, as HQs deixaram de ser exclusivamente "coisa de criança", atingindo também o público adolescente e, sem essa dupla, com certeza, tudo teria sido bem diferente e não teríamos chegado à outras ótimas temáticas mais adultas que veremos mais abaixo. Os caras foram importantíssimos pra evolução dessa mídia.

Os trabalhos dessa dupla foram muitos e atualmente é muito difícil de se adquirir toda sua produção, principalmente se você não souber ler em inglês. Por aqui as mais viáveis seriam as Bibliotecas Históricas dos X-Men, Vingadores, Quarteto Fantástico, Hulk, entre outros, porém os preços não são nada atrativos, visto que já foram lançados em formato luxuoso (capa dura e miolo em couché) e, portanto, caras, e a grande maioria ainda encontra-se esgotada. Outra opção seria os volumes da Coleção Histórica (Vingadores, X-Men,...) também pela Panini,  porém, a desvantagem é que várias edições são saltadas e não se sabe ao certo qual o critério utilizado para que uma edição específica entre ou não na tal coleção.

Observações 2024: Esta coleção foi descontinuada pela Panini há muitos anos, mas várias opções de histórias da Primeira Família da Marvel podem ser adquiridas clicando aqui.


4.    Warren Ellis/John Cassaday (1998-2009)
"Planetary": esse título em 27 edições mais um número zero e três crossovers especiais pode ser considerado um divisor de águas na história das HQs, levando os personagens principais, Elijah Snow, Jakita Wagner e Baterista (ou, simplesmente, "Batera") a um passeio pela história pop oculta do século XX a fim de descobrir e preservar todos os seus segredos, tudo isso recheado com muita ficção científica, personagens Noir e Pulp (livros e HQs das décadas de 20 e 30), Monstros Gigantes, naves espaciais, fantasmas, viagens no tempo e mais uma pá de coisas legais que nos arrastam juntos à uma inusitada aventura a fim de vencer o desafio final contra “Os Quatro”, personagens superpoderosos e supostamente baseados no Quarteto Fantástico da Marvel. Um mix de cultura pop e ficção que ultrapassa as barreiras da ciência e dos sentidos humanos pra nos contar uma ótima história com ótimas ilustrações e uma coloração de tirar o fôlego da, também parceira dessa dupla, Laura Depuy.

Atualmente é um bom momento para quem tiver interesse em adquirir Planetary completa, pois foi recentemente publicada na íntegra pela Panini em uma coleção de quatro encadernados com acabamento interessante (capa cartão, miolo LWC),o que proporcionou um ótimo custo/benefício aos leitores. Há ainda três edições especiais com encontros entre os Arqueólogos do Impossível e a Liga da Justiça, The Authority e Batman estão em processo de publicação, sendo os dois primeiros sido lançados juntos em uma única edição em formato maior recentemente e o último prometido para breve pela editora, em formato diferenciado e recheado de extras.

Observações 2024: Esta coleção foi recentemente publicada em uma edição Omnibus, contendo todos os números da revista em um só volume e pode ser adquirido clicando aqui.



5.    Grant Morrison/Frank Quitely (mais de um trabalho, a partir de 1996)
Essa dupla representa uma parceria de sucesso que já passou  por vários títulos, como, "WE3 - Instinto de Sobrevivência", "Grandes Astros: Superman", "Flex Mentallo", "Batman e Robin" e "Novos X-Men". O texto psicodélico de Morrison mesclado aos desenhos ora belos ora bizarros, mas sempre detalhistas, de Quitely formam uma mistura que muito tem agradado os fãs, como prova sua parceria antiga e constante, em várias obras com editoras e temáticas diferentes. Basta lembrar da angústia e sentimento de carinho que a dupla conseguiu passar em WE3, obra polêmica que nos leva a questionar até que ponto a humanidade pode ir com suas guerras e experiências científicas, quando leva três animais "fofinhos' (um coelho, um gato e um cachorro) a se tornarem verdadeiras armas de destruição em massa. Quem é realmente o animal, no final das contas? Essa é só uma das muitas perguntas que podemos fazer quando nos debruçamos sobre qualquer uma das obras desses caras.

Morrison tem uma carreira bastante prolífica ao lado de Quitely (que, acredito, seja, ao menos, um de seus desenhistas prediletos) já há uns bons anos, com algumas edições difíceis de encontrar, como a própria WE3, que já foi lançada pela Panini em duas ocasiões: a primeira em 2005 (em formato americano, capa cartão e miolo LWC) e a segunda em 2012 num formato mais luxuoso (capa dura e miolo em couché), ambas esgotadas, infelizmente. Porém ainda é bem fácil de se encontra parcerias da dupla em obras como Flex Mentallo, lançada em 2013 pela Panini ou ainda na recentemente lançada Batman e Robin, mais nova parceria dos caras. Novos X-Men também foi publicada pela editora em duas ocasiões, a primeira na mensal dos mutantes e a segunda em encadernados, cujos primeiros são bem raros de se encontrar, infelizmente.

Observações 2024: Este livro atualmente encontra-se fora de catálogo, mas várias histórias de Grant Morrison podem ser adquiridas clicando neste link , inclusive algumas da fase do autor nos Novos X-Men, também citada no texto acima.

Em breve continuaremos essa lista com mais cinco duplas inesquecíveis...

Aproveite pra deixar suas críticas, dicas e sugestões abaixo, nos comentários ou em redes sociais. É só escolher...

Obs. Texto reeditado em 12/09/2024 e as informações abaixo e ofertas estão atualizadas até esta data.

Clique aqui pra ler a segunda e última parte deste artigo.
Clique aqui e confira várias quadrinhos em oferta na Amazon, inclusive em novas edições com boa parte das histórias produzidas pelas parcerias aqui citadas ou também clicar nos links espalhados no decorrer do texto acima e conferir as ofertas destes e outros quadrinhos de sua preferência ou quaisquer outros itens que desejar e, o melhor: sem qualquer custo adicional, ajudar na manutenção do nosso trabalho aqui na Web. . 
Se preferir, você também pode clicar no nosso aqui, no nosso link do Mercado Livre pra fazer suas compras.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Nova megassaga da Marvel tem "Thanos" como grande protagonista

Está pra começar Infinito a mais nova megassaga da “Casa da Ideias” que que coloca os Vingadores e vários outros superseres da Marvel em uma aventura espacial em pleno campo de batalha entre os Skrulls e Krees, raças alienígenas conquistadoras que cobiçam o domínio do universo. O confronto na verdade faz parte de um plano de Thanos, um dos maiores vilões da editora que volta com tudo nesse evento divido em seis volumes, com roteiro de Jonathan Hickman ("Os Vingadores", "Quarteto Fantástico") e desenhos de Jim Cheung ("Vingadores: A Cruzada das Crianças", "Guerreiros Secretos").

O gigante púrpura volta pra novamente causar discórdia entre os heróis e tentar dominar o universo

A história invadirá ainda os títulos mensais (como toda megassaga, o que é um saco!), contando o porque da volta do Titã, que deve passar por vários locais importantes do Universo Marvel, como Attilan (defendida pelos Inumanos), Wakanda (país do Pantera Negra), Atlântida (Reino de Namor), o que deve esquentar muito os ânimos desses “pesos pesados” da editora.

A primeira edição terá duas versões, sendo uma em capa “normal” (em papel couché),  e a outra com capa metalizada em mais cara (os anos 90 estão de volta!), ambas com miolo no eficiente papel LWC. Só nos resta esperar pra ver no que vai dar mais esse megaevento que promete mudar tudo, retomando as infinitas Sagas do Infinito que dominaram as bancas nos anos 90 (de novo eles. Tá merecendo um artigo).

Segundo volume de "Astronauta" tem título de data de lançamento divulgados

Primeira imagem do novo
novo volume divulgada
O editor Sidney Gusman, responsável pela linha Graphic MSP, que apresenta releituras dos personagens de Maurício de Sousa ("Turma da Mônica", "Astronauta") em uma reinterpretação de quadrinhistas da nova geração divulgou essa semana nas redes sociais algumas informações interessantíssimas pra quem curte a coleção. O volume conta novamente com roteiro e arte de Danilo Beyruth (“Bando de Dois”, “Necronauta”) e chega às bancas e livrarias brasileiras em dezembro deste ano com o título “Astronauta – Singularidade”.

De acordo com o editor, diferente do que aconteceu em "Magnetar" (sua primeira aventura), que foi praticamente uma ode à solidão, desta vez o Astronauta não estará sozinho em sua nave e terá que enfrentar a perigosa missão é investigar um buraco negro. 

"Bidu: Caminhos" é o volume mais recente dessa linha de Graphic Novels que tem feito sucesso no Brasil e também no exterior e está chegando ainda este mês nas bancas e livrarias de todo o pais, novamente em dois formatos, com acabamento em brochura ou capa dura, ambas com papel couchê de ótima qualidade.

À medida que forem surgindo novas informações, divulgaremos na Taverna.

A Marvel apresentou recentemente duas gratas surpresas em suas HQs. A primeira: O lançamento de uma nova revista mensal da "Mulher-Aranha", personagem que NADA tem a ver com o “cabeça de teia”, possuindo uniforme, origem, história e poderes bem diferentes de seu "quase xará". A outra novidade é uma capa assinada pelo quadrinhista italiano Milo Manara, mestre das histórias eróticas o cara escreveu e desenhou obras como a trilogia "O Clic", "O Perfume Invisível" e produziu em parceria com Alejandro Jodorowsky (“Incal”) a crua, pervertida e violenta tetralogia “Bórgia”. 

Acontece que por se tratar de um desenhista que tem um estilo bem diferente do comic americano tradicional, às vezes, é recebido com protestos ou outras bobeiras por uma parcela dos "fanboys", como aconteceu com "Garotas em Fuga", Graphic Novel com uma inusitada história da ala feminina dos X-Men que produziu em parceria com o roteirista Chris Claremont (X-Men). O fato mesmo é que o cara desenha demais, sobretudo mulheres, que, apesar de, às vezes, parecerem ser bem parecidas umas com as outras, são, definitivamente, lindíssimas. 




A personagem surgiu nos quadrinhos como Jessica Drew na oitava edição de Marvel Spotlight (1977), de Archie Goodwin (roteiro) e Marie Severin (arte), sendo mais como uma estratégia da Marvel pra proteger uma marca registrada, impedindo assim que existisse uma Mulher-Aranha na concorrência. Desde então seu o título e uniforme já foram usados por várias personagens, sendo heroína em algumas ocasiões e vilã em outras. Com o tempo suas aparições foram ficando cada vez mais escassas e sem importância dentro da cronologia da editora, até que chegou um certo jovem e visionário roteirista chamado Brian Michael Bendis assumiu o título dos Vingadores lá no inicio dos anos 2000, inserindo a personagem na equipe e desenvolvendo-a de forma que acabou culminando nessa primeira edição, que deve chegar às no mercado estadunidense em novembro deste ano. Aqui, deve chegar lá pela metade do ano que vem, muito provavelmente sem essa capa. Quem sabe a Panini não lança um pôster promocional (sonhar não custa nada).

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Novo livro apresenta biografia da cantora "Pitty"

Pouco tempo após encerrar as atividades seu projeto e voltar à sua banda com tudo lançando novo álbum e turnê, a cantora baiana Pitty, vocalista da banda que leva seu nome, presenteia seus fãs com o livro “Cronografia: uma trajetória em fotos”.

A obra, com textos da própria artista, conta sua biografia utilizando-se de imagens que partem de sua infância em Salvador, passando por suas influências, primeiros passos no mundo da música, quando integrou as bandas "Inkoma" (vocalista) e "Shes" (baterista), sua consagração nacional na primeira metade dos anos 2000 (com o lançamento de “Admirável Chip Novo”), passando ainda pelo “Agridoce”, seu recém-encerrado projeto paralelo ao lado do guitarrista Martin Mendonça, que também integra sua banda.

A obra é recheada com fotos de bastidores, apresentando ao grande público o outro lado da carreira dessa artista ousada que mexeu e ainda mexe com o status quo do mercado brasileiro, com músicas pesadas e letras carregadas de um espírito rebelde, sentimental e autêntico.

Fotógrafos de renome como Sora Maia, Jorge Bispo, Caroline Bittencourt e Rui Mendes são alguns dos responsáveis pelos cliques do livro que tem 160 páginas e chega às lojas dia 02 de Setembro, inclusive, já pode ser encontrado em pré-venda em alguns sites.

Clique aqui e confira o clipe de "Sete Vidas", do novo álbum de Pitty.
Clique aqui e leia mais sobre o Agridoce.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

4º volume de "Valente", de Vitor Cafaggi será lançado pela Panini

Exibindo ValenteParaDereVier.jpgOutro dia comentei aqui o ótimo caminho que a Panini abriu pros quadrinhistas nacionais com a coleção Graphic MSP e isso tem continuado de forma bastante animadora, como o prova a publicação das tirinhas "Valente", produzidas por Vitor Cafaggi ("Turma da Mônica - Laços"), que já teve três volumes publicados (simultaneamente) pela própria editora no ano passado e, em breve deve ganhar mais um.

A informação foi repassada pelo próprio autor via Twitter, confirmando, inclusive o título do próximo volume: "Valente para o que Der e Vier", dando continuidade às aventuras e desventuras amorosas do cãozinho nerd, tímido e sonhador (muito parecido com cada um de nós) que conquistou e continua conquistando vários leitores pelo país nas edições do Jornal O Globo, onde é publicado originalmente, no blog do autor e agora em lindas edições com material de excelente qualidade publicadas pela Panini.

As coletâneas das tirinhas começaram a ser publicadas de foma independente pelo próprio autor, que publicou os dois primeiros volumes, que no ano passado ganharam republicação pela nova editora, que ainda publicou "Valente por Opção", terceiro, e inédito, volume da série, cujas tirinhas, apesar de poderem ser lidas de forma isolada (como as tirinhas "tradicionais") quando postas em sequencia podemos perceber que se tratam de capítulos (ou episódios), que, de forma linear, narram a trajetória de nosso querido (e fofinho) pastor alemão apaixonado.

Infelizmente não foi confirmada a data de lançamento. Quando surgirem novas informações, informamos por aqui.



Clique aqui pra conferir o blog de Vitor.
Para ler mais sobre Valente, clique aqui.

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Antes tarde do que nunca: “The Walking Dead” chega à Netflix no Brasil

A partir do próximo dia 25 as três primeiras temporadas da série de tevê (e fenômeno cultural) “The Walking Dead” estará disponível aos usuários da Netflix sistema legal que oferece vídeos em streaming, ou seja, para assistir on-line. A série é baseada nos quadrinhos homônimos criados por Robert Kirkman ("O Invencível", "Zumbis Marvel") no início dos anos 2000, chegando à tevê em 2010 desenvolvida por Frank Darabont (“À Espera de um Milagre”), contando com o criador da obra original como produtor executivo.

Os quadrinhos, que nos mercado estadunidense já passaram da centésima edição, contam a história de um grupo de sobreviventes a um apocalipse zumbi liderados por Rick Grimes (interpretado brilhantemente por Andrew Lincoln na tevê) são editados no Brasil pela editora HQM e estão disponíveis em dois formatos: Encadernado (já bem adiantado, contando com 14 volumes no momento, cobrindo 84 edições originais) e Série Mensal (que este mês deve chegar à 26ª edição original).

Em sua versão televisiva, a série é exibida pela AMC nos Estados Unidos e pela Fox sofreu uma série de adaptações (algumas interessantes, outras nem tanto) que dão um ritmo diferente dos quadrinhos, tornando as obras ao mesmo tempo diferentes (em alguns pontos) e complementares em vários outros.

A quinta temporada da série estreia em outubro próximo.

Confira abaixo o trailer da primeira temporada:



Clique aqui pra mais informações sobre a série.
Clique aqui pra ler o review da primeira temporada.
Clique aqui pra ler o review da segunda temporada.
Clique aqui pra conferir o primeiro trailer da 5ª temporada.


quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Alma de herói: Novo teaser mostra toda velocidade e heroísmo de "Flash"

O canal de televisão estadunidense "The CW" divulgou esta semana um novo e interessante teaser da vindoura série "The Flash", baseada no super-herói velocista da DC Comics que já teve ótimas histórias publicadas em HQs ao longo dos anos e também uma conhecida série protagonizada por John Wesley Shipp, que também terá um papel nessa nova encarnação do herói para a tevê. O protagonista da vez é Grant Gustin ("Glee"), um jovem Barry Allen, ainda surpreso e descobrindo os limites de seus poderes.

O vídeo é recheado de interessantes cenas de ação, apresentando o personagem, seus poderes e sua coragem. A série tem estreia prevista pra 07 de outubro deste ano nos EUA e por aqui ainda não há informação, mas também não deve demorar muito.

Aperte o play e confira:



Confira também o teaser anterior clicando abaixo:


Momentos de tensão e beatbox no novo teaser de "As Tartarugas Ninja"

Recentemente a Paramount/Nikelodeon divulgou um novo e divertido tease da mais nova adaptação de "Os Tartarugas Ninja" pro cinema produzida por Michael Bay ("Transformers") a direção ficou por conta de Jonathan Liebesman ("Fúria de Titãs 2"). O vídeo mostra uma cena, no mínimo inusitada, com as tartarugas fugindo de uma pá de bandidos por meio de um elevador. No meio do clima de tensão, Michelângelo (o de faixa laranja, da esquerda) inicia 

O elenco conta Megan Fox (April O'Neil), Johnny Konxville (Leonardo), Jeremy Howard (Donatello), Alan Ritchson (Raphael), Noel Fisher (Michelangelo), William Ficthner (Destuidor), Whoopi Goldberg (Bernadette Thompson) e Tony Shalhoud (Mestre Splinter).

O filme estreia hoje nos cinemas de todo o Brasil.

Por outro lado: Não param de surgir reclamações sobre a distribuição de “A Saga do Monstro do Pântano Vol. 1”, de Alan Moore

Mal saiu, já é item raro
O primeiro volume de “A Saga do Monstro do Pântano” é um dos lançamentos mais solicitados e aguardados pelos fãs do roteirista britânico Alan Moore ("Watchmen", "V de Vingança", "Batman: A Piada Mortal") e do selo Vertigo/DC como um todo no Brasil, como pode ser facilmente perceptível em acaloradas discussões espalhadas por vários fóruns web afora e ainda no próprio hotsite da Panini (editora que publica esse material por aqui) dedicado ao selo. A edição entrou no Checklist de abril da editora e deixou os ânimos exaltados logo de cara. 

Praticamente o mesmo
preço, mais qualidade
O problema com esse título específico (e possível coleção) é que a editora não para de meter os pés pelas mãos, a começar pelo formato. Escolheram capa mole. Tudo bem! A cagada mesmo foi com o papel, onde poderia ter se optado pelo razoável LWC (vide os sucessos das já encerradas "Planetary" (Warren Ellis, John Cassaday) "100 Balas" (Brian Azarello e Eduardo Risso), entre tantas outras, mas ficaram mesmo com o papel pisa-brite (também conhecido como papel jornal), que não dá o devido destaque às ilustrações e se desgasta mais facilmente. Alguns podem dizer que tem a ver com o custo, já eu observo que não tem nada a ver com isso, pois, enquanto esta edição tem 212 páginas e preço de capa de R$ 23,90, enquanto "Hellblazer - Sangue Real" conta 196 páginas e custa o mesmo valor pro cliente, ou seja, pelo simples fator de produção não se justificaria, pois o valor a mais seria insignificante (beirando um mísero R$ 1,00) num total que já é bem razoável, logo, não faria tanta diferença no preço final, porém, ganharia muito em qualidade do produto oferecido ao leitor.

O nome de Moore na capa é
sinônimo de boas vendas
Outra alegação da editora poderia ser com relação à demanda, pois, cada produto deve ser pensado de acordo com o mercado para que não falte nem sobre em quantidades absurdas. Esse realmente poderia ser um fator que deveria interferir no preço e qualidade do material, porém, pelo número de reclamações sobre o sumiço do produto nas prateleiras de livrarias e preços desesperadores encontrados na web, podemos deduzir com 100% de certeza que a demanda é bem superior à disponibilidade do produto oferecida pela editora, fazendo com que atravessadores sejam quem realmente acaba lucrando com isso, deixando os clientes insatisfeitos e reduzindo os lucros da própria editora, que, caso disponibilizasse mais exemplares, com certeza ganharia muito mais dinheiro e os clientes poderiam pagar preços mais justos pra ter a mesma edição.

Nada do volume 2
Buscando uma visão o mais isenta possível sobre a situação, este editor tentou por duas vezes entrar em contato com a editora através do e-mail disponibilizado pelo competente e solícito editor do selo no Brasil Fabiano Denardin (atendimento.cliente@panini.com.br), porém até esta data, mais de 10 dias após o primeiro contato, não obtive qualquer resposta. O chato é que fica a impressão de que, neste caso, está havendo um desrespeito tanto à obra (conhecidíssima e procuradíssima por quem curte HQs), quanto ao personagem (que já tem o volume 2 de "Monstro do Pântano: Raízes" empacado há muito tempo) e, principalmente aos leitores que buscam a edição em bancas, com dinheiro na mão e não podem comprar devido à uma enorme falha de planejamento da editora, que em várias outras ocasiões tem se mostrado tão eficiente nesse setor.

A situação fica ainda pior pra quem mora em regiões atendidas na segunda fase do sistema de distribuição setorizada das revistas adotado pela editora que, provavelmente nem chegarão a ver o produto em banca, como já acontece há muito tempo com "100 Balas" e "Hellblazer: Origens" (fase do roteirista Jamie Delano), séries que apenas os primeiros volumes chegaram em localidades da segunda fase de distribuição. Esses leitores, que acabavam ficando à mercê das lojas virtuais, muitas vezes sendo obrigados à pagar fretes absurdos, nessa situação específica, nem com isso podem contar, pois o produto praticamente já se encontra esgotado em todas as lojas especializadas em HQs da web.

Exemplos de ótimos acertos da editora:




Enquanto isso, continuamos esperanto respostas da editora e a chegada deste material clássico pra quem quiser comprar, como a própria Panini já vem fazendo de forma tão eficiente com materiais como "V de Vingança" (Alan Moore, David Lloyd), "Preacher" (Garth Ennis e Steve Dillon) e "Sandman" (Neil Gaiman, vários), que vêm tendo constantes reedições em tempo razoável, ficando esgotadas por pouco tempo no mercado. Essas reedições já foram inclusive aplaudidas aqui neste mesmo site como algo interessante aos consumidores e inédito no mercado brasileiro. Agora é esperar pra que problemas pontuais, como os aqui postos, sejam corrigidos pra que não se repitam mais no futuro e tenhamos uma relação saudável entre quem edita e quem consome este tipo de material.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Edição definitiva de Batman: O Cavaleiro das Trevas ganha nova impressão no Brasil

Há algum tempo escrevi aqui que a Panini (que edita material da Marvel e DC no Brasil) vem fazendo um ótimo trabalho de reimpressões de histórias clássicas tanto da Marvel quanto da DC, com destaque bem maior pra última. Esse trabalho não para. Recentemente relançaram nova edição de um clássico de Alan Moore (roteiro) e Dave Gibbons (arte), Watchmen, em edição definitiva, capa dura e talz. Agora chegou a vez de Batman, novamente.

Este mês a editora está lançando uma nova impressão de “Batman: O Cavaleiro da Trevas – Edição Definitiva”, com arte e roteiro de Frank Miller com uma nova e linda capa (a mesma que ilustrou o primeiro número da minissérie original, de 1986, com a silhueta do homem morcego saltando sobre os prédios da cidade em uma noite relampejante. Essa já é a quinta impressão dessa edição imperdível que reúne os quatro números da série original, os três de "O Cavaleiro da Trevas 2", de 2001 e mais uma série de materiais extra, com esboços, roteiros, etc. , presenteando o leitor com um vislumbre sobre o processo de produção da grandiosa obra que é um divisor de águas na trajetória do personagem, sendo parâmetro até os dias de hoje como uma de suas versões definitivas.

A história se passa em um futuro apocalíptico, com um Bruce Wayne já idoso, que pendurou seu cinto de utilidades há muito tempo, mas eis que de repente começam a surgir novos desafios e o cara se vê obrigado à sair de sua aposentadoria pra uma vez mais combater o crime em Gotham. Nisso ele acaba se deparando com uma gangue de marginais conhecidos como Mutantes, chegando a enfrentar ninguém menos que um Superman que acabou se tornando pau mandado do presidente dos Estados Unidos, resultando num dos maiores confrontos da história das HQs.

A edição tem distribuição apenas em livrarias e já encontra-se disponível em lojas e comic shops da internet. Esperando por "Batman: (Jim Lee, Jeph Loeb) e "Batman: O Longo Dia das Bruxas" (Tim Sale, Jeph Loeb), que há séculos já estão esperando uma nova impressão.

Dimensões: 28x19cm
capa dura
Miolo couché
nº de páginas: 516

Leia mais sobre os relançamentos aqui.
Clique aqui pra ler sobre os lançamentos de Alan Moore.