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quarta-feira, 7 de junho de 2017

Review do filme "Mulher-Maravilha": Desvendando o coração de uma amazona

Se você perguntar minha opinião sobre o filme Mulher-Maravilha, atualmente em cartaz em todo o país, a resposta é que se trata de um filme, acima de tudo, apaixonado, inspirador. Sem exagero, uma carta de amor a uma personagem que realmente merecia essa homenagem e também a consagração tardia do universo compartilhado da DC/Warner nos cinemas.

A História
Ambientado nos momentos finais da I Guerra Mundial o filme se prende em seus momentos iniciais em contar parte da origem de Diana (Gal Gadot), princesa de Temyscira, também conhecida como Ilha Paraíso, local protegido por Zeus, maior divindade da mitologia grega que criou o lugar em tempos imemoriais para se tornar morada das amazonas, suas protegidas.

Fatos estranhos como na ilha só ter mulheres são deixados pra explicar em outra ocasião. Diana cresce acreditando ser fruto de uma escultura de barro e do desejo ferrenho de sua mãe, a rainha Hipólita (Connie Nielsen) atendido por Zeus, dando-lhe o sopro da vida. Tudo isso é contado de forma rápida, mas por meio de interessantes ilustrações interativas em estilo renascentista, mostrando ainda a ascensão e derrocada do homem, de preferidos de Zeus à seres ingratos e corrompidos pela ganância e guerras, algo que nos faz lembrar em muitos aspectos a teogonia cristã.

Apesar de num momento inicial ser estranhamente protegida pela mãe, visto que se trata de uma amazona (e, como toda amazona, seu ofício seria a guerra), logo Hipólita se convence da necessidade dela ser treinada, preparada para um futuro incerto. Diana é entregue à general Antíope (Robin Wright) e se torna uma excelente guerreira, diria até que a mais poderosa dentre todas as amazonas, com força e velocidade impressionantes.

A bela e corajosa Diana se questiona até onde vai a
maldade no coração dos homens
Sozinha após uma discussão com as outras amazonas, surge no céu um objeto em chamas que Diana nunca tinha visto até então: um avião que, em pane cai no mar. Prontamente Diana salta na água e entra no veículo, salvando seu piloto Steve Trevor (Chris Pine), que após ser salvo conta sobre os terrores que a guerra tem trazido ao mundo além das fronteiras da Ilha Paraíso, deixando Diana revoltada e ansiosa para pôr um fim no conflito, por acreditar que seria influenciado por Ares, o deus grego da Guerra, inimigo ancestral de Zeus.

Tudo isso é contado apenas em um quarto do filme, sendo o restante ambientado na Europa, passando pela Inglaterra, país de Trevor, entre outras áreas de conflito sob o domínio dos nazistas, onde Diana acreditava que deveria ir para finalmente derrotar Ares e acabar com a maior guerra que o mundo já tinha visto até então.
A relação entre Diana e Trevor é explorada de forma
a fazer a história fluir naturalmente

Por que é o melhor filme da DC até o momento?
O filme é fluido, contando a história de forma apaixonada e natural, com uma fotografia belíssima e um cuidado especial quanto às vestimentas, sem correr ou deixar muitas pontas soltas. O estranhamento de Diana diante de um mundo totalmente estranho pra ela é muito bem trabalhado, com um humor na medida certa, sem forçar a barra (diferente do que vem ocorrendo com os filmes da Marvel, que mais vêm parecendo sessões de Stand-Up Comedy, em muitos momentos, parando a história só pra contar uma piada sem graça).

A aventura e ousadia são os motes da história, apresentando uma Diana que não teme nada e não se preocupa com convenções sociais, nem de seu povo, muito menos da Europa no primeiro quarto do século XX. Pra Diana sua missão é fazer o certo, salvar as pessoas e derrotar Ares. As outras coisas são detalhes pequenos que, no decorrer do filme vão ficando pra trás ante o carisma da protagonista acompanhada de um ótimo elenco de apoio, com alguns nomes já famosos acompanhados de excelentes surpresas, como os companheiros de Trevor e da maravilhosa em sua jornada. O filme tem ainda o mérito de se apropriar de interessantes aspectos das fases de George Perez (como a origem das Amazonas), , e Brian Azarello (como chocante a origem da própria Diana) nos quadrinhos para contar uma história que conseguiu agradar tanto fãs hardcore de quadrinhos quanto a galera que é marinheiro de primeira viagem, com uma história cativante e humana.
O filme ainda consegue "linkar" essa história da I Guerra
Mundial ao Universo DC atual através da história dessa foto
 

É claramente perceptível que Gadot tem suas limitações como atriz e ainda está em construção, mas se dedicou de corpo e alma à representação da personagem, entregando juntamente com a diretora Patty Jenkis (Monster, The Killing) e o produtor Zack Snyder (Batman Vs Superman) um filme realmente memorável no meio de tantos outros. Um filme que mostra o poder das mulheres diante de uma sociedade machista e capitalista, onde a cada momento a plateia se pergunta quem é realmente selvagem: as amazonas, brandindo suas espadas e escudos ou o homem moderno, com suas armas de fogo automáticas e ganância sem fim?

Enfim, um filme questionador, que coloca dúvidas até mesmo onde elas não existiam, mostrando que todos são culpados pelos males do mundo e todos somos também responsáveis por torná-lo um lugar melhor para se viver. Tem alguma falha ou outra no roteiro e momentos clichê? Com certeza! Mas nem isso tira a graça e relevância de um filme com uma protagonista feminina e tão representativa. Vale muito a pena ir ao cinema assistir.

Clique aqui pra ler um outro review da Mulher-Maravilha 
aqui na Taverna pelo colaborador e amigo Thiago Ribeiro.

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Filme dos "Cavaleiros do Zodíaco" em Live Action já está em produção

O ScreenDaily divulgou recentemente a informação de que um filme com atores reais (live action) baseado na franquia Saint Seiya (no Brasil conhecida como Os Cavaleiros do Zodíaco) já está em produção. O projeto que já vem sendo desenvolvido há cerca de dois anos está sendo realizado através de uma parceria entre a Toei Animation (produtora original do Anime) e a ARGF.

A produção do longa está por conta de Yoshi Ikezawa (Halo LegendsJoseph Chou (Tropas Estelares: Invasão)e Kozo Morishita (Animação Dragon Ball Z). E entre os produtores executivos do longa está ninguém menos que Masami Kurumada, o lendário criador do mangá original dos guerreiros de armadura.
O anime fez muito sucesso no Brasil pela Manchete na década de 90 e está de volta pela TV Brasil e
seu mangá também vem sendo publicado pela JBC, com sua versão Kanzenban (em acabamento de luxo)
A notícia vem após mais de 30 anos da criação da franquia. "Isso é para a nossa base de fãs leais que apoiaram os Cavaleiros do Zodíaco nos últimos 30 anos, bem como para a nova geração de fãs", comenta Kurumada. Apesar do longa já estar em pré-produção, ainda não foi divulgado um cronograma de atividades ou previsão de data de estreia. Por enquanto, resta aos fãs esperar pra ver o que acontece.

O mangá dos Cavaleiros do Zodíaco já saiu completa por aqui em três versões, as duas primeiras pela Conrad editora, a segunda pela JBC, que atualmente está publicando novamente em sua versão Kanzenban, com acabamento de luxo, capa dura, miolo em papel de qualidade e com algumas páginas coloridas, que já está chegando em seu terceiro volume

Torneio de Campeões: Review de "O Imortal Punho de Ferro - As Sete Cidades Celestiais"

Texto produzido especialmente pelo parceiro e também "quadrinhófilo" 
Thiago Ribeiro, a quem a Taverna faz novamente agradecimentos especiais.



1 - Guerreiros poderosos que são intimidadores sem terem desferido um movimento sequer? Confere.
2 – Golpes incríveis com nomes próprios e descargas de energia espiritual? Confere.
3 – Personagem principal, que à la Goku ou Jean-Claude Van Damme, está pronto para vencer um torneio de artes marciais milenar em um ambiente da antiga e mística China? Não, não confere.

O segundo volume da saga do Imortal Punho de Ferro pelos escritores Matt Fraction (Homem de Ferro) e Ed Brubaker (Capitão América) continua na segunda edição da republicação da elogiada saga lançada entre 2007 e 2008 nos Estados Unidos, e em dezembro de 2016 no Brasil, com o título de O IMORTAL PUNHO DE FERRO – AS SETE CIDADES CELESTIAIS (Editora Panini, 220 páginas). A saga de Daniel Rand em busca de seu legado, que veio bater a sua porta na edição anterior (A ÚLTIMA HISTÓRIA DO PUNHO DE FERRO) na forma de Orson Randall, toma uma nova direção ao nos apresentar personagens marcantes em uma situação mais do que clássica quando se trata de artes marciais: um torneio. Mas classificar esse segundo volume da saga do Punho de Ferro como um mero torneio de arte marciais é não ver o leque de possibilidades que os escritores criam para o personagem, ou melhor, para o personagem marcante desse volume, Wendell Rand (sim, o pai de Danny e pupilo de Orson Randall, a figura que rouba as atenções no primeiro volume).

Capa do segundo volume do "Punho de
Ferro" pelas mãos de Brubaker e Fraction
A história de Wendell, que abre o volume, é tocante e cruel, pois é ele o personagem que desde as primeiras páginas tentará se provar para os habitantes de Kun Lun, a Cidade Celestial que o Punho de Ferro é o protetor, e para seu antigo e ausente mestre Orson. O pai de Danny ganhará e perderá a amizade de Davos, o segundo personagem mais importante desse volume, que assim como Wendell sacrificará muito antes de chegar ao seu momento de iluminação, quando descobrirá que os erros que cometeu são os causadores de seu sofrimento, e, não, os atos de terceiros.

A jornada de Wendell é crível ao tentar estabelecer que o mesmo vai a Kun Lun como forma de provocação à Orson, e que ao ficar cara a cara com seu destino, o dragão Shou-Lao, há a corajosa escolha de reconhecer que aquilo não é o que quer para o resto de sua vida, destino esse que recaiu sobre os ombros de seu filho. Porém, apesar do destaque do volume ser Wendell, essa ainda é uma história de Danniel Rand. E que história...

Temos uma luta emocionante com O Vultuoso Cobra (há um desfile de nomes incríveis nesse volume). Lutas contra agentes da Hidra. A presença dos habituais heróis de aluguel (Luke Cage, Colleen Wing e Misty Knight). E uma história tirada de uma anual do personagem, que é desenhada por Howard Chaykin, onde Danny tem contato com o legado deixado por Orson

Apesar do ritmo da leitura ser incrível, há muitos tropeços pelo meio do caminho nesse volume, muito mais que a edição 01. Os problemas começam pela falta de homogeneidade nos desenhos aqui apresentados, pois, o talentoso David Aja (Gavião Arqueiro) não desenha todas as edições e, quando desenha, não faz as 24 páginas padrões de uma edição americana. Não que os desenhistas presentes no volume sejam ruins, longe disso, até acrescentam ao material aqui publicado. Mas a mudança constante de desenhistas prejudica a leitura. Um exemplo claro é a falta de um desenho que mostre o design das Sete Cidades Celestiais, de forma individual, prejudicando o ambiente onde a revista se desenrola. E o que falar de quando um trem é destruído em uma página dupla épica e no com um virar de folha não há nenhum escombro para demonstrar o tamanho do estrago?

O problema com os desenhistas não é o único percalço presente na história. As reviravoltas envolvendo Yu Ti (líder de Kun Lun) parecem apressadas e finalizadas de modo rápido demais para desenvolver empatia pelo Trovejante (mestre dos Punhos de Ferro) ou antipatia contra o Yu Ti. Também, o vilão Xao, presente desde o primeiro volume, se mostrou vazio, apesar de haver uma desavença que envolve a família do vilão e o Punho de Ferro Orson Randall. O desenvolvimento emocional do vilão é quase zero, o que decepciona, já que há um elevado nível de personagens incríveis presente na história desenvolvida por Fraction e Brubaker.

O segundo volume de O Imortal Punho de Ferro pega o leitor que já estava ávido na leitura no primeiro volume e eleva a qualidade narrativa, usando de clichês de forma útil à narrativa. Os percalços que a narrativa encontra (troca constantes de desenhistas, vilão mal desenvolvido e reviravoltas no roteiro apressadas) não prejudicam a qualidade da edição, deixando o universo de Danniel Rand pronto para novas aventuras, mas com um gosto ruim na boca, pois o próximo volume é o último da agora clássica passagem dos excelentes roteiristas pelo título

sábado, 27 de maio de 2017

Panini volta a investir em lançamentos mais recentes da "Vertigo/DC" no Brasil

Com o encerramento das ótimas e recentes publicações da Vertigo/DC: Fábulas, 100 Balas e Escalpo, a Panini optou por fazer um resgate do selo, finalmente organizando a cronologia dos muitos personagens do selo no Brasil, nesta onda vieram Patrulha do Destino (Grant Morrison), Shade: O Homem Mutável (Peter Millighan), Homem-Animal (Grant Morrison e outros) e Hellblazer (vários autores) que passaram um bom tempo representando o selo nas bancas brasileiras nos últimos tempos.

Agora a panini resolveu, além de dar continuidade a esses excelentes lançamentos, trazer novamente material mais recente do selo adulto da DC, como você pode conferir abaixo:

Informações sobre 
o lançamento:

Capa cartão
Lombada quadrada
Miolo em LWC
17 x 26 cm
212 páginas
R$ 28,90
Compila as edições 
1-8 de "Bodies"
Corpos
Escrita por Si Spencer (Hellblazer: Cidade dos Demônios) Corpos conta a história de quatro assassinatos em Londres em diferentes períodos históricos, colocando quatro detetives num rastro com uma conexão impossível.  A arte ficou por conta de Dean Ormston (Lúcifer), Phill Winslade (Goddess: A Ira dos Deuses), Meghan Hentrick (Red Thorn) e Tula Lotay (Supreme Blue Rose), cada um sendo responsável por ilustrar um período diferente da história, dando um clima específico para cada época, similar ao que ocorreu nas doze edições da ótima Frequência Global, escrita por ninguém menos que Warren Ellis (Transmetropolitan, Planetary, Authority).




Suicidas
Informações sobre 
o lançamento:
Capa cartão

Lombada quadrada
Miolo em LWC
17 x 26 cm
164 páginas
R$ 24,90
Compila as edições
1-6 de Suiciders
Depois de sua estreia nos roteiros com Batman: Noel o desenhista Lee Bermejo (Coringa, Frequência Global) parece que pegou gosto por escrever roteiros e ousou ainda mais, contando uma história com personagens criados por ele mesmo. Estou falando de Suicidas, história ambientada num futuro apocalíptico após um terremoto que dizimou Los Angeles. A cidade foi separada do resto do mundo por um muro, criando um ambiente onde nasce uma nova forma de entretenimento, colocando seres humanos biomelhorados (algo como um ciborgue) como atletas Superstars. No mercado americano a série foi publicada em duas minisséries. Por aqui, a Panini optou por lançar em dois volumes encadernados, cujo primeiro, que, inclusive já saiu nas bancas, compila a primeira mini completa e o segundo encadernado deve encerrar a série, compilando a segunda. 

Informações sobre 
o lançamento:
Capa cartão
Lombada quadrada
Miolo em LWC
17 x 26 cm
164 páginas
R$ 24,90
Compila as edições
The Sheriff of Babylon
1-6 




Xerife da Babilônia
Esse é, de longe, o mais engajado desses novos lançamentos, apresentando uma Bagdá imediatamente pós-Saddam. O ex-policial Christopher Henry é contratado pelos militares americanos para treinar uma nova força policial iraquiana quando um de seus recrutas é assassinado. 

Em meio a todo o caos em que a cidade se encontra, Chris é o único interessado em realmente encontrar o culpado pelo crime. Sua investigação acaba levando a figuras importantes da política e segurança, fazendo surgir uma improvável aliança no sentido de desvendar o mistério.
O roteiro é de Tom King (Batman Renascimento) e a arte ficou por conta de a Mith Gerards (Justiceiro). Definitivamente, uma ótima pedida pros órfãos de Escalpo e 100 Balas. 










Panini lançará o quarto volume de "Cavaleiro da Lua"

Informações sobre a edição:
Lombada quadrada

Capa cartão
Miolo em LWC

Compila as edições
1-5 de Moon Knight

124 páginas
R$ 19,90
Entre os lançamentos programados para breve da Marvel pela Panini a editora divulgou no hotsite Wizmania  a volta do sumido Cavaleiro da Lua, que atacará as bancas e comic shops com "Lunático", seu aguardado quarto volume, com uma história escrita pelo cultuado Jeff Lemire (Sweet Tooth, Velho Logan), com arte de Greg Smallwood (X-Men Universe, S.H.I.E.L.D) e cores de Jordie Bellaire (Projeto Manhattan).

Neste volume Marc Spector é assombrado pela sua própria mente, que o leva a desconfiar se toda a sua história como Cavaleiro da Lua é algo real ou invenção de uma mente insana. Este é só o começo de uma trama onde surge uma nova ameça sobre o mundo.

Este quarto volume brasileiro, na realidade compila a cinco primeiras edições de um novo volume americano. Com o Cavaleiro da Lua a editora optou por seguir o mesmo padrão que vem fazendo com o Demolidor, evitando zerar a numeração, como a Marvel vem fazendo constantemente com esses dois personagens.

Em breve publicaremos aqui uma resenha sobre essas última (e excelentes!) fases do Cavaleiro da Lua, que vem se mostrando um excelente laboratório pra roteiros ousados na "Casa das Ideias", encerrando ciclos, como se fossem temporadas de uma série de tevê.

DECEPÇÃO GALÁTICA: Review especial da HQ "Guardiões da Galáxia Vol. 1: Vingadores Cósmicos"


capa do primeiro volume dos Guardiões
escrito por Bendis pra Nova Marvel
Texto produzido especialmente pelo parceiro e também "quadrinhófilo" Thiago Ribeiro, a quem a Taverna faz novamente agradecimentos especiais.


Após ter assisto, e me decepcionado (não me odeiem, mas o volume 01 é muito melhor e mais coeso), com GUARDIÕES DA GALÁXIA VOLUME 02, mesmo após ter visto o filme na sala MARCRO 3D, com direito a som de filme de tão boa qualidade que até o momento eu não tinha vivenciado, me veio uma vontade absurda de reler o arco inicial do autor Brian Michael Bendis à frente dos guardiões. E, novamente, que decepção estrondosa. 

Os dois volumes da coleção NOVA MARVEL dos Guardiões da Galáxia são achados de forma relativamente fácil ainda, pois os volumes VINGADORES CÓSMICOS e ÂNGELA saíram pela Panini recentemente, tendo até bons descontos em sites de venda. As histórias foram anteriormente publicadas em UNIVERSO MARVEL, revista mensal, até ganharam revista própria em março de 2015. Porém, os dois volumes são decepcionantes, principalmente por que o autor veio de uma fase muito elogiada à frente do título de VINGADORES, franquia que ele renovou e transformou em uma franquia digna dos filmes que geram milhões para a Marvel. 

A primeira edição abre muito bem ao mostrar a história dos pais de Peter Quill, sendo os diálogos bens escritos e ágeis, marca de Brian Michael Bendis (Demolidor, Homem-Aranha Ultimate), porém, o final da primeira parte é feito de forma apressada, não explicando como Peter veio a se denominar como Senhor das Estrelas, diminuindo assim o impacto do começo. E isso é uma constante do primeiro volume.

Os personagens, agora famosos, na época não eram tão conhecidos do grande público, e, apesar de terem passado por uma excelente fase com os escritores Dan Abnett (Juiz Dredd) e Andy Lanning (Justiceiro: Ano Um), os leitores de quadrinhos não tinham os Guardiões como classe A das equipes da "Casa da Idéias". Bendis não faz questão de apresentar os personagens ou desenvolver a personalidade do Senhor das Estrelas, Rocket Racum, Groot, Gamora e Drax. A participação do Homem de Ferro no primeiro volume só serve como um figurante de luxo, pois não acrescenta nada à história, a não ser o humor ácido característico do personagem pós-Robert Downey Jr.


O mote de Guardiões da Galáxia volume 01 – VINGADORES CÓSMICOS não alcança o seu objetivo ao desenvolver a trama de que, devido a decisão do recém-formado Conselho Galáctico, a terra era território intocável por todas as raças espaciais. Bendis escreve a trama tentando desenvolver o caráter maquiavélico do rei de Spartx, o pai do Senhor das Estrelas, mas não consegue criar tensão ou suspense nas atitudes dos personagens, deixando o resto da história apenas para cenas de ação e diálogos ágeis, sem aprofundamento.

O que se destaca no livro 01 é a arte da história. Steven McNiven (Guerra Civil, Thor) e Sara Pichelli (Ultimate Homem-Aranha) se superam em cenas de ação limpa e rápidas, não deixando o leitor se perder nas diversas páginas. Destaque para as expressões faciais que os dois desenhistas imprimem nos personagens. Se há um motivo para o leitor investir seu dinheiro nessa primeira parte, é a arte incrível. O resto do volume são histórias curtas, tendo o restante dos guardiões como pano de fundo, não acrescentando nada aos personagens, com exceção da história do Rocket.

Infelizmente, para um autor tão celebrado no começo dos anos 2000, a história do volume 01 de guardiões da galáxia de Brian Michael Bendis não empolga, desperdiça personagens e desenhistas de primeiras, tendo vilões genéricos que nem de longe ameaçam os heróis e, tristemente, me lembra de todos os defeitos que Guardiões da Galáxia Vol. 02 do cinema também demonstraram. E isso é triste para os fãs da Marvel que gosta de tramas boas, em vez de diálogos bobinhos.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Monstro do Pântano: Raízes do Mal. Panini lançará nova fase do pântanoso no Brasil

Informações sobre o lançamento
17 x 26 cm
148 páginas
Miolo em LWC
Capa Cartão
Lombada Quadrada
R$ 24,90
Compila os números 140 a 145 
de Swamp Thing 
A Panini Comics está prometendo lançar em breve no Brasil mais uma fase da trajetória do Monstro do Pântano. Após uma anunciada pausa nas histórias de Rick Veitch (The One, Greyshirt: Indigo Sunset), ocasionada pela ausência de material encadernado original americano, a editora optou por iniciar logo essa nova fase pra não deixar os fãs sem sua dose de pantanoso por muito tempo nas bancas.

Neste novo encadernado, que salta algumas dezenas de edições após o final do rum escrito por Veitch temos um Alec Holland acordando a milhares de quilômetros de sua Lousiana, onde acreditava ser seu lar. Ele volta a sua forma humana e não se lembra de mais nada que ocorreu durante seu período como encarnação do reino vegetal no planeta terra. Um novo monstro assola os pântanos de Louisiana e a mulher que o amava tem que encarar a vingança do Parlamento das Árvores.

Monstro do Pântano: Raízes do Mal conta com os roteiros dos hypados Grant Morrison (Homem-Animal, Patrulha do Destino, Batman) e Mark Millar (Os Supremos, Kick Ass) e arte de Phil Hester (Arqueiro Verde) e Kim DeMulder (Hellblazer, Os Defensores)

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Saiu o trailer final de "Mulher-Maravilha"

A Warner finalmente divulgou esta semana o emocionante trailer final de Mulher-Maravilha, filme que deve contar a origem da princesa Diana (Gal Gadot), filha da rainha amazona Hipólita (Connie Nielsen), de Themyscira (também conhecida como Ilha Paraíso), personagem apresentada de forma rápida e misteriosa no sombrio w e controverso Batman vs Superman: A Origem da Justiça (2016). O novo vídeo assim como os anteriores mostra apenas um pouco da superfície do que será a produção, dessa vez focando ainda mais na ação.

Ao conhecer o piloto Steve Trevor (Chris Pine) devido a uma queda de seu avião nas proximidades de sua ilha, Diana. Logo a princesa se vê envolvida em uma guerra e decide abandonar sua ilha com a fé de ser possível por um fim no conflito.

Aperte o play e confira:


Mulher-Maravilha estreia em 1º de junho deste ano e conta com a direção de Patty Jenkins (Monster, The Killing). 

terça-feira, 9 de maio de 2017

O LEGADO DOS IMORTAIS: Review de "A Última História do Punho de Ferro"

capa do primeiro volume dessa
fase do personagem
Texto produzido especialmente pelo parceiro e também "quadrinhófilo" Thiago Ribeiro.


Para quem lê quadrinhos e acompanha o mercado de perto já deve ter ouvido falar sobre a importância do legado na chamada Nona Arte. Seja nas promessas dos editores da Marvel, seja na volta do saudoso e, agora, eterno Wally West (quase 05 anos sem título, sem ser mencionado pelos editores da DC e substituído por um personagem que usa da diversidade para se vender aos leitores, o Flash que manteve o manto após a seminal Crise nas Infinitas Terras (1985) veio para trazer ventos bem-vindos para a DC), o legado dos personagens de quadrinhos mainstream são parte importante do universo de super-heróis.

Porém, o que ocorre quando o personagem não conhece sua herança?

Bem, isso é uma dúvida que o leitor pode tirar lendo o primeiro volume da republicação da saga escrita por Ed Brubaker (Capitão América) e Matt Fraction (Gavião Arqueiro), desenhada pelo espetacular David Aja (Gavião Arqueiro), para o Imortal Punho de Ferro (Sim, um título passado de pessoa à pessoa, porém, tendo o seu atual usuário ignorado toda a linhagem que veio antes dele), que saiu em 2016 com o título de O IMORTAL PUNHO DE FERRO -  A ÚLTIMA HISTÓRIA DO PUNHO DE FERRO.

Não, não faço esse texto porque o personagem está em evidencia devido a transposição para as telas de tevê através da Netflix (em uma adaptação que demora a engrenar, o que transforma a minissérie em um martírio para chegar ao ponto que interessa). Faço porque em 2007 já ouvira falar da saga montada pelos senhores Brubaker e Fraction (na época, também, escrevendo de forma brilhante Capitão América e Homem de Ferro, respectivamente).

Aqui temos o empresário Danny Rand tendo que lidar com: nazistas (Hidra, que quer construir uma linha férrea onde fica Kun Lun, lar do povo que abrigou o abrigou), feitiçarias vindas do oriente (a mãe garça, que possui uma vendeta pessoal não com ele, mas, sim, com o portador do título punho de ferro, guerreiro representante de Kun Lun) e antigos rivais (Serpente de Aço, que você pode ver mais da rivalidade com o punho de ferro em Coleção Histórica Homem Aranha Nº. 12, através das, então, competentes mãos de Chris Claremont (X-Men) e John Byrne (X-Men, Quarteto Fantástico, Superman).
arte limpa e precisa de Aja faz o leitor lembrar da importância do artista para se fazer uma boa HQ
É incrível como um texto afiado, com arte detalhada, pode fazer a diferença num título, tendo destaque para o diálogo do porquê as empresas Rand não patrocinariam um investimento da China (Ah, se o Danny soubesse que o mercado americano hoje se dobra à vontade dos chineses em tudo, principalmente, em entretenimento, como o cinema), pois o governo chinês promoveu atos contra o Tibet e Cia. até contra aquele cara que foi fotografado encarando um tanque na praça da paz celestial. 

Mas o destaque não é esse no primeiro volume da coleção agora relançada pela Panini, anteriormente, lançada em Marvel Apresenta. O destaque é o legado que Daniel Rand sempre ignorou, e esse legado bate à porta dele na forma de Orson Randall, o punho de ferro anterior. Aqui, vemos o destaque da revista: um homem quebrado, entregue as drogas há mais de meio século, que em sua origem já conheceu a tragédia, seja em seu nascimento conturbado, seja por ter encarado a “guerra para acabar com todas as guerras” na linha de frente. Um homem tão quebrado que comete erro atrás de erro, como não lutar em nome da cidade que o treinou para ser seu protetor, e agir de forma a ceifar a vida de uma das representantes (as chamadas armas imortais) de outra cidade celestial. Nesse homem quebrado (e no começo de quase todo os capítulos, desenhados não por Aja, mas, sim por outros desenhistas ótimos) é que estão as respostas para quem foram os outros Punhos de Ferro do passado.

Aqui, abro espaço para falar da arte, ou melhor, nem deveria falar, pois é obrigação de cada leitor de quadrinhos acompanhar esse trabalho de David Aja, muito do que veio a trabalhar com o Gavião Arqueiro posteriormente. O ritmo que o artista impõe é lindo, cada quadro possui fruição, não ficando preso apenas nos tradicionais quatro quadros por páginas ou os quadros na horizontal, que são as manias dos desenhistas nos anos 2000. Sua arte acerta o leitor como uma excelente cabeçada do Brooklyn (sério, ao chegar nessa página dupla, não fique na splash page, olhe os quadros que você será mais recompensado).


Porém, nem tudo são flores nessa fase do personagem. Infelizmente, devido a Marvel ser um universo orgânico, onde tudo o que ocorre, ocorre com todos os personagens, essa fase do A Última História do Punho de Ferro se passa pós a famosa saga Guerra Civil. Levando isso em consideração, os leitores que tem acesso apenas a esse encadernado podem se sentir perdidos do porquê o personagem ser um herói caçado pelas agências do governo, ou qual a causa da infelicidade de Danny Rand com sua ex-namorada que apoia a iniciativa do registro (sinceramente, apesar das boas histórias na época, ignorem essas passagens e se atentem ao principal, a saga do Punho de Ferro).

Mas, então, o que ocorre quando o personagem ignora sua herança? Isso só Ed Brubaker e Matt Fraction podem responder ao leitor nesse incrível primeiro ato de uma saga bem escrita, bem desenhada e que nos leva pelo pescoço até o volume 02. Danny Rand ainda precisa saber muito pelas mãos talentosas desse trio sensacional, que promete no segundo volume tudo que uma boa história de um lutador marcial de legado precisa, e com direito a torneio de artes marciais no melhor estilo de Kung Fu.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Panini lança este mês último volume de "Patrulha do Destino", de Grant Morrison

Informações sobre a edição:
lombada quadrada
Capa cartão
Miolo em pisa brite
Formato: 17 x 26
lançamento de banca
228 páginas
preço de capa: 28,90
A Panini divulgou através de seu hotsite Vertigo que será publicado este mês o encadernado Patrulha do Destino: Planeta Amor, conclusão da revolucionária fase do escritor Grant Morrison à frente da estranha equipe de heróis desajustados da DC/Vertigo.

Leia abaixo a sinopse divulgada pela editora: 

O caminho tem sido longo e difícil para a Patrulha do Destino. Uma estrada que contorna as fronteiras da loucura e é calçada com tijolos feitos de lágrimas. E ainda que o fim esteja próximo, as dificuldades do passado logo parecerão um passeio na praia comparado com as que estão prestes a enfrentar!

Nascido da medonha força dos poderes psíquicos de Dorothy, o inabalável Candelabro está à caça dos membros remanescentes da equipe em todos os planos da existência, enquanto o experimento final do Chefe está em vias de reprogramar a realidade! Catástrofe ou aniquilação parecem os únicos desfechos possíveis, a menos que Os Heróis mais Estranhos do Mundo consigam tirar um último e figurativo coelho de dentro da sua cartola coletiva! Este encadernado conclui a fase de GRANT MORRISON e RICHARD CASE à frente da PATRULHA DO DESTINO.



quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Artistas mortos em 2016 ganham homenagem em recriação de clássica capa de álbum dos Beatles

E 2016 continua fazendo vítimas no mundo artístico. Após a morte dos cantores David Bowie (em 10/01, aos 69 anos), Prince (em 21/04, aos 57 anos), Leonard Cohen (em 10/11, aos 82 anos e George Michael, (25/12, aos 53 anos. As mais recentes notícias trágicas foram as mortes dos atores Ricky Harris (O Malvo, de Todo Mundo Odeia o Chris), no último dia 26/12 aos 54 anos e Carrie Fisher (a eterna Princesa Leia, de Star Wars) aos 60 anos ontem (27/12), entre muitos outros artistas que deixaram sua marca na história.

Em homenagem à esses e outros  falecidos que não foram citados acima está circulando na web uma adaptação da capa do álbum “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”, clássico álbum dos Beatles de 1967. De acordo com informações do Hypeness, a autoria da paródia é do artista inglês Chris Baker. “A paródia da capa do Sgt. Pepper’s é um clichê do design, mas como um amigo certa vez me disse, ‘a chave é a imagem original’. Se você escolhe Warhol, Lichtenstein, Leibowitz ou Peter Blake, as pessoas instintivamente respondem”, comenta o artista.

Além da referência aos mortos, claramente há uma mensagem política com a expressão "BREXIT" bem ao centro, fazendo menção à saída do Reino Unido da União Européia e um boné vermelho com a mensagem "Make America Great Again" ("Faça a América Grande Novamente"), lema da campanha do presidente eleito dos Estados Unidos Donald Trump.


Este ano realmente está sendo diferente. Parece mais carregado com energias negativas, como nós, brasileiros bem pudemos perceber, com a tragédia do avião da Chapecoense, que deixou 71, mortos, incluindo jogadores, comissão técnica e jornalistas, e seis feridos. Que o ano de 2016 venha e traga mais alegrias que tristezas. 

domingo, 25 de dezembro de 2016

Cobertura completa do "4º Encontro JKomics": Evento Pop movimentou a ilha de São Luís em dezembro

Várias miniaturas de personagens estavam expostas
pelo espaço do IFMA, em São Luís-MA
O EVENTO
O mês de dezembro de 2016 vai entrar pra história pros colecionadores e admiradores de quadrinhos que residem ou estiveram em São Luís-MA. A cidade recebeu o 4º Encontro JKomics, atraindo o público e ampliando pra outros nichos, como a galera que curte mangás (HQs japonesas) e também videogames e RPG, contando com a participação de vários admiradores e estudiosos dos quadrinhos, inclusive na excelente palestra "Alan Moore: Magia e Política nos Quadrinhos", os debate "Vilões: Arquétipos do Mal", "Minha HQ Favorita", onde os componentes da mesa puderam apresentar e defender seu ponto de vista sobre uma HQ que considera muito especial, além da exposição de trabalhos e miniaturas baseadas em personagens da cultura Pop.

André Rios (sentado) proprietário da banca JK,
que batizou o evento
 
“O JKomics se consolidar como um evento agora é bom não só pro grupo, mas pra todo o pessoal que curte quadrinhos aqui em São Luís, porque a impressão que tinha é que tava todo mundo órfão. Não tinha nenhum evento assim, e agora todo mundo tem um local pra ir, discutir os quadrinhos e conversar sobre o assunto. Isso é um ganho pra todos nós”, explica André Rios, um dos organizadores do evento e também proprietário da JK, uma banca de revistas localizada no bairro João Paulo que acabou se especializando em HQs e atraindo um público fiel que, além de consumir quadrinhos, vive se reunindo pra discutir sobre o assunto que tanto amam. Com o tempo os clientes formaram um grupo pelo WhatsApp, que se tornou uma extensão da banca e acabou surgindo a ideia da realização de um encontro. 

Leitor Gilmar Nunes durante a entrevista à TavernaPOP!
O colecionador de quadrinhos Gilmar Nunes ressalta que a importância do evento não apenas para os antigos leitores, mas também pra atrair novos, a divulgação dos quadrinhos em São Luís e também ser um evento gratuito. “A ideia é muito boa. Ser um evento gratuito, atrai pessoas que vêm em busca de algo diferente em termos de quadrinhos e de mangás. A importância de ter jogos de videogames, desenhos, vendas de quadrinhos... isso tudo trás uma maior relevância ao evento. Já é o quarto e só tende a crescer mais”, explica Gilmar que é leitor de quadrinhos há 30 anos e trouxe algumas relíquias pra vender no evento. “Trouxe umas HQs pra vender aqui principalmente pra atrair novos colecionadores e incentivar a leitura oferecendo ótimos quadrinhos a bons preços”, completa.

Mesa da "HQ Predileta", composta por Márcio dos Santos, André Nordman, André Nascimento (com o microfone) e Marco Aurélio

"Na HQ Predileta eu escolhi A Morte de Gwen Stacy. Eu achei muito interessante a iniciativa, porque a gente pode dar a nossa visão à respeito de um quadrinho que foi muito especial pra gente. Mostrar pro público uma história que marcou a nossa vida. Sobre os vilões, eu falei do Rei do Crime, porque eu acredito que é um personagem que está até dentro de nossa sociedade, inserido em várias camadas, como a política, empresarial, cultural. Existe um Wilson Fisk em cada um desses ramos de atividade. Escolhi por ser um personagem palpável. Eu gosto bastante dele da forma que ele é retratado nos quadrinhos e na série também",
avalia o leitor André Nascimento, que participou de duas mesas do evento: HQ Predileta e o debate Vilões: Arquétipos do Mal.

Os mangás e RPG também tiveram seu espaço garantido no 4º JKomics. O estudante Hugo Silva ficou incumbido por organizar essa parte do evento. Hugo comenta que percebia que o grupo da Banca JK é basicamente constituído por pessoas que gostam das Comics (HQs norte-americanas) e sentia necessidade de dar espaço pra falar sobre os mangás em algum espaço do evento. “O quadrinho americano tem vários arcos, vários autores e a história nunca acaba. Já os mangás, na maioria das vezes, têm uma ideia mais fechada e acabam pondo um ponto final na história, além de abrir espaço pra discutir outros temas, como a busca por poder ou ser algo além, como é o caso de Vagabond, de Takehiko Inoue, que conta a história de Miyamoto Musashi, um Samurai que busca se tornar o guerreiro mais forte de todos os tempos", explica.

Sobre o RPG Hugo explica que é um jogo de interpretação de papéis. “você tem um personagem que possui ideais, um objetivo final, um vínculo com a história e você vai guiando a história com base nas ideias do “mestre”, nisso se tenta construir uma história, com a interação entre mestre e personagens. Dependendo do RPG história pode ser fixa ou mudar de várias formas no seu percurso. Antes de jogar RPG eu era muito recluso, depois de jogar eu percebi que tive uma melhora, por exemplo, na hora de apresentar trabalhos”.


Donilton Silva, um dos
organizadores do evento
Donilton Silva, um dos organizadores do evento comenta que a maior preocupação da organização era manter o cronograma. "Nosso mérito mesmo, como parte da organização, foi ter conseguido entregar toda a programação ter ocorrido de forma muito boa. Começamos com a HQ predileta, então o pessoal foi chegando e ocorreu tudo bem", avalia.


O 4º Encontro JKomics aconteceu no IFMA da Alemanha, São Luís-MA, na tarde do último dia 10/12 e teve seu encerramento foi coroado com uma grande concurso para escolha das melhores camisetas baseadas em personagens dos quadrinhos, com várias premiações.

Pessoal que competiu pela melhor camiseta baseada em HQs


Wagner Araújo: vencedor do prémio BMW 2015
 prestigiou o evento
OS ARTISTAS
Como nem só de apreciadores se faz um evento de quadrinhos, alguns artista locais também participaram, mostrando seus trabalhos e fazendo caricaturas baseada em algumas pessoas que foram ao evento. Foi o caso de Wagner Araújo e Rafa Santos, vencedores do "Brazil Mangá Awards 2015", concurso da JBC, editora nacional especializada em mangás, e tiveram seu personagem "Escarra Brasa" como destaque da segunda edição da revista Henshin Mangá, inclusive ganhando destaque na capa do mangá especial. “ O JKomics é um evento bacana porque proporciona grande interação entre leitores com foco nos quadrinhos. A galera que vem é porque realmente curte”, comenta Wagner.

artista plástica Ericarla Mendes expôs seu trabalho
Outra artista que prestigiou o evento foi Ericarla Mendes, que levou vários quadros que produziu baseados em personagens das HQs, mangás e Animes. “Eu já pintava devido à minha formação (artes plásticas) e meu esposo, Rodolfo, que sempre curtiu quadrinhos me pediu pra pintar uns quadros baseados em HQs e eu acabei gostando da ideia”, explica Ericarla, que também falou sobre a importância do evento por ser uma ótima oportunidade de encontrar quadrinhos novos e antigos pra adquirir. “Além, claro das ótimas palestras, muito informativas. Tudo isso é ótimo pros leitores", ressalta.

quadrinhista Joseph Bruno também
trouxe suas HQs pro JKomics
O pessoal pessoal do "Quarta Camada" também prestigiou o evento, levando os quadrinhos produzidos por eles. "É muito gratificante produzir quadrinhos porque acaba divulgando seu trabalho pra pessoas de todas as idades”, comenta Joseph Bruno, criador dos mangás Bola de Neve e Revista 2D, que se tornou fã de mangás e animações japonesas com os Cavaleiros do Zodíaco. “Depois comecei a criar meus personagens e contar minhas histórias, aí criamos um grupo pra produzir e divulgar”.


A NOVA GERAÇÃO DE LEITORES
O evento atraiu também o público mais jovem, como Karin Ribeiro (10 anos) e Carla Verônica (11), que veio por influência da mãe, Nádia Sá. “Eu fui convidada por um amigo. Essa já é a terceira edição que venho. Eu lia Batman, Super-Homem, Turma da Mônica... E os quadrinhos acabaram sendo passados de pais pros filhos”, explica Nádia.

mediadora de leitura Maysa Maranhão ao lado de Samyra
Alves
, vencedora do concurso Meus Super-Herói
Samyra Alves (11 anos) aluna do Centro Beneficente Nossa Senhora da Glória, localizado na Alemanha e integrante do "Projeto HQ nas Escolas" participou do concurso de criação de personagens "Meu Super-Herói", com sua "Garota Musical", através de votação do público durante todo o evento. “Eu gosto muito de participar do Projeto. Principalmente das contações de histórias. Criei a Garota Musical porque também participo de um projeto de música lá no Centro e juntei as duas coisas”. Samyra disse ainda que adora ler quadrinhos e sua personagem preferida é a Magali, da Turma da Mônica.

A mediadora de leitura Maysa Maranhão que já faz parte do "Centro Nossa Senhora da Glória" há 21 anos esteve presente no evento e contou que ajudou as crianças na criação dos personagens. “Educar a criança hoje é o que devemos fazer pra que no futuro não tenhamos que punir os adultos. A escola ensina e a rua também ensina. A rua também transforma. Temos que levar as crianças pra dentro das escolas pra que tenham melhores oportunidades de se tornarem adultos melhores no futuro”, reflete Maysa, que além também é poeta e artista plástica e atua ativamente na organização.

Organização do 4º Encontro JKomics:
André Rios
Donilton Silva
Nunes Oliveira Neto
Etyane Martins
Daniel Torres
Contribuíram para esta cobertura especial
André Nascimento (produção)
Carlos Martins (fotografias)
Tarcisio Braga (texto, produção e fotografias)


Aviso importante:
"O Centro Beneficente Nossa Senhora da Glória" é uma entidade sem fins lucrativos localizada na rua Dr. José Murta, 06, Bloco 02 Bairro Alemanha, São Luís Maranhão, por trás do Condomínio Novo Tempo. O Centro  atende 196 crianças e adolescentes de 3 a 16 anos e idosos a partir dos 60 anos. A entidade é atendida pelo "Projeto HQ na Escola", desenvolvido pela JKomics .
Para mais informações, clique aqui ou ligue (98) 3236-1437.




Panini lança aguardadas edições especiais da DC este final de ano

Informações sobre a edição:
Capa dura
miolo em couché
212 páginas
preço sugerido: R$ 64 
(sessenta e quatro reais)
A DC também vem atacando com tudo no Brasil este final de ano. A Panini apostou em relaçamentos há muito aguardados. Os escolhidos foram O Evangelho Segundo Lobo, com texto de Alan Grant Keith Giffen (Liga da Justiça Internacional, Esquadrão Suicida) e arte Simon Bisley (Sláine) e Ronin, de ninguém menos que Frank Miller (300, Batman: O Cavaleiro das Trevas, Demolidor, entre muitos outros).

Informações sobre a edição:
Capa dura
Miolo e couché
336 páginas
Preço sugerido: R$ 92
(noventa e dois reais)
Em O Evangelho Segundo Lobo temos a compilação de duas minisséries clássicas do "Maioral": "O Último Czarniano" e "Lobo Está Morto" pela equipe criativa mais fodástica que já teve. O título da publicação cai como uma luva por ser um apanhado da origem e do final do personagem mais fodão da DC. A edição é uma republicação no mesmo formato que a própria Panini lançou no hoje longínquo 2008 e cujos fãs já amaldiçoavam a editora há tempos por não ter republicado ainda. As histórias saíram aqui pela primeira vez ainda na década de 90 como minisséries, respectivamente pela Globo e Abril, ou seja, já faz tempo que necessitava de uma republicação.

Ronin é outra publicação da DC que há tempos estava fora de catálogo, já tendo sido publicada pela Abril lá na década de 80, primeiramente como minissérie e depois sendo compilada como encadernado. Já nos anos 2000 ganhou nova republicação pela Mythos editora como minissérie em 3 edições e depois também saiu em encadernado. Essa história é um épico que mistura ficção e implantes cibernéticos e realidade simulada (à exemplo de Matrix ou The Ghost in the Shell) e lendas orientais, sendo considerado como o primeiro mangá americano. Vale muito a pena conferir.

sábado, 10 de dezembro de 2016

4º JKomics: Evento reúne fãs de quadrinhos hoje em São Luís-MA

Na tarde de hoje (10/12/2016) São Luís se tornará a Ilha das HQs. A capital maranhense será sede do IV Encontro JKomics, evento nerd dedicado ao universo das Histórias em Quadrinhos e áreas afins, como cinema, séries de tevê, animações, jogos e miniaturas dos personagens.


A intenção do evento é divulgar os quadrinhos como fonte de leitura e ferramenta didática através de palestras e outras atividades para estreitar os laços entre os colecionadores e a nova geração de leitores do gênero que vem se formando.

A palestra principal do evento terá como tema “Vilões: Arquétipos do Mal”, mas tem também uma sobre HQ Predileta, Bate-Papo JKomics, sorteios de brindes, rifas, compra, venda e troca de HQs e produtos relacionados, Arena de Jogos e Zona RPG.

O IV JKomics  acontece hoje a tarde no IFMA do Monte Castelo, na Av. Getúlio Vargas, a partir, abrindo os portões a partir de 13:30h. A entrada é gratuita, sendo necessário apenas a apresentação de carteira de identidade. Segue abaixo a programação do evento e a forma como as atrações serão divididas no espaço. Para mais informações confira a página do evento no Facebook.


sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Homem-Aranha: De Volta ao Lar ganha seu primeiro trailer

A Sony Pictures divulgou esta semana o primeiro trailer completo de Homem-Aranha: De Volta ao Lar, primeiro fruto "completo" da parceria da empresa com o Marvel Studios (Vingadores, Dr. Estranho, entre muitos outros), que acabou por integrar o aracnídeo ao Universo Cinematográfico Marvel

Em Capitão América: Guerra Civil (2016) o personagem já havia feito uma ponta muito legal, rendendo ótimas cenas de ação, infelizmente muito rápidas. Este novo filme é a oportunidade de aprender com os erros da duas franquias anteriores, protagonizadas por Tobey Maguire (Homem- Aranha, Homem-Aranha 2 e Homem-Aranha 3; 2002-2007) e Andrew Garfield (O Espetacular Homem-Aranha e O Espetacular Homem Aranha II: A Ameaça de Electo; 2012-2014) e contar uma nova história, com o personagem rejuvenescido e totalmente integrado ao universo Marvel, ou seja, com muitos outros personagens das HQs na jogada.


Apesar de rápido, o trailer dá várias dicas de como será o filme, mostrando algumas cenas interessantes, sempre com a pegada característica da Marvel, mesclando ação frenética e humor, com participação especial de uma versão alternativa dos Vingadores e do Tony Stark (Robert Downey Jr.), também conhecido como Homem de Ferro. A direção é de Jon Watts (Cop Car) e o elenco conta com Tom Holland (Peter Parker/Homem-Aranha), Michael Keaton (Abutre), Zendaya (Michelle), Marisa Tomei (May Parker) e, claro, Robert Downey Jr. (Homem de Ferro/Tony Stark).


sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Panini promete aguardados lançamentos da Marvel ainda este mês

Informações sobre a edição:
Formato: 17 x 26 cm
246 páginas
Capa dura
Miolo em couché
preço sugerido R$ 68,00
Depois de muito chororô por parte dos leitores, finalmente a Panini resolveu atender seus pedidos e lançar dois dos pedidos mais suplicados pelos leitores brasileiros da Marvel. Estou falando de Elektra Assassina e Guerras Secretas, ambas produções clássicas dos anos 80. 

Em Elektra Assassina temos os roteiros de Frank Miller (Ronin, 300 de Esparta, Demolidor, Sin City) e arte de Bill Sienkiewicz (Demolidor, Sandman: Noites Sem Fim). A história já foi publicada por aqui em três ocasiões, primeiramente pela Abril (em 1989), como minissérie, sendo encadernada em seguida. Lá em 2005 a própria Panini lançou em edição encadernada e capa cartão. A novidade desta nova edição é que sai pela primeira vez em capa dura num momento em que já se encontra esgotada no país há pelo menos 10 anos. Nesta edição Miller adentra a cabeça da assassina apresentada nas páginas do Demolidor pra apresentar aos leitores novas nuances de sua personalidade obscura.

O outro lançamento são as Guerras Secretas originais, compilando toda a saga que foi o primeiro megacrossover da “Casa das Ideias”, reunindo os maiores heróis e vilões do Universo Marvel em um planeta conhecido como Mundo Bélico para se digladiarem pelo simples desejo de uma entidade cósmica conhecida como Beyonder. A arte é de Mike Zeck (Homem-Aranha: A última caçada de Kraven) e o roteiro é de Jim Shooter (conhecido editor da Marvel e fundador da Valiant Comics). A crítica quanto a este lançamento fica por conta do momento: logo após lançar a coleção completa em capa cartão e miolo em off-set, dentro da Coleção Histórica Marvel. Ou seja, ou esperavam um pouco mais ou não lançassem nesta coleção em qualidade inferior antes, pois, no final das contas, acaba saindo até mais cara que esta edição mais luxuosa. 

Informações sobre a edição:
Formato: 17 x 26 cm
360 páginas
Capa dura
Miolo eu couhé
Preço sugerido: R$ 84,00




segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Antes tarde do que nunca: Terceiro volume de "Sandman- Prelúdio Vol. 3" entra em pré-venda

Informações sobre a edição:
Formato: 18.5 x 27.5 cm
Capa dura com reserva de verniz
miolo em couché
64 páginas
R$ 21,90
Após longos meses de espera, finalmente entrou em pré-venda o terceiro e último volume de Sandman - Prelúdio. Um exercício de imaginação de Neil Gaiman (Os Eternos, Os Filhos de Anansi), criador da série original, que volta a um momento anterior ao ponto onde a série mensal começou pra aprofundar ainda mais a envolvente mitologia.

A arte ficou por conta do ótimo J.H. Willians III (Batwoman), e cores de Dave Stewart (Hellboy, Daytripper)