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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Warner/Legendary Pictures libera novo trailer de "Godzilla"

Está circulando na web um novo trailer de "Godzilla" mostrando mais cenas importantes história que apresenta o monstro radiativo a toda uma nova geração de expectadores. O filme é uma co-produção Warner Bros./Legendary Pictures e estreia por aqui dia 15 de maio deste ano.A direção é de Garet Edwards e o elenco tem nomes de peso como Bryan Cranson ("Breaking Bad"), Aaron Taylor-Johnson (Kick Ass), Elizabeth Olsen, Ken Watanabe, Juliette Binoche e David Strathairn.

Esta não é a primeira vez que o monstro japonês ganha uma versão Hollywoodiana.  Em 1998, dirigido por Roland Emmerich, com Mattew Broderik ("Curtindo a Vida Adoidado"), como protagonista. Este primeiro foi, na verdade, uma co-produção EUA/Japão e remake do original nipônico de 1954, com uma trama que envolvia um ataque do enorme rétptil a uma grande cidade. Na nova versão, ocorre o contrário e Godzilla está na linha de frente da defesa do planeta contra outros monstros. É esperar pra ver no que isso vai dar. 

O monstro acabou dando origem a todo um gênero de filmes japoneses que acabou migrando até pros mangás (as HQs deles) e animes (animações), rendendo ótimas produções, como "Neon Gênesis Evangelion", que em breve deve pintar pela Taverna.

Confira o trailer abaixo:


quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Marvel Studios libera imagens inéditas do novo filme do Capitão América


O site "Coming Soon" divulgou essa semana quatro novas imagens do filme “Capitão América 2 – O Soldado Invernal” destacando os personagens Steve Rogers/Capitão América (Chris Evans), Soldado Invernal (Sebastian Stan), Viúva Negra (Scarlett Johansson) e Falcão (Anthony Mackie).

As imagens (clique nelas pra ampliar) e o novo trailer britânico abaixo são apenas os aperitivos pra a grande atração principal, que é o filme, com direção dos irmãos Joe e Anthony Russo e estreia por aqui em 10 de abril. 






Review: Primeira temporada de "Breaking Bad"

Cartaz de divulgação
da 1ª temporada
Aproveitando que a tevê aberta finalmente está exibindo essa ótima série (em doses cavalares, diga-se de passagem) darei início às resenhas de “Breaking Bad”, que já passou no Brasil pela AXN (canal pago), Netflix (que disponibiliza todas as cinco temporadas em streaming) e atualmente a Record está exibindo sua terceira temporada. Meu primeiro contato com a série foi bem tardio, apesar dos esforços de um certo amigo, me falando da qualidade da produção, minha cabeça estava focada em outras coisas e acabei começando a assistir quando seu final já se aproximava. Nesse momento só consegui pensar numa coisa: o tempo que perdi por não ter dado ouvidos àquele meu amigo antes.

A série original do canal pago estadunidense AMC (que também exibe “The Walking Dead”) é uma criação de Vince Gillian (“Arquivo X”), teve início em 2008 e retrata a trajetória de Walter White ("encarnado" magistralmente por Bryan Cranson), um gênio da química, porém subaproveitado como professor em uma escola secundária e sendo obrigado a trabalhar em um posto de lavagem pra complementar sua renda, pois sua mulher Skyler (Anna Gunn) está grávida novamente (de uma gravidez não planejada) e seu filho seu filho adolescente, Walter Jr. (RJ Mitte) sofre de paralisia cerebral. Parecia que nada mais poderia dar errado em sua vida, mas eis que Walter passa mal e descobre que, mesmo sem ser fumante ou ter sido exposto a qualquer fator de risco, tem câncer no pulmão em estágio avançado e não lhe resta muito tempo de vida. 

De pai de família a mente ciminosa
Daí pra frente o protagonista começa a entrar em desespero ao acreditar que morrerá sem deixar nada pra sua família e, num primeiro momento passa a desejar que a morte venha logo, então aceita o convite do marido de sua cunhada, Hank Schrader (Dean Norris), policial da divisão de Narcóticos, para participar de uma batida policial para desbaratar uma quadrilha de traficantes de metanfetamina e então descobre um dos criminosos em fuga, reconhecendo-o como seu problemático ex-aluno, Jesse Pinkman (Aaron Paul, em ótima atuação). Walt foi o único que o viu, mas decidiu ficar calado, pois tinha um novo plano em mente que acabara de surgir.

Posteriormente ele procura Jesse oferecendo-lhe uma “proposta de parceria” (leia, chantagem, se quiser). Ambos produziriam juntos o melhor e quimicamente mais puro “Cristal” (como é conhecida a droga nas ruas de Albuquerque, Novo México) e dividiriam os lucros por igual ou então Walt o entregaria à polícia. Obviamente, Jesse prefere a parceria e eles começam sua produção num trailer improvisado para se tornar um laboratório no meio do deserto. Ao final de várias tentativas, finalmente conseguem chegar ao produto que o protagonista da trama considera puro.

Jesse encara o traficante Tuco
Entre uma e outra trapalhada recheadas de humor negro, o que vemos no decorrer dos sete episódios que formam essa primeira temporada é uma jornada de “auto-conhecimento às avessas” em que Walt aos poucos vai começando a gostar do que vai se tornando ao longo da história, muitas vezes, até mesmo fazendo com que esqueçamos o motivo dele ter adentrado ao mundo do crime. De repente ele deixa de ser um pai de família pacato e começa a se tornar uma mente criminosa conhecida como Heisenberg (codinome utilizado por Walt no seu submundo criminoso).

Interessante os motivos que vão lhe levando a tomar certas decisões, que, se olharmos na microesfera, poderíamos até mesmo considerar “justos”, mas na escala macro, sempre foi ele quem começou tudo, quando decidiu “cozinhar” (ou fabricar drogas, como quiser). E aos poucos ele vai descobrindo que gosta cada vez mais de desempenhar o personagem fictício que criou para ser pronunciado nos getos de viciados e traficantes que o daquele professor pacato e fracassado que foi passado pra trás pelas pessoas que mais confiava.

A dupla já recebeu vários prêmios pelo trabalho na série
A história é muitas vezes contada de forma não-linear, indo e voltando no tempo por meio de "flasbacks" ou "flashforward" nos transportando para momentos chave da trama e fazendo surgir a dúvida do quando exatamente as coisas que estamos vendo aconteceram, mas logo tudo vai sendo explicado, normalmente, dentro de cada episódio, saciando essa curiosidade. Praticamente não existem coadjuvantes na série, pois cada personagem desempenha um papel importante, como se a trama fosse um grande tabuleiro e cada um fosse uma pequena peça que pode mudar o jogo de repente, refletindo drasticamente nos rumos da história. O traficante (e psicopata) Tuco Salamanca (Raymond Cruz), por exemplo, foi um personagem que deu as caras na série lá pelo 4º ou 5º episódio, como uma possível solução para um problema de "distribuição" pelo qual a Walt e Jesse estavam passando a fim de expandir os negócios e, apesar de poucos episódios em cena, acabou tornando-se onipresente no decorrer da série por ser o desencadeador de uma série de eventos no decorrer da trama.

A trama se passa na cidade americana de Albuquerque, próximo à fronteira com o México e a cultura e língua desse país acabam fazendo parte da trama e dando um charme todo especial à série, repleta de violência, com algumas cenas de ações e, sobretudo, decisões difíceis que levam o ser humano a se tornar o que ele nem acredita que seria possível. Enfim, não é a toa que a série foi aclamada por público e crítica, recebendo vários prêmios (tanto a série, quanto os atores que a integram), pois não foi feita ao sabor da audiência, mas pensada pra se tornar uma obra concisa sobre a jornada de um homem.

Em breve novas resenhas de “Breaking Bad” na Taverna. Confira abaixo o trailer da temporada:



Elenco:
Walter White/Heisenberg: Bryan Cranson (professor que torna-se traficante ao descobrir que tem câncer);
Anna Gunn: Skyler (esposa grávida de Walter);
Walter White Jr.: RJ Mitte (filho do casal. Sofre de paralisia cerebral);
Jesse Pinkman: Aaron Paul (pequeno traficante que torna-se sócio de Heisenberg);
Hank Schrader: Dean Norris (policial da narcóticos e amigo de Walt – ou o mais próximo que ele pode ter disso);
Marie: Betsy Brandt (esposa de Hank e irmã de Skyler. Sofre de cleptomania);
Tuco Salamanca: Raymond Cruz (traficante de Albuquerque procurado por Walt e Jesse para expandir os negócios).



quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Novas e antigas canções marcam passagem de Humberto Gessinger por Teresina

Capa do novo CD Insular lançado 
no final de 2013
por Maciel Soares

Teresina-PI recebeu este mês um grande show do músico e compositor gaúcho Humberto Gessinger, líder dos Engenheiros do Hawaii, em sua primeira turnê realmente solo após três décadas de carreira (completadas esse ano), incluindo-se sua banda e o projeto paralelo do “Pouca Vogal”. O músico lançou recentemente o álbum “Insular” (que dá nome à turnê) somente com faixas inéditas e com várias participações de artistas do regionalismo gaúcho, bem como do cenário da região sul do país, tais como:  Bebeto Alves, Rodrigo Tavares, Luís Carlos Borges, Frank Solari e Nico Nicolaiewsky. Este último infelizmente faleceu na véspera do show na cidade devido a complicações de uma doença que vinha tratando. Nico recebeu merecidas homenagens com algumas postagens emocionantes através de mídias sociais de Gessinger, faz sua participação na belíssima música: "Segura a Onda, DG".

Amante de jogos de palavras e paradoxos, Humberto, que afirma não ter um nome muito favorável ao marketing artístico por ser até um pouco difícil de entendimento para alguns (não para os fãs), tem no projeto “Insular” a bem elaborada tática de interligação das canções em alguns aspectos e sentidos, como também o fato de poder contar com as habilidades dos artistas já mencionados em suas canções, o que descaracteriza um pouco o título do álbum: “Insular” (estar ilhado, isolado). Seria uma estratégia proposital? Bem, somente Gessinger poderá afirmar...

Indo direto ao show, o mesmo teve início às 23:30 h, com um certo atraso devido a uma tempestuosa chuva que caiu na cidade causando alguns transtornos à locomoção dos teresinenses para o evento. O espetáculo, que durou pouco mais de 60 minutos, contou com a seguinte formação: Rodrigo "Esteban" Tavares (guitarra), Rafael Bisogno (bateria) e Humberto Gessinger (baixo, voz, teclados, gaita e acordeon em algumas canções). Esse formato de trio e do vocalista tocando o baixo nos leva aos primeiros dez anos de carreira da banda Engenheiros do Hawaii. Seria um prelúdio para um futuro retorno? Estou na torcida que isso ocorra.

Ansiosamente aguardado pelo público que lotou o espaço onde a apresentação ocorreu, Gessinger abriu o show com “Tudo Está Parado”, música do CD “Insular” e bem conhecida já pela plateia por já ter sido gravada pelo Jota Quest, em uma formatação bem diferente por sinal. Como não poderia faltar, logo após, a banda emendou sucessos dos Engenheiros do Hawaii, levando todos ao êxtase. Canções como “Toda Forma de Poder”, “Até o Fim”, “Eu que Não Amo Você” mesclavam-se com as novas do projeto Insular: “Sua Graça”, “A ponte para o dia”, “Insular”, até estas também foram cantadas por todos, o que por sinal, não pareceu ter sido empecilho para que o público não tivesse tido tempo de conhecer este novo trabalho.

Nem mesmo a idade recém-chegada do vocalista, que completou 50 anos no fim de 2013 o impediu de estar com o fôlego em dia em todas as canções. Além do mais, a cada duas ou três canções ele interagia com a plateia, que o acompanhava e reverenciava naquele momento. Típico e clássico em seus shows, Humberto fazia trocadilhos com o nome da cidade ou do Estado em suas canções, levando todos ao delírio.

Um dos momentos mais aclamados foi quando o músico tocou alguns de seus sucessos nos teclados, músicas estas que marcaram épocas e gerações. Entre elas podemos citar: “Pra ser Sincero”, “Piano Bar” e “Dom Quixote”. Já no final do show o vocalista fez uma pergunta difícil e inusitada aos fãs, devido ao atraso provocado pela chuva como citado no início do texto, o músico teve que espremer um pouco o repertório e lançou ao público a difícil tarefa de escolher a última canção. Dentre as opções estavam: “Refrão de Bolero”, “Bora”, “Exército de um Homem Só” e “Infinita Highway”, aclamada pela maioria, prevaleceu esta última que foi cantada quase que com uma única voz por todos.


Segue abaixo o repertório da apresentação de Gessinger em Teresina:

1 - Tudo está parado; 
2 - Toda forma de poder; 
3 - Até o fim; 
4 - Pose; 
5 - Armas Químicas e Poemas; 
6 - Surfando Karmas e DNA; 
7 - Eu que não amo você; 
8 - Insular; 
9 - Sua Graça; 
10 - A Revolta dos Dândis I e II (Pout-pourri); 
11 - A ponte para o dia; 
12 - Somos quem podemos ser; 
13 - Piano Bar; 
14 - Essas vidas da Gente; 
15 - 3x4; 
16 - Tchau radar, a canção; 
17 - Pra ser sincero; 
18 - Dom Quixote; 
19 - Infinita Highway.

Clique abaixo e confira o videoclipe de "Sua Graça", primeiro do álbum:



Alan Moore é destaque entre lançamentos (e relançamentos) no Brasil

Capa da edição brasileira que deve
pintar em breve no mercado 
Outro dia comentei aqui na Taverna sobre os lançamentos no mercado brasileiro das obras de Neil Gaiman (grande mestre das HQS) e de lá pra cá a situação só melhorou, culminando em novas obras suas e também lançamentos e relançamentos de outro “cânone” da Nona Arte: Alan Moore, que além de marcar presença com seus antigos contos (da antologia da revista inglesa "2000 A.D."). mensalmente na revista “Juiz Dreed Megazine” (Mythos Editora), terá obras inéditas e grandes relançamentos de obras que marcaram época.

Entre os lançamentos temos a inédita (e pouco conhecida por aqui) “Fashion Beast” – A Besta da Moda (Panini Comics) escrita no início dos anos 80 em parceria com o Malcom McLaren (empresário do "Sex Pistols")  para o roteiro de um filme. A HQ foi publicada pela Avatar em 2013 e a adaptação do roteiro ficou a cargo de Antony Johnston com arte de Facundo Percio. O prefácio é assinado pelo próprio Moore, o volume (que compila as 10 edições originais da série) conta a história de Doll, uma recém-demitida funcionária de chapelaria que se torna modelo da grife "Celestine" e acaba se envolvendo em uma trama que expõe ao leitor todo o lado podre por trás da indústria da moda e da própria humanidade.

Edição anterior do pantanoso:
Pixel lançou apenas o 1º Volume 
Voltando ainda mais no tempo, a Panini promete trazer esse ano aos leitores brasileiros a aguardada (e suplicada) fase de Moore à frente das histórias do "Monstro do Pântano", iniciada no, hoje distante ano de 1985 e plantando as sementes do que viria a ser a Vertigo (selo "adulto" da DC Comics) e nunca mais republicada completa e de forma decente no Brasil. Resta saber se a editora aprendeu com seus erros passados ("ZDM" e "Transmetropolitan") e de outras editoras (o próprio "Monstro do Pântano" e "Os Invisíveis" que publicou apenas o primeiro volume de cada) e vai lançar em um formato que una preço e qualidade, possibilitando sua conclusão no país em um intervalo de tempo justo (pelo menos não absurdo) entre um volume e outro.

"V de Vingança" e "Batman – A Piada Mortal" são obras do autor que desde sua primeira publicação (republicação, no caso da segunda) pela editora no Brasil (já há alguns bons três anos) praticamente nunca mais saíram de catálogo, sendo sempre reimpressas. Uma dívida que a editora ainda tem com os leitores é o lançamento da edição definitiva de "V de Vingança", que sequer foi prometida.

O autor merece esse tratamento devido à grande importância, que juntamente com Gaiman e outros teve para a evolução das histórias em quadrinhos, conseguindo sair de um nicho nerd, evoluindo para discussões muito mais profundas sobre a condição humana, se tornando por si só obras de qualidade e que merecem ser lidas e revisitadas sempre. É outro que em breve deve pintar por aqui pela Taverna com artigos especiais apresentando a quem ainda não conhece seu trabalho.

Divulgadas novas imagens da 4ª temporada de Game of Thrones

Aquecendo os motores pra volta de “Game of Thrones” à tevê o site da revista americana “Entertainment Weekly” divulgou novas imagens com os personagens da trama. Os escolhidos da vez são os membros da controversa família Lannister, peças chave no universo mítico e político criado por George R.R. Martin para os livros que deram origem ao programa.

A quarta temporada da série terá início dia 06 de abril nos EUA no canal pago HBO com exibição simultânea aqui no Brasil. A expectativa só cresce. Clique nas imagens pra ampliar e aproveite e dê uma conferida no trailer da nova temporada que já está rolando há algum tempo na web e é um ótimo aperitivo para o que vem pela frente.









terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Falando em Hellblazer... Definido ator que interpretará Constantine na série de tevê

Matt Ryan viverá Constantine na tevê
Foi confirmado recentemente por meio do site Deadline que o ator Matt Ryan (Assassin's Creed IV: Black Flagg) foi o selecionado para interpretar John Constantine no episódio piloto do seriado de tevê que vem sendo produzido pelo canal estadunidense NBC. Os roteiros ficarão por conta de Daniel Cerone (The Mentalist) e David S. Goyer (trilogia do Cavaleiro das Trevas) e a direção do episódio será de Neil Marshall (Abismo do Medo).

O seriado promete ser bem diferente da versão cinematográfica do personagem vista no filme "Constantine" (2005) e mais próxima do personagem visto nas HQs da Vertigo/DC Comics, com um protagonista londrino e de cabelos loiros e desalinhados (tudo bem diferente do que foi visto no filme). O personagem deve manter ainda o humor sarcástico e casaco (ou capuz) que o acompanham em cada página dos quadrinhos. De acordo com as poucas informações que se tem sobre a trama do piloto, a história inicial deve girar em torno da tentativa de John de salvar a filha de um amigo falecido que vem sendo perseguida por demônios.

Constantine é o protagonista da série em quadrinhos "Hellblazer" (Vertigo/DC) e foi criado pro Alan Moore, Steve Bissette e John Totleben para as páginas do Monstro do Pântano em 1985 e ganhou uma série própria em 1988, que se tornou a mais longeva do selo (onde são comuns histórias mais curtas, com começo meio e fim, como "Sandman" ou "Preacher"), encerrando-se recentemente em sua  300ª edição, quando migrou para o Universo DC pós-reboot Novos 52. 

Fase de James Delano em Hellblazer finalmente é concluída no Brasil

Capa da nova edição de Hellblazer
A Panini Comics publicou este mês  o encadernado John Constantine Origens Vol. 7 – “O Coração do Menino Morto”, que encerra a publicação de toda a fase em que James Delano ficou à frente dos rumos da vida do mago mais sínico da Vertigo (DC Comics). 

Este novo volume conduz o leitor a uma viagem no tempo até a infância de Constantine, mostrando os primeiros traumas que o fizeram se tornar o personagem que os leitores do selo conhecem (ou acreditam que conhecer) e adoram odiar. São os primeiros passos que o fizeram adentrar no mundo da magia e se tornar o que é hoje (ou era, já que atualmente o personagem passou por mudanças significativas e faz parte do universo DC tradicional. Mas essa é outra história).

Em outro história mais recente, Delano leva John a uma jornada pelo interior da Inglaterra acompanhado de suas amigas Marj e Mercury de encontro ao lado mais sombrio da humanidade, encerrando com chave de ouro sua passagem pelo título e abrindo passagem pra entrada do não menos ousado roteirista Garth Ennis, que posteriormente trouxe ao mundo juntamente com Steve Dillon outra HQ, que está em processo de adaptação pra se tornar uma série de tevê.

Importante salientar que a trajetória do personagem no Brasil sempre foi problemática e essa é não apenas a primeira vez em que é finalmente publicada na íntegra, como também de forma linear e a Panini não apenas cumpriu com louvor a tarefa como já tem planos de continuar a publicação da série, dando início à fase imediatamente posterior, que, como dito no parágrafo anterior, teve outro excelente e ousado autor à frente dos roteiros.

O lançamento compila as edições 35 a 40; 84 e uma das histórias da 250ª edição de "Hellblazer", completando todas as edições da revista mensal assinadas pelo roteirista inglês que ajudou a construir toda a mitologia do personagem seguindo as bases iniciais plantadas por Alan Moore nas páginas de "Monstro do Pântano", onde Constantine fez sua primeira aparição. 

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Trailer internacional de "O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro" já está na Web

A Sony Pictures divulgou um novo trailer internacional do filme "O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro", que estreia no Brasil no próximo dia 1º de maio (poucos dias antes de "X-Men: Dias de um Futuro Esquecido". Mais completo (com três minutos de duração) o vídeo é uma sucessão de momentos emocionantes da trama da película. 

Basta clicar e conferir:



Sessão da Tarde resgata filmes clássicos (de qualidade) e volta a empolgar a audiência no horário

Há alguns semana vi em num outro site de cultura pop um artigo de um colega sobre a triste situação em que se encontrava a "Sessão da Tarde" (Globo), realmente muito problemática à época, com filmes horríveis e audiência em queda. Ele comentou inclusive que nos bastidores da emissora estudava-se uma reestruturação na grade de programação que poderia resultar tanto numa grande transformação no programa quanto em seu cancelamento, caso não fossem alcançadas metas de melhora urgentemente.

E a nova, supostamente "atualizada"
Logo anterior da "Sessão da Tarde"

De lá pra cá já mudou a abertura, saindo o tradicional céu azul com nuvens e letras garrafais (já bem manjado, mas que era a “cara” do programa na década de 90), que deu lugar a um tema que pode ser considerado mais “atual”, mas acabou soando como uma releitura do que víamos na abertura da "Malhação" há algum tempo (que, por sinal, também mudou um bocado, mas continua sendo um problema pra emissora carioca).

O autor do texto apresentou vários possíveis motivos para a redução nos últimos anos da audiência daquele programa que povoou as tardes de quem era criança ou adolescente nos anos 80/90, com ótimos filmes (reprisadíssimos, mas também queridíssimos por que assistia). Comentou sobre as demais formas de entretenimento, como videogames, Internet, downloads ilegais de filme e a poderosa "Netflix", que a preço bem baixo disponibiliza em seu catálogo vários filmes e séries que podem ser assistidos no momento em que o cliente tiver disponibilidade, não estando sujeito a qualquer grade de programação.

La Bamba iniciou uma ótima sequencia de bons filmes
Realmente não faço ideia dos critérios que vinham sendo utilizados na escolha dos filmes eram exibidos na sessão, mas parece que era “quanto pior melhor”, ou algo assim. Parece que alguém da emissora, assim como eu, leu aquele texto e tantos outros, pois uma das sugestões dadas pelo autor  era exatamente o que vem sendo feito desde o início deste mês: "Voltar ao Básico". Como? Exibindo filmes que se espera que passem na "Sessão da Tarde", não necessariamente lançamentos, mas de qualidade e que marcaram época, como “La Bamba”, “Curtindo a Vida Adoidado” e “Karatê Kid” (todos já exibidos recentemente) ou ainda alguns dos vários dos "Trapalhões", que na década de 90 passavam semanalmente, apresentando-os a toda uma nova geração que sequer deve ter ideia do que eles representaram para seus pais (até mesmo avós), com humor realmente de qualidade, muito diferente do que temos atualmente, salvo raríssimas exceções.

Cena clássica de "Curtindo
a Vida Adoidado"
 
Estamos sendo saudosistas? Talvez. Mas a volta desses clássicos juntamente com uma alteração nos horários já melhorou sensivelmente os números da audiência no horário. Isso é fato. Será que a resposta já não estava na cara? Daqui pra frente é esperar pra ver se teremos outras pérolas dos anos 80/90, como "Duro de Matar", "Rambo", "Os Caça-Fantasmas", entre tantos outros filmes antigos, mas que dão de chinelo em vários dos que são produzidos atualmente, que mais se preocupam em se tornarem franquias que em contar uma boa história. Numa sessão como  essa não importa o quão velho os filmes são, mas apenas se eles nos dão realmente motivo pra gastar nosso tempo à tarde na frente da televisão pra ver (ou rever) algo que valha a pena. Parece que a "Sessão da Tarde" está à salvo por enquanto. Vamos ver no que isso vai dar...

Clique no link abaixo e confira a cena com Matthew Broderick dublando "Twist and Shout", na versão dos Beatles, diretamente de "Curtindo a Vida Adoidado".




quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Justiceiro Max será publicada no Brasil

Capa da edição da Panini
Há algum tempo foi divulgado em alguns sites especializados em quadrinhos que a Panini Comics finalmente iniciaria a publicação da a série "Justiceiro Max" no Brasil, com roteiros de Jason Aaron ("Escalpo") e arte de Esteve Dillon ("Preacher"). A informação finalmente foi confirmada esta semana no hotsite Wizmania, da própria editora.

De acordo com informações de Rodrigo Guerrino a previsão é que o encadernado “Justiceiro Max: Rei do Crime” chegue às bancas e livrarias ainda em fevereiro apresentando uma nova visão sobre como Wilson Fisk veio a se tornar o "Rei do Crime" (KingPin, no original), antigo inimigo do "Homem-Aranha" que acabou ganhando destaque nas histórias do Demolidor de Frank Miller nos anos 80 e também como um dos principais inimigo do próprio "Justiceiro".

A trama é totalmente isolada da cronologia tradicional dos personagens e se inicia com um plano dos chefes da máfia que sai aliam a fim de acabar de vez com Frank Castle que vinha lhes causando grandes prejuízos devido à sua guerra declarada contra o crime. Eles inventam a existência de um sujeito misterioso chamado “Rei do Crime”, que seria o grande chefão com domínio sobre todas as quadrilhas para chamar a atenção do Justiceiro, enquanto mantêm suas atividades criminosas. O problema é que o “intérprete" acaba gostando tanto do papel que quer que ele saia da ficção e se torne realidade. 

O volume, em capa dura, tem 124 páginas, preço sugerido de R$ 22,90 e compila as edições 1 a 5 da revista Punisher Max.    

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Primeiro trailer completo de "Os Guardiões da Galáxia" disponível na web

Visual final dos personagens do filme que adapta a HQ
Começou a circular na internet essa semana o primeiro trailer completo do filme “Os Guardiões da Galáxia”, que expande ainda mais a presença e integração de personagens do Universo Marvel nos cinemas, iniciada lá em 2008, com o primeiro filme do Homem de Ferro.

O filme é uma produção da Marvel Studios e tem direção de James Gunn, contando com nomes de peso no elenco,como Chris Pratt, Zoe Saldana, Lee Pace, Benício del Toro, Bradley Cooper e Vin Diesel. Deixando de conversa e indo direto ao que interessa, clique aqui ou na imagem e confira o trailer. A estreia vai ser no dia 1º de agosto.




terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Contos de Alan Moore para a 2000 A.D.: A melhor coisa de Juiz Dredd Megazine

Página de uma das histórias de
Alan Moore pra revista
Há algum tempo comentamos aqui sobre a revista mensal “Juiz Dredd Megazine” (Mythos Editora), que publica no Brasil os quadrinhos da 2000 A.D., disponibilizando aos leitores brasileiros a melhor antologia de contos da editora britânica, mesclando material mais antigo (principalmente histórias clássicas do "Juiz Dredd" e alguns  contos curtos de Alan Moore) a material mais recente ("Área Cinzenta", algumas histórias mais recentes do "Juiz Dredd" e "Áquila"). A intenção deste novo texto é destacar uma constante que agrega muito valor à HQ: os contos de Alan Moore. 

Normalmente são dois os títulos das aventuras capitaneadas por Moore: "Distorções Temporais" e "Choques Futuristas de Tharg" (que era uma espécie de curador das histórias antigas da editora, guiando os leitores pela revista além de narrar de alguns contos), que se revesam na revista. O interessante dessas histórias escritas lá no início dos anos 80 pelo escritor inglês é que, apesar de curtas (normalmente, de duas a quatro páginas), cada uma tem uma reflexão interessante sobre a forma como vemos a vida e a noção ingênua que temos de realidade e também do que seria o espaço-tempo. 

Dentro de diferentes contextos e com histórias independentes entre si, o autor, sempre acompanhado de excelentes desenhistas (com arte em preto e branco) traça flashes de sua compreensão de mundo, fazendo com que, mesmo hoje, mais de 30 anos após sua primeira publicação, o material continue sendo relevante. Lá ele mostra, por exemplo, como imaginava o futuro naquela época, com todas as facilidades que os avanços tecnológicos vinham causando e prometiam ainda mais, como ficariam as relações entre os seres humanos, quando eles praticamente poderiam se tornar imortais (o que isso poderia acarretar?) e buscando ainda respostas para elos perdidos, chaves que levaram à evolução da humanidade, entre vários outros interessantes exercícios de imaginação no sentido de adivinhar o que os seres humanos são capazes de fazer, caso não parem pra pensar no que realmente é o melhor pra si e para os outros.

Algumas histórias tem um tom um pouco ingênuo, se compararmos ao nível que o autor se encontra hoje em dia, mostrando uma clara evolução, mas é possível percebermos a semente do que surgiria dali pra frente da mente desse grande gênio da mídia, que nos presenteou com obras complexas como “V de Vingança”, “O Monstro do Pântano”, “Watchmen”, “Batman: A Piada Mortal”, “A Liga Extraordinária”, “Promethea”, entre tantas outras histórias de destaque. Vale a pena conferir essa, que é a maior pérola do mix da revista mensal.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

"Dias de um Futuro Esquecido" tem tudo pra se tornar o melhor dos mutantes

Um dos banners de divulgação do novo filme, mesclando 
imagens dos personagens em diferentes épocas
Quem era “grandinho” no ano 2000 e curtia (ainda que remotamente) HQs foi agraciado com uma ótima novidade nos cinemas: “X-Men – O Filme” (Fox), do diretor Brian Singer (ainda pouco conhecido), com um elenco relativamente desconhecido do grande público, mas com alguns nomes de peso em papéis de destaque, como Ian Mckellen (Magneto) e Patrick Stewart (Prof. Xavier) e um roteiro que misturava muito do que encontrávamos nos quadrinhos (preconceito, ideias antagônicas, mas consistentes, do que seria bem e mal) com fortes tons de ficção científica (“SciFi”), sentido na forma como as coisas são explicadas, assim como os próprios uniformes dos personagens, que foram adaptados à roupas mais “práticas” e menos coloridas (couro preto estilizado), tirando um pouco do que poderia soar pueril nos personagens.

O diretor teve o mérito de explorar o universo mutante de uma forma tão interessante que acabou sendo a chave que abriu a porta a tantos outros personagens de diferentes editoras, mas, sobretudo da Marvel e DC, que há anos não ganhavam filmes de qualidade, salvo raríssimas exceções. Daí veio a também excelente (mas controversa) trilogia do "Homem-Aranha" (Sam Raimi) da Sony, por exemplo, e a, praticamente irretocável, trilogia do "Cavaleiro das Trevas" (Christopher Nolan), da DC/Warner Bros. A força dos X-Men no cinema foi tão grande que acabou fazendo o sentido inverso, se refletindo nas HQs que a inspiraram, que passavam pelas mãos do grande roteirista Grant Morrison no início dos anos 2000, que logo no de cara escreveu o que chamou de “Manifesto Morrison”, apresentando aos leitores o que planejava fazer aos mutantes em sua passagem pelo título, considerando acertada a ambientação dada à história nos cinemas.

Personagens nos anos 70, uma das linhas
temporais exploradas na nova trama
O ressurgimento do Universo X nos cinemas
O motivo principal dessas linhas é que, após o terceiro filme dos mutantes, devido a algumas pedras pelo caminho (mudança de diretor e furos estranhos no roteiro, por exemplo), a franquia andava meio morna nos cinemas, apesar do lançamento do esquecível primeiro filme do “X-Men Origens: Wolverine”, de 2009. Mas eis que dois anos depois surge “X-Men: Primeira Classe”, uma nova aposta da Fox com custos bem inferiores ao da trilogia original, portanto, bem menos pretensiosa, mas que, nas mãos do diretor Mattew Vaughn e com produção de Singer,  os ótimos atores James McAvoy e Michael Fassbender, nos papéis de Xavier e Magneto, respectivamente, que nesse novo filme são os grandes protagonistas e uma trama que se passa nos anos 60, em plena guerra fria e explora muito bem o clima de tensão do período incluindo de forma verossímil a existência dos mutantes acabou por tornar-se uma pérola que acabou dando novo ar à franquia.

O sucesso foi tão grande quanto inesperado (até os personagens eram poucos conhecidos) e possibilitou um novo filme unindo as duas histórias por um meio que ainda vamos descobrir, quando for lançado o filme “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido”, baseado na saga homônima nas HQs publicada no início dos anos 80, com roteiro de  Chris Claremont e arte de John Byrne. O filme estreia em maio desse ano, já sendo considerado o filme mais caro baseado em HQs, principalmente pelo alto custo com o elenco, que conta com alguns, hoje, mega-astros. Pra aquecer os motores, ano passado já foi lançado o segundo filme de “Wolverine Imortal” (James Mangold), bem superior ao primeiro, mas ainda longe de uma adaptação absoluta das histórias do selvagem personagem aos cinemas, apesar da excelente atuação de Hugh Jackman no papel principal, a melhor coisa do filme. Apesar dos pesares, o resultado nas bilheterias foi animador (os melhores dentre todos os filmes X) e aumentaram ainda mais a expectativa sobre o próximo filme dos mutantes.

Capa da Empire revelando
o visual  final das Sentinelas
Singer voltou à direção no projeto do novo filme, que tem de cara o desafio de dar verossimilhança a uma trama intrincada que envolve viagens no tempo, pontas soltas deixadas nos filmes anteriores (a partir do terceiro filme e que só piorou com os posteriores, inclusive o "Primeira Classe") e a aparição dos Sentinelas (Robôs caçadores de mutantes), cuja existência havia sido apenas insinuada em “X-Men: O Confronto Final” (Brett Ratner), de 2006, último da equipe. Não bastasse a expectativa, que já era muito grande, agora que já existe a promessa de um novo filme para 2016, contra outro inimigo gigante dos mutantes: Apocalypse. O que nos resta é esperar pra ver como público e estúdio (queria deus que tenham aprendido com seus erros passados) se comportam após o grande lançamento desse ano e torcer pra que essa interessante franquia continue relevante nas telonas.

Confira abaixo um dos trailers do novo filme:


sábado, 15 de fevereiro de 2014

U2 lança videoclipe da canção "Invisible", de seu próximo álbum

Após apresentar a inedita “Invisible”durante o Superbowl (maior evento de esporte nos Estados Unidos), a banda irlandesa U2 lançou esta semana o videoclipe da canção, dirigido por Mark Romanek, com um hangar no aeroporto de Santa Mónica, na Califórnia como locação. 

A música será uma das faixas do próximo disco do U2 (o 13º de estúdio da banda) previsto para abril deste ano. A banda, com mais de 30 anos de carreira já tem a tradição de dar atenção especial à produção dos vídeos de suas canções. É só clicar aqui ou abaixo pra conferir.


quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Review: primeira temporada de The Walking Dead

Os mortos estão voltando pra devorar os vivos
Aproveitando a volta de “The Walking Dead” (AMC) à tevê, finalmente começarei as resenhas das temporadas desta série, que adapta a HQ homônima, e é o maior sucesso da atualidade, derrotando até mesmo a também poderosa (e ótima) “Game of Thrones” (HBO), como aconteceu no ano passado, quando a estreia da terceira temporada desta coincidiu com o último episódio também da terceira temporada daquela, batendo em muito os números de audiência da concorrente.

A série é uma criação de por Frank Darabont e tem Robert Kirkman (escritor da obra original) como produtor executivo e surgiu como uma surpresa bem-vinda na segunda metade de 2010, adaptando, expandindo e criando, ora desvios ora atalhos, diferenciando-se e ao mesmo tempo, complementando os quadrinhos, com alguns novos personagens e a ausência de outros, sendo os dois, em suas mídias, ótimas obras que misturam drama e terror numa trama pós-apocalíptica, que nos leva a refletir sobre o que cada um de nós é capaz de fazer quando nos encontramos no limite, temendo não apenas os mortos, mas também os vivos, que tantas vezes agem de forma traiçoeira a fim de atingir seu objetivo principal: a sobrevivência.



A trama
Aviso: recheado de Spoillers. Leia por sua conta e risco

Elenco principal da 1ª temporada da série
A primeira temporada começa com uma conversa banal entre o auxiliar de xerife de uma pequena cidade americana, Rick Grimes (Andrew Lincoln) e seu parceiro e amigo de longa data Shane (Jon Bernthal), num típico estereótipo de “policial americano comendo rosquinhas”, até que recebem um chamado pelo rádio e seguem em busca de alguns criminosos. Seria uma batida policial comum, não fosse o fato de Rick ser alvejado por e ficar em coma. 

Quando acorda, percebe da pior forma possível que não poderia ter ficado apagado em um momento pior. Não tinha ninguém vivo no hospital, vários corpos devorados, mutilados e uma porta fechada com um aviso que dizia algo como: “Não entre. Mortos aqui dentro.” De repente, mãos cadavéricas começam a forçá-la, tentando abrir e ver o que se passa do lado de fora. O protagonista sai do hospital e vê que aconteceu alguma coisa durante seu estado de coma. A cidade estava abandonada e cheia de cadáveres pela rua. 

Rick sai em busca de respostas percorrendo a cidade e acaba chegando ao local onde costumava ser sua residência em busca de sua mulher, Lori (Sarah Anne Callies) e seu filho, Carl  (Chandler Carlton Riggs). O local está abandonado, ele passa então a checar a vizinhança e acaba conhecendo de forma inusitada Morgan (Lennie James) se filho Duane (Adrian Kali Turner), que estavam abrigados na casa de um vizinho do protagonista e, após perceberem que se tratava de um vivo e algumas explicações, passaram a ter uma relação mais amigável e seguiram para a delegacia onde Rick trabalhava em busca de armamento e suprimentos para iniciar uma busca pelos seus familiares.

Após quase morrer novamente Rick encontra sua família
Com informações passadas por Morgan e, sabendo que sua esposa tinha parentes na cidade de Atlanta, Rick segue em direção a cidade e tudo que vê pelo caminho é morte, casas e armazéns saqueados e indícios de desespero por toda parte. Chegando ao destino, percebe que a cidade também havia sido tomada pelas criaturas que as pessoas estavam se tornando após a morte: os zumbis. Após quase se tornar uma vítima desses seres, Rick encontra o jovem Glenn (Yeun Sang-yeop) que lhe ajuda a sair daquela situação desesperadora, levando-o ao acampamento nas proximidades da cidade onde ele e seus amigos estavam vivendo, à espera de um possível resgate patrocinado pelo governo, que acreditavam ainda estar estabelecido, local onde Rick descobre que sua esposa, seu filho e seu parceiro não apenas estão vivos, como fazem parte desse grupo de sobreviventes. A partir daí egos passam a se chocar e o problema com os zumbis passa a ser uma mera desculpa para se contar uma ótima história sobre pessoas vivas. Os vivos são os mais perigosos, por serem imprevisíveis e, por esse motivo, o grupo, que voltara a cidade em nova missão, acaba deixando um dos seus integrantes pra traz para proteger os demais. A decisão foi tomada por Rick, que depois se arrependeu e voltou pra buscá-lo, encontrando apenas indícios do que teria ocorrido.

O grupo volta ao acampamento e sofre um ataque de uma horda de walkers (ou errantes, como eles chamam os zumbis), sofrendo várias baixas, como a irmã de Andrea (Laurie Holden), que ao longo da trama vai se tornando uma personagem importante para a sobrevivência do grupo. Um outro personagem também é mordido por um zumbi e tem que tomar uma difícil decisão enquanto passava pelo processo de transformação e após a perda o grupo decide procurar pelo CDC (Centro de Controle de Doenças), cujos arredores estavam apinhados de zumbis. Com muito esforço conseguem entrar no local e descobrem que apenas um médico cientista estava vivo. Em conversa particular com o salvador de seu grupo, Rick descobre algumas informações importantes sobre como a infecção se espalha, entre outras coisas.

Robert Kirkman e suas criaturas que são
sucesso tanto nas HQs quanto nas telinhas
A primeira temporada acaba com uma inesperada explosão suicida do CDC, causada pelo próprio médico que tentou matar todos por acreditar que seria impossível a ele ou àquelas pessoas viverem por muito mais tempo, já que os suprimentos estavam acabando e sair do local também seria uma missão suicida. Rick, Lori, Carl, Shane, Andrea e alguns outros personagens conseguem fugir antes da explosão e fica no ar a dúvida sobre como será a situação daquele pequeno grupo dali pra frente.

No Brasil, a série é exibida pelo canal pago Fox nas noites de terça-feira (dois dias após a estreia nos lá fora, o que é uma pena) e também pela Band, que atualmente exibe a terceira temporada da série às quintas-feiras.

A Crítica
A série teve um ótimo início e, apesar de ter alguns desvios ficando meio melodramática demais em algumas situações, mostrou grande potencial nesta primeira temporada, que foi, sob muitos aspectos explorado nas demais, que comentaremos aqui em breve. E olhe que tudo isso foi contado em apenas seis episódios, com recursos limitados, por ainda se tratar de uma aposta da emissora tentando vingar. O que acabou ocorrendo e hoje já está na quarta temporada. Como eu já disse aqui e em outros locais, a temática da série é a sobrevivência em si, e isso pode render ótimas histórias, servindo até como uma forma de auto-conhecimento para quem assiste, ao se perguntar: como eu agiria em uma situação como essa?

Destaque para o clima de tensão que não para de crescer entre os velhos amigos, devido às constantes posições antagônicas em que se encontram e por um motivo um tanto mais íntimo, como se pode perceber ao longo da história. Outra grata surpresa são os irmãos Merle (Michael Rooker) e Daryl (Norman Reedus), que complementam a trama junto com Shane, se mostrando como anti-heróis, nos fazendo pensar qual papel reprentaríamos nesse jogo pela sobrevivência , o que pode variar, de acordo com cada situação extrema que é imposta aos personagens.

 

Para ler outros textos sobre a série já publicados aqui na Taverna Pop clique aqui ou   aqui e boa leitura. Ah. Uma última informação: quem é fã da série aqui no Brasil pode acompanhar notícias, críticas e várias informações interessantes, como a comparação do que se passa na série em confronto com a história da HQ no The Walking Dead Brasil. Basta clicar no link pra conferir. Vale a pena.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Rumores confirmados: Preacher está mesmo sendo adaptado para tevê

o ex-pastor Jesse Custer é o
protagonista da série
Finalmente saiu na última semana a confirmação que vários fãs de quadrinhos aguardavam já há muito tempo (requentadas por fortes rumores sobre o assunto no final do ano passado): a rede de tevê americana AMC ("Breaking Bad" e "The Walking Dead") está realmente trabalhando na produção de uma série baseada nos HQ da Vertigo (DC Comics) "Preacher", de Garth Ennis (história) e Steve Dillon (arte).

De acordo com o site especializado em quadrinhos Bleeding Coll, Seth Rogen e Evan Goldberg serão os produtores executivos do show, tendo ainda Sam Caitlin (Breaking Bad) envolvido no projeto, que já vem sendo trabalhado há cerca de sete anos e agora surgiu a oportunidade de ser colocado em prática. O próprio roteirista da HQ divulgou a seguinte mensagem em nota oficial sobre o assunto: “Parece que Preacher agora pode chegar à televisão de uma maneira que eu não pensava ser possível e estou muito agradecido por eles terem incluído Steve e eu nas conversas dessa adaptação”. 

O quadrinhista se mostrou ainda satisfeito com o formato escolhido para a adaptação da obra, entendendo-o como o mais adequado para explorar a complexidade da trama, que narra a controversa saga do ex-pastor Jesse Custer, sua namorada Tulipa e o vampiro Cassidy em busca de dar uma lição em busca de um Deus que abandonou a humanidade, simplesmente por não acreditar na sua salvação. O texto da HQ é recheado de polêmicas com envolvendo a igreja católica, Deus, anjos, demônios, sexo, drogas, assassinatos, faroeste e muito roquenrol, entre outros ingredientes, todos em doses cavalares. 

O episódio piloto da série já foi encomendado pelo canal, agora é esperar pra ver no que vai dar, torcendo
pra que seja uma ótima porta de entrada das HQs da Vertigo na telinha. Se quiser saber um pouco mais sobre a série, clique aqui e confira uma pequena apresentação postada há algum tempo aqui no blog.

Clique aqui pra comprar os volumes de Preacher em HQ.

Graphic Novels Marvel da editora Salvat nas bancas de todo país

Primeira edição traz uma história recente do Homem-Aranha
Há alguns meses pipocaram em vários sites brasileiros de cultura pop rumores que a editora Salvat, conhecida por lançar coleções das mais variadas (miniaturas de instrumentos musicais, aviões de guerra, enciclopédias, etc.), alçaria vôos em um novo terreno, adentrando o mundo das HQs, lançando uma nova coleção de Graphic Novels da Marvel Comics. A coleção teve início ainda em 2013, mas apenas em algumas poucas cidades brasileiras, em fase de teste. Ao que tudo indica, parece que a iniciativa deu certo, pois finalmente a distribuição se expandiu para o restante do país, inclusive para o Teresina-PI, base de operações da Taverna POP.

A ideia da iniciativa é lançar obras relevantes dentre as tantas já produzidas pela “Casa das Ideias” (como a Marvel é carinhosamente conhecida pelos fãs), mesclando material clássico ("X-Men: a Saga da Fênix Negra", "Homem-Aranha: A Última Caçada de Kraven") aos mais recentes ("Surpreendentes X-Men", "Os Supremos"). Inicialmente está previsto o lançamento de 60 edições traçando um enorme mosaico ao longo da trajetória relativamente recente da editora (dos anos 80 aos 2000), servindo tanto pra atrair antigos leitores que buscavam obras há muito em falta no mercado, quanto novos leitores, pois todas são histórias fechadas e relativamente independentes entre si, salvo raras exceções. 

Uma curiosidade (e também um bônus) é que as lombadas dos 60 livros (em capa dura e papel de ótima qualidade) juntos e em sequencia formam um enorme painel com uma gravura do artista Gabrielle Dell’Otto, com vários personagens que aparecem ao longo das edições, como Homem-Aranha, Wolverine, Demolidor, Tempestade e vários outros.
Lombadas da coleção formam um painel com essa arte 
Acompanhando o que se tem falado sobre a coleção através das redes sociais, pode-se perceber que ela já se encontra na edição já se encontra na 12ª edição ("Novos X-Men: E de Extinção") nas regiões onde a distribuição começou primeiro e sofreu algumas reclamações por parte dos leitores, como atrasos, páginas repetidas (em alguns casos) e problemas na localização das lombadas, que não formavam o painel prometido de forma perfeita, mas, ao que tudo indica, a editora tem se mostrado solícita na solução desses problemas e prometeu evitar que se repitam nas próximas edições.

Esboços estão entre o material extra 
A primeira edição tem preço promocional (R$ 9,90) e traz “De Volta ao Lar”, uma história do Homem-Aranha assinada por J. Michael Straczynski (história) e John Romita Jr (arte), a segunda edição ("Supreendentes X-Men: Superdotados") deve chegar em alguns dias por R$ 19,90 e as demais custarão R$ 29,90, salgando mais o preço, dado a periodicidade ser quinzenal. Quem estiver na dúvida sobre a qualidade do produto, vale a pena adquirir pelo menos a primeira pra dar uma boa conferida no material, que inclui ainda alguns extras como esboços dos artistas, localização da trama do encadernado na linha do tempo dos personagens da história e um pôster acompanhando.