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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Novas e antigas canções marcam passagem de Humberto Gessinger por Teresina

Capa do novo CD Insular lançado 
no final de 2013
por Maciel Soares

Teresina-PI recebeu este mês um grande show do músico e compositor gaúcho Humberto Gessinger, líder dos Engenheiros do Hawaii, em sua primeira turnê realmente solo após três décadas de carreira (completadas esse ano), incluindo-se sua banda e o projeto paralelo do “Pouca Vogal”. O músico lançou recentemente o álbum “Insular” (que dá nome à turnê) somente com faixas inéditas e com várias participações de artistas do regionalismo gaúcho, bem como do cenário da região sul do país, tais como:  Bebeto Alves, Rodrigo Tavares, Luís Carlos Borges, Frank Solari e Nico Nicolaiewsky. Este último infelizmente faleceu na véspera do show na cidade devido a complicações de uma doença que vinha tratando. Nico recebeu merecidas homenagens com algumas postagens emocionantes através de mídias sociais de Gessinger, faz sua participação na belíssima música: "Segura a Onda, DG".

Amante de jogos de palavras e paradoxos, Humberto, que afirma não ter um nome muito favorável ao marketing artístico por ser até um pouco difícil de entendimento para alguns (não para os fãs), tem no projeto “Insular” a bem elaborada tática de interligação das canções em alguns aspectos e sentidos, como também o fato de poder contar com as habilidades dos artistas já mencionados em suas canções, o que descaracteriza um pouco o título do álbum: “Insular” (estar ilhado, isolado). Seria uma estratégia proposital? Bem, somente Gessinger poderá afirmar...

Indo direto ao show, o mesmo teve início às 23:30 h, com um certo atraso devido a uma tempestuosa chuva que caiu na cidade causando alguns transtornos à locomoção dos teresinenses para o evento. O espetáculo, que durou pouco mais de 60 minutos, contou com a seguinte formação: Rodrigo "Esteban" Tavares (guitarra), Rafael Bisogno (bateria) e Humberto Gessinger (baixo, voz, teclados, gaita e acordeon em algumas canções). Esse formato de trio e do vocalista tocando o baixo nos leva aos primeiros dez anos de carreira da banda Engenheiros do Hawaii. Seria um prelúdio para um futuro retorno? Estou na torcida que isso ocorra.

Ansiosamente aguardado pelo público que lotou o espaço onde a apresentação ocorreu, Gessinger abriu o show com “Tudo Está Parado”, música do CD “Insular” e bem conhecida já pela plateia por já ter sido gravada pelo Jota Quest, em uma formatação bem diferente por sinal. Como não poderia faltar, logo após, a banda emendou sucessos dos Engenheiros do Hawaii, levando todos ao êxtase. Canções como “Toda Forma de Poder”, “Até o Fim”, “Eu que Não Amo Você” mesclavam-se com as novas do projeto Insular: “Sua Graça”, “A ponte para o dia”, “Insular”, até estas também foram cantadas por todos, o que por sinal, não pareceu ter sido empecilho para que o público não tivesse tido tempo de conhecer este novo trabalho.

Nem mesmo a idade recém-chegada do vocalista, que completou 50 anos no fim de 2013 o impediu de estar com o fôlego em dia em todas as canções. Além do mais, a cada duas ou três canções ele interagia com a plateia, que o acompanhava e reverenciava naquele momento. Típico e clássico em seus shows, Humberto fazia trocadilhos com o nome da cidade ou do Estado em suas canções, levando todos ao delírio.

Um dos momentos mais aclamados foi quando o músico tocou alguns de seus sucessos nos teclados, músicas estas que marcaram épocas e gerações. Entre elas podemos citar: “Pra ser Sincero”, “Piano Bar” e “Dom Quixote”. Já no final do show o vocalista fez uma pergunta difícil e inusitada aos fãs, devido ao atraso provocado pela chuva como citado no início do texto, o músico teve que espremer um pouco o repertório e lançou ao público a difícil tarefa de escolher a última canção. Dentre as opções estavam: “Refrão de Bolero”, “Bora”, “Exército de um Homem Só” e “Infinita Highway”, aclamada pela maioria, prevaleceu esta última que foi cantada quase que com uma única voz por todos.


Segue abaixo o repertório da apresentação de Gessinger em Teresina:

1 - Tudo está parado; 
2 - Toda forma de poder; 
3 - Até o fim; 
4 - Pose; 
5 - Armas Químicas e Poemas; 
6 - Surfando Karmas e DNA; 
7 - Eu que não amo você; 
8 - Insular; 
9 - Sua Graça; 
10 - A Revolta dos Dândis I e II (Pout-pourri); 
11 - A ponte para o dia; 
12 - Somos quem podemos ser; 
13 - Piano Bar; 
14 - Essas vidas da Gente; 
15 - 3x4; 
16 - Tchau radar, a canção; 
17 - Pra ser sincero; 
18 - Dom Quixote; 
19 - Infinita Highway.

Clique abaixo e confira o videoclipe de "Sua Graça", primeiro do álbum:



Alan Moore é destaque entre lançamentos (e relançamentos) no Brasil

Capa da edição brasileira que deve
pintar em breve no mercado 
Outro dia comentei aqui na Taverna sobre os lançamentos no mercado brasileiro das obras de Neil Gaiman (grande mestre das HQS) e de lá pra cá a situação só melhorou, culminando em novas obras suas e também lançamentos e relançamentos de outro “cânone” da Nona Arte: Alan Moore, que além de marcar presença com seus antigos contos (da antologia da revista inglesa "2000 A.D."). mensalmente na revista “Juiz Dreed Megazine” (Mythos Editora), terá obras inéditas e grandes relançamentos de obras que marcaram época.

Entre os lançamentos temos a inédita (e pouco conhecida por aqui) “Fashion Beast” – A Besta da Moda (Panini Comics) escrita no início dos anos 80 em parceria com o Malcom McLaren (empresário do "Sex Pistols")  para o roteiro de um filme. A HQ foi publicada pela Avatar em 2013 e a adaptação do roteiro ficou a cargo de Antony Johnston com arte de Facundo Percio. O prefácio é assinado pelo próprio Moore, o volume (que compila as 10 edições originais da série) conta a história de Doll, uma recém-demitida funcionária de chapelaria que se torna modelo da grife "Celestine" e acaba se envolvendo em uma trama que expõe ao leitor todo o lado podre por trás da indústria da moda e da própria humanidade.

Edição anterior do pantanoso:
Pixel lançou apenas o 1º Volume 
Voltando ainda mais no tempo, a Panini promete trazer esse ano aos leitores brasileiros a aguardada (e suplicada) fase de Moore à frente das histórias do "Monstro do Pântano", iniciada no, hoje distante ano de 1985 e plantando as sementes do que viria a ser a Vertigo (selo "adulto" da DC Comics) e nunca mais republicada completa e de forma decente no Brasil. Resta saber se a editora aprendeu com seus erros passados ("ZDM" e "Transmetropolitan") e de outras editoras (o próprio "Monstro do Pântano" e "Os Invisíveis" que publicou apenas o primeiro volume de cada) e vai lançar em um formato que una preço e qualidade, possibilitando sua conclusão no país em um intervalo de tempo justo (pelo menos não absurdo) entre um volume e outro.

"V de Vingança" e "Batman – A Piada Mortal" são obras do autor que desde sua primeira publicação (republicação, no caso da segunda) pela editora no Brasil (já há alguns bons três anos) praticamente nunca mais saíram de catálogo, sendo sempre reimpressas. Uma dívida que a editora ainda tem com os leitores é o lançamento da edição definitiva de "V de Vingança", que sequer foi prometida.

O autor merece esse tratamento devido à grande importância, que juntamente com Gaiman e outros teve para a evolução das histórias em quadrinhos, conseguindo sair de um nicho nerd, evoluindo para discussões muito mais profundas sobre a condição humana, se tornando por si só obras de qualidade e que merecem ser lidas e revisitadas sempre. É outro que em breve deve pintar por aqui pela Taverna com artigos especiais apresentando a quem ainda não conhece seu trabalho.

Divulgadas novas imagens da 4ª temporada de Game of Thrones

Aquecendo os motores pra volta de “Game of Thrones” à tevê o site da revista americana “Entertainment Weekly” divulgou novas imagens com os personagens da trama. Os escolhidos da vez são os membros da controversa família Lannister, peças chave no universo mítico e político criado por George R.R. Martin para os livros que deram origem ao programa.

A quarta temporada da série terá início dia 06 de abril nos EUA no canal pago HBO com exibição simultânea aqui no Brasil. A expectativa só cresce. Clique nas imagens pra ampliar e aproveite e dê uma conferida no trailer da nova temporada que já está rolando há algum tempo na web e é um ótimo aperitivo para o que vem pela frente.









terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Falando em Hellblazer... Definido ator que interpretará Constantine na série de tevê

Matt Ryan viverá Constantine na tevê
Foi confirmado recentemente por meio do site Deadline que o ator Matt Ryan (Assassin's Creed IV: Black Flagg) foi o selecionado para interpretar John Constantine no episódio piloto do seriado de tevê que vem sendo produzido pelo canal estadunidense NBC. Os roteiros ficarão por conta de Daniel Cerone (The Mentalist) e David S. Goyer (trilogia do Cavaleiro das Trevas) e a direção do episódio será de Neil Marshall (Abismo do Medo).

O seriado promete ser bem diferente da versão cinematográfica do personagem vista no filme "Constantine" (2005) e mais próxima do personagem visto nas HQs da Vertigo/DC Comics, com um protagonista londrino e de cabelos loiros e desalinhados (tudo bem diferente do que foi visto no filme). O personagem deve manter ainda o humor sarcástico e casaco (ou capuz) que o acompanham em cada página dos quadrinhos. De acordo com as poucas informações que se tem sobre a trama do piloto, a história inicial deve girar em torno da tentativa de John de salvar a filha de um amigo falecido que vem sendo perseguida por demônios.

Constantine é o protagonista da série em quadrinhos "Hellblazer" (Vertigo/DC) e foi criado pro Alan Moore, Steve Bissette e John Totleben para as páginas do Monstro do Pântano em 1985 e ganhou uma série própria em 1988, que se tornou a mais longeva do selo (onde são comuns histórias mais curtas, com começo meio e fim, como "Sandman" ou "Preacher"), encerrando-se recentemente em sua  300ª edição, quando migrou para o Universo DC pós-reboot Novos 52. 

Fase de James Delano em Hellblazer finalmente é concluída no Brasil

Capa da nova edição de Hellblazer
A Panini Comics publicou este mês  o encadernado John Constantine Origens Vol. 7 – “O Coração do Menino Morto”, que encerra a publicação de toda a fase em que James Delano ficou à frente dos rumos da vida do mago mais sínico da Vertigo (DC Comics). 

Este novo volume conduz o leitor a uma viagem no tempo até a infância de Constantine, mostrando os primeiros traumas que o fizeram se tornar o personagem que os leitores do selo conhecem (ou acreditam que conhecer) e adoram odiar. São os primeiros passos que o fizeram adentrar no mundo da magia e se tornar o que é hoje (ou era, já que atualmente o personagem passou por mudanças significativas e faz parte do universo DC tradicional. Mas essa é outra história).

Em outro história mais recente, Delano leva John a uma jornada pelo interior da Inglaterra acompanhado de suas amigas Marj e Mercury de encontro ao lado mais sombrio da humanidade, encerrando com chave de ouro sua passagem pelo título e abrindo passagem pra entrada do não menos ousado roteirista Garth Ennis, que posteriormente trouxe ao mundo juntamente com Steve Dillon outra HQ, que está em processo de adaptação pra se tornar uma série de tevê.

Importante salientar que a trajetória do personagem no Brasil sempre foi problemática e essa é não apenas a primeira vez em que é finalmente publicada na íntegra, como também de forma linear e a Panini não apenas cumpriu com louvor a tarefa como já tem planos de continuar a publicação da série, dando início à fase imediatamente posterior, que, como dito no parágrafo anterior, teve outro excelente e ousado autor à frente dos roteiros.

O lançamento compila as edições 35 a 40; 84 e uma das histórias da 250ª edição de "Hellblazer", completando todas as edições da revista mensal assinadas pelo roteirista inglês que ajudou a construir toda a mitologia do personagem seguindo as bases iniciais plantadas por Alan Moore nas páginas de "Monstro do Pântano", onde Constantine fez sua primeira aparição. 

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Trailer internacional de "O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro" já está na Web

A Sony Pictures divulgou um novo trailer internacional do filme "O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro", que estreia no Brasil no próximo dia 1º de maio (poucos dias antes de "X-Men: Dias de um Futuro Esquecido". Mais completo (com três minutos de duração) o vídeo é uma sucessão de momentos emocionantes da trama da película. 

Basta clicar e conferir:



Sessão da Tarde resgata filmes clássicos (de qualidade) e volta a empolgar a audiência no horário

Há alguns semana vi em num outro site de cultura pop um artigo de um colega sobre a triste situação em que se encontrava a "Sessão da Tarde" (Globo), realmente muito problemática à época, com filmes horríveis e audiência em queda. Ele comentou inclusive que nos bastidores da emissora estudava-se uma reestruturação na grade de programação que poderia resultar tanto numa grande transformação no programa quanto em seu cancelamento, caso não fossem alcançadas metas de melhora urgentemente.

E a nova, supostamente "atualizada"
Logo anterior da "Sessão da Tarde"

De lá pra cá já mudou a abertura, saindo o tradicional céu azul com nuvens e letras garrafais (já bem manjado, mas que era a “cara” do programa na década de 90), que deu lugar a um tema que pode ser considerado mais “atual”, mas acabou soando como uma releitura do que víamos na abertura da "Malhação" há algum tempo (que, por sinal, também mudou um bocado, mas continua sendo um problema pra emissora carioca).

O autor do texto apresentou vários possíveis motivos para a redução nos últimos anos da audiência daquele programa que povoou as tardes de quem era criança ou adolescente nos anos 80/90, com ótimos filmes (reprisadíssimos, mas também queridíssimos por que assistia). Comentou sobre as demais formas de entretenimento, como videogames, Internet, downloads ilegais de filme e a poderosa "Netflix", que a preço bem baixo disponibiliza em seu catálogo vários filmes e séries que podem ser assistidos no momento em que o cliente tiver disponibilidade, não estando sujeito a qualquer grade de programação.

La Bamba iniciou uma ótima sequencia de bons filmes
Realmente não faço ideia dos critérios que vinham sendo utilizados na escolha dos filmes eram exibidos na sessão, mas parece que era “quanto pior melhor”, ou algo assim. Parece que alguém da emissora, assim como eu, leu aquele texto e tantos outros, pois uma das sugestões dadas pelo autor  era exatamente o que vem sendo feito desde o início deste mês: "Voltar ao Básico". Como? Exibindo filmes que se espera que passem na "Sessão da Tarde", não necessariamente lançamentos, mas de qualidade e que marcaram época, como “La Bamba”, “Curtindo a Vida Adoidado” e “Karatê Kid” (todos já exibidos recentemente) ou ainda alguns dos vários dos "Trapalhões", que na década de 90 passavam semanalmente, apresentando-os a toda uma nova geração que sequer deve ter ideia do que eles representaram para seus pais (até mesmo avós), com humor realmente de qualidade, muito diferente do que temos atualmente, salvo raríssimas exceções.

Cena clássica de "Curtindo
a Vida Adoidado"
 
Estamos sendo saudosistas? Talvez. Mas a volta desses clássicos juntamente com uma alteração nos horários já melhorou sensivelmente os números da audiência no horário. Isso é fato. Será que a resposta já não estava na cara? Daqui pra frente é esperar pra ver se teremos outras pérolas dos anos 80/90, como "Duro de Matar", "Rambo", "Os Caça-Fantasmas", entre tantos outros filmes antigos, mas que dão de chinelo em vários dos que são produzidos atualmente, que mais se preocupam em se tornarem franquias que em contar uma boa história. Numa sessão como  essa não importa o quão velho os filmes são, mas apenas se eles nos dão realmente motivo pra gastar nosso tempo à tarde na frente da televisão pra ver (ou rever) algo que valha a pena. Parece que a "Sessão da Tarde" está à salvo por enquanto. Vamos ver no que isso vai dar...

Clique no link abaixo e confira a cena com Matthew Broderick dublando "Twist and Shout", na versão dos Beatles, diretamente de "Curtindo a Vida Adoidado".




quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Justiceiro Max será publicada no Brasil

Capa da edição da Panini
Há algum tempo foi divulgado em alguns sites especializados em quadrinhos que a Panini Comics finalmente iniciaria a publicação da a série "Justiceiro Max" no Brasil, com roteiros de Jason Aaron ("Escalpo") e arte de Esteve Dillon ("Preacher"). A informação finalmente foi confirmada esta semana no hotsite Wizmania, da própria editora.

De acordo com informações de Rodrigo Guerrino a previsão é que o encadernado “Justiceiro Max: Rei do Crime” chegue às bancas e livrarias ainda em fevereiro apresentando uma nova visão sobre como Wilson Fisk veio a se tornar o "Rei do Crime" (KingPin, no original), antigo inimigo do "Homem-Aranha" que acabou ganhando destaque nas histórias do Demolidor de Frank Miller nos anos 80 e também como um dos principais inimigo do próprio "Justiceiro".

A trama é totalmente isolada da cronologia tradicional dos personagens e se inicia com um plano dos chefes da máfia que sai aliam a fim de acabar de vez com Frank Castle que vinha lhes causando grandes prejuízos devido à sua guerra declarada contra o crime. Eles inventam a existência de um sujeito misterioso chamado “Rei do Crime”, que seria o grande chefão com domínio sobre todas as quadrilhas para chamar a atenção do Justiceiro, enquanto mantêm suas atividades criminosas. O problema é que o “intérprete" acaba gostando tanto do papel que quer que ele saia da ficção e se torne realidade. 

O volume, em capa dura, tem 124 páginas, preço sugerido de R$ 22,90 e compila as edições 1 a 5 da revista Punisher Max.    

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Primeiro trailer completo de "Os Guardiões da Galáxia" disponível na web

Visual final dos personagens do filme que adapta a HQ
Começou a circular na internet essa semana o primeiro trailer completo do filme “Os Guardiões da Galáxia”, que expande ainda mais a presença e integração de personagens do Universo Marvel nos cinemas, iniciada lá em 2008, com o primeiro filme do Homem de Ferro.

O filme é uma produção da Marvel Studios e tem direção de James Gunn, contando com nomes de peso no elenco,como Chris Pratt, Zoe Saldana, Lee Pace, Benício del Toro, Bradley Cooper e Vin Diesel. Deixando de conversa e indo direto ao que interessa, clique aqui ou na imagem e confira o trailer. A estreia vai ser no dia 1º de agosto.




terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Contos de Alan Moore para a 2000 A.D.: A melhor coisa de Juiz Dredd Megazine

Página de uma das histórias de
Alan Moore pra revista
Há algum tempo comentamos aqui sobre a revista mensal “Juiz Dredd Megazine” (Mythos Editora), que publica no Brasil os quadrinhos da 2000 A.D., disponibilizando aos leitores brasileiros a melhor antologia de contos da editora britânica, mesclando material mais antigo (principalmente histórias clássicas do "Juiz Dredd" e alguns  contos curtos de Alan Moore) a material mais recente ("Área Cinzenta", algumas histórias mais recentes do "Juiz Dredd" e "Áquila"). A intenção deste novo texto é destacar uma constante que agrega muito valor à HQ: os contos de Alan Moore. 

Normalmente são dois os títulos das aventuras capitaneadas por Moore: "Distorções Temporais" e "Choques Futuristas de Tharg" (que era uma espécie de curador das histórias antigas da editora, guiando os leitores pela revista além de narrar de alguns contos), que se revesam na revista. O interessante dessas histórias escritas lá no início dos anos 80 pelo escritor inglês é que, apesar de curtas (normalmente, de duas a quatro páginas), cada uma tem uma reflexão interessante sobre a forma como vemos a vida e a noção ingênua que temos de realidade e também do que seria o espaço-tempo. 

Dentro de diferentes contextos e com histórias independentes entre si, o autor, sempre acompanhado de excelentes desenhistas (com arte em preto e branco) traça flashes de sua compreensão de mundo, fazendo com que, mesmo hoje, mais de 30 anos após sua primeira publicação, o material continue sendo relevante. Lá ele mostra, por exemplo, como imaginava o futuro naquela época, com todas as facilidades que os avanços tecnológicos vinham causando e prometiam ainda mais, como ficariam as relações entre os seres humanos, quando eles praticamente poderiam se tornar imortais (o que isso poderia acarretar?) e buscando ainda respostas para elos perdidos, chaves que levaram à evolução da humanidade, entre vários outros interessantes exercícios de imaginação no sentido de adivinhar o que os seres humanos são capazes de fazer, caso não parem pra pensar no que realmente é o melhor pra si e para os outros.

Algumas histórias tem um tom um pouco ingênuo, se compararmos ao nível que o autor se encontra hoje em dia, mostrando uma clara evolução, mas é possível percebermos a semente do que surgiria dali pra frente da mente desse grande gênio da mídia, que nos presenteou com obras complexas como “V de Vingança”, “O Monstro do Pântano”, “Watchmen”, “Batman: A Piada Mortal”, “A Liga Extraordinária”, “Promethea”, entre tantas outras histórias de destaque. Vale a pena conferir essa, que é a maior pérola do mix da revista mensal.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

"Dias de um Futuro Esquecido" tem tudo pra se tornar o melhor dos mutantes

Um dos banners de divulgação do novo filme, mesclando 
imagens dos personagens em diferentes épocas
Quem era “grandinho” no ano 2000 e curtia (ainda que remotamente) HQs foi agraciado com uma ótima novidade nos cinemas: “X-Men – O Filme” (Fox), do diretor Brian Singer (ainda pouco conhecido), com um elenco relativamente desconhecido do grande público, mas com alguns nomes de peso em papéis de destaque, como Ian Mckellen (Magneto) e Patrick Stewart (Prof. Xavier) e um roteiro que misturava muito do que encontrávamos nos quadrinhos (preconceito, ideias antagônicas, mas consistentes, do que seria bem e mal) com fortes tons de ficção científica (“SciFi”), sentido na forma como as coisas são explicadas, assim como os próprios uniformes dos personagens, que foram adaptados à roupas mais “práticas” e menos coloridas (couro preto estilizado), tirando um pouco do que poderia soar pueril nos personagens.

O diretor teve o mérito de explorar o universo mutante de uma forma tão interessante que acabou sendo a chave que abriu a porta a tantos outros personagens de diferentes editoras, mas, sobretudo da Marvel e DC, que há anos não ganhavam filmes de qualidade, salvo raríssimas exceções. Daí veio a também excelente (mas controversa) trilogia do "Homem-Aranha" (Sam Raimi) da Sony, por exemplo, e a, praticamente irretocável, trilogia do "Cavaleiro das Trevas" (Christopher Nolan), da DC/Warner Bros. A força dos X-Men no cinema foi tão grande que acabou fazendo o sentido inverso, se refletindo nas HQs que a inspiraram, que passavam pelas mãos do grande roteirista Grant Morrison no início dos anos 2000, que logo no de cara escreveu o que chamou de “Manifesto Morrison”, apresentando aos leitores o que planejava fazer aos mutantes em sua passagem pelo título, considerando acertada a ambientação dada à história nos cinemas.

Personagens nos anos 70, uma das linhas
temporais exploradas na nova trama
O ressurgimento do Universo X nos cinemas
O motivo principal dessas linhas é que, após o terceiro filme dos mutantes, devido a algumas pedras pelo caminho (mudança de diretor e furos estranhos no roteiro, por exemplo), a franquia andava meio morna nos cinemas, apesar do lançamento do esquecível primeiro filme do “X-Men Origens: Wolverine”, de 2009. Mas eis que dois anos depois surge “X-Men: Primeira Classe”, uma nova aposta da Fox com custos bem inferiores ao da trilogia original, portanto, bem menos pretensiosa, mas que, nas mãos do diretor Mattew Vaughn e com produção de Singer,  os ótimos atores James McAvoy e Michael Fassbender, nos papéis de Xavier e Magneto, respectivamente, que nesse novo filme são os grandes protagonistas e uma trama que se passa nos anos 60, em plena guerra fria e explora muito bem o clima de tensão do período incluindo de forma verossímil a existência dos mutantes acabou por tornar-se uma pérola que acabou dando novo ar à franquia.

O sucesso foi tão grande quanto inesperado (até os personagens eram poucos conhecidos) e possibilitou um novo filme unindo as duas histórias por um meio que ainda vamos descobrir, quando for lançado o filme “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido”, baseado na saga homônima nas HQs publicada no início dos anos 80, com roteiro de  Chris Claremont e arte de John Byrne. O filme estreia em maio desse ano, já sendo considerado o filme mais caro baseado em HQs, principalmente pelo alto custo com o elenco, que conta com alguns, hoje, mega-astros. Pra aquecer os motores, ano passado já foi lançado o segundo filme de “Wolverine Imortal” (James Mangold), bem superior ao primeiro, mas ainda longe de uma adaptação absoluta das histórias do selvagem personagem aos cinemas, apesar da excelente atuação de Hugh Jackman no papel principal, a melhor coisa do filme. Apesar dos pesares, o resultado nas bilheterias foi animador (os melhores dentre todos os filmes X) e aumentaram ainda mais a expectativa sobre o próximo filme dos mutantes.

Capa da Empire revelando
o visual  final das Sentinelas
Singer voltou à direção no projeto do novo filme, que tem de cara o desafio de dar verossimilhança a uma trama intrincada que envolve viagens no tempo, pontas soltas deixadas nos filmes anteriores (a partir do terceiro filme e que só piorou com os posteriores, inclusive o "Primeira Classe") e a aparição dos Sentinelas (Robôs caçadores de mutantes), cuja existência havia sido apenas insinuada em “X-Men: O Confronto Final” (Brett Ratner), de 2006, último da equipe. Não bastasse a expectativa, que já era muito grande, agora que já existe a promessa de um novo filme para 2016, contra outro inimigo gigante dos mutantes: Apocalypse. O que nos resta é esperar pra ver como público e estúdio (queria deus que tenham aprendido com seus erros passados) se comportam após o grande lançamento desse ano e torcer pra que essa interessante franquia continue relevante nas telonas.

Confira abaixo um dos trailers do novo filme:


sábado, 15 de fevereiro de 2014

U2 lança videoclipe da canção "Invisible", de seu próximo álbum

Após apresentar a inedita “Invisible”durante o Superbowl (maior evento de esporte nos Estados Unidos), a banda irlandesa U2 lançou esta semana o videoclipe da canção, dirigido por Mark Romanek, com um hangar no aeroporto de Santa Mónica, na Califórnia como locação. 

A música será uma das faixas do próximo disco do U2 (o 13º de estúdio da banda) previsto para abril deste ano. A banda, com mais de 30 anos de carreira já tem a tradição de dar atenção especial à produção dos vídeos de suas canções. É só clicar aqui ou abaixo pra conferir.


quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Review: primeira temporada de The Walking Dead

Os mortos estão voltando pra devorar os vivos
Aproveitando a volta de “The Walking Dead” (AMC) à tevê, finalmente começarei as resenhas das temporadas desta série, que adapta a HQ homônima, e é o maior sucesso da atualidade, derrotando até mesmo a também poderosa (e ótima) “Game of Thrones” (HBO), como aconteceu no ano passado, quando a estreia da terceira temporada desta coincidiu com o último episódio também da terceira temporada daquela, batendo em muito os números de audiência da concorrente.

A série é uma criação de por Frank Darabont e tem Robert Kirkman (escritor da obra original) como produtor executivo e surgiu como uma surpresa bem-vinda na segunda metade de 2010, adaptando, expandindo e criando, ora desvios ora atalhos, diferenciando-se e ao mesmo tempo, complementando os quadrinhos, com alguns novos personagens e a ausência de outros, sendo os dois, em suas mídias, ótimas obras que misturam drama e terror numa trama pós-apocalíptica, que nos leva a refletir sobre o que cada um de nós é capaz de fazer quando nos encontramos no limite, temendo não apenas os mortos, mas também os vivos, que tantas vezes agem de forma traiçoeira a fim de atingir seu objetivo principal: a sobrevivência.



A trama
Aviso: recheado de Spoillers. Leia por sua conta e risco

Elenco principal da 1ª temporada da série
A primeira temporada começa com uma conversa banal entre o auxiliar de xerife de uma pequena cidade americana, Rick Grimes (Andrew Lincoln) e seu parceiro e amigo de longa data Shane (Jon Bernthal), num típico estereótipo de “policial americano comendo rosquinhas”, até que recebem um chamado pelo rádio e seguem em busca de alguns criminosos. Seria uma batida policial comum, não fosse o fato de Rick ser alvejado por e ficar em coma. 

Quando acorda, percebe da pior forma possível que não poderia ter ficado apagado em um momento pior. Não tinha ninguém vivo no hospital, vários corpos devorados, mutilados e uma porta fechada com um aviso que dizia algo como: “Não entre. Mortos aqui dentro.” De repente, mãos cadavéricas começam a forçá-la, tentando abrir e ver o que se passa do lado de fora. O protagonista sai do hospital e vê que aconteceu alguma coisa durante seu estado de coma. A cidade estava abandonada e cheia de cadáveres pela rua. 

Rick sai em busca de respostas percorrendo a cidade e acaba chegando ao local onde costumava ser sua residência em busca de sua mulher, Lori (Sarah Anne Callies) e seu filho, Carl  (Chandler Carlton Riggs). O local está abandonado, ele passa então a checar a vizinhança e acaba conhecendo de forma inusitada Morgan (Lennie James) se filho Duane (Adrian Kali Turner), que estavam abrigados na casa de um vizinho do protagonista e, após perceberem que se tratava de um vivo e algumas explicações, passaram a ter uma relação mais amigável e seguiram para a delegacia onde Rick trabalhava em busca de armamento e suprimentos para iniciar uma busca pelos seus familiares.

Após quase morrer novamente Rick encontra sua família
Com informações passadas por Morgan e, sabendo que sua esposa tinha parentes na cidade de Atlanta, Rick segue em direção a cidade e tudo que vê pelo caminho é morte, casas e armazéns saqueados e indícios de desespero por toda parte. Chegando ao destino, percebe que a cidade também havia sido tomada pelas criaturas que as pessoas estavam se tornando após a morte: os zumbis. Após quase se tornar uma vítima desses seres, Rick encontra o jovem Glenn (Yeun Sang-yeop) que lhe ajuda a sair daquela situação desesperadora, levando-o ao acampamento nas proximidades da cidade onde ele e seus amigos estavam vivendo, à espera de um possível resgate patrocinado pelo governo, que acreditavam ainda estar estabelecido, local onde Rick descobre que sua esposa, seu filho e seu parceiro não apenas estão vivos, como fazem parte desse grupo de sobreviventes. A partir daí egos passam a se chocar e o problema com os zumbis passa a ser uma mera desculpa para se contar uma ótima história sobre pessoas vivas. Os vivos são os mais perigosos, por serem imprevisíveis e, por esse motivo, o grupo, que voltara a cidade em nova missão, acaba deixando um dos seus integrantes pra traz para proteger os demais. A decisão foi tomada por Rick, que depois se arrependeu e voltou pra buscá-lo, encontrando apenas indícios do que teria ocorrido.

O grupo volta ao acampamento e sofre um ataque de uma horda de walkers (ou errantes, como eles chamam os zumbis), sofrendo várias baixas, como a irmã de Andrea (Laurie Holden), que ao longo da trama vai se tornando uma personagem importante para a sobrevivência do grupo. Um outro personagem também é mordido por um zumbi e tem que tomar uma difícil decisão enquanto passava pelo processo de transformação e após a perda o grupo decide procurar pelo CDC (Centro de Controle de Doenças), cujos arredores estavam apinhados de zumbis. Com muito esforço conseguem entrar no local e descobrem que apenas um médico cientista estava vivo. Em conversa particular com o salvador de seu grupo, Rick descobre algumas informações importantes sobre como a infecção se espalha, entre outras coisas.

Robert Kirkman e suas criaturas que são
sucesso tanto nas HQs quanto nas telinhas
A primeira temporada acaba com uma inesperada explosão suicida do CDC, causada pelo próprio médico que tentou matar todos por acreditar que seria impossível a ele ou àquelas pessoas viverem por muito mais tempo, já que os suprimentos estavam acabando e sair do local também seria uma missão suicida. Rick, Lori, Carl, Shane, Andrea e alguns outros personagens conseguem fugir antes da explosão e fica no ar a dúvida sobre como será a situação daquele pequeno grupo dali pra frente.

No Brasil, a série é exibida pelo canal pago Fox nas noites de terça-feira (dois dias após a estreia nos lá fora, o que é uma pena) e também pela Band, que atualmente exibe a terceira temporada da série às quintas-feiras.

A Crítica
A série teve um ótimo início e, apesar de ter alguns desvios ficando meio melodramática demais em algumas situações, mostrou grande potencial nesta primeira temporada, que foi, sob muitos aspectos explorado nas demais, que comentaremos aqui em breve. E olhe que tudo isso foi contado em apenas seis episódios, com recursos limitados, por ainda se tratar de uma aposta da emissora tentando vingar. O que acabou ocorrendo e hoje já está na quarta temporada. Como eu já disse aqui e em outros locais, a temática da série é a sobrevivência em si, e isso pode render ótimas histórias, servindo até como uma forma de auto-conhecimento para quem assiste, ao se perguntar: como eu agiria em uma situação como essa?

Destaque para o clima de tensão que não para de crescer entre os velhos amigos, devido às constantes posições antagônicas em que se encontram e por um motivo um tanto mais íntimo, como se pode perceber ao longo da história. Outra grata surpresa são os irmãos Merle (Michael Rooker) e Daryl (Norman Reedus), que complementam a trama junto com Shane, se mostrando como anti-heróis, nos fazendo pensar qual papel reprentaríamos nesse jogo pela sobrevivência , o que pode variar, de acordo com cada situação extrema que é imposta aos personagens.

 

Para ler outros textos sobre a série já publicados aqui na Taverna Pop clique aqui ou   aqui e boa leitura. Ah. Uma última informação: quem é fã da série aqui no Brasil pode acompanhar notícias, críticas e várias informações interessantes, como a comparação do que se passa na série em confronto com a história da HQ no The Walking Dead Brasil. Basta clicar no link pra conferir. Vale a pena.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Rumores confirmados: Preacher está mesmo sendo adaptado para tevê

o ex-pastor Jesse Custer é o
protagonista da série
Finalmente saiu na última semana a confirmação que vários fãs de quadrinhos aguardavam já há muito tempo (requentadas por fortes rumores sobre o assunto no final do ano passado): a rede de tevê americana AMC ("Breaking Bad" e "The Walking Dead") está realmente trabalhando na produção de uma série baseada nos HQ da Vertigo (DC Comics) "Preacher", de Garth Ennis (história) e Steve Dillon (arte).

De acordo com o site especializado em quadrinhos Bleeding Coll, Seth Rogen e Evan Goldberg serão os produtores executivos do show, tendo ainda Sam Caitlin (Breaking Bad) envolvido no projeto, que já vem sendo trabalhado há cerca de sete anos e agora surgiu a oportunidade de ser colocado em prática. O próprio roteirista da HQ divulgou a seguinte mensagem em nota oficial sobre o assunto: “Parece que Preacher agora pode chegar à televisão de uma maneira que eu não pensava ser possível e estou muito agradecido por eles terem incluído Steve e eu nas conversas dessa adaptação”. 

O quadrinhista se mostrou ainda satisfeito com o formato escolhido para a adaptação da obra, entendendo-o como o mais adequado para explorar a complexidade da trama, que narra a controversa saga do ex-pastor Jesse Custer, sua namorada Tulipa e o vampiro Cassidy em busca de dar uma lição em busca de um Deus que abandonou a humanidade, simplesmente por não acreditar na sua salvação. O texto da HQ é recheado de polêmicas com envolvendo a igreja católica, Deus, anjos, demônios, sexo, drogas, assassinatos, faroeste e muito roquenrol, entre outros ingredientes, todos em doses cavalares. 

O episódio piloto da série já foi encomendado pelo canal, agora é esperar pra ver no que vai dar, torcendo
pra que seja uma ótima porta de entrada das HQs da Vertigo na telinha. Se quiser saber um pouco mais sobre a série, clique aqui e confira uma pequena apresentação postada há algum tempo aqui no blog.

Clique aqui pra comprar os volumes de Preacher em HQ.

Graphic Novels Marvel da editora Salvat nas bancas de todo país

Primeira edição traz uma história recente do Homem-Aranha
Há alguns meses pipocaram em vários sites brasileiros de cultura pop rumores que a editora Salvat, conhecida por lançar coleções das mais variadas (miniaturas de instrumentos musicais, aviões de guerra, enciclopédias, etc.), alçaria vôos em um novo terreno, adentrando o mundo das HQs, lançando uma nova coleção de Graphic Novels da Marvel Comics. A coleção teve início ainda em 2013, mas apenas em algumas poucas cidades brasileiras, em fase de teste. Ao que tudo indica, parece que a iniciativa deu certo, pois finalmente a distribuição se expandiu para o restante do país, inclusive para o Teresina-PI, base de operações da Taverna POP.

A ideia da iniciativa é lançar obras relevantes dentre as tantas já produzidas pela “Casa das Ideias” (como a Marvel é carinhosamente conhecida pelos fãs), mesclando material clássico ("X-Men: a Saga da Fênix Negra", "Homem-Aranha: A Última Caçada de Kraven") aos mais recentes ("Surpreendentes X-Men", "Os Supremos"). Inicialmente está previsto o lançamento de 60 edições traçando um enorme mosaico ao longo da trajetória relativamente recente da editora (dos anos 80 aos 2000), servindo tanto pra atrair antigos leitores que buscavam obras há muito em falta no mercado, quanto novos leitores, pois todas são histórias fechadas e relativamente independentes entre si, salvo raras exceções. 

Uma curiosidade (e também um bônus) é que as lombadas dos 60 livros (em capa dura e papel de ótima qualidade) juntos e em sequencia formam um enorme painel com uma gravura do artista Gabrielle Dell’Otto, com vários personagens que aparecem ao longo das edições, como Homem-Aranha, Wolverine, Demolidor, Tempestade e vários outros.
Lombadas da coleção formam um painel com essa arte 
Acompanhando o que se tem falado sobre a coleção através das redes sociais, pode-se perceber que ela já se encontra na edição já se encontra na 12ª edição ("Novos X-Men: E de Extinção") nas regiões onde a distribuição começou primeiro e sofreu algumas reclamações por parte dos leitores, como atrasos, páginas repetidas (em alguns casos) e problemas na localização das lombadas, que não formavam o painel prometido de forma perfeita, mas, ao que tudo indica, a editora tem se mostrado solícita na solução desses problemas e prometeu evitar que se repitam nas próximas edições.

Esboços estão entre o material extra 
A primeira edição tem preço promocional (R$ 9,90) e traz “De Volta ao Lar”, uma história do Homem-Aranha assinada por J. Michael Straczynski (história) e John Romita Jr (arte), a segunda edição ("Supreendentes X-Men: Superdotados") deve chegar em alguns dias por R$ 19,90 e as demais custarão R$ 29,90, salgando mais o preço, dado a periodicidade ser quinzenal. Quem estiver na dúvida sobre a qualidade do produto, vale a pena adquirir pelo menos a primeira pra dar uma boa conferida no material, que inclui ainda alguns extras como esboços dos artistas, localização da trama do encadernado na linha do tempo dos personagens da história e um pôster acompanhando.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Cineasta brasileiro é destaque de capa de revista nacional

Cartaz recente de divulgação do filme
Capa da Veja
A capa desta semana da revista "Veja" é uma imagem que coloca frente a frente um homem e diante do que parece ser um ciborgue (ser humano com o corpo que mescla partes orgânicas e cibernéticas) com a seguinte manchete: “O HOMEM VENCEU A MÁQUINA”. Pode até não parecer nada demais pra quem não tem um certo conhecimento prévio sobre o assunto que, à primeira vista, deve acreditar que se trata de uma matéria sobre os avanços da tecnologia ou coisa parecida. Mas o homem em questão é o diretor brasileiro José Padilha, de "Tropa de Elite" (2007) e "Tropa de Elite II – O Inimigo Agora é Outro" (2010) e o ciborgue, a nova versão do Robocop, que chega aos cinemas no próximo dia 21/02 com sua assinatura.

A situação é nova, por mostrar um diretor de cinema brasileiro ousado, que por meio de muita luta e uma interessante curva no caminho (a grande pirataria do primeiro “Tropa de Elite” que, ao contrário do que se esperava, surpreendentemente levou mais pessoas ao cinema pela divulgação), acabou mostrando sua capacidade e ousadia fazendo um segundo filme que expandiu ainda mais a história, adentrando a política e expondo os reais motivos do aumento da violência no país, que é estrutural e resume-se em uma palavra: corrupção!

Um dos primeiros
posters do Remake
E é a partir de então que chegamos ao presente, com Padilha dirigindo seu primeiro filme para Hollywood, um remake de Robocop, que trata sobretudo de injustiças sociais, expansão da violência em uma grande cidade, corrupção e traições (a praia do diretor), dentro de um contexto de ficção científica que, na verdade, apenas amplia o momento em que estamos hoje, onde os drones (veículos aéreos não tripulados com fins militares e controlados a distância) usados com o intuito de poupar vida de militares e recursos são adaptados para combater a criminalidade dentro da população civil nos Estados Unidos.

A ideia não é bem aceita pelos norte-americanos e eis que o homem de negócios da OmniCorp, Raymond Sellars (Michael Keaton), na intenção de cair nas graças do povo americano, tem a ideia de criar um robô que tenha consciência humana, e vê surgir a oportunidade perfeita pra por seu plano em prática quando o policial Alex Murphy (Joel Kinnaman) sofre um atentado e pra sobreviver precisa da inserção de vários mecanismos cibernéticos para sobreviver, inciando aí uma nova mitologia que a todo momento põe em xeque o quanto a humanidade pode ganhar ou perder com a inserção desse novo elemento cibernético em nosso cotidiano. 
Cartaz do filme de 87 

Robocop já teve um trilogia no cinema: "Robocop, O Policial do Futuro" (1987), "Robocop II" (1990) e "Robocop III" (1993), uma série de tevê em live-action e ainda uma outra série em desenho animado. A novidade desse novo filme é exatamente o diretor brasileiro, que tem a visão e a coragem necessária para dar nova ar à franquia, que andava em baixa há muitos anos e agora ganha novo fôlego. Outro diferencial é que antes o protagonista tinha uma grande desvantagem, que era a lentidão de seus movimentos, que acaba tornando-o alvo fácil em algumas situações, e foi totalmente removida, ganhando uma agilidade tal ao ponto de pilotar uma moto em grande velocidade e encarar criminosos em uma luta sem armas de fogo.

Confira abaixo um dos trailers do filme: 


quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Neil Gaiman é destaque entre os recentes relançamentos no mercado brasileiro de HQs

O autor inglês  caminhando pelas ruas de Londres
Há algumas luas escrevi aqui na Taverna que o mercado brasileiro de HQs vem passando por um momento de relançamentos de grandes obras de artistas renomados. Na ocasião, cheguei a citar as ótimas “O Reino do Amanhã”, de Mark Waid (Roteiros) e Alex Ross (Arte), “V de Vingança”, de Alan Moore (roteiros) e David Lloyd (arte), entre outras obras de grande relevância dentro e fora da “nona arte” (como são carinhosamente conhecidos). Observando este aspecto dentro do contexto atual de nosso mercado de HQs, é possível perceber a presença marcante dos trabalhos do escritor multimídia Neil Gaiman, um dos mais influentes no ramo há mais de duas décadas, tanto que já escreveu livros e participou como roteirista de séries de tevê e filmes, como “A Lenda de Bewulf”, por exemplo.

Só pra citar os lançamentos mais recentes relativos a obras de sua autoria ou a gama de personagens que criou, tivemos o quarto volume de “Sandman – Edição Definitiva”, com mais de 600 páginas (e preço salgado), que concluiu a compilação das 75 edições da série, lançadas originalmente em revistas mensais, a edição especial em capa dura com as quatro números minissérie “Livros da Magia”, um passeio pelo mundo mágico guiado por personagens sombrios da DC Comics,  também escrita por Gaiman e “Dias da Meia-Noite”, uma compilação de contos de vários personagens do universo DC escritos por Gaiman lá no início de sua carreira, em meados dos anos 80, antes mesmo de sua explosão como grande nome das HQs.
Capa do da edição brasileira 
de Absolute Sandman Vol. 4

O interessante das obras desse autor em específico é que ele as trata como se fossem vários aspectos de uma mesma grande história, com as atitudes de um interferindo na vida de outros de forma direta ou indireta.  Elas transcendem em muito os limites da mídia específica, passando para a literatura inglesa (Shakespeare é uma constante), referências a várias mitologias, música pop, a própria história da editora, entre várias outras referências que só têm a acrescentar na experiência da leitura, tornando tudo como parte de um grande plano coeso. Não que, caso você desconheça suas demais outras obras ou múltiplas referências não vá gostar de uma isolada. Vai entendê-la, mas não perceberá algumas pistas deixadas pelo caminho, se não tiver um olhar um pouco mais treinado. Com isso, podemos aproveitar ainda mais a leitura.

Os sete perpétuos, por exemplo, mais do que as divindades tão presentes na história da humanidade (que são passageiros, com apogeu e decadência), são a personificação de aspectos da vida de todo ser vivo (sonho, morte, desejo, por exemplo). Existem desde sempre e até o fim dos tempos (se é que eles terão um fim) perpassando de uma forma ou de outra cada linha escrita pelo autor nas mais diferentes obras. Impossível não reparar na presença de Destino nos “Livros da Magia” num momento de pura poesia, finalmente concluindo seu trabalho (Se você já leu a obra ou for ler no futuro vai entender do que estou falando).

Um passeio pelo mundo
fantástico da DC
Gaiman não é pra qualquer pessoa (No bom sentido!). Não espere uma leitura cheia de ação e soluções simples e maniqueístas, com heróis e vilões bem definidos. As soluções nunca são simples e os personagens sempre têm várias facetas (e serão vistos de diferentes formas) assim como cada um de nós. É HQ, mas não é pra criança. Lá há violência, sexo, amor, desespero e medo em diferentes doses, dependendo do momento (quase sempre o mais acertado). A sensibilidade do autor é tremenda ao ponto de “vivermos” as histórias, reconhecendo os personagens como pessoas iguais a gente, que trocam suas experiências boas ou ruins conosco, a ponto de sofrermos e sorrirmos com eles sem percebermos. 

Contos oitentistas de
ótima qualidade
Há tempos esse autor não estava tão presente em nossas livrarias, bancas de revistas e estantes, sempre restrito a pequenos grupos, que poderiam até ser considerados excluídos ou mesmo se isolarem das outras pessoas por curtirem tanto obras que pouca gente conhecia. Há vários preços para vários bolsos, o que também, infelizmente, acaba excluindo muita gente, mas a disponibilidade de material “gaimaniano” é realmente sem precedentes em nosso mercado e sempre há as pré-vendas e promoções, sobretudo na internet, que acabam potencializando o número de leitores dispostos a gastar alguns reais com material sempre de ótima qualidade ofertado por este escritor que consegue transcender limites que tantos outros não conseguem de forma satisfatória. Na pior das hipóteses, há os controversos scans, que, tirando todo o lado ilegal e pernicioso à indústria de HQs, pode servir como porta de entrada informal a esse mundo e, democratizando o acesso às obras e, quem sabe, abrindo caminho para novos leitores dispostos a adquirir a obra física, atualmente publicada por algumas editoras, como a Conrad, Rocco (sobretudo seus livros tradicionais) e a Panini, principalmente obras em HQs, que é o motivo desse post.  

Demorei a escrever sobre o autor não por falta de interesse, mas por procurar a ocasião propícia e inspiração necessária e agora que chegou, não vou mais parar. Sandman, por exemplo, agora mais do que nunca está com chances concretas de invadir os cinemas e em breve devemos ter novidades. Aqui na taverna teremos resenhas de algumas importantes obras desse influente autor, que merece ser lido e discutido por horas a fio (Os comentários estão aí pra isso). O primeiro passo foi dado, agora é sua vez.   

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Review: Quarta temporada de Dexter

Cuidado! Pode conter alguns spoilers...

Acumulando funções: pai de família e assassino
Dando continuidade às resenhas da série de tevê “Dexter”, chegamos, enfim, à ótima quarta temporada, quando o protagonista acaba encontrando um novo assassino serial com uma característica peculiar, matar sempre três pessoas com características específicas, mas com um distanciamento de tempo e espaço tão grande que torna praticamente impossível perceber que se trata de um assassino em série, duas das mortes mais parecem suicídio, só pra se ter noção. São duas mulheres, sendo uma jovem e outra já na faixa dos 40 anos e um homem, assassinado de forma violenta, à marteladas.

A possível atividade desse assassino não comprovado em Miami leva o agente Lundi (ex-amor de Debra) de volta à cidade, o que acaba balançando novamente as estruturas da irmã de Dexter, que já não tem tanta certeza se quer continuar com Anton ou voltar com seu "ex", que persegue o suposto assassino há muitos anos, mas nunca conseguiu provar a sua existência a seus superiores, mas agora, após sua aposentadoria como agente, se dedica exclusiva e independentemente à isso, convencendo sua ex-namorada a ajudá-lo na caçada.

John Litgow interpreta o "Assassino da Trindade" 

Dexter, em sua busca em separado acaba descobrindo antes de todos que o assassino existe e qual sua identidade. O protagonista fica surpreso e maravilhado ao saber que se trata de Arthur Mitchel (interpretado magistralmente por John Lithgow) um senhor de meia-idade, cristão e pai de uma família aparentemente muito feliz e o que era uma caçada à próxima vítima de seus instintos (e do "Código de Harry"), acaba descambando pra uma curiosidade enorme de saber como aquele assassino consegue dividir papéis tão diferentes quando ele mesmo acaba de começar uma nova família ao lado de Rita e seus filhos e procurava exatamente descobrir como fazer pra esse relacionamento dar certo.

Nesse meio tempo a tenente Lagerta inicia um relacionamento com seu subordinado, o Sgt. Angel, que acaba criando sérios problemas tanto para o serviço quanto sua vida pessoal e Lundi acaba saindo da jogada de uma forma bastante inesperada e definitiva, deixando Debra como sua sucessora nas investigações pelo Assassino da Trindade (“Trinity”) como fica conhecido, que acaba avançando muito e descobrindo uma série de desdobramentos interessantes sobre os crimes.

Enquanto isso, Dexter se aproxima cada vez mais do assassino, tornando-se uma espécie de amigo e confidente seu e vai aos poucos descobrindo que tudo não passava de uma fachada e sua família feliz sofria com o temperamento violento que o pai por vezes deixava à mostra.
Courtney Ford faz uma jornalista
que causa reviravoltas na trama

O assassino também acaba descobrindo a identidade real de Dexter e vai ameaçá-lo em seu trabalho e devido a esse e outros desdobramentos da história, o protagonista acaba se arrependendo por não tê-lo matado antes e passa a se desesperar a fim de colocar um ponto final naquela história, que vem finalmente, mas não sem deixar marcas profundas na vida de Dexter, mudando completamente o rumo da história a partir de então.

Clique aqui e confira a resenha da terceira temporada.
Clique aqui e confira a resenha da segunda temporada.
Clique aqui e confira a resenha da primeira temporada.
Clique aqui e leia uma breve análise sobre a série no artigo "Dexter" e sua missão (im)possível de tornar um assassino adorável".




segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Novo trailer revela cenas inéditas filme do Capitão América

A Marvel Studios/Disney divulgou recentemente um novo trailer ampliado do filme "Capitão América 2 - Soldado Invernal", segunda aventura solo do personagem nos cinemas que dá seguimento a sua saga levando em consideração não apenas os acontecimentos do primeiro, de 2011, como também os eventos ocorridos em "Os Vingadores" (2012) e, possivelmente nos dos demais personagens que integram o grupo, como Thor e o Homem de Ferro.

Repleto de cenas de ação, o trailer destaca um novo e atualizado uniforme do primeiro vingador (como é conhecido o personagem), com tecido e caracterização mais próxima às usadas por tropas de elite, com uma estética muito melhor mais e prático, totalmente diferente da "fantasia de carnaval" mostrada nos Vingadores, que foi um dos (poucos) deslizes do filme.

Além de personagens recorrentes, como Nick Fury (Samuel L. Jackson) e a Viúva Negra (Scalet Johanson, linda como sempre e novamente acochadinha em um collant preto), novos personagens são inseridos, como o tal "Soldado Invernal", que, na verdade é Bucky Barnes (Sebastian Stan), antigo amigo de Steve Rogers, supostamente morto em ação no primeiro filme do herói, e ainda o Falcão (Antony Mackie), novo herói nas telinhas, mas já conhecido dos antigos leitores da marvel (ou "marvetes") e também por quem curte o Universo Ultimate Marvel (ou, simplesmente, Ultiverso).


O filme é dirigido pelos irmãos Joe e Antony Russo e a trama do filme é ambientada dois anos após os eventos apresentados em "Os Vingadores" (The Avengers) e mostra a luta de Steve Rogers/Capitão América (Chris Evans) para se adaptar ao mundo moderno e derrotar um misterioso inimigo que realiza ataques terroristas a cidade de Washington D.C., capital dos Estados Unidos. O lançamento está previsto para 11 de abril.

Clique aqui e confira também um outro trailer exibido durante o Super Bowl.