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terça-feira, 1 de outubro de 2024

Review: "Mercenário - Anatomia de um Assassino"

 

Uma edição que muito gente tem criticado e que, pessoalmente considero uma boa leitura em quadrinhos é Mercenário – Anatomia de um Assassino, publicada recentemente pela Panini Comics dentro de uma "coleção informal" que a editora vem fazendo focada nos vilões da Marvel com acabamento de qualidade . O roteiro é de Gerard Way (Umbrella Academy, Deadpool) com arte de Steve Dillon ("Preacher", "Justiceiro MAX") e capas do brasileiro Mike Deodato ("Vingadores Sombrios", "Thunderbolts"), e o volume encadernado compila uma minissérie em cinco edições do vilão publicada no início dos anos 2000 nos Estados Unidos.

O roteiro mescla elementos de tramas de filmes de investigação policial e suspense envolvendo o roubo de uma carga perigosíssima e uma fuga sensacional de um presídio de segurança máxima, com um protagonista/vilão que aos poucos vai mostrando quem realmente é, com muitos momentos de prender a respiração do expectador, nos levando a um final diferente do que imaginaríamos pra uma história da Marvel. A trajetória do cara é toda mostrada em flashbacks, tendo-o mais como um terrorista que como um supervilão, porém com um tipo de força de vontade e métodos bem sujos, além, claro, de nunca falhar em suas cumprir suas missões (geralmente envolvendo assassinatos difíceis). Temos, inclusive, vislumbres de sua infância e peças soltas pelo caminho que aos poucos foram se juntando para, enfim, torna-lo o assassino mais perigoso do mundo.

contracapa da edição
Não quero aqui dizer que trata-se de uma obra-prima da nona arte. Longe disso. Porém, diferente do que muitos outros resenhistas têm escrito por aí, considero a proposta diferente do usual, principalmente em uma história "super-heroística", com uma arte que (apesar dos rostos de personagens e expressões sempre muito parecidos, que é marca registrada de Dillon) pode ser considerada interessante, contribuindo muito bem pra que narrativa flua num bom ritmo. O cara sempre consegue fazer a parte dele.

Ponto negativo pra escolha da capa feita por Mike Deodato, cuja composição de elementos anatomia do vilão estão um pouco distorcidas, deixando a “pose” confusa pra quem vê. A contracapa, por outro lado é uma bela imagem que tem muito a ver com a história e ficariam bonitona se tivesse sido a escolhida pra ser o "cartão de visitas" desta edição que tem um ótimo acabamento em capa dura, miolo em couchê e um preço convidativo.

Critiquem o quanto quiserem, mas "Mercenário – Anatomia de um Assassino" representa sim uma boa leitura, sobretudo, com um ótimo custo-benefício, desde que você o leia sabendo que não tem em mãos nenhum "Watchmen" ou "Sandman", mas simplesmente uma boa históriaque, por acaso é de um grande vilão do "Demolidor", cujo passado até hoje permanece obscuro e, também por acaso, é contada por meio da narrativa gráfica, sem pra isso ter que cair em clichês bobos e repetitivos do gênero, como, por exemplo, um super-herói no seu encalço, que no final fatalmente sairá vitorioso. 

Informações sobre a edição:
"Mercenário - Anatomia de um Assassino"
capa dura
miolo em couchê
120 páginas
R$ 23,90
Lançamento: Dezembro/2014

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segunda-feira, 30 de setembro de 2024

Review: "Lavagem", de Shiko (atualizado)

 

A HQ "Lavagem", produzida por Shiko (Piteco -Ingá), é um achado no meio dos muitos lançamentos que beiram à acefalia que temos todos os meses no mercado brasileiro, em sua grande maioria vindas do exterior. A traição, o desespero e o ciúme acompanham o leitor que participa da trama, senão como um cúmplice, no mínimo, uma testemunha ocular de tudo que ocorre naquele manguezal, apresentado de forma tão brutal e interessante na arte em preto e branco do artista paraibano.

Lançada no ano de 2015 pela editora Mino com um acabamento de luxo em capa dura e miolo em pólen, a HQ é, na verdade, uma adaptação do curta-metragem homônimo, também dirigido por Shiko. A história tem como protagonista uma mulher temente a Deus que acaba se apaixonando pelo homem errado e coloca sua fé em xeque, ao mesmo tempo em que sua vida corre grande perigo. Terror psicológico e uma alta dose de suspense enchem o leitor de curiosidade pra compreender o que é real e o que não é nessa trama simples e ao mesmo tempo complexa, capaz de apresentar o que um ambiente aterrador é capaz de fazer ao ser humano.



Shiko nos apresenta uma obra redonda com um traço simples, realista e marcante, como um soco no rosto que nos faz sentir o desespero, como se estivéssemos na pele da encurralada protagonista da trama. O ponto negativo é pro fraco tratamento editorial, que foi incapaz de apresentar informações simples como dados bibliográficos do autor ou suas obras anteriores. outro detalhe chato é o salgado preço de capa: R$ 44 por apenas 72 páginas de quadrinhos. Ainda assim o saldo é extremamente positivo, pois a HQ é realmente muito boa. Vale a pena buscar promoções pra adquirir esse.

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domingo, 29 de setembro de 2024

"X-Men 2099": Anos 90 voltam com tudo ao Brasil

Outro dia comentei aqui na Taverna sobre a volta do personagem "Spawn" às bancas e livrarias brasileiras, um personagem que marcou época nos saudosos Anos 90. A invasão de revistas produzidas nesse período inclui também a edição "X-Men 2099 Vol. 1", trazendo uma nova geração de heróis mutantes liderados por Xi’an Chi Xan que vivem no ano de 2099 e  tem a difícil missão de defender o legado dos "X-Men".

A edição vai sair em breve pela Panini Brasil em sua linha “Vintage”, que tem trazido várias edições clássicas da "Casa das Ideias" e compila as seguintes edições "X-Men 2099" 1-7, mais "Spider-Man 2099" (1992) 16; "Ravage 2099" 15; "Doom 2099" 14. "Punisher 2099" 13, com uma megassaga que teve crossovers com esses títulos, que contou com importantes autores da época, como Grant Miehn ("X-Men 2099"), John Francis Moore ("X-Force", "X-Factor"), Pat Broderick ("Batman", "Punho de Ferro"), Patt Mils ("Juiz Dredd"), Peter David ("Supergirl", "Hulk"), Rick Leonardi ("X-Men"), Ron Lin ("Desafio Infinito"), Tom Morgan ("Hulk") e Tony Skinner ("Justiceiro 2099"). O preço de capa sugerido é de R$ 119,90 e sai pela primeira vez no Brasil em seu formato original (americano). Só saiu por aqui em "formatinho" pela Abril Jovem em 1994, 30 anos atrás. 

Antes de "X-Men 2099" a Panini já vem lançando desde setembro de 2022 a saga do "Homem-Aranha 2099" e, atualmente, já está em seu terceiro volume, além de estar também os quadrinhos mais recentes do "Aranha 2099", que vem sendo publicados desde também pela editora desde 2023.

O "Universo 2099" foi uma iniciativa da Marvel no começo dos anos 90 que buscava atrair novos leitores iniciando a cronologia de novo universo num futuro alternativo dos personagens da editora ano de 2099. A força, o saudosismo e a curiosidade sobre esses personagens aumentou muito com a saga da animação "Homem-Aranha no Multiverso" que deu grande destaque ao "Homem-Aranha 2099" (Miguel O’Hara), que foi o grande vilão do segundo filme da franquia.

Deixe seus comentários e sugestões e, dependendo do tamanho do interesse de vocês, podemos, no futuro, fazer novos textos sobre o "Universo 2099".

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sexta-feira, 27 de setembro de 2024

"Condenados": série que reúne equipe com vários personagens do Universo de Spawn chega pela Panini/Brasil em Dezembro

Outro dia comentamos aqui sobre a avalanche de lançamentos relacionados ao universo expandido de personagem Spawn. Pois é... Ontem (26/09) uma em uma live com editores da Panini Brasil foi informado, entre os vários lançamentos previstos para o mês de dezembro deste ano a primeira edição de "Condenados", compilando as primeiras cinco edições de "The Scorched", com roteiros de Sean Lewis ("Rei Spawn") e arte de Stephen Segovia ("X-Force").


A nova série reúne She-Spawn, Spawn Medieval, Spawn Pistoleiro, Redentor e Ceifador (personagens recorrentes da série principal), anjos e demônios trabalhando juntos para tentar salvar a humanidade de um destino trágico. Ainda não foram dadas informações sobre o valor da edição, apenas que terá acabamento similar ao que vem sendo feito em "Spawn" e "Spawn: Origens", ou seja, cerca de 150 páginas, em papel LWC e com capa cartão, o que geralmente representa um ótimo custo/benefício. Tão logo tenhamos novas informações, atualizaremos aqui.

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quinta-feira, 26 de setembro de 2024

"Superman: O Filme (78) tem reestreia especial nos cinemas com edição remasterizada em 4K

Após a recente estreia do documentário "Super/Man: A História de Christopher Reeve", dos diretores Ian Bonhôte e Peter Ettedgui (em 17/09), que conta a trajetória do saudoso ator de Hollywood (falecido em 2004), o clássico "Superman: O Filme", de 1978, está de volta entre aos cinemas brasileiros a partir de hoje (26/09) em uma versão totalmente remasterizada em 4K.

O filme, dirigido por Richard Donner ("Os Goonies", "Máquina Mortífera") foi uma aposta alta da Warner Bros. e se tornou um marco na história dos cinemas, produzido em uma época em que os efeitos especiais necessários para contar a história que se propunha eram caríssimos, realizados de forma prática e complicada e não existia nenhuma tradição recente em filmes de super-heróis nos cinemas. 

Christopher Reeve ("Em Algum Lugar do Passado", "Janela Indiscreta") encarnou o protagonista em uma atuação memorável, que até hoje é referência para qualquer versão do personagem, Gene Hackman (Os "Imperdoáveis", "Rápida e Mortal") viveu o vilão Lex Luthor, numa versão que mesclava o típico vilão de quadrinhos, com traços de genialidade, maldade e humor ácido e Margot Kidder ("Cidade do Horror", "Alguém na Escuridão"), ficou com o papel de Lois Lane, intepretada como uma mulher ousada e profissional dedicada do jornalismo, longe do estereótipo de "donzela em perigo" tradicional, apesar de, aqui, acolá, estar em perigo e precisar ser salva pelo herói. Mas, se quiser conferir, fique ligado: O filme fica em cartaz em todo o país até o próximo só por uma semana. 


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Supergirl: A Mulher Do Amanhã no Checklist de Dezembro/2024 da Panini

Outro relançamento da Panini Comics que vem sendo muito esperado é "Supergirl: A Mulher do Amanhã", escrita por Tom King (Batman, Xerife da Babilônia) e com arte da brasileira Bilquis Evely (Mulher-Maravilha, Hellblazer) e está previsto no checklist do mês de dezembro de 2024 da editora. O  hype dessa HQ aumentou muito desde que, recentemente, o diretor James Gunn (atual responsável pelo Universo DC nos cinemas) comentou que o novo filme em que Milly Alcock ("House of the Dragon") dará vida à personagem-título seria inspirado nessa minissérie. Com isso, rapidamente a procura aumentou muito na época e o produto sumiu das prateleiras.

Com uma equipe criativa estrelada o volume compila os oito números da minissérie "Supergirl: Woman of Tomorrow", de 2021, que acabou chegando por aqui em agosto do ano seguinte e foi indicada ao Eisner na época, contando uma história onde a Kryptoniana viaja pelo universo junto com uma criança e um cachorro em uma missão de vingança.


Informações sobre o Lançamento:

Título: "Supergirl: A Mulher Do Amanhã"

Autores: Bilquis Evely, Tom King

208 páginas

Capa dura

Compila: "Supergirl: Woman of Tomorrow" (2021) 1-8

Obs. Este e outros volumes dos autores citados estão disponíveis na Amazon (clicando aqui) e também no Mercado livre (clicando aqui), onde você pode fazer suas compras, aproveitando os descontos e, ainda por cima, ajudando na manutenção do nosso trabalho aqui, sem qualquer custo adicional.

quarta-feira, 25 de setembro de 2024

Relançamento de "Os Fabulosos X-Men: Edição Definitiva Vol.01" previsto no Checklist de Novembro/24 da Marvel/Panini Brasil

Depois de um bom tempo fora das prateleiras a Panini/Brasil anunciou em seu Checklist de novembro que vai relançar o primeiro volume de "Os Fabulosos X-Men: Edição Definitiva”, compilando as primeiras edições da série em quadrinhos lançada originalmente a partir de 1963, pelos seus criadores Stan Lee (texto) e Jack Kirby (arte), dupla criativa da base de praticamente todo o Universo Marvel conhecido  hoje.

A edição saiu por aqui pela primeira vez em Agosto de 2021 e compila os 23 primeiro números da mensal dos X-Men, acrescido de uma história publicada em Amazing Adult Fantasy 14 II, que apresentou o primeiro personagem "mutante", antes mesmo da publicação do grupo de jovens desajustados liderado pelo Professor Charles Xavier.

O volume é um documento histórico, uma polaroid de épocas menos complicadas e marcada por histórias de "vilões do mês", que, alguns deles foram ficando esquecidos no decorrer da trajetória dos mutantes, outros, como Magneto e Fanático só aumentaram sua popularidade e importância desde então.

Detalhes da Edição

Título: "Os Fabulosos X-Men: Edição Definitiva Vol.01" (reimpressão)

Autores: Jack Kirby, Roy Thomas, Stan Lee, Steve Ditko, Werner Roth

Previsão de Lançamento: Novembro/2024

528 páginas

Capa Dura

Compila: Amazing Adult Fantasy 14 II; Uncanny X-Men (1963) 1-23

Preço Sugerido: R$ 225,90

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"Fogo e Sangue" - Contando a história da Ascensão e queda da Casa Targaryen a partir de Documentos, fofocas e intrigas palacianas (Sem Spoilers!)

Quem assiste "A Casa do Dragão" ("House of the Dragon") na HBO/Max já deve saber que se trata de uma série de TV baseada no universo criado por George R. R. Martin para sua série de livros “As Crônicas de Gelo e Fogo”, que, por sua vez, rendeu a famosa e bem-sucedida série intitulada “Game of Thrones”, que leva o título do primeiro livro das "Crônicas".


Pois é. “A Casa do Dragão” é baseada em uma parte de outra obra de Martin, chamada “Fogo e Sangue", que se propõe a passar “em revista” pela história dos Sete Reinos de Westeros, a partir da saga de ascensão e queda da família real Targaryen, desde o momento em que Aegon I Targaryen, partiu de Pedra do Dragão junto com suas irmãs/esposas Visenya e Rhaenys e seus respectivos dragões e conquistou e unificou os reinos, ganhando assim a alcunha de “O Conquistador” e tendo o tempo, a partir de então, contado como “Antes e Depois da Conquista”, dada a importância de tal acontecimento (tal qual acontece no mundo real, com o nascimento de Jesus Cristo), seguindo (nesse que se apresenta como o primeiro volume de uma série) até o fim do reinado de Aegon III, que ficou conhecido como “Desgraça dos Dragões”, em 137 Após a Conquista, inclusive dando algumas pinceladas sobre o que teria acontecido em períodos anteriores à ascensão dos Targaryen.

A história é contada como um livro que teria sido escrito pelo arquimeistre Gyldayn, da cidade de Vilavelha, que teria sido transcrito pelo próprio Martin e narra, a partir do estudo apurado de diferentes documentos históricos, livros apócrifos e muitas lendas e rumores populares (inclusive, fábulas maledicentes e fofocas deslavadas) com diferentes pontos de vista que vão se amarrando no decorrer do texto, ora com acontecimentos fáticos (que não podem ser negados) ora com versões a partir de opiniões individuais ou rumores populares, apresentando possibilidades de autores de fatos, motivações ou mesmo acontecimentos possíveis para momentos que não puderam ser confirmados por nenhuma testemunha ocular.

Diferente da forma como a série de TV é contada ou mesmo "As Crônicas de Gelo e Fogo", o livro se apresenta como uma espécie de jogo, tipo RPG, onde o leitor participa ativamente da trama e tira suas próprias conclusões sobre o que realmente teria acontecido em vários momentos ou quem teriam sido os responsáveis por fatos importantes, movimentando a história de forma anônima e, a partir dessas questões, na cabeça de cada um a história pode ir pras mais diferentes direções.

Importante destacar a grandiosidade da história que o autor se propõe a contar, traçando paralelos com a História (com "H" maiúsculo mesmo), sobretudo, períodos históricos mais centrados na Europa da Idade Média, que podem ser percebidos ou não por cada leitor a partir de seus conhecimentos prévios. Interessante também a forma como são usadas as alcunhas para personagens, sempre dando destaque a alguma qualidade dos personagens, homenageando-os ou ridicularizando-os, dando um toque a mais na caracterização de cada um deles. Os nomes das batalhas e momentos históricos importantes, como "A Dança dos Dragões" ou "Sementes do Dragão", também delimitar de forma épica e clara pra posteridade a importância de cada acontecimento narrado.

O livro é ricamente ilustrado com vários quadros belos e detalhados em preto e branco do artista gráfico Doug Wheatley (O Mundo de Gelo e Fogo, Conan, o Bárbaro, Graphic Novel do Star Wars: Episódio III), dando destaque a importantes momentos da história, apresentando toda a grandiosidade de Westeros e suas batalhas e seus dragões e, por  se tratar de "histórias de bastidores" (muitas delas sem fontes confiáveis), dá margem para que o universo das "Crônicas de Gelo e Fogo" possa crescer de forma exponencial, visto que novas obras podem ampliar e contar em mais detalhes o que futuramente pode ser chamada de a "História Real" ou "Toda a História", por exemplo. Vale muito a pena conferir esta obra que, ainda toma o cuidado de, no seu final, fazer a linha do tempo de todos os Reis Targaryen, até o final da linhagem, momento que foi o estopim que iniciou "As Crônicas de Gelo e Fogo".

Esta e outras obras de George R. R. Martin podem ser adquiridas clicando na Amazon clicando aqui ou pelo Mercado Livre, clicando aqui, bem como quaisquer outros produtos de sua preferência. Você pode aproveitar os descontos e ainda ajudar na manutenção do nosso trabalho aqui. E, o melhor, sem qualquer custo adicional.

terça-feira, 24 de setembro de 2024

Maglore: Uma mistura de sonoridades com arranjos e letras viscerais

Quem já acompanha os posts da Taverna há algum tempo já deve ter percebido que um hobby deste redator/editor que vos escreve é procurar conhecer novos talentos musicais, sejam eles brazucas ou internacionais e nas mais diferentes configurações (seja banda, dupla, carreira solo, etc) e estilos. Essa mania acaba me ajudando a apresentar esses artistas aqui no blog e fazer com que mais gente também conheça, saindo do mesmismo de sertanejo universitário que vem permeando as rádios, tevês e internet do país. A escolha da vez foi a banda baiana Maglore, que acaba de lançar seu álbum Maglore Acústico, reunindo releituras de músicas que estão presentes nos 5 álbuns de estúdio da banda acrescida da inédita "Tela Quente"

A banda começou em 2009 e já passou por algumas formações, sendo hoje formada por  por Teago Oliveira (voz e guitarra), Lelo Brandão (guitarra), Lucas Gonçalves (baixo e voz) e Felipe Dieder (bateria e voz). "Veroz" (2011), o primeiro álbum tem um clima que lembra um pouco o bem elaborado último álbum dos "Hermanos", porém com um sotaque e suingue nordestino interessante pra incrementar. "Vamos pra Rua" (2013) tem uma sonoridade mais madura, com uma personalidade mais própria, ótimos arranjos e uma acentuação nordestina ainda maior, com destaque para a faixa "Motor", que foi regravada por ninguém menos que as, também baianas: Pitty (de quem Teago é muito fã) e a saudosa "Gal Costa", que dispensa comentários.

"III" (2015), é um álbum ainda mais maduro, com a ótima "Mantra" e, entre outras pérolas da banda, como "Invejosa" e "Café com Pão" arranjos e letras ainda mais sentimentais e profundas. Em seguida veio "Todas as Bandeiras" (2017), com músicas simples e se aprofundando um pouco em temáticas mais sociais, ainda que de forma velada, em canções como "Todas as Bandeiras" e "Aquela Força", mesclando arranjos simples, mas precisos, com letras urgentes e inspiradas. O último de estúdio dos caras foi "V" (2022), trazendo uma sonoridade pra lá de inspirada na fase psicodélida dos "Beatles" (o que já era perceptível desde "Todas as Bandeiras", mas aqui se ampliou muito), mas sempre com aquele tempero brasileiro, sobretudo nordestino, com destaque para as excelentes "Eles" e "Revés de Tudo", retratos críticos da polarização política que cresceu ainda mais naquele ano de 2022. Os álbuns têm muito mais músicas excelentes, e, em outro momento podem ser analisados aqui indiviualmente.

É difícil rotular o som dos caras em qualquer estilo, pois mesclam elementos da tradicional MPB (sobretudo na vertente do Tropicalismo), com o melhor do rock nacional, psicodelia, algumas vezes até emulando o som das antigas cantigas das lavadeiras, elementos orientais (em "Mantra", sobretudo) e (pasmem!) até axé dos anos 90, como um ingrediente que passa de raspão pela miscelânea que é o caldeirão sonoro apresentado pelas canções da banda. Vale muito a pena conhecer o som do Maglore. Com certeza, você não vai se arrepender.

Em breve teremos aqui resenhas completas dos álbuns da banda.

Confira abaixo o clipe de "Eles", do último álbum de estúdio da banda:


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*Obs. Esse texto é uma atualização de um outro publicado aqui no blog há alguns anos, acrescido de novas informações e prometemos, num futuro próximo, falar um pouco mais sobre a banda e seus outros álbuns que foram lançado ao longo de seus mais de 10 anos de carreira.

sexta-feira, 20 de setembro de 2024

Selvagens à Procura de Lei: A volta da rebeldia (com qualidade) ao Rock Brasil

 

Há um bom tempo a cena (Pop)Rock nacional está carente de bandas realmente interessantes (e, sob certa medida, inovadoras) e foi justamente de onde menos se esperava que surgiu, antes tarde do que nunca, uma bem-vinda surpresa. Formada em 2010 em Fortaleza-CE (terra conhecida pelas bandas de forró) por Gabriel Aragão (voz, guitarra e piano), Rafael "Rafa" Martins (voz e guitarra), Caio Evangelhista (baixo) e Nicholas "Nikão" Magalhães (bateria) os "Selvagens à Procura de Lei" ou simplesmente "SaPdL" fazem uma fusão de várias vertentes do roquenrol. 

Ouvindo o álbum homônimo lançado em 2013, o primeiro do quarteto lançado por uma gravadora grande, é possível viajar à várias épocas diferentes, desde os Beatles (anos 60), passando pelo Pink Floyd e Tim Maia (anos 70), Legião Urbana e Cazuza (anos 80), chegando a bandas mais atuais, como The Strokes, Franz Ferdinand ou Artic Monkeys, entre várias outras que eu, por limitação de conhecimentos musicais, talvez não tenha isolado pra citar aqui. 

 A temática das letras oscila entre a MPB dos anos 70, um dos períodos de mais alta criatividade na música nacional, com referências a artistas, também cearenses, como Fagner, Belchior (“...as velas do Mucuripe vão bater no Planalto Central”, dizem eles em "Mucambo Cafundó"), Milton Nascimento, entre outros e do Rock/Brasil dos anos 80, principalmente por conta da rebeldia de algumas delas, como “Brasileiro”, “Massarara” e a já citada “Mucambo Cafundó” com temáticas similares ao que sentimos ouvindo “Que País é Este” (Legião Urbana) ou “Brasil” (Cazuza). Hinos de revolta contra a situação do país e a própria inércia das pessoas (sobretudo os jovens) diante disso. Convenhamos, estava mesmo faltando rebeldia aos nossos jovens roqueiros atuais, que tantas vezes mais têm se preocupado com suas roupas ou penteado ou "stories" que com a música que fazem.


O quarteto consegue ser inteligente sem ser chato, como podemos conferir em “Senhor Coronel” (uma reflexão sobre o que realmente é importe na vida) ou “Crescer dói”, sobre aquele momento entre o fim da adolescência e começo da idade adulta, repleto de dúvidas e medo do desconhecido, onde a principal pergunta é: o que eu quero mesmo da minha vida? A banda tampouco deixa de lado as canções de amor (sempre elas!), expondo ao público sua veia romântica com muita qualidade em canções como “O amor existe, mas não querem que você acredite” (uma reflexão interessante sobre o tema), “Música de amor número um” (uma declaração endereçada à namorada de Gabriel), “Despedida” (autorreferente). Todas são reflexões sobre o tema e não apenas "canções de amor escancaradas", o que já é um diferencial diante de outras tantas bandas que vemos por aí. 

 Outra característica marcante da banda é que todos cantam uma hora ou outra, como vocal principal ou backing vocal (sempre corretos e bem executados). Até mesmo Nicholas, sem se distanciar das baquetas, teve o ensejo de mostrar seu lado vocalista no refrão de “Despedida”. Todos o fazem, sem com isso deixar “cair a peteca”, mantendo um bom nível vocal em todo o álbum. A banda consegue manter uma boa coesão, sem grandes oscilações que poderiam baixar a qualidade em algum momento. 

Quanto à parte instrumental, a maioria do repertório é à base de guitarras, baixo e bateria, mas há também a presença marcante de um piano eficiente em algumas faixas, sobretudo nas canções mais românticas ou reflexivas. A banda foge de simplificações, com arranjos relativamente ousados, sobretudo se comparado a outros grupos atuais. Sempre alguém está fazendo alguma coisa diferente de apenas uma simples batida nos acordes de seu instrumento, com riffs ou dedilhados interessantes à guitarra, linhas de baixo marcantes ou viradas de bateria que em muitos momentos dão aquele "quê a mais" nas canções. Se você ficou curioso e quer saber um pouco mais sobre a banda, eles pode ouvir nas plataformas de música esse outros lançamentos mais recentes dos caras. 

A banda foi apontada como "Grande Aposta" pela VMB 2012 (premiação da "MTV Brasil") e já tocou em muitos festivais importantes no país e também no exterior e, infelizmente, desde julho deste ano de 2024 está em hiato devido a alguns desentendimentos internos que, ao que tudo indica, deve ser resolvido nos tribunais.

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*Obs. Esse texto é uma atualização de um outro publicado aqui no blog há alguns anos, acrescido de novas informações e prometemos, num futuro próximo, falar um pouco mais sobre a banda e seus outros álbuns que foram lançado ao longo de seus mais de 10 anos de carreira.

Overdose de Spawn no Brasil em 2024

Após mais de uma década sem ter uma editora nacional fixa "pra chamar de sua", com alguns lançamentos bem espaçados de coleções e edições especiais em editoras menores, Spawn finalmente tem uma nova casa no Brasil: a Panini Comics, que, após alguns atropelos (porque, sem emoção não tem graça!) finalmente começou a lançar várias coleções da criação máxima de Tood McFarlane, artista que fez fama nos anos 80 com uma versão inovadora, muito mais aracnídea do Homem-Aranha, que fez muito sucesso e é celebrada até hoje.

Nos últimos anos surgiram muitos boatos sobre o relançamento da obra no Brasil, que é, de longe, a que alcançou maior sucesso e longevidade de tudo que saiu pela Image Comics desde o seu início láaaaa no começo da década de 90 do século passado. O sucesso do título foi tanto que hoje já tem todo um universo expandido só seu, dando destaque aos diversos personagens.

Esse ano, finalmente, o prego foi batido e a ponta virada e com muitas novidades pros leitores tupiniquins. A primeira e, talvez, mais aguardada é a coleção Spawn: Origens, que apresenta as primeira edições da série mensal iniciada no longínquo ano de 1992, há muitos anos fora de catálogo no mercado nacional, inclusive com a de número 09, com texto de Dave Sim e arte do próprio McFarlane, que ficou muitos anos fora de catálogo no mundo todo por desentendimentos relativos aos direitos autorais entre os criadores, só recentemente resolvidos. A referida história já está disponível em Spawn: Origens Vol. 2, (que você pode adquirir clicando aqui) e a Panini promete que a coleção terá, pelo menos, 13 volumes em edições “mensais” (as aspas são devido ter começado logo com grandes atrasos no lançamento, que estava previsto pra abril, mas só saiu mesmo bem depois).

Outro lançamento que já está disponível aos leitores é a série intitulada simplesmente Spawn, trazendo encadernados que compilam edições da mensal do personagem publicadas mais recente nos "States", que hoje já ultrapassou a marca da edição de número 300 por lá. 

Edições especiais compilando minisséries também já foram lançadas, como Spawn Especial Vol.1 – VioladorSpawn Especial Vol.2 – Feudo de Sangue , ambas contendo histórias escritas pelo celebrado escritor de quadrinhos britânico Alan Moore ("Watchmen", "V de Vingança", "Liga Extraordinária") e já estão em pré-venda os primeiros volumes de Spawn Pistoleiro e Rei Spawn.





Você pode clicar aqui ou nos links espalhados ao longo dos títulos citados no texto para conferir ofertas dos lançamentos de "Spawn" disponíveis na Amazon e no Mercado Livre. Lembrando que, comprando a partir dos nossos links, além de aproveitar as melhores ofertas, você ainda contribui (sem qualquer custo adicional) pra que nosso trabalho aqui na TavernaPOP! continue, sempre trazendo notícias e matérias especiais sobre a cultura pop no Brasil e no mundo.

quarta-feira, 18 de setembro de 2024

"Jessica Jones: Alias" está voltando pela coleção "Marvel Essenciais" da Panini

Pra quem estava com saudades de Jessica Jones, a detetive alquebrada da Marvel, o primeiro volume da coleção "Jessica Jones: Alias" está voltando ao Brasil na coleção "Marvel Essenciais", da editora Panini, compilando as nove primeiras edições da série em quadrinhos, com lançamento previsto para o mês de novembro deste ano.

A série conta a história da vida de Jessica Jones, uma ex-heroína falida, que tenta se equilibrar pra pagar as contas como detetive particular à frente de seu escritório "Codinome Investigações", em casos bem intrigantes, com uma pegada bem mais pesada que a galera dos quadrinhos de super-heróis está acostumada, contendo palavrões e, digamos, expondo a vida pessoal dos personagens em detalhes pra lá de íntimos em muitos momentos, poucas vezes visto em quadrinhos tradicionais.

Apesar de tentar se afastar de sua vida de "super" e, muitas vezes, até fazendo o leitor esquecer que a protagonista tem poderes, de quando em vez ela se vê envolvida em investigações que envolvem superseres e tem que cutucar velhas feridas, se reaproximando de amizades e inimizades antigas.

"Jessica Jones: Alias" é uma publicação do selo Marvel Max criada por Brian Michael Bendis (texto) e Michael Gaydos (arte) e teve 28 edições, publicadas entre 2001 e 2004. Este primeiro volume compila as edições de 01 a 09 da série, que deu origem à uma série de TV que teve 03 temporadas e está disponível atualmente no Disney+.

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Esta edição compila:

Alias 1-9

R$ 104,90 (Preço Sugerido) 


sexta-feira, 13 de setembro de 2024

Pipoca e Nanquim é a editora de O Eternauta (Edição definitiva) no Brasil

Depois de fazer mistério por muito tempo, finalmente foi apresentada a editora que vai trazer ao Brasil a O Eternauta: Edição Definitiva, dos argentinos Héctor Germán Oesterheld (história) e Francisco Solano López (arte): A Pipoca e Nanquim.

O Eternauta” é uma obra seminal das HQs latino-americanas, apresentando uma história de ficção científica com fortes críticas sociais ao imperialismo e militarismo e foi publicada pela primeira vez na Argentina na revista Hora Cero Semanal, entre os anos de 1957 e 1959, contando a trajetória de Juan Salvo, um homem que diz ter vindo do futuro e chega à casa de um quadrinhista alertando que uma grande tragédia que vai dizimar a humanidade está pra acontecer.


A obra é até hoje celebrada em toda a Argentina, com imagens do protagonista em seu traje pouco convencional espalhadas pelos muros do país e está prestes a ganhar uma versão televisiva pela Netflix, tendo o premiado astro argentino Ricardo Darín (O Segredo dos Seus Olhos) como protagonista.

A nova edição terá acabamento mais luxuoso, 372 páginas em preto e branco e papel offset de alta gramatura em formato widescreen (respeitando o original), com arte remasterizada diretamente dos arquivos em alta definição com a arte, capa dura, e luva e já está disponível em pré-venda pela Amazon. Clique aqui pra comprar. O volume é também uma comemoração de uma marca importante: o livro de número 200 lançado pela editora, que começou como um grupo que apresentava um podcast de quadrinhos há mais de uma década e se tornou uma das editoras com os melhores lançamentos do Brasil, tanto em qualidade quanto em quantidade.


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Geração X no Checklist de novembro da Panini

A Panini Brasil vem fazendo um trabalho bem diversificado (algumas vezes, inusitado) com os títulos da Marvel em sua coleção "Epic Collection", trazendo histórias de diferentes personagens, como Quarteto Fantástico, Novos Mutantes, Capitão América, entre outros, em fases, às vezes, muito celebradas, outras vezes, não tão lembradas. Os escolhidos da vez foram a "Geração X", um grupo de jovens mutantes nem tão aclamados assim que surgiu nos anos 90, durou alguns números e acabou entrando num limbo editorial.


A equipe surge no contexto da megassaga mutante "Aliança Falange", sendo liderada por duas figuras díspares (pra dizer o mínimo): Banshee (X-Men da segunda geração) e Emma Frost (controversa figura lembrada por ter sido a Rainha Branca do Clube do Inferno, contumazes inimigos dos mutantes, mas que depois acabou se tornando uma importante X-Men) e apresenta novos personagens com aventuras cheias de emoções (marca registrada dos mutantes há muito tempo), com um temperinho dos hormônios juvenis.

A edição terá preço sugerido de R$ 149,90, compilando 480 páginas de quadrinhos, com acabamento em capa mole e papel de qualidade e a equipe criativa é cheia de vários nomes que à época já estavam bem conhecidos pelos fãs, tendo nos roteiros Jeph Loeb (Hulk) e Scott Lobdell (X-Men) e na arte Chris Bachallo (X-Men), Joe Madureira (X-Men), Roger Cruz (X-Men) e Tom Grummett (Superboy). A imagem acima, até o momento, parece ser meramente ilustrativa para a capa da edição nacional.

Conteúdo original da edição: Uncanny X-Men 316-318; X-Men 36-37; Generation X 1-9; Wolverine 94, Generation X Collector Preview 1 e Generation X Ashcan Edition 01.

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quinta-feira, 12 de setembro de 2024

Versão "Final Edition" de "Saint Seiya: Cavaleiros do Zodíaco" deve ser lançada este mês pela JBC


A Editora JBC está prometendo pra este mês de setembro o lançamento no Brasil do mangá “Saint Seiya: Os Cavaleiros do Zodíaco - Final Edition”, trazendo o mangá clássico em uma versão recheada de páginas extras, inclusive com capítulos com alguns capítulos inéditos, em 20 volumes compilando toda a saga clássica dos Cavaleiros de Athena.

O mangá já foi publicado no Brasil pelas editoras Conrad, no início dos anos 2000 (no formato conhecido no Brasil como "meio tankobon" em 48 volumes, correspondendo a cerca de metade de cada volume japonês em cada volume nacional, em duas versões) e algumas vezes pela própria JBC, no formato tradicional publicado no Japão (tankobon em 28 volumes) e, mais recentemente na versão Kanzenban , com 22 volumes em capa dura e algumas páginas colorizadas e, de acordo com informações divulgadas pela editora devem chegar este mês em comemoração aos 30 anos da estreia do anime no Brasil.

A edição brasileira vai contar com uma versão exclusiva com capa variante assinada pelo artista nacional José Luís, que, inclusive, de acordo com informações da própria JBC já tem o aval do próprio autor Masami Kurumada para ser publicada e já está em processo de produção.

Enquanto espera por esse lançamento você pode conferir algumas ofertas dos Kanzenban dos Cavaleiros, ainda disponíveis na Amazon, bem como outras coleções clicando aqui. Lembrando que, comprando por nossos links, você pode comprar qualquer produto no site (não precisa ser especificamente aquele que estamos divulgado) e, além de economizar comas ofertas, sem qualquer custo adicional, você contribui pra manutenção do nosso trabalho.

quarta-feira, 11 de setembro de 2024

Nova iniciativa da Panini Brasil relança quadrinhos clássicos em formato econômico

A Panini Comics, seguindo uma tendência que vem ocorrendo muito tanto no mercado norte-americano de quadrinhos quanto no europeu, está lançando uma coleção em formato mais acessível (14,5 Cm x 21,7 Cm), com acabamento mais simples (papel off-set e capa cartão), reapresentando histórias clássicas, que já fizeram sucesso em outros formatos, para um novo público.


A primeira escolha foi "Reino do Amanhã", um clássico absoluto dos anos 90, com texto de Mark Waid (Flash, Demolidor) e a bela arte pintada e realística de Alex Ross (Marvels, Os Maiores Super-Heróis do Mundo), apresentando uma história com conhecidos super-heróis da DC em um futuro próximo, com uma nova geração de super-heróis irresponsáveis e sem qualquer comprometimento com a justiça e a maioria dos clássicos aposentados.

Na sequência, a editora está prometendo lançar outras histórias de sucesso, os ótimos Watchmen (Alan Moore, Dave Gibbons) e Batman: A Piada Mortal (Alan Moore e Brian Bolland), que já estão em pré-venda. Clique na imagem acima ou nos títulos das revistas pra ir direto pra página da Amazon e comprar seus quadrinhos preferidos, ou qualquer outro item que desejar e, ainda por cima, ajudar na manutenção do nosso trabalho, sem qualquer custo adicional.

Essa inciativa vem num momento em que as edições de luxo estavam tomando as livrarias, afastando novos leitores que não estavam dispostos a gastar R$ 200,00, R$ 300,00 só pra conhecer um quadrinho, arriscando seu rico dinheirinho, sem qualquer garantia de que se tratava de algo que realmente vai gostar. Um ótimo ponto de partida, com histórias fechadas e marcantes da editora das lendas.

terça-feira, 10 de setembro de 2024

Morre o desenhista de quadrinhos americano John Cassaday


Hoje logo pela manhã surgiu um burburinho entre os amantes da Nona Arte sobre a morte do artista John Cassaday, co-criador da aclamada série em quadrinhos Planetary (ao lado do roteirista Warren Ellis). Passou um bom tempo até que a informação fosse confirmada e, só então, estamos aqui divulgando essa triste informação, que foi confirmada por Robin Cassaday, irmã do artista ao BleedingColl, seu falecimento ontem (09/09/24), porém, sem dar detalhes sobre as causas.

O autor ficou mundialmente famoso a partir do ano de 1999, com o lançamento de Planetary e, desde então, já passou por uma excelente fase com os X-Men (Surpeendentes X-Men, com Joss Whedon), Capitão América: O Novo Pacto (com John Ney Rieber) e Fabulosos Vingadores (com Rick Remender), entre muitos outros.

Cassaday tinha 52 anos e foi vencedor do Eisner Award nos anos de 2005 e 2006 e do Scream Award, em 2007 e várias de suas obras são tão relevantes, que apesar de já terem sido lançadas há alguns anos, estão sempre em tendo relançamentos, como as expostas abaixo (todos disponíveis na Amazon, é só clicar nas imagens abaixo pra comprar):




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Panini vai lançar a Edição Absoluta de "V de Vingança" (Finalmente!)

A editora Panini Comics Brasil divulgou recentemente seu catálogo DC com previsão de lançamento para o mês de Novembro deste ano e, entre várias edições, está prometendo lançar a Edição Definitiva de "V de Vingança", que foi publicada originalmente láaaaaaa em 2009.

Desde que a editora assumiu a publicação de quadrinhos tanto da Marvel quanto da DC no Brasil, há mais de 20 anos, "V de Vingança" já foi publicada algumas vezes, com diferentes acabamentos (capa mole e capa dura) e é um dos grandes clássicos relativamente mais fáceis de encontrar, ficando pouco tempo fora das prateleiras, porém, com esse tratamento de Edição Absoluta é realmente sua estreia por aqui. A edição promete páginas extras e outros materiais inéditos no Brasil. Vale muito a pena.


"V de Vingança" é uma minissérie em quadrinhos escrita pelo aclamado autor Alan Moore (Batman: A Piada Mortal, Promethea, Liga Extraordinária) e arte de David Lloyd (Kickback, Frequência Global), ambos em início de carreira à época, e publicada originalmente no Reino Unido pela editora Warrior e posteriormente pela DC Comics/Vertigo, que conta a história de "V", um misterioso revolucionário anônimo que usa uma máscara de Guy Fawkes (antigo revolucionário inglês) que vive em um futuro distópico (à época situado no não tão distante ano de 1997), com um Reino Unido transformado em um Estado Totalitário, com forte vigilância sobre os cidadãos e clara inspiração em obras literárias anteriores com temáticas bem semelhantes, como "1984" (George Orwell) e "Admirável Mundo Novo" (Aldous Huxley), entre outras tantas. 

A HQ ganhou uma versão cinematográfica que fez relativo sucesso lançada em 2005, com direção de James McTeigue (Ninja Assassin e assistente de direção na Trilogia Matrix), com roteiros das, hoje, irmãs Wachowski, Lilly e Lana (Trilogia Matrix, Sense8) e que teve um elenco de peso, como Hugo Weavin, no papel de "V" (trilogias Matrix e O Senhor dos Anéis), Natalie Portman (Cisne Negro, Close) e Stephen Rea (A Premonição).

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