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quarta-feira, 9 de outubro de 2024

Panini Comics promete pra novembo/24 o relançamento do primeiro volume de "O Espetacular Homem-Aranha: Edição Definitiva" com as primeiras histórias do persongem

Dando continuidade à recente onda de republicações de HQs especiais que estavam esgotadas, a Panini Comics anunciou para o mês de novembro que vai republicar o primeiro volume de "O Espetacular Homem-Aranha: Edição Definitiva", compilando as primeiras histórias do herói aracnídeo desde sua estreia, em Amazing Fantasy nº 15, de 1962, história que contou sua origem pela primeira vez.


O "Homem-Aranha" é uma criação de Stan Lee ("Quarteto Fantástico", "Hulk", "X-Men") e Steve Ditko ("Capitão Átomo", "Doutor Estranho") e é uma das pedras fundamentais do que logo se tornaria o Universo Marvel, apresentando personagens que convivem dentro de uma mesma realidade, bem mais próximos da realidade da vida dos leitores, sendo o protagonista Peter Parker um adolescente órfão criado por seus tios, sem muitos recursos financeiros e que precisa “se virar” pra viver e, ainda por cima, devido a um acidente, ganha poderes correspondente aos de uma “aranha gigante” e resolve enfrentar a criminalidade na cidade de Nova York, o que era muito diferente do que os quadrinhos da época ofereciam, com personagens inquebrantáveis, infalíveis e com poderes próximos a de um deus, ou, no mínimo, ricos o suficiente pra resolver a maioria de seus problemas com dinheiro e treinamento especial, como é o caso do Batman.

Este primeiro volume que foi lançado pela primeira vez no Brasil em Fevereiro de 2019 já estava esgotada há um bom tempo e apresenta, além da já citada estreia do personagem, os 19 primeiros números de "Amazing Spider-Man", "Spider-Man Annual 1"; "Strange Tales 2" e "Fantastic Four Annual 1", compilando todas as edições em que o herói aracnídeo apareceu em seus primeiros anos de publicação, repletas de desafios tanto de vilões perigosos, quanto em sua vida particular como Peter Parker, cheia de percalços, como a de qualquer adolescente comum.

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Informações sobre o lançamento:

Lançamento: Novembro/24

Acabamento: Capa Dura

Nº de páginas: 560

Compila as edições:

Amazing Fantasy (1962) 15; 

Amazing Spider-Man (1963) 1-19; 

Amazing Spider-Man Annual (1964) 1; 

Strange Tales Annual (1962) 2; 

Fantastic Four Annual (1963) 1

Preço de Capa: R$ 240,90



terça-feira, 8 de outubro de 2024

Nova série animada do "Astronauta" já tem data de estreia na "Max" e lança seu primeiro trailer

Estreia no próximo dia 18/10 a série animada “Astronauta”, baseada no personagem criado por Maurício de Sousa ("Turma da Mônica", "Chico Bento") em 1963. A animação é a primeira produção brasileira do canal de streaming "Max" com a Maurício de Sousa Produções e já ganhou o primeiro trailer completo, que mostra o design dos personagens, baseado nas histórias do personagem lançados pelo selo "Graphic MSP", com arte e histórias de Danilo Beyruth ("São Jorge", "Bando de Dois"), que já teve seis volumes lançados até o momento: “Magnetar”, “Singularidade”, “Assimetria”, “Entropia”, “Parallax” e “Convergência”. O elenco de vozes conta com Marco Pigossi (Astronauta), Mel Lisboa (Ritinha), Carol Crespo (Lima), Julia Ribas (De Luca) e Francisco Júnior (General Alvez), entre outros.

Sinopse oficial: “...após integrantes da renomada Agência de Pesquisa Espacial Brasileira, a BRASA, desaparecerem em uma misteriosa missão na Lua, visões estranhas começam a perturbar Pereira, um astronauta recém-afastado da organização. Agora, que seus colegas precisam de um resgate urgente, ele vê a oportunidade perfeita para seguir para o espaço buscando compreender a estranha abdução que vivenciou cinco anos antes. O que ele não imaginava era que estava indo para uma armadilha criado por uma entidade alienígena capaz de colocar em risco não só sua mente, como também toda a humanidade."

*Clique aqui e confira todos os lançamentos das "Graphic MSP" ainda disponíveis na Amazon, ou aqui e pra comprar pelo Mercado Livre. Comprando pelos nossos links, além de aproveitar as melhores ofertas, você ainda contribui na manutenção do trabalho que aqui realizamos, sem nenhum custo adicional.

Confira o trailer da animação: 


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quinta-feira, 3 de outubro de 2024

Caio Oliveira: TavernaPOP! entrevista o quadrinhista piauiense que chegou ao mercado norte-americano com obra autoral

O quadrinhista piauiense Caio Oliveira ("Cantinho do Caio", "Foices e Facões – A Batalha do Jenipapo", "Super-Ego") lançou há alguns anos a Graphic Novel autoral "Super-Ego", que é ambientada num mundo de super-heróis e conta com sua arte e roteiro. A trama apresenta as “neuras” desses seres poderosíssimos que, como nós, reles mortais, às vezes, precisam da ajuda de um profissional pra enfrentar seus dilemas.

Detalhe importante deste trabalho de Caio é que foi publicado nos Estados Unidos láaaaa em 2014, muito antes de um certo escritor chamado Tom King ("Batman", "Visão", "Alvo Humano", "Senhor Milagre") lançar sua "Heróis em Crise" (2018), que tinha um tema bem parecido com os "supers" do universo DC colocando pra fora suas emoções e traumas pra fora, de forma inédita com personagens do "mainstream" que tradicionalmente são colocados como lendas irretocáveis, na maioria das vezes. 


A Taverna entrevistou o cara na época do lançamento de "Super-Ego" nos Estados Unidos sobre a carreira, suas obras, os mercados nacional e internacional das HQs, sua parceria com o irmão, também quadrinhista, e sócio na livraria "Quinta Capa Quadrinhos", Bernardo Aurélio ("Por Dentro do Máscara de Ferro", "Foices e Facões - A Batalha do Jenipapo"). Confira a entrevista:

TP!- Como e com que idade você começou a ler HQs? 
Caio - Meu pai já nos dava gibis (a mim e meus dois irmãos) antes mesmo da gente aprender a ler. Lembro de acordar e encontrar na cabeceira da cama um monte de gibis variados, de "Turma da Mônica" a "X-Men", gibis dos "Trapalhões", do "Zé Colmeia", "Manda Chuva", "Heróis da TV", enfim, gibi de todo tipo! A maioria se perdeu, a gente não sabia ler, então pintava ou recortava pra brincar com os "bonequinhos de papel". Meu "bonequinho" favorito era um Tocha Humana voando, pelo John Byrne ("X-Men", "Quarteto Fantástico"). 

TP!- E a produzi-las? 
Caio -Também muito cedo. Eu desenhava meus próprios gibis em cadernos de pauta. Sempre histórias de super-heróis, que eram meus favoritos. Eram muito tosquinhos, claro, mas foi muito importante no processo de aprendizado, que apliquei depois nos fanzines. 

TP!- Como tem sido a experiência de produzir HQs no Piauí/Brasil? 
Caio - Hoje em dia, com a internet, o lugar onde se produz é quase irrelevante. Viver nos grandes centros é uma experiência bacana pelo contato pessoal com outros artistas, editores, eventos especializados, enfim, pessoas do meio editorial, mas a parte braçal da coisa pode ser feita em qualquer lugar. 

TP!- Você tem algum tipo de trabalho paralelo? 
Caio - Junto com meu irmão montamos uma loja especializada em quadrinhos em Teresina-PI, a "Quinta Capa". Não vai nos deixar ricos, mas paga as despesas básicas. Além disso, aqui e acolá aparece um serviço de ilustração pra tirar um extra. 

TP!- E sua parceria com o Bernardo? Como ficou dividida a produção? 
Caio - Eu e o Bernardo (meu irmão) temos vários projetos próprios que vamos tocando em paralelo com a loja sempre que podemos. Juntos fizemos apenas "Foices e Facões" (onde fiz os esboços que foram finalizados por ele, que também ficou responsável pelo roteiro), uma história curta do "Máscara de Ferro", e temos planos de uma adaptação de "Noite na Taverna" (um dia!). 

TP!- É possível viver desse tipo de arte no Brasil? 
Caio - Se você conseguir um contrato com alguma editora gringa das grandes (Marvel ou DC) sim. Não é meu caso, até agora só peguei trabalhos independentes.

TP!- Como você vê avalia a qualidade das HQs atuais no mercado internacional? O que tem se destacado na sua opinião? 
Caio -Tenho lido pouco do material que fez minha cabeça quando moleque... das grandonas, só tenho lido "Homem-Aranha", e mesmo assim sem muita empolgação. Tem material bacana saindo, como "Thor" do (Jason) Aaron, "Gavião Arqueiro" do (Matt) Fraction, e "Demolidor" do (Mark) Waid (e, se garimpar bem, dá pra encontrar mais), mas perdi o pique de acompanhar as mensais. Mas tenho acompanhado avidamente o trabalho do (Robert) Kirkman em "The Walking Dead" e "Invincible", dois materiais sensacionais.

TP!- E a produção nacional? Como você a vê atualmente? 
Caio - Os mais otimistas apontam o atual momento como o revival da produção nacional, por conta do gás que o Catarse injetou no mercado. Não sei se é pra tanto, mas tem muita coisa bacana saindo sim. Espero que seja uma ferramenta que tenha vindo pra ficar, e não seja apenas uma bolha. 

TP!- Fale um pouco sobre "Super-Ego":
Caio - "Super-Ego" foi um projeto que comecei a trabalhar em 2006, quando planejei umas tiras cômicas com um psicólogo conversando com super heróis como o "Batman", "Homem-Aranha", "Hulk", etc. Percebi que poderia fazer algo maior com esse conceito e criei a história em 4 partes. O conceito permaneceu o mesmo, "tratar" os super heróis de seus traumas.

TP!- Como surgiu a oportunidade de publicar no mercado norte-americano? 
Caio - Assim que terminei o gibi, em meados de 2008, tentei vender o projeto pra várias editoras grandes (nacionais e gringas), mas sem sucesso. Então engavetei o projeto e ficou por isso, até que Mike Kennedy, um americano dono do site sequentialink perguntou se eu tinha interesse em publicar a história no site dele. Aceitei e um dia ele resolveu publicar impresso, por uma editora que estava montando, a Magnetic Press. 

TP!- Como adquirir um exemplar? 
Caio - Está a venda no site Amazon, ou através do site da editora. Também ainda possuo as últimas edições que me foram cedidas pela editora à venda na "Quinta Capa Quadrinhos". 

TP!- Como o leitor pode acompanhar sua produção atualmente? 
Caio - Tenho produzido muitas tiras e ilustrações que tenho publicado na minha página do Facebook: "Cantinho do Caio". Procurem lá que tem muito material bacana! 

TP! - Que recado você deixa pra quem, assim como você e seu irmão, pretende se tornar um quadrinhista? 
Caio - Muito treino e muita persistência. Eu tenho feito o primeiro desde sempre, e o segundo desde 2006, quando preparei meu primeiro teste. Perdi as contas de quantos "nãos" já ouvi e quantos ainda ouvirei. Faz parte.

Confira abaixo o interessantíssimo e muito bem produzido trailer da Graphic Novel "Super-Ego" (em inglês, com legendas em português):



Nota importante: Posteriormente à esta entrevista, em janeiro de 2017 o trabalho "Super-Ego" ganhou uma edição nacional que foi produzida através da colaboração dos fãs, por meio do Catarse e , tanto Caio quanto Bernardo têm se mantido produtivos em seus trabalhos, sendo "Cantinho XXX" (2024), o mais recente de Caio e "Máscara de Ferro Contra a Televisão" (2023) o de Bernardo. Vale muito a pena conhecer o trabalho desses caras. Caso essa entrevista gere uma boa repercussão, em breve teremos resenhas sobre alguns dos trabalhos dos caras.


Clique aqui e confira outras obras de Caio Oliveira disponíveis na Amazon ou aqui e confira também as ofertas do Mercado Livre. Lembrando que, comprando pelos nossos links, além de aproveitar as melhores ofertas, você ainda contribui na manutenção do trabalho que aqui realizamos, sem nenhum custo adicional.

Obs. Esta entrevista foi cedida, inicialmente, em novembro de 2014 e já foi publicada aqui na TavernaPOP!, sendo agora reeditada para fins de atualizações necessárias e, também citar novos trabalhos de Caio e Bernardo.

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quarta-feira, 2 de outubro de 2024

Prelúdio de “X-Men ’97” em HQ finalmente está chegando ao Brasil

A Panini Comics Brasil está prometendo pra segunda quinzena do mês de novembro/24 a edição especial “X-Men ’97”, apresentada como um Prelúdio Oficial da animação do "Disney+", que, por sua vez, é uma continuação direta da famosa animação dos anos 90.

A história foi produzida por Salvador Espin (arte) e Steve Foxe (roteiro) e contou com a colaboração da equipe responsável pela animação, contando uma história que faz o link entre a animação original e seu retorno, contando o que os personagens fizeram durante sua ausência.

A animação de “X-Men ’97”, com o retorno dos clássicos personagens ocorreu este ano de 2024, com 10 episódios que fizeram grande sucesso e já garantiram uma continuação, que deve acontecer só em 2026.

Informações sobre a edição:

Acabamento: Capa Cartão

Autores: Salvador Espin e Steve Foxe 

112 páginas

Edições originais:  "X-Men ’97" (2024) 1-4

Preço Sugerido: 31,90 

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"Coleção MSP 50" compila todo o material que deu o pontapé inicial ao sucesso das Graphic MSP

Por esses dias o jornalista e editor Sidney Gusman anunciou para o mês de dezembro deste ano o lançamento da "Coleção MSP 50", compilando em um único volume, os quatro livros que deram origem ao selo "Graphic MSP" ("Astronauta: Magnetar", "Turma da Mônica: Laços" e muitos outros), que reapresenta os personagens criados por Maurício de Sousa ("Turma da Mônica", "Piteco" e muitos outros) sob a ótica dos mais variados escritores e desenhistas de quadrinhos nacionais, dando um novo frescor e ampliando os horizontes das temáticas trabalhadas e estilos de arte e histórias.

A iniciativa foi capitanteada pelo próprio Sidney a partir dos volumes “Graphic MSP 50” (2009), que apresentou a visão de 50 artista nacionais para alguns personagens da "Turma da Mônica", depois veio “Graphic MSP +50” (2010), seguida de “Graphic MSP Novos 50” (2011). Por último veio o quarto livro que completa a coleção: “Ouro da Casa” (2012), com artistas que já tinham passado pelos personagens no passado, agora, livre de todas as amarras editoriais que prendiam sua imaginação anteriormente pra contar as histórias que quisessem.

A edição especial “Omnibus”, além de compilar os quatro livros acima descrito, vem recheada de extras, incluindo uma matéria especial ricamente ilustrada, contando todos os detalhes sobre como o projeto teve início e como foi o processo de convencimento para que Sidney conseguisse convencer o “pai” da "Turma da Mônica" a se desapegar um pouco de seus personagens, dando as rédeas a outros criadores pra contarem suas histórias, o que ajudou a ampliar ainda mais o público dos quadrinhos da "Turma da Mônica", que já vinha crescendo desde o lançamento de "Turma da Mônica Jovem", em 2008.

Informações sobre a edição:

Lançamento: Dezembro/24

Autores: Vários autores nacionais

824 páginas

Acabamento: Capa dura

Preço Sugerido: R$ 349,90

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terça-feira, 1 de outubro de 2024

Review: "Mercenário - Anatomia de um Assassino"

 

Uma edição que muito gente tem criticado e que, pessoalmente considero uma boa leitura em quadrinhos é Mercenário – Anatomia de um Assassino, publicada recentemente pela Panini Comics dentro de uma "coleção informal" que a editora vem fazendo focada nos vilões da Marvel com acabamento de qualidade . O roteiro é de Gerard Way (Umbrella Academy, Deadpool) com arte de Steve Dillon ("Preacher", "Justiceiro MAX") e capas do brasileiro Mike Deodato ("Vingadores Sombrios", "Thunderbolts"), e o volume encadernado compila uma minissérie em cinco edições do vilão publicada no início dos anos 2000 nos Estados Unidos.

O roteiro mescla elementos de tramas de filmes de investigação policial e suspense envolvendo o roubo de uma carga perigosíssima e uma fuga sensacional de um presídio de segurança máxima, com um protagonista/vilão que aos poucos vai mostrando quem realmente é, com muitos momentos de prender a respiração do expectador, nos levando a um final diferente do que imaginaríamos pra uma história da Marvel. A trajetória do cara é toda mostrada em flashbacks, tendo-o mais como um terrorista que como um supervilão, porém com um tipo de força de vontade e métodos bem sujos, além, claro, de nunca falhar em suas cumprir suas missões (geralmente envolvendo assassinatos difíceis). Temos, inclusive, vislumbres de sua infância e peças soltas pelo caminho que aos poucos foram se juntando para, enfim, torna-lo o assassino mais perigoso do mundo.

contracapa da edição
Não quero aqui dizer que trata-se de uma obra-prima da nona arte. Longe disso. Porém, diferente do que muitos outros resenhistas têm escrito por aí, considero a proposta diferente do usual, principalmente em uma história "super-heroística", com uma arte que (apesar dos rostos de personagens e expressões sempre muito parecidos, que é marca registrada de Dillon) pode ser considerada interessante, contribuindo muito bem pra que narrativa flua num bom ritmo. O cara sempre consegue fazer a parte dele.

Ponto negativo pra escolha da capa feita por Mike Deodato, cuja composição de elementos anatomia do vilão estão um pouco distorcidas, deixando a “pose” confusa pra quem vê. A contracapa, por outro lado é uma bela imagem que tem muito a ver com a história e ficariam bonitona se tivesse sido a escolhida pra ser o "cartão de visitas" desta edição que tem um ótimo acabamento em capa dura, miolo em couchê e um preço convidativo.

Critiquem o quanto quiserem, mas "Mercenário – Anatomia de um Assassino" representa sim uma boa leitura, sobretudo, com um ótimo custo-benefício, desde que você o leia sabendo que não tem em mãos nenhum "Watchmen" ou "Sandman", mas simplesmente uma boa históriaque, por acaso é de um grande vilão do "Demolidor", cujo passado até hoje permanece obscuro e, também por acaso, é contada por meio da narrativa gráfica, sem pra isso ter que cair em clichês bobos e repetitivos do gênero, como, por exemplo, um super-herói no seu encalço, que no final fatalmente sairá vitorioso. 

Informações sobre a edição:
"Mercenário - Anatomia de um Assassino"
capa dura
miolo em couchê
120 páginas
R$ 23,90
Lançamento: Dezembro/2014

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segunda-feira, 30 de setembro de 2024

Review: "Lavagem", de Shiko (atualizado)

 

A HQ "Lavagem", produzida por Shiko (Piteco -Ingá), é um achado no meio dos muitos lançamentos que beiram à acefalia que temos todos os meses no mercado brasileiro, em sua grande maioria vindas do exterior. A traição, o desespero e o ciúme acompanham o leitor que participa da trama, senão como um cúmplice, no mínimo, uma testemunha ocular de tudo que ocorre naquele manguezal, apresentado de forma tão brutal e interessante na arte em preto e branco do artista paraibano.

Lançada no ano de 2015 pela editora Mino com um acabamento de luxo em capa dura e miolo em pólen, a HQ é, na verdade, uma adaptação do curta-metragem homônimo, também dirigido por Shiko. A história tem como protagonista uma mulher temente a Deus que acaba se apaixonando pelo homem errado e coloca sua fé em xeque, ao mesmo tempo em que sua vida corre grande perigo. Terror psicológico e uma alta dose de suspense enchem o leitor de curiosidade pra compreender o que é real e o que não é nessa trama simples e ao mesmo tempo complexa, capaz de apresentar o que um ambiente aterrador é capaz de fazer ao ser humano.



Shiko nos apresenta uma obra redonda com um traço simples, realista e marcante, como um soco no rosto que nos faz sentir o desespero, como se estivéssemos na pele da encurralada protagonista da trama. O ponto negativo é pro fraco tratamento editorial, que foi incapaz de apresentar informações simples como dados bibliográficos do autor ou suas obras anteriores. outro detalhe chato é o salgado preço de capa: R$ 44 por apenas 72 páginas de quadrinhos. Ainda assim o saldo é extremamente positivo, pois a HQ é realmente muito boa. Vale a pena buscar promoções pra adquirir esse.

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domingo, 29 de setembro de 2024

"X-Men 2099": Anos 90 voltam com tudo ao Brasil

Outro dia comentei aqui na Taverna sobre a volta do personagem "Spawn" às bancas e livrarias brasileiras, um personagem que marcou época nos saudosos Anos 90. A invasão de revistas produzidas nesse período inclui também a edição "X-Men 2099 Vol. 1", trazendo uma nova geração de heróis mutantes liderados por Xi’an Chi Xan que vivem no ano de 2099 e  tem a difícil missão de defender o legado dos "X-Men".

A edição vai sair em breve pela Panini Brasil em sua linha “Vintage”, que tem trazido várias edições clássicas da "Casa das Ideias" e compila as seguintes edições "X-Men 2099" 1-7, mais "Spider-Man 2099" (1992) 16; "Ravage 2099" 15; "Doom 2099" 14. "Punisher 2099" 13, com uma megassaga que teve crossovers com esses títulos, que contou com importantes autores da época, como Grant Miehn ("X-Men 2099"), John Francis Moore ("X-Force", "X-Factor"), Pat Broderick ("Batman", "Punho de Ferro"), Patt Mils ("Juiz Dredd"), Peter David ("Supergirl", "Hulk"), Rick Leonardi ("X-Men"), Ron Lin ("Desafio Infinito"), Tom Morgan ("Hulk") e Tony Skinner ("Justiceiro 2099"). O preço de capa sugerido é de R$ 119,90 e sai pela primeira vez no Brasil em seu formato original (americano). Só saiu por aqui em "formatinho" pela Abril Jovem em 1994, 30 anos atrás. 

Antes de "X-Men 2099" a Panini já vem lançando desde setembro de 2022 a saga do "Homem-Aranha 2099" e, atualmente, já está em seu terceiro volume, além de estar também os quadrinhos mais recentes do "Aranha 2099", que vem sendo publicados desde também pela editora desde 2023.

O "Universo 2099" foi uma iniciativa da Marvel no começo dos anos 90 que buscava atrair novos leitores iniciando a cronologia de novo universo num futuro alternativo dos personagens da editora ano de 2099. A força, o saudosismo e a curiosidade sobre esses personagens aumentou muito com a saga da animação "Homem-Aranha no Multiverso" que deu grande destaque ao "Homem-Aranha 2099" (Miguel O’Hara), que foi o grande vilão do segundo filme da franquia.

Deixe seus comentários e sugestões e, dependendo do tamanho do interesse de vocês, podemos, no futuro, fazer novos textos sobre o "Universo 2099".

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sexta-feira, 27 de setembro de 2024

"Condenados": série que reúne equipe com vários personagens do Universo de Spawn chega pela Panini/Brasil em Dezembro

Outro dia comentamos aqui sobre a avalanche de lançamentos relacionados ao universo expandido de personagem Spawn. Pois é... Ontem (26/09) uma em uma live com editores da Panini Brasil foi informado, entre os vários lançamentos previstos para o mês de dezembro deste ano a primeira edição de "Condenados", compilando as primeiras cinco edições de "The Scorched", com roteiros de Sean Lewis ("Rei Spawn") e arte de Stephen Segovia ("X-Force").


A nova série reúne She-Spawn, Spawn Medieval, Spawn Pistoleiro, Redentor e Ceifador (personagens recorrentes da série principal), anjos e demônios trabalhando juntos para tentar salvar a humanidade de um destino trágico. Ainda não foram dadas informações sobre o valor da edição, apenas que terá acabamento similar ao que vem sendo feito em "Spawn" e "Spawn: Origens", ou seja, cerca de 150 páginas, em papel LWC e com capa cartão, o que geralmente representa um ótimo custo/benefício. Tão logo tenhamos novas informações, atualizaremos aqui.

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quinta-feira, 26 de setembro de 2024

"Superman: O Filme (78) tem reestreia especial nos cinemas com edição remasterizada em 4K

Após a recente estreia do documentário "Super/Man: A História de Christopher Reeve", dos diretores Ian Bonhôte e Peter Ettedgui (em 17/09), que conta a trajetória do saudoso ator de Hollywood (falecido em 2004), o clássico "Superman: O Filme", de 1978, está de volta entre aos cinemas brasileiros a partir de hoje (26/09) em uma versão totalmente remasterizada em 4K.

O filme, dirigido por Richard Donner ("Os Goonies", "Máquina Mortífera") foi uma aposta alta da Warner Bros. e se tornou um marco na história dos cinemas, produzido em uma época em que os efeitos especiais necessários para contar a história que se propunha eram caríssimos, realizados de forma prática e complicada e não existia nenhuma tradição recente em filmes de super-heróis nos cinemas. 

Christopher Reeve ("Em Algum Lugar do Passado", "Janela Indiscreta") encarnou o protagonista em uma atuação memorável, que até hoje é referência para qualquer versão do personagem, Gene Hackman (Os "Imperdoáveis", "Rápida e Mortal") viveu o vilão Lex Luthor, numa versão que mesclava o típico vilão de quadrinhos, com traços de genialidade, maldade e humor ácido e Margot Kidder ("Cidade do Horror", "Alguém na Escuridão"), ficou com o papel de Lois Lane, intepretada como uma mulher ousada e profissional dedicada do jornalismo, longe do estereótipo de "donzela em perigo" tradicional, apesar de, aqui, acolá, estar em perigo e precisar ser salva pelo herói. Mas, se quiser conferir, fique ligado: O filme fica em cartaz em todo o país até o próximo só por uma semana. 


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Supergirl: A Mulher Do Amanhã no Checklist de Dezembro/2024 da Panini

Outro relançamento da Panini Comics que vem sendo muito esperado é "Supergirl: A Mulher do Amanhã", escrita por Tom King (Batman, Xerife da Babilônia) e com arte da brasileira Bilquis Evely (Mulher-Maravilha, Hellblazer) e está previsto no checklist do mês de dezembro de 2024 da editora. O  hype dessa HQ aumentou muito desde que, recentemente, o diretor James Gunn (atual responsável pelo Universo DC nos cinemas) comentou que o novo filme em que Milly Alcock ("House of the Dragon") dará vida à personagem-título seria inspirado nessa minissérie. Com isso, rapidamente a procura aumentou muito na época e o produto sumiu das prateleiras.

Com uma equipe criativa estrelada o volume compila os oito números da minissérie "Supergirl: Woman of Tomorrow", de 2021, que acabou chegando por aqui em agosto do ano seguinte e foi indicada ao Eisner na época, contando uma história onde a Kryptoniana viaja pelo universo junto com uma criança e um cachorro em uma missão de vingança.


Informações sobre o Lançamento:

Título: "Supergirl: A Mulher Do Amanhã"

Autores: Bilquis Evely, Tom King

208 páginas

Capa dura

Compila: "Supergirl: Woman of Tomorrow" (2021) 1-8

Obs. Este e outros volumes dos autores citados estão disponíveis na Amazon (clicando aqui) e também no Mercado livre (clicando aqui), onde você pode fazer suas compras, aproveitando os descontos e, ainda por cima, ajudando na manutenção do nosso trabalho aqui, sem qualquer custo adicional.

quarta-feira, 25 de setembro de 2024

Relançamento de "Os Fabulosos X-Men: Edição Definitiva Vol.01" previsto no Checklist de Novembro/24 da Marvel/Panini Brasil

Depois de um bom tempo fora das prateleiras a Panini/Brasil anunciou em seu Checklist de novembro que vai relançar o primeiro volume de "Os Fabulosos X-Men: Edição Definitiva”, compilando as primeiras edições da série em quadrinhos lançada originalmente a partir de 1963, pelos seus criadores Stan Lee (texto) e Jack Kirby (arte), dupla criativa da base de praticamente todo o Universo Marvel conhecido  hoje.

A edição saiu por aqui pela primeira vez em Agosto de 2021 e compila os 23 primeiro números da mensal dos X-Men, acrescido de uma história publicada em Amazing Adult Fantasy 14 II, que apresentou o primeiro personagem "mutante", antes mesmo da publicação do grupo de jovens desajustados liderado pelo Professor Charles Xavier.

O volume é um documento histórico, uma polaroid de épocas menos complicadas e marcada por histórias de "vilões do mês", que, alguns deles foram ficando esquecidos no decorrer da trajetória dos mutantes, outros, como Magneto e Fanático só aumentaram sua popularidade e importância desde então.

Detalhes da Edição

Título: "Os Fabulosos X-Men: Edição Definitiva Vol.01" (reimpressão)

Autores: Jack Kirby, Roy Thomas, Stan Lee, Steve Ditko, Werner Roth

Previsão de Lançamento: Novembro/2024

528 páginas

Capa Dura

Compila: Amazing Adult Fantasy 14 II; Uncanny X-Men (1963) 1-23

Preço Sugerido: R$ 225,90

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"Fogo e Sangue" - Contando a história da Ascensão e queda da Casa Targaryen a partir de Documentos, fofocas e intrigas palacianas (Sem Spoilers!)

Quem assiste "A Casa do Dragão" ("House of the Dragon") na HBO/Max já deve saber que se trata de uma série de TV baseada no universo criado por George R. R. Martin para sua série de livros “As Crônicas de Gelo e Fogo”, que, por sua vez, rendeu a famosa e bem-sucedida série intitulada “Game of Thrones”, que leva o título do primeiro livro das "Crônicas".


Pois é. “A Casa do Dragão” é baseada em uma parte de outra obra de Martin, chamada “Fogo e Sangue", que se propõe a passar “em revista” pela história dos Sete Reinos de Westeros, a partir da saga de ascensão e queda da família real Targaryen, desde o momento em que Aegon I Targaryen, partiu de Pedra do Dragão junto com suas irmãs/esposas Visenya e Rhaenys e seus respectivos dragões e conquistou e unificou os reinos, ganhando assim a alcunha de “O Conquistador” e tendo o tempo, a partir de então, contado como “Antes e Depois da Conquista”, dada a importância de tal acontecimento (tal qual acontece no mundo real, com o nascimento de Jesus Cristo), seguindo (nesse que se apresenta como o primeiro volume de uma série) até o fim do reinado de Aegon III, que ficou conhecido como “Desgraça dos Dragões”, em 137 Após a Conquista, inclusive dando algumas pinceladas sobre o que teria acontecido em períodos anteriores à ascensão dos Targaryen.

A história é contada como um livro que teria sido escrito pelo arquimeistre Gyldayn, da cidade de Vilavelha, que teria sido transcrito pelo próprio Martin e narra, a partir do estudo apurado de diferentes documentos históricos, livros apócrifos e muitas lendas e rumores populares (inclusive, fábulas maledicentes e fofocas deslavadas) com diferentes pontos de vista que vão se amarrando no decorrer do texto, ora com acontecimentos fáticos (que não podem ser negados) ora com versões a partir de opiniões individuais ou rumores populares, apresentando possibilidades de autores de fatos, motivações ou mesmo acontecimentos possíveis para momentos que não puderam ser confirmados por nenhuma testemunha ocular.

Diferente da forma como a série de TV é contada ou mesmo "As Crônicas de Gelo e Fogo", o livro se apresenta como uma espécie de jogo, tipo RPG, onde o leitor participa ativamente da trama e tira suas próprias conclusões sobre o que realmente teria acontecido em vários momentos ou quem teriam sido os responsáveis por fatos importantes, movimentando a história de forma anônima e, a partir dessas questões, na cabeça de cada um a história pode ir pras mais diferentes direções.

Importante destacar a grandiosidade da história que o autor se propõe a contar, traçando paralelos com a História (com "H" maiúsculo mesmo), sobretudo, períodos históricos mais centrados na Europa da Idade Média, que podem ser percebidos ou não por cada leitor a partir de seus conhecimentos prévios. Interessante também a forma como são usadas as alcunhas para personagens, sempre dando destaque a alguma qualidade dos personagens, homenageando-os ou ridicularizando-os, dando um toque a mais na caracterização de cada um deles. Os nomes das batalhas e momentos históricos importantes, como "A Dança dos Dragões" ou "Sementes do Dragão", também delimitar de forma épica e clara pra posteridade a importância de cada acontecimento narrado.

O livro é ricamente ilustrado com vários quadros belos e detalhados em preto e branco do artista gráfico Doug Wheatley (O Mundo de Gelo e Fogo, Conan, o Bárbaro, Graphic Novel do Star Wars: Episódio III), dando destaque a importantes momentos da história, apresentando toda a grandiosidade de Westeros e suas batalhas e seus dragões e, por  se tratar de "histórias de bastidores" (muitas delas sem fontes confiáveis), dá margem para que o universo das "Crônicas de Gelo e Fogo" possa crescer de forma exponencial, visto que novas obras podem ampliar e contar em mais detalhes o que futuramente pode ser chamada de a "História Real" ou "Toda a História", por exemplo. Vale muito a pena conferir esta obra que, ainda toma o cuidado de, no seu final, fazer a linha do tempo de todos os Reis Targaryen, até o final da linhagem, momento que foi o estopim que iniciou "As Crônicas de Gelo e Fogo".

Esta e outras obras de George R. R. Martin podem ser adquiridas clicando na Amazon clicando aqui ou pelo Mercado Livre, clicando aqui, bem como quaisquer outros produtos de sua preferência. Você pode aproveitar os descontos e ainda ajudar na manutenção do nosso trabalho aqui. E, o melhor, sem qualquer custo adicional.

terça-feira, 24 de setembro de 2024

Maglore: Uma mistura de sonoridades com arranjos e letras viscerais

Quem já acompanha os posts da Taverna há algum tempo já deve ter percebido que um hobby deste redator/editor que vos escreve é procurar conhecer novos talentos musicais, sejam eles brazucas ou internacionais e nas mais diferentes configurações (seja banda, dupla, carreira solo, etc) e estilos. Essa mania acaba me ajudando a apresentar esses artistas aqui no blog e fazer com que mais gente também conheça, saindo do mesmismo de sertanejo universitário que vem permeando as rádios, tevês e internet do país. A escolha da vez foi a banda baiana Maglore, que acaba de lançar seu álbum Maglore Acústico, reunindo releituras de músicas que estão presentes nos 5 álbuns de estúdio da banda acrescida da inédita "Tela Quente"

A banda começou em 2009 e já passou por algumas formações, sendo hoje formada por  por Teago Oliveira (voz e guitarra), Lelo Brandão (guitarra), Lucas Gonçalves (baixo e voz) e Felipe Dieder (bateria e voz). "Veroz" (2011), o primeiro álbum tem um clima que lembra um pouco o bem elaborado último álbum dos "Hermanos", porém com um sotaque e suingue nordestino interessante pra incrementar. "Vamos pra Rua" (2013) tem uma sonoridade mais madura, com uma personalidade mais própria, ótimos arranjos e uma acentuação nordestina ainda maior, com destaque para a faixa "Motor", que foi regravada por ninguém menos que as, também baianas: Pitty (de quem Teago é muito fã) e a saudosa "Gal Costa", que dispensa comentários.

"III" (2015), é um álbum ainda mais maduro, com a ótima "Mantra" e, entre outras pérolas da banda, como "Invejosa" e "Café com Pão" arranjos e letras ainda mais sentimentais e profundas. Em seguida veio "Todas as Bandeiras" (2017), com músicas simples e se aprofundando um pouco em temáticas mais sociais, ainda que de forma velada, em canções como "Todas as Bandeiras" e "Aquela Força", mesclando arranjos simples, mas precisos, com letras urgentes e inspiradas. O último de estúdio dos caras foi "V" (2022), trazendo uma sonoridade pra lá de inspirada na fase psicodélida dos "Beatles" (o que já era perceptível desde "Todas as Bandeiras", mas aqui se ampliou muito), mas sempre com aquele tempero brasileiro, sobretudo nordestino, com destaque para as excelentes "Eles" e "Revés de Tudo", retratos críticos da polarização política que cresceu ainda mais naquele ano de 2022. Os álbuns têm muito mais músicas excelentes, e, em outro momento podem ser analisados aqui indiviualmente.

É difícil rotular o som dos caras em qualquer estilo, pois mesclam elementos da tradicional MPB (sobretudo na vertente do Tropicalismo), com o melhor do rock nacional, psicodelia, algumas vezes até emulando o som das antigas cantigas das lavadeiras, elementos orientais (em "Mantra", sobretudo) e (pasmem!) até axé dos anos 90, como um ingrediente que passa de raspão pela miscelânea que é o caldeirão sonoro apresentado pelas canções da banda. Vale muito a pena conhecer o som do Maglore. Com certeza, você não vai se arrepender.

Em breve teremos aqui resenhas completas dos álbuns da banda.

Confira abaixo o clipe de "Eles", do último álbum de estúdio da banda:


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*Obs. Esse texto é uma atualização de um outro publicado aqui no blog há alguns anos, acrescido de novas informações e prometemos, num futuro próximo, falar um pouco mais sobre a banda e seus outros álbuns que foram lançado ao longo de seus mais de 10 anos de carreira.

sexta-feira, 20 de setembro de 2024

Selvagens à Procura de Lei: A volta da rebeldia (com qualidade) ao Rock Brasil

 

Há um bom tempo a cena (Pop)Rock nacional está carente de bandas realmente interessantes (e, sob certa medida, inovadoras) e foi justamente de onde menos se esperava que surgiu, antes tarde do que nunca, uma bem-vinda surpresa. Formada em 2010 em Fortaleza-CE (terra conhecida pelas bandas de forró) por Gabriel Aragão (voz, guitarra e piano), Rafael "Rafa" Martins (voz e guitarra), Caio Evangelhista (baixo) e Nicholas "Nikão" Magalhães (bateria) os "Selvagens à Procura de Lei" ou simplesmente "SaPdL" fazem uma fusão de várias vertentes do roquenrol. 

Ouvindo o álbum homônimo lançado em 2013, o primeiro do quarteto lançado por uma gravadora grande, é possível viajar à várias épocas diferentes, desde os Beatles (anos 60), passando pelo Pink Floyd e Tim Maia (anos 70), Legião Urbana e Cazuza (anos 80), chegando a bandas mais atuais, como The Strokes, Franz Ferdinand ou Artic Monkeys, entre várias outras que eu, por limitação de conhecimentos musicais, talvez não tenha isolado pra citar aqui. 

 A temática das letras oscila entre a MPB dos anos 70, um dos períodos de mais alta criatividade na música nacional, com referências a artistas, também cearenses, como Fagner, Belchior (“...as velas do Mucuripe vão bater no Planalto Central”, dizem eles em "Mucambo Cafundó"), Milton Nascimento, entre outros e do Rock/Brasil dos anos 80, principalmente por conta da rebeldia de algumas delas, como “Brasileiro”, “Massarara” e a já citada “Mucambo Cafundó” com temáticas similares ao que sentimos ouvindo “Que País é Este” (Legião Urbana) ou “Brasil” (Cazuza). Hinos de revolta contra a situação do país e a própria inércia das pessoas (sobretudo os jovens) diante disso. Convenhamos, estava mesmo faltando rebeldia aos nossos jovens roqueiros atuais, que tantas vezes mais têm se preocupado com suas roupas ou penteado ou "stories" que com a música que fazem.


O quarteto consegue ser inteligente sem ser chato, como podemos conferir em “Senhor Coronel” (uma reflexão sobre o que realmente é importe na vida) ou “Crescer dói”, sobre aquele momento entre o fim da adolescência e começo da idade adulta, repleto de dúvidas e medo do desconhecido, onde a principal pergunta é: o que eu quero mesmo da minha vida? A banda tampouco deixa de lado as canções de amor (sempre elas!), expondo ao público sua veia romântica com muita qualidade em canções como “O amor existe, mas não querem que você acredite” (uma reflexão interessante sobre o tema), “Música de amor número um” (uma declaração endereçada à namorada de Gabriel), “Despedida” (autorreferente). Todas são reflexões sobre o tema e não apenas "canções de amor escancaradas", o que já é um diferencial diante de outras tantas bandas que vemos por aí. 

 Outra característica marcante da banda é que todos cantam uma hora ou outra, como vocal principal ou backing vocal (sempre corretos e bem executados). Até mesmo Nicholas, sem se distanciar das baquetas, teve o ensejo de mostrar seu lado vocalista no refrão de “Despedida”. Todos o fazem, sem com isso deixar “cair a peteca”, mantendo um bom nível vocal em todo o álbum. A banda consegue manter uma boa coesão, sem grandes oscilações que poderiam baixar a qualidade em algum momento. 

Quanto à parte instrumental, a maioria do repertório é à base de guitarras, baixo e bateria, mas há também a presença marcante de um piano eficiente em algumas faixas, sobretudo nas canções mais românticas ou reflexivas. A banda foge de simplificações, com arranjos relativamente ousados, sobretudo se comparado a outros grupos atuais. Sempre alguém está fazendo alguma coisa diferente de apenas uma simples batida nos acordes de seu instrumento, com riffs ou dedilhados interessantes à guitarra, linhas de baixo marcantes ou viradas de bateria que em muitos momentos dão aquele "quê a mais" nas canções. Se você ficou curioso e quer saber um pouco mais sobre a banda, eles pode ouvir nas plataformas de música esse outros lançamentos mais recentes dos caras. 

A banda foi apontada como "Grande Aposta" pela VMB 2012 (premiação da "MTV Brasil") e já tocou em muitos festivais importantes no país e também no exterior e, infelizmente, desde julho deste ano de 2024 está em hiato devido a alguns desentendimentos internos que, ao que tudo indica, deve ser resolvido nos tribunais.

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*Obs. Esse texto é uma atualização de um outro publicado aqui no blog há alguns anos, acrescido de novas informações e prometemos, num futuro próximo, falar um pouco mais sobre a banda e seus outros álbuns que foram lançado ao longo de seus mais de 10 anos de carreira.

Overdose de Spawn no Brasil em 2024

Após mais de uma década sem ter uma editora nacional fixa "pra chamar de sua", com alguns lançamentos bem espaçados de coleções e edições especiais em editoras menores, Spawn finalmente tem uma nova casa no Brasil: a Panini Comics, que, após alguns atropelos (porque, sem emoção não tem graça!) finalmente começou a lançar várias coleções da criação máxima de Tood McFarlane, artista que fez fama nos anos 80 com uma versão inovadora, muito mais aracnídea do Homem-Aranha, que fez muito sucesso e é celebrada até hoje.

Nos últimos anos surgiram muitos boatos sobre o relançamento da obra no Brasil, que é, de longe, a que alcançou maior sucesso e longevidade de tudo que saiu pela Image Comics desde o seu início láaaaa no começo da década de 90 do século passado. O sucesso do título foi tanto que hoje já tem todo um universo expandido só seu, dando destaque aos diversos personagens.

Esse ano, finalmente, o prego foi batido e a ponta virada e com muitas novidades pros leitores tupiniquins. A primeira e, talvez, mais aguardada é a coleção Spawn: Origens, que apresenta as primeira edições da série mensal iniciada no longínquo ano de 1992, há muitos anos fora de catálogo no mercado nacional, inclusive com a de número 09, com texto de Dave Sim e arte do próprio McFarlane, que ficou muitos anos fora de catálogo no mundo todo por desentendimentos relativos aos direitos autorais entre os criadores, só recentemente resolvidos. A referida história já está disponível em Spawn: Origens Vol. 2, (que você pode adquirir clicando aqui) e a Panini promete que a coleção terá, pelo menos, 13 volumes em edições “mensais” (as aspas são devido ter começado logo com grandes atrasos no lançamento, que estava previsto pra abril, mas só saiu mesmo bem depois).

Outro lançamento que já está disponível aos leitores é a série intitulada simplesmente Spawn, trazendo encadernados que compilam edições da mensal do personagem publicadas mais recente nos "States", que hoje já ultrapassou a marca da edição de número 300 por lá. 

Edições especiais compilando minisséries também já foram lançadas, como Spawn Especial Vol.1 – VioladorSpawn Especial Vol.2 – Feudo de Sangue , ambas contendo histórias escritas pelo celebrado escritor de quadrinhos britânico Alan Moore ("Watchmen", "V de Vingança", "Liga Extraordinária") e já estão em pré-venda os primeiros volumes de Spawn Pistoleiro e Rei Spawn.





Você pode clicar aqui ou nos links espalhados ao longo dos títulos citados no texto para conferir ofertas dos lançamentos de "Spawn" disponíveis na Amazon e no Mercado Livre. Lembrando que, comprando a partir dos nossos links, além de aproveitar as melhores ofertas, você ainda contribui (sem qualquer custo adicional) pra que nosso trabalho aqui na TavernaPOP! continue, sempre trazendo notícias e matérias especiais sobre a cultura pop no Brasil e no mundo.

quarta-feira, 18 de setembro de 2024

"Jessica Jones: Alias" está voltando pela coleção "Marvel Essenciais" da Panini

Pra quem estava com saudades de Jessica Jones, a detetive alquebrada da Marvel, o primeiro volume da coleção "Jessica Jones: Alias" está voltando ao Brasil na coleção "Marvel Essenciais", da editora Panini, compilando as nove primeiras edições da série em quadrinhos, com lançamento previsto para o mês de novembro deste ano.

A série conta a história da vida de Jessica Jones, uma ex-heroína falida, que tenta se equilibrar pra pagar as contas como detetive particular à frente de seu escritório "Codinome Investigações", em casos bem intrigantes, com uma pegada bem mais pesada que a galera dos quadrinhos de super-heróis está acostumada, contendo palavrões e, digamos, expondo a vida pessoal dos personagens em detalhes pra lá de íntimos em muitos momentos, poucas vezes visto em quadrinhos tradicionais.

Apesar de tentar se afastar de sua vida de "super" e, muitas vezes, até fazendo o leitor esquecer que a protagonista tem poderes, de quando em vez ela se vê envolvida em investigações que envolvem superseres e tem que cutucar velhas feridas, se reaproximando de amizades e inimizades antigas.

"Jessica Jones: Alias" é uma publicação do selo Marvel Max criada por Brian Michael Bendis (texto) e Michael Gaydos (arte) e teve 28 edições, publicadas entre 2001 e 2004. Este primeiro volume compila as edições de 01 a 09 da série, que deu origem à uma série de TV que teve 03 temporadas e está disponível atualmente no Disney+.

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Esta edição compila:

Alias 1-9

R$ 104,90 (Preço Sugerido)