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terça-feira, 30 de setembro de 2014

Último volume de Wolverine Max chega em breve às bancas brasileiras

A Panini Comics (novamente ela!) está prometendo para breve o lançamento de Wolverine Max: Vegas, terceiro, e último, encadernado dessa fase do personagem no selo Max, cuja proposta é uma abordagem mais adulta (tendendo a um realismo, longe das megassagas) e menos vinculada à cronologia de vários anos a que o personagem está preso no universo Marvel tradicional.

A história apresenta Logan/Wolverine sob o "meigo" pseudônimo de Tampinha, um lutador que combate seus oponentes em arenas clandestinas, enquanto busca informações sobre seu passado esquecido (apropriando-se desta característica presente na mitologia do personagem no universo Marvel tradicional). Como não poderia deixar de ser, o cara acaba se apaixonando por uma mulher que desvia o foco de suas investigações, embaçando ainda mais a imagem do quebra-cabeças que ele pretende montar.

A edição tem distribuição em bancas, 116 páginas, capa cartão, lombada quadrada e miolo em LWC formato americano (20 x 26 cm), compilando as edições originais de 11 a 15 de Wolverine Max  e custa R$ 16,90. Os roteiros de Jason Starr (demais volumes de Wolverine Max) e arte de Felix Ruiz (Halo), Guillermo Mogorron (X-Men) e Roland Boshi (Winter Soldier: The Bitter March). Ótimo custo-benefício. Imperdível pra quem é fã do baixinho mais invocado da Marvel  e tem curiosidade de vê-lo em contextos incomuns.

Clique aqui e leia o review do último filme dos X-Men.
Clique aqui e leia sobre a HQ Dias de Um Futuro Esquecido.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Falando nisso: Finalmente a HQ Dias de um Futuro Esquecido ganha nova edição no Brasil

Capa provável da nova edição da Panini
Com um delay de vários meses após o lançamento do filme “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido”  a Panini Comics, editora responsável pela publicação de material tanto da Marvel quanto da DC por aqui finalmente decidiu publicar a versão original em HQ desta história dos mutantes, que está esgotada há séculos por aqui. A última vez que viu a luz do dia foi na edição Marvel 40 Anos no Brasil (2007), encadernado onde veio acompanhada com várias outras histórias importantes da longa trajetória da editora. Agora, correndo atrás do prejuízo, tentando aproveitar o lançamento do filme para o mercado home video a indecisa editora, finalmente "presenteia" seus leitores com uma nova edição do material, o que, nem de longe gera o mesmo impacto. Obs. Continue lendo e você entenderá as aspas.

Além de ter perdido a ótima oportunidade de lançar o material enquanto o filme ainda estava em cartaz (o que, com certeza, alavancaria muito as vendas), outra bola fora da editora foi no cálculo formato x preço, optando por um formato interessante, mas que deixou o preço estratosférico por menos de 200 páginas de quadrinhos. Pra se ter uma ideia, foi divulgado no Universo HQ que a edição terá 198 páginas, capa dura no formato 18,5 x 27,5 e miolo em papel couchê. Tudo muito bom né? Até chegar no preço sugerido R$ 68!!!! Isso mesmo. Rapaz, só se for uma promoção muito boa mesmo pra se pagar um preço justo por essa edição. Vale lembrar que essa nem corresponde à última e mais encorpada edição dessa história no mercado norte-americano lançada no ano passado (que teve quase 400 páginas e muito mais edições da mensal dos mutantes) mas a uma edição anterior, publicada em 2011, bem menos volumosa e caprichada, logo, mais uma bola fora da editora, que poderia lançar esse material de forma bem mais interessante, que justificasse a pequena fortuna cobrada.

Dias de um Futuro Esquecido durou apenas duas edições, os números 141 e 142 da mensal dos mutantes, apresentando um futuro sombrio tanto para a raça humana quanto mutante, onde os sentinelas caçam, prendem e destroem sem o mínimo de compaixão essas pessoas pelo simples fato de não serem humanos. Surge um meio de viajar no tempo e impedir que tudo isso aconteça e a escolhida pra cumprir a missão é Kitty Pryde, que retorna à seu corpo jovem, inexperiente e recém-chegado à Escola para Superdotados do Professor Xavier com o fardo gigantesco de convencer seus amigos de que impedir um certo assassinato levaria todos à perdição.

Você pode estar se perguntando: e as demais páginas? Duas edições americanas não completam nem 60 páginas de quadrinhos. Pois é. O encadernado traz ainda as histórias correspondentes às edições 138, 139, 140 e 143 do título mensal, além de X-Men Annual # 4, quase tudo produzido na fase final (e mais conflituosa) da parceria de Chris Claremont/John Byrne, uma das mais felizes de todos os tempos dentro da franquia mutante. Tão importante que até os dias atuais ainda rendem desdobramentos, como vimos, por exemplo, nas badaladas fases de Grant Morrison e Joss Whedon à frende dos mutantes.

A história foi publicada no mercado americano em 1981 (edições 141 e 142 da mensal dos X-Men), sendo publicada no Brasil pela primeira vez em 1986 (em Superaventuras Marvel 45 e 46), depois em 1990, em X-Men Especial nº 2 (onde saiu completa), ambas pela Abril e em "formatinho", em 2003 saiu pela Mythos, em X-Men - Edição História nº 3 (completa e em formato americano, porém em preto e branco) e só então ganhou uma edição mais decente com a citada Marvel: 40 Anos no Brasil, em 2007, já pela Panini, completa, em formato americano, colorida e acompanhada de várias outras histórias de diversos personagens da editora. Todas raríssimas (e caríssimas) nos dias atuais.

Linha do tempo de publicação no Brasil:

1986: Superaventuras Mar-
vel 45 e 46
1990: Especial X-Men nº 2
2003: Edição Histórica
X-Men nº 3
2007: Marvel 40 Anos
no Brasil

Há tempos a Panini estava devendo lançar esse material no Brasil de forma decente, só algumas escolhas foram questionáveis. A editora está ficando mestre em bolas fora, que o diga o velho de guerra Alan Moore e seu Monstro do Pântano, mal lançados em um formato desprestigiado e já esgotados sem qualquer previsão de relançamento. Nos resta esperar que os executivos da editora aprendam com seus erros e melhorem cada vez mais em suas escolhas.

Clique aqui pra ler um pouco sobre essa história e conferir o review do filme.

Agradecimentos especiais ao Universo HQ e ao Guia dos Quadrinhos.

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Review: "X-Men - Dias de um Futuro Esquecido" - Boas homenagens e um novo momento da franquia

Outro filme que eu estava devendo um review há tempos é X-Men: Dias de um Futuro Esquecido, de Bryan Singer (Operação Valquíria), que dirigiu as duas primeiras e bem-sucedidas produções da franquia e produziu a eficiente retomada da série com X-Men: A Primeira Classe. Pra começar trata-se de um filme complicado de se produzir por incluir elementos complexos de viagem no tempo e uma intrincada cronologia cinematográfica das produções da Fox (quase tão confusa quanto as HQs), que não tem se preocupado muito (na verdade, quase nada) com a coerência de vários personagens que tiveram diferentes versões ao longo dos três filmes anteriores, dois solo de Wolverine e mais um de X-Men: A Primeira Classe, com histórias que entram em conflito umas com as outras em vários pontos.


A história nas HQs
A ideia inicial seria usar como base uma das últimas e melhores histórias dos mutantes produzida pela dupla Chris Claremont/John Byrne. Na história original os mutantes são considerados criminosos e presos por seu potencial destrutivo, ainda que não sejam criminosos, como é o caso dos X-Men, que já tem muitos de seus membros mortos, outros prisioneiros e alguns fugitivos. Nessa história dividida em duas partes eles ficam à mercê das Sentinelas (Robôs gigantescos criados pra caçar mutantes), que acabaram tomando o controle após um assassinato muito específico que desencadeou uma perseguição desenfreada contra os mutantes. Nos quadrinhos o enredo se passa num futuro distópico onde a, então recém-incluída na equipe, Kitty Pryde, já está com alguns anos e muito sofrimento nas costas e acaba recebendo a missão de, por meio de um plano mirabolante, voltar ao passado e impedir que ocorra um evento que supostamente desencadeou outros acontecimentos que levaram àquele realidade sombria.

A adaptação
No filme a cronologia é totalmente diferente e, portanto, vários elementos foram alterados, como o próprio viajante do tempo, que passou a ser a escolha mais óbvia possível: Wolverine (Hugh Jackman), com a desculpa de que a viagem ao seu corpo do passado lhe causaria danos mentais e blablablá que apenas ele, com seu fator de cura seria capaz de suportar. Tudo bem. Aceitável pelo fato de atualmente ele ser o grande personagem dos X-Men (tanto nas HQs quantos nos filmes), diferente do momento em que a história original foi publicada, quando ele era um personagem secundário que apenas começava a ganhar destaque.

O filme acaba trabalhando com três linhas do tempo distintas. O futuro sombrio, os anos 70 (posteriores aos eventos passados em Primeira Classe) e o presente (que só aparece mesmo no final do filme. No futuro, onde muito da ação ocorre paralelamente ao que ocorre no passado, pois o corpo de Logan se encontra lá e apenas suas memórias são enviadas à seu corpo mais jovem, rendendo interessantes cenas, onde o personagem busca, a princípio entender o que está acontecendo, pra depois dar prosseguimento à sua missão.

O filme não seria tão bom sem Mística e sua fúria
Um monte de coisas acontecem ao mesmo tempo (em tempos diferentes), com ótimas atuações, sobretudo do grupo dos anos 70, com Michael Fassbender como Magneto, James Mcavoy como Professor X. O Wolverine de Jackman, continua impecável em qualquer linha época (não tem como culpá-lo pela m&rd@ que foi Wolverine: Origens. O cara é muito esforçado). A Mística defendida novamente por Jennifer Lawrence ganhou um destaque que nunca teve em qualquer filme da  franquia, mostrando que ela é sim uma grande atriz, Lince Negra (Ellen Page) não tem o destaque dos quadrinhos na história, mas é de fundamental importância para o funcionamento da trama. Tivemos também algumas participações especiais da "velha guarda" como o Prof. Xavier (Patrick Stewart), Magneto (Ian Mckellen), Tempestade (Halle Berry), o Homem de Gelo (Shawn Ashmore), da primeira franquia de filmes X e novatos como Mancha Solar (Adan Canto), Bishop (Omar Sy)e Blik (Fan Bingbing), entre outros, que renderam interessantes e devastadoras cenas de ação no futuro.

O roteiro acabou usando mesmo como base de acontecimentos definitivos o que se passa com os personagens da nova franquia dos mutantes, renovada com a X-Men: A Primeira Classe, onde o grosso da ação se passa, com os demais personagens aparecendo mais como homenagens, que qualquer outra coisa e Wolverine, que teoricamente seria o protagonista da trama, apenas servindo como elo entre as diferentes tramas, cujos protagonistas/antagonistas mesmo são o professor Xavier, Magneto e Mística, cujas ações realmente acabam bagunçando as coisas ao longo do roteiro. Enquanto Logan na maioria do tempo apenas interage com eles e é simplesmente descartado do cenário principal em certa altura da história.

Os pontos altos
Destaque para a mescla novamente feita entre realidade e ficção, semelhante ao que aconteceu em Primeira Classe, que usou de forma inusitada o contexto histórico em que estava inserido com desdobramentos na Crise dos Mísseis de Cuba, ocorrido durante a Guerra Fria, aqui temos Magneto preso como suspeito de um assassinato que mudou a história dos Estados Unidos e do mundo, ou seja, um mutante, como um dos maiores assassinos da história, definitivamente criaria grande pânico nos líderes mundiais, que poderia, influenciar no futuro catastrófico apresentado na linha futura do filme.

As sentinelas também são um show à parte com seu visual muito mais interessante que os gigantes púrpuras e burros das HQs, aqui temos duas versões, a futura feita em metal líquido (meio parecidas com o vilão de O Exterminador do Futuro II, tudo bem) e a da década de 70 como um androide feito em material não-metálico (claro!) e com visual bem mais modernoso que o até hoje mantido nos quadrinhos. Outro destaque é a curtíssima, mas interessante participação de Mercúrio (Evan Peters), como um jovem criminoso que participa da cena mais legal do filme e também uma das mais importantes. 

Trata-se de um filme bom? Com certeza. Um dos melhores da franquia, ao lado de X-2, também de Singer com um roteiro leve (como deve ser pra não aumentar a censura sobre a idade) com toques sutis de humor, muita ação (sobretudo no futuro), conflitos ideológicos que sempre marcaram os X-Men e ainda conta com um elenco cheio de atores com que hoje hoje já têm uma sólida carreira, sendo considerados astros e estrelas. Agora, se a intenção era atar todos as pontas soltas e resolver de vez a questão cronológica dos filmes X, parece que a meta não foi tão bem atingida, afinal, Xavier tinha morrido ao final de X-Men 3 (o que foi solenemente ignorado, quando ele apareceu no futuro) e algumas coisas ficaram um tanto confusas, como, por exemplo, em que momento exatamente se passa a cena final do filme. Mexer com viagens no tempo pode até parecer uma boa solução pra resolver problemas cronológicos, mas é meio complicado, pois há uma série de variantes a se considerar. De qualquer forma, há muito mais prós que contras e, pelo menos dessa vez, a Fox conseguiu acertar com os super-heróis da Marvel, que têm amargados produções de qualidade duvidosa ao longo dos últimos anos, salvo exceções.Vale muito a pena assistir.

Lembro que vale a pena esperar as letrinhas terminarem de passar no final do filme, pois a cena pós-crédito dá um curto spoiler sobre o vindouro vilão já confirmado X-Men : Apocalypse, cuja trama se passará nos anos 80 novamente com os atores de Primeira Classe e a direção estará novamente nas mãos de Singer, como foi confirmado essa semana. Deixando de lado os problemas cronológicos a partir desse próximo filme, as tramas devem correr mais soltas e descompromissadas, podendo render ótimas produções que agradem tanto fãs quanto amantes do cinema.

Confira abaixo o making-off quentinho (vai estar nos extras do Bluray) da cena do Mercúrio que comentei acima, de longe, a mais divertida do filme:

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

A caretice venceu: Marvel cancela capas alternativas de Manara

Após muito nhenhenhen, chororô e hipocrisia, a caretice e o falso moralismo finalmente venceram e a Marvel Comics deu o braço a torcer ao cancelar a publicação da capa alternativa de Spider-Woman n° 1 assinada pelo quadrinhista italiano Milo Manara, mestre nas HQs eróticas, que deu trouxe à luz obras sensualíssimas como O Clic e Os Bórgia, essa última ao lado do roteirista Alejandro Jodorowsky  (O Incal).

O mais idiota nessa aversão dos próprios fãs é o fato de normalmente o artistas sempre têm apelado para o lado sexy e sensual quando ilustram personagens femininas de quadrinhos mainstream americanos, colocar Manara pra fazer uma arte, que inclusive já havia sido divulgada pela Marvel há algum tempo (gerando uma chuva de críticas), não deveria representar nada demais, muito menos quando se trata simplesmente de uma capa alternativa. Ora mais. É só comprar a edição com a capa oficial e o problema já estaria resolvido. O fato gerou tanta polêmica que a editora resolveu cancelar até mesmo outra capa alternativa que que seria feita pelo artista (Thor nº2).

A verdade é que o público norte-americano tanto tenta estar na vanguarda de tudo, mas tantas vezes se perde em moralismos direitistas, não chegando nem perto do âmago da questão. Se for pra "dessensualizar" as comics (HQs americanas), Manara não seria um bom lugar pra começar, até porque nem sequer é um artista de comics , mas de fumetti (HQs italianas), onde atua sem problemas, logo, sua participação nas comics foi e sempre será uma exceção, inclusive contornável, como comentei acima. 

Alguns fãs até fizeram montagens, mostrando o homem-aranha, por exemplo, em posição bem semelhante à desenhada por Manara, que passou batida sem gerar qualquer polêmica sobre a sexualidade/sensualidade do personagem. O que prova que basta ter mulher e Manara no caminho que começam os trabalhos dos moralistas de plantão. Tanta coisa mais relevante e produtiva pra se questionar (como a própria qualidade das HQs atuais) e os fanboys de plantão continuam  se incomodando com detalhes bobos. Por favor, né? Depois quero ver esse mesmo pessoal que tanto reclamou pagando verdadeiras fortunas pra conseguir uma rara capa autografada pelo italiano. Há males que vêm para o bem... Pelo menos, caso a editora decida imprimir um número ainda menor de edições com arte de Manara.

Confira na galeria abaixo quem são os verdadeiros perdedores caso a Marvel decida evitar polêmicas e não encomende mais capas do italiano. Clique nas imagens pra ampliar:

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Eaglemoss lança nova coleção de Graphic Novels da DC

Não é bem uma novidade que a Eaglemoss (que edita a coleção de Miniaturas DC por aqui), pegando carona no sucesso da Coleção de Graphic Novels da Salvat está trazendo (também em parceria com a Panini) ao mercado brasileiro DC Comics – Coleção de Graphic Novels, cujo primeiro volume Batman – Silêncio (parte 1), de Jim Lee (X-Men) e Jeph Loeb (Hulk) inclusive já se encontra disponível em algumas praças do país, ainda em fase de testes. A editora, assim como fez a Salvat, deve lançar as cinco primeiras edições, avaliar a viabilidade do projeto e, só então decidir sobre seu prosseguimento. Logo, garantidos mesmo, só os cinco primeiros volumes, com 1.Silêncio (Parte 1), 2.Silêncio (Parte 2), 3.O Último Filho de Krypton (Superman), 4.Torre de Babel (Liga da Justiça) e 5.Inimigos Públicos (Superman/ Batman).

Caso tudo dê certo (como todos esperamos que aconteça), a coleção deve seguir e já está rolando na rede uma lista com os 60 números previstos, cujas lombadas colocadas em sequência formam uma bela arte assinada por ninguém menos que Alex Ross (Marvels, Reino do Amanhã). A lista ainda não foi confirmada pelos envolvidos na edição do material, pois, de acordo com eles varia em cada país em que a coleção é publicada. O que se pode dizer sobre ela é que apresenta alguns raros clássicos, ladeados de muito material mais atual, como a próprio primeiro volume da série, que já é dos anos 2000, ou seja, bem recente pra uma editora que já tem mais de 70 anos de história, porém, com grandes resgates, caso se concretize tal lista.


O primeiro volume da coleção tem preço promocional tentador, custando R$ 9,99. O segundo deve custar R$ 19,99, completando Silêncio, uma saga há tempos esgotada há tempos no mercado brasileiro, por R$ 30. Vale lembrar que adquirir esse material nos últimos tempos estava custando uma fortuna, devido à Panini nunca tê-lo republicado por aqui. Outro ponto positivo é que, diferentemente do que a Salvat tem feito, as sagas são completadas em sequência, ou seja, não obriga o leitor a esperar várias edições pra ter completas as histórias mais longas. Vale lembrar que o preço dos demais exemplares se fixará no valor de R$ 32,99, por Deus sabe quantas edições, já que a editora não prometeu que será o preço de todos os demais exemplares.

O detalhe que está levantando suspeitas sobre o andamento desta e de outras tantas coleções que estão sendo lançadas recentemente (Marvel Salvat, Star Wars, Asterix, entre outras) é que, por serem numerosas e terem preços mais elevados que as mensais comuns, podem acabar causando um certo inchaço no mercado, obrigando o leitor a fazer escolhas, portanto, tendo que deixar passar muita coisa que desejaria comprar pelo simples fato de não ter tanto dinheiro disponível. Talvez fosse interessante e mais saudável ao mercado, esperar um pouco mais pra lançar material semelhante, pois essa concorrência tão selvagem pode acabar não sendo boa pra ninguém.

Escolhas feitas, o que nos resta é torcer pra que tudo dê certo e todos saiam o máximo de satisfeitos possível...

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Mais lançamentos da Panini/Vertigo

Não bastasse a ótima o início da série Sandman: Teatro dos Mistérios, anunciada ontem aqui, a editora Panini (responsável pela publicação do selo por aqui) ainda promete dar prosseguimento a duas séries, cujo público aguardava ansioso por novos volumes.

A primeira das novidades é o encadernado John Constantine: Hellblazer – Dores Fantasmas, que dá prosseguimento às últimas sagas das edições mensais (que vinham sendo publicadas na extinta revista mensal Vertigo) antes do velho John Constantine ter sua mensal tradicional cancelada e adentrar de vez ao universo DC dos Novos 52. Nesse volume temos a lua de mel do protagonista ao lado de sua noiva Epiphany Greaves, que, como tudo que acontece na vida do mago sacana, não acaba nada bem.

Traições, desejos de vingança, ganância, gângsters. É tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo que o leitor acaba ficando tonto com a leitura dessa história escrita por Peter Milligan (Alvo Humano, A Tessalíada), com arte de Simon Bisley (Lobo) e Giuseppe Camuncoli (Jonah Hex), regada a rituais de magia, mortes (coisa que nunca deixa de ter em histórias de Constantine), demônios e um autoimplante de um dedo perdido...

Com este volume que custa R$ 21,90, tem 164 páginas, capa cartão, miolo LWC, no formato 17x26cm e distribuição setorizada (que contempla as edições 276 a 282 da mensal americana) faltam apenas mais 18 edições para chegar ao apoteótico final da série mais longeva com o selo Vertigo estampado na capa, em prováveis três encadernados. No Brasil, além de ter ganho sua própria revista mensal dos Novos 52, rebatizada simplesmente de Constantine (também pela Panini), o personagem tem tido bastante destaque, com essa série de encadernados, a série Infernal, com histórias de Garth Ennis (Preacher, The Boys)e a, recentemente conclusa, Origens, que tinha a proposta (concretizada) de publicar tudo que foi escrito para o personagem por Jamie Delano, um de seus criadores.

A outra esperada novidade é a Transmetropolitan vol.5: O Flagelo de Spider, que dá prosseguimento à lenta caminhada do Scifi de Warren Ellis (Planetary, The Authority), com arte de Darick Robertson (The Boys, Oceano) aqui no Brasil. Nessa altura de sua saga Spider Jerusalém, o jornalista tanto encheu o saco dos ricos e poderosos que conseguiu a proeza de se tornar inimigo de ninguém menos que o presidente dos Estados Unidos, retratado como um ser vil e vingativo.

Transmetropolitan (assim como ZDM) sofre por aqui devido a uma decisão editorial questionável tomada lá atrás, no primeiro volume da série, em 2010, quando optaram por publicá-la em volumes caros em capa dura e miolo em couché. Séries badaladas, como Preacher, funcionaram bem nesse formato e já tiveram até algumas reedições pra atender o crescente número de fãs, mas isso é uma exceção. Apesar da qualidade inquestionável da obra e de seus autores, esta série, que teve apenas 60 edições mensais tem sofrido com uma publicação capenga por aqui em edições lindas, mas, que demoram muito pra sair.

A solução adotada pela Panini (tanto em Transmetropolitan, quando em ZDM) foi publicar dois encadernados americanos em apenas um aqui, aumentando assim o material por volume e reduzindo o tempo pra conclusão da série que, com esse volume de 292 páginas compila as edições de 37 a 48 da mensal, com os arcos O Flagelo de Spider e Lamentação (conrrespondente aos volumes 7 e 8). O volume custa R$ 86 e tem distribuição específica para livrarias e lojas especializadas.

Como leitor, ainda considero que a melhor decisão teria sido, voltar atrás depois do primeiro volume e publicar tudo em capa cartão e papel LWC, pois, assim as duas séries aqui citadas como problemáticas já teriam sido encerradas há tempos, há exemplo de 100 Balas, Y: O Último Homem ou ainda Ex Machina, mas, publicar dois encadernados em apenas um volume já tem ajudado a reduzir o problema, o que já demonstra certo respeito por parte da editora com seus leitores. Só mais um encadernado, provavelmente no ano que vem, e Transmetropolitan, após passar pelas mãos algumas editoras e vários problemas, finalmente será concluída no Brasil. 

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Panini promete edição especial de Sandman - Teatro do Mistério pra este mês...

O checklist da Vertigo/Panini Comics deste divulgou que lançamento de Sandman: Teatro do Mistério 1 – O tarântula, novidade muito bem-vinda aos fãs do selo adulto da DC Comics que curtem histórias recheadas de mistérios e tramas detetivescas, com um resgate do personagem da era de ouro dos quadrinhos, um Sandman totalmente diferente do Perpétuo criado e desenvolvido por Neil Gaiman em sua saga épica pelo mesmo selo.

A trama se passa num período histórico interessante: final dos anos 30 (pós-Grande Depressão e próximo ao princípio da II Guerra Mundial) e tem como protagonista Wesley Dodds, alter-ego do mascarado conhecido como Sandman, um herói que usa gás do sono e uma máscara de gás pra enfrentar criminosos.com tramas que envolvem pesadelos, tráfico ilícito, gângsters e os bastidores da alta sociedade, mesclando elementos de filmes noir e literatura pulp.

Este volume reúne as edições de 1 a 4 de Sandman Mystery Theatre, contando com texto é de Matt Wagner (Grendel) com arte de Guy Davis (BPRD) e um acabamento primoroso em capa dura, miolo em papel couché e formato 17 x 26cm. A série durou 70 edições nos EUA, nunca tendo sido publicada de forma coesa ou completa por aqui. Agora é esperar (e torcer!) pra que a editora, que tem trazido, na grande maioria das vezes, ótimas escolhas e periodicidade interessante pras edições do selo, mantenha o mesmo zelo dado à outras coleções que tem trazido pros leitores brasileiros.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Fox anuncia filme do Deadpool pra 2016

Embalada com recente (e bem sucedido) vazamento de um vídeo de teste com o personagem, a Fox finalmente oficializou esta semana que produzirá o esperado filme Deadpool, dirigido pelo estreante em longas Tim Miller (responsável pela direção do primeiro vídeo), divulgando, inclusive a previsão de estreia pra 12 de fevereiro de 2016, relativamente próxima, visto que esse tipo de produção demanda muito tempo e dinheiro, como atesta Batman v. Superman, que já está sendo rodado e tem previsão de estreia também pra 2016.

Infelizmente não foram dadas maiores informações sobre o lançamento, nem mesmo se o protagonista será vivido novamente por Ryan Reynalds (Lanterna Verde), que representou o personagem no horrendo Wolverine: Origens, em uma versão muito estranha, pra se falar o mínimo (culpa do roteiro e direção questionáveis do filme). Fato é que Reynalds protagonizou o supracitado vídeo e não fez feio no papel, tanto que acabou criando uma expectativa real sobre o projeto, que estava engavetado há anos pelo estúdio, sem qualquer previsão de vir à tona.

O vídeo se apropriou de características que vêm sendo usadas nas HQs com o personagem falando diretamente com o(a) leitor/plateia, o bom humor do personagem e ação e violência totalmente nonsense (detalhe que deve influenciar na classificação indicativa do filme e, por extensão, nas bilheterias). Tim Miller (do curta Rockfish) dirigiu a história escrita por Rhett Reese e Paul Wernick (de Zumbilândia). A notícia veio também após uma campanha realizada pela equipe que produziu o curta. Resta saber se a Fox vai manter o padrão do que mostrou no curta ou cometer novos crimes, como Wolverine: Origens, que merece ser apagado de nosso inconsciente coletivo pra sempre. As expectativas são boas, já que a equipe criativa mostrou seu talento. À medida que forem surgindo novidades  você vai ficar sabendo por aqui.



O personagem também conhecido como Wilson Wade e apelidado carinhosamente como Mercenário Falastrão foi criado por Rob Liefeld e Fabian Nicieza em 1991 e apareceu pela primeira vez como um vilão em The New Mutants #98, chegado no Brasil em X-Men 72 (primeira série) em 1994 pela abril.

A história dele é bem trágica, pois foi diagnosticado com câncer em estágio terminal e, desesperado acabou aceitando se tornar cobaia no projeto Arma X do governo canadense (o mesmo que pôs o adamantium em Wolverine) em uma experiência que poderia salvar sua vida. Assim acabou ganhando artificialmente um fator de cura semelhante ao de Logan, mas ainda mais poderoso, o problema é que o novo poder acabou sendo rejeitado pelo corpo do cara, que acabou ficando com a pele completamente deformada. O cara também é um exímio artista marcial e, apesar da vida que leva como assassino, consegue viver bem consigo mesmo sem deixar que sua tragédia ou profissão tirem seu bom-humor. 


Agradecimentos especiais a algumas informações do Guia dos Quadrinhos.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Violent Cases: Primeira parceria entre Neil Gaiman e Dave McKean ganha nova edição no Brasil

Se tem uma obra de Neil Gaiman que foi injustiçada por muito tempo em terras brasileiras ela se chama Violent Cases, um de seus primeiros trabalhos e sua primeira parceria com o capista das 75 edições de Sandman (e também dos especiais) e desenhista de Orquídea Negra, em outra parceria com o escritor. A obra, originalmente publicada no longínquo ano de 1987, só chegou por aqui em 2008 pela HQM Editora (The Walking Dead, O Invencível) e agora ganha nova edição pela Aleph, que tem trazido ótimos lançamentos, sobretudo de ficção científica como Laranja Mecânica. 2001: Uma Odisséia no Espaço, entre outros. 

A HQ Violent Cases é a nova aposta da editora, uma história que  busca a verdade, pondo em dúvida a confiabilidade das próprias memórias do protagonista, que sofreu um trauma na infância que acabou tornando seu passado nebuloso, causando imprecisão sobre o que realmente aconteceu ou o que não passa de imaginação (ou seriam sonhos?), tudo isso no contexto da Lei Seca e gângsters.

A edição conta com 64 páginas e acabamento em capa dura no formato 21,5x29 ao salgado preço sugerido de R$ 39,90. Novamente, três vivas às lojas virtuais e seus descontos, que acabam salvando os leitores menos abastados.
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Coleção de Asterix chega ao Brasil pela Salvat

Fora um certo caubói ou xerife (sei lá) de camisa amarela os quadrinhos europeus sempre foram uma exceção nas bancas brasileiras e acabavam ficando restritos à publicação em livrarias em volumes com acabamento de ótima qualidade e preços muitas vezes exorbitantes. Asterix (de René Goscinny e Albert Uderzo) é um desses, que vem sendo publicado há tempos pela editora Record, mas nunca teve grande alcance, e, apesar das ótimas histórias, acabou ficando famoso por aqui mesmo foi com algumas animações e filmes protagonizados pelo personagens. 


Pegando carona no sucesso da Coleção Oficial de Graphic Novels da Marvel, publicada pela Salvat, a mesma editora está fazendo uma nova aposta ousada, lançando uma coleção de Asterix, cujo primeiro volume Asterix, o Gaulês já se encontra disponível em algumas praças ao atrativo preço de R$ 9,90, em formato álbum europeu (bem maior que o tradicional formato americano), acabamento em capa cartonada, e miolo em papel couhé de ótima qualidade.

A boa notícia é que não há uma imagem panorâmica que se forma quando as lombadas são postas em sequência, então, a editora (provavelmente) não deve cometer o mesmo erro que ocorreu com a coleção da Marvel. Infelizmente, a editora não deu maiores detalhes sobre a coleção, como o preço dos volumes seguintes ou quantos números deve ter a coleção, que ainda está em fase de testes no país. 

Clique aqui pra saber mais sobre a Coleção da Marvel. 
Obs. Leia os comentários pra saber sobre o problema das lombadas.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Finalmente: Divulgada a sinopse oficial de Os Vingadores 2: A Era de Ultron

Primeira arte conceitual de Visão divulgada
Após algumas primeiras imagens oficiais, artes conceituais e uma avalanche de fotos tiradas por fãs nos locais onde as gravações estavam sendo feitas, finalmente a Marvel Studios aplacando a ânsia de novas notícias sobre o filmes (ou a excitando ainda mais) divulgou esta semana a sinopse oficial de Vingadores 2: A Era de Ultron. Confira abaixo:

“Quando Tony Stark tenta iniciar o programa de manutenção da paz que estava inativo, tudo sai errado e os Maiores Heróis da Terra – incluindo o Homem de Ferro, Capitão América, Thor, o incrível Hulk, Viúva Negra e Gavião Arqueiro - são colocados à prova definitiva com o destino do planeta em jogo. Caberá aos Vingadores impedir que o recém-surgido vilão Ultron concretize seus planos terríveis. E difíceis e inesperadas alianças estão no caminho para uma épica aventura mundial.

Os Vingadores – A Era de Ultron, da Marvel, é estrelado por Robert Downey Jr., que retorna como Homem de Ferro, junto com Chris Evans como Capitão América, Chris Hemsworth como Thor e Mark Ruffalo como Hulk. Contando ainda com Scarlett Johansson como Viúva Negra e Jeremy Renner como Gavião Arqueiro e o apoio adicional de Samuel L. Jackson como Nick Fury e Cobie Smulders como a Agente Maria Hill, a equipe precisa se reunir para derrotar Ultron (James Spader) , um terrível vilão tecnológico empenhado na extinção humana.

Ao longo do caminho, eles enfrentarão dois misteriosos e poderosos recém-chegados – Wanda Maximoff, interpretada por Elizabeth Olsen, e Pietro Maximoff, vivido por Aaron Taylor-Johnson – e encontrar um velho amigo em uma nova forma, quando Paul Bettany se transforma no Visão.

Escrito e dirigido por Joss Whedon e produzido por Kevin Feige, Os Vingadores 2: A Era de Ultron é baseado na sempre popular série em quadrinhos Os Vingadores, publicada desde 1963."

O filme tem estreia prevista pra 1 de maio de 2015.


Com informações de Omelete e UniversoHQ.

Tim Maia: Cinebiografia do cantor ganha seu primeiro trailer

Foi divulgado esta semana o primeiro trailer de Tim Maia, cinebiografia do cantor brasileiro de voz potente que mostrou grande autenticidade durante todas as fases de sua vida e obra, desde a infância no Rio de Janeiro, uma temporada nos Estados Unidos que não acabou muito bem,  sua relação com a Jovem Guarda, passando pela Black Music Made in Brazil, Racional, até a maturidade artística.

No vídeo vemos o protagonista interpretado por Robson Nunes em sua juventude, levando alguns nãos na cara, conseguindo chegar até o grande nome da época, que respondia (e ainda responde) por Roberto Carlos e apresentando-lhe a canção sua Não Vou Ficar, que acabou sendo gravada e se tornou um grande sucesso em sua voz.

Babu Santana interpreta Tim Maia mais velho, passando por fases repletas de altos e baixos e conflitos em sua carreira motivadas por algumas decisões tomadas pelo artista, que acabou se tornando um ícone até hoje reconhecido em todo o Brasil entre os maiores cantores e compositores da MPB de todos os tempos. O trailer consegue mostrar em pouquíssimo tempo a força e fragilidade do artista, fazendo um resumo de sua personalidade forte.

O filme é uma coprodução da Downtow Filmes-Paris Filmes-Globo Filmes-RT/Features e tem direção de Mauro Lima (Meu Nome não é Johnny), contando com Cauã Reymond, Alinne Moraes e Luís Lobianco no elenco, entre outros nomes de peso. A estreia está prevista pro dia 30 de outubro.

Aperte o play e confira: 


Com informações de RolingStone.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Relançamentos: Panini prepara reimpressões de material esgotado

Há alguns anos a Panini Comics trouxe ao mercado brasileiro (em diferentes momentos) os dois volumes da HQ Kick-Ass, uma parceria do roteirista Mark Millar (Os Supremos, Guerra Civil) e John Romita Jr. (X-Men, Wolverine, Homem-Aranha) que acabou ganhando grande  destaque após invadir os cinemas com Kick-Ass: Quebrando Tudo (2010) e Kick-Ass 2 (2013), tornando raras e inacessíveis a compra de exemplares com a versão em quadrinhos das histórias.

Observando a demanda (pelo menos dessa vez) a editora decidiu relançar os volumes Kick-Ass: Quebrando Tudo e Kick-Ass Vol.2, contando a trajetória de Dave Lizewski (vivido nos cinemas por Aaron Johnson (Godzilla, Os Vingadores 2: A Era de Ultron), um garoto apaixonado por HQs que acaba se tornando um herói de verdade com uniforme e tudo, e arcando com sérias consequências que isso pode trazer, como enfrentar criminosos de verdade que não ficam apenas esperando pelo próximo soco (na verdade, algumas vezes, não deixam nem ele dar o primeiro). Destaque para a jovem e violenta Hit-Girl (Chloë Grace Moretz, nos cinemas) que posteriormente acabou ganhando sua própria minissérie, também já publicada pela editora no Brasil. Kick-Ass: Quebrando Tudo compila a primeira minissérie do personagem em 212 páginas, capa dura, formato 17x26, miolo em couché, com preço sugerido de R$ 60, enquanto o Kick-Ass Vol.2 tem 208 páginas, formato 17x26, capa dura e miolo em couché e preço sugerido de R$ 56. A boa notícia é que é possível encontrar vários descontos em lojas virtuais e até frete grátis, dependendo do caso.

Outra edição que andava sumida e volta a dar as caras (ou seriam capas?) nas livrarias e bancas especializadas brasileiras é Vampiro Americano Vol.1, de Scott Snyder (Superman Sem Limites, Batman dos novos 52), com ilustrações do talentoso brasileiro Rafael Albuquerque (Jeremiah Harm), uma nova visão dos Vampiros, como uma sociedade infiltrada na américa do norte desde a época do FarWest, passando pelo início da indústria cinematográfica em Hollywood, entre vários outros momentos históricos. Essa série mostra diferenças gritantes entre o vampiro americano do clássico europeu, tanto em força, quanto poderes e fraquezas. Além de já ter saído nesse volume encadernado em 2012 pela Panini, essas histórias também fizeram parte das primeiras edições da já saudosa revista Vertigo, cancelada recentemente pela editora. A cereja do bolo deste volume é a participação especial do escritor Stephen King (Carrie, a Estranha, O Iluminado) em alguns momentos do roteiro, que mescla linhas de tempo diferentes. A edição tem 200 páginas em formato 17x26, capa dura e miolo em couché. O preço sugerido é de R$ 58. Sugiro que leia a sugestão que dei no final do parágrafo anterior. 




Review: "Capitão América 2: O Soldado Invernal" é o novo paradigma pro filmes da Marvel

Sei que uma resenha do filme Capitão América 2: O Soldado Invernal tá mais que atrasada, mas como sou mais teimoso que a maioria das pessoas, mesmo assim vou fazê-la pra dar oportunidade a quem ainda não teve a oportunidade de vê-lo, conferir em DVD ou Bluray recém-lançados e gerar algum tipo de discussão (ainda que retardatária) como os leitores da Taverna.

Chris Evans retorna ao papel de Steve Rogers/Capitão América neste segundo filme solo do personagem e, diferente dos demais membros dos Vingadores tem uma pegada muito mais de filmes ou livros de espionagem típica principalmente da época da Guerra Fria, com o conceito de nazistas como o vilão principal, próximo ao que tínhamos nas HQs antigas do bandeiroso. A ideia da Hidra é que é o grande inimigo e ela acaba se infiltrando em lugares nunca imaginados pelos mocinhos a fim de tornar realidade seus planos de dominação mundial. A saga do herói bandeiroso avança a um nível que não era de se esperar em um teoricamente simplório filme baseado em um super-herói de quadrinhos. Alguns efeitos colaterais são tão importantes que devem abalar as estruturas dos próximos filmes dos Vingadores ou até mesmo de outros personagens relacionados.

Nesse filme o conceito de herói fora do seu tempo é explorado e muita coisa ocorrida em um passado distante acaba tendo consequências desastrosas no presente. Pra começar o cara está em um tempo diferente do seu e continua jovem e forte. Todos que ele conhece ou morreram ou estão idosos e fragilizados totalmente diferentes do que se lembra e com muitas histórias na bagagem, histórias que foram negadas a Steve durante sua "morte". O tempo foi cruel com seus amigos, muitas vezes, lhes rendendo experiências não muito agradáveis de se viver.

A organização terrorista Hidra invadiu todo o sistema de segurança norte-americano e, alegando a crescente necessidade de segurança, planeja dar cabo de todas as potenciais ameaças, o que inclui naturalmente os super-heróis, como seu superagente Steve Rogers, que acaba traído por quase todos aqueles em quem confia, sobrando apenas a linda Viúva Negra (novamente vivida divinamente por  Scarlett Johansson) e o Falcão/Sam Wilson (Anthony Mackie), que confiam plenamente no Capitão e já estavam com os dois pés atrás com a S.H.I.E.L.D devido a alguns traumas que presenciaram. Eles acabam se tornando uma equipe informal.

Não bastassem todos esses problemas, o Capitão acaba descobrindo que um velho amigo seu que ele pensava ter morrido, sofre constantes lavagens cerebrais e agora está trabalhando pro inimigo. E o pior, o cara é muito resistente e super-forte à ponto de rivalizar com o soro do supersoldado que corre nas veias do protagonista. A relação entre esses personagens antagônicos acaba rendendo ótimas cenas ao filme, juntamente com uma bem dirigida cena de perseguição a Nick Fury ( em uma atuação eletrizante de Samuel L. Jackson). 


O interessante é que o rumo que a história vai tomando acaba dando espaço ao desenvolvimento dramático de alguns personagens que já haviam aparecido em outros filmes da Marvel Studios, mas ainda não tinham tido espaço merecido pra contar de forma mais adequada sua história, rendendo um final que dá margem à mudanças grandiosas em todos os filmes da Marvel Studios que devem vir daqui pra frente, tanto dos personagens diretamente envolvidos nesse filme, quanto com relação aos demais, que também tiveram suas histórias interligadas à S.H.I.E.L.D.  A direção dos irmão Russo rendeu ótimos elogios ao filme e eles já prometem um terceiro avassalador.

Nem precisa se falar nos efeitos especiais, que estão cada vez melhores, rendendo ótimas cenas de ação, envolvendo explosões, enormes maquinários (antigos ou atuais) e envolventes e realistas coreografias de lutas, que contam, inclusive com uma participação especial do lutador de MMA, George St. Pierre, como o vilão Batroc, que, apesar de curta e no início do filme, acabou se tornando a fagulha que faltava pras coisas pegarem fogo de vez. O uniforme utilizado no filme, em tom azul marinho e com características mais táticas é, de longe, o melhor utilizado por Chris até o momento, superando o belo e brilhoso, em nylon utilizado em Capitão América: O Primeiro Vingador (2011) e, com certeza, muitíssimo melhor que o horrendo utilizado nos Vingadores (2012), que mais parecia uma fantasia de dia das bruxas malfeita.

Com esse filme qualidade das produções agora atingiu um novo patamar, o que gera uma expectativa cada vez maior sobre os filmes vindouros. Vingadores 2: A Era de Ultron está chegando em maio do ano que vem. Não sei se eu queria estar na pele de Joss Whedon (Vingadores, Surpreendentes X-Men, Buffy), pois seu primeiro filme já gerou uma expectativa muito grande sobre ao continuação, com esse, então. Qualquer coisa que não seja muito, muito boa mesmo, pode ser considerada uma grande cagada pelo público e crítica. Nossa sorte é que tanto o supracitado diretor como o elenco que ele tem em mãos são muito bons, então, é bem provável que nossas expectativas sejam atendidas, quiçá, superadas. Nos resta esperar e torcer...

sábado, 13 de setembro de 2014

Batman v. Superman: diretor Zack Snyder divulga nova imagem do batmóvel do filme

Finalmente foi divulgada pelo diretor do vindouro filme Batman v. Superman, Zack Snyder (O Homem  de Aço, 300, Watchmen) a primeira imagem oficial em detalhes do batmóvel a ser usado por Ben Afleck (Demolidor: O Homem Sem Medo, Argo) na nova produção que, seguindo o que a Marvel tem feito nos últimos anos, expande o universo da concorrente DC nos cinemas, preparando terreno para um futuro filme da Liga da Justiça.

A nova imagem (que parece ter sido feita no mesmo galpão onde fora tirada a foto divulgada anteriormente) é bem mais detalhada que a que já circula há alguns meses e mostra uma espécie de tanque de guerra muito bem equipado com armas de fogo de grosso calibre, bem parecido com o que vimos na graphic novel Batman: O Cavaleiro das Trevas, de Frank Miller (Sin City, Ronin, Batman: Ano Um), história na qual o enredo do novo filme é parcialmente baseado. 

A estréia está prevista pra o longínquo mês de maio de 2016 e as expectativas sobre a produção não param de crescer. Clique na imagem pra ampliar:


quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Êxodo: Nova versão cinematográfica tem Christian Bale no papel de Moisés

Já faz algum tempo que vem sendo divulgadas informações sobre o filme Êxodo: Deuses e Reis, a mais nova superprodução de Ridley Scott (Gladiador) pela 20th Century Fox protagonizado por Christian Bale (trilogia O Cavaleiro das Trevas) e Joel Edgerton (O Grande Gatsby, Guerreiro). 

A história é baseada em um dos livros mais antigos do Antigo Testamento: O Êxodo e conta a trajetória de Moisés (Bale), um hebreu que foi criado pela família do faraó e acabou se tornando uma das figuras centrais no jogo de poder do Egito antigo juntamente com seu irmão de criação Ramsés (Edgerton) até o momento em que, inspirado por Deus, decide mudar de lado e passa a lutar pela libertação de seu povo, à época, escravizado pelos egípcios, iniciando uma grande saga em busca do retorno à Jerusalém, sua terra prometida.

Pelas imagens já divulgadas em trailers e fotos da produção é perceptível o tom épico dado ao filme, necessário para contar uma história desse naipe, que deve mostrar cenas grandiosas como as doze pragas conta ainda com a participação de Sigourney Weaver (Alien, Avatar) como Tuya, mãe de Ramsés, Ben Kingsley (Homem de Ferro 3) como Nun, John Turturro (O Grande Lebowski, Transformers), como Seti e Aaron Paul (Breaking Bad, Need for Speed) será Joshua.

Esta não é a primeira vez que essa história é adaptada aos cinemas, que teve ao menos duas outras versões inesquecíveis: Os Dez Mandamentos (1956), protagonizado por Charton Heston (Ben Hur) e O Príncipe do Egito (1998) ótima animação da Dreamworks.

A estreia está prevista pra 25 de dezembro deste ano.

Aperte o play e confira o vídeo que conta ainda com uma trilha sonora de arrepiar:


terça-feira, 9 de setembro de 2014

Graphic MSP: Anunciada nova edição e novo artista em uma já prevista

O editor da Maurício de Sousa Produções, Sidney Gusman deu ótimas notícias aos leitores que acompanham a série Graphic MSP, que trabalha os conceitos de personagens do Criador da Turma da Mônica (O próprio Maurício de Sousa que dá nome à produtora) na visão de artistas da nova geração. A primeira novidade é que a edição da “Turma da Mata”, que já havia sido anunciada, mas acabeou perdendo seu desenhista, ganhou ninguém menos que o mundialmente famoso Roger Cruz (X-Men: Primeira Turma, Xampu) para acompanhar Artur Fujita e Davi Calil em substituição à Greg Tocchini, que acabou tendo que deixar o projeto.

A outra novidade é o anúncio de uma nova volume cujo personagem central será o Louco, com roteiro e arte de Rogério Coelho, conhecido por ilustrar tanto com literatura quanto didático. O lançamento dessa edição está previsto pra março do ano que vem e o da Turma da Mata ainda não foi divulgado, mas ainda deve demorar um pouco devido à essa mudança na equipe criativa.

As ótimas notícias foram repassadas por Gusman durante a Gibicon, evento realizado em Curitiba no último fim de semana e posteriormente divulgadas também em suas contas nas redes sociais.

Clique nas imagens abaixo pra conferir em detalhe as primeiras artes dos novos volumes:




Clique aqui pra conferir sobre outros lançamentos que virão a seguir.
Ou aqui pra conhecer um pouco mais a coleção.
Ou aqui pra conferir os últimos.

AMC divulga novo trailer da quinta temporada de "The Walking Dead"

Pra acalmar os ânimos dos fãs (ou continuar atiçando a curiosidade, talvez) a rede de tevê paga americana AMC divulgou essa semana mais uma trailer da quinta temporada de The Walking Dead, a série de zumbis que vem conquistando o mundo e ganhando cada vez mais a audiência, com uma proposta sobre o tema bem diferente da que estamos acostumados.

A série é baseada na HQ criada por Robert Kirkman (O Invencível, Zumbis Marvel) publicada mensalmente pela Image (O Invencível, Spawn) há dez anos de forma ininterrupta, hoje já em sua edição de número 131, sempre com ótimas histórias que se desenrolam de forma, no mínimo surpreendente, recheadas de violência, medo (nem sempre dos zumbis) e muito calor humano. A HQ também é publicada no Brasil pela HQM editora tanto em encadernados quanto em série mensal em formato americano.

Aperte o play e confira o novo trailer: 


sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Segundo volume de “Os Invisíveis” já está disponível em bancas e comic shops brasileiras

Poucos meses após o lançamento de Os Invisíveis vol. 1: Revolução a Panini dá continuidade à louca viagem quadrinhística guiada pelo roteirista escocês Grant Morrison (WE3, Superman: Grandes Astros) e seus muitos comparsas artísticos, inserindo o leitor em uma célula da organização terrorista, com o recém-lançado Os Invisíveis vol. 2: Abocalipse. Esta novo encadernado compila mais oito edições da HQ publicada originalmente como revista mensal, ultrapassando a metade do que ficou conhecido como volume um da coleção, que vai até a edição 25, ou seja, se continuar nesse ritmo (oito mensais por encadernado) deve chegar ao fim na próxima edição, faltando apenas os volumes dois (correspondente a mais 22 mensais) e três (mais 12 mensais).

O lançamento já estava previsto em seu checklist da editora, inclusive, já tinha sido anunciado aqui na Taverna, onde observamos que a primeira capa apresentada no hotsite da Vertigo continha um erro no título, que correspondia ao mesmo do primeiro encadernado, como você pode conferir clicando aqui.

Uma boa notícia pra quem mora “longe demais das capitais” é que, apesar de ter sido anunciada como de lançamento setorizado, a edição já pode ser encontrada em algumas praças que normalmente corresponderiam à fase dois de distribuição, como em Teresina-PI, onde fica o QG desse blog, onde este que vos escreve já pode conferir nas bancas da cidade.

Nesta nova edição a guerra silenciosa continua e o mais novo membro d'Os Invisíveis, Jack Frost acaba descobrindo os reais motivos da peleja do grupo e quem realmente são seus inimigos e do que são capazes de fazer pra destruí-los. Surgem novos personagens e as origens um(a) velho(a) conhecida é contada. Entre os artistas que acompanham Morrison temos Jill Thompson (Pequenos Perpétuos), Dennis Crammer (Os Invisíveis), Chris Weston (Authority), John Ridgway (Doctor Who), Steve Parkouse (2000 A.D.), Kim DeMulder (Superman) e Paul Johnson (Livros da Magia).

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Os anos 90 estão de volta nas HQs: Isso é bom?

Quem viveu os anos 90 sabe.... Eles foram realmente estranhos: roupas extravagantes, músicas pra lá de ruins (pagode meloso reinava, É o Tchan, New Kids On The Block, entre muitas outras coisas de qualidade pra lá de duvidosa (isso pra falar o mínimo). Quem é novo demais pra lembrar ou nasceu há menos tempo, sempre tem a boa e velha web pra resgatar vídeos, imagens e músicas da época pra conferir a tosqueira que foi. Nas HQs (salvo raríssimas exceções, como o início de Preacher, boa parte de Sandman, Os Invisíveis, entre outras coisas) a história não foi tão diferente, nem menos colorida. O mercado passava por uma grande crise, que levava as editoras a apelarem pra estratégias duvidosas em busca de sobrevivência. 

uma das capas de
X-Men 1,de 91
Foi nessa época que as carreiras de desenhistas como Jim Lee (X-Men, WildCats), Tood McFarlane (Homem-Aranha, Spawn) e (o horroroso!) Rob Liefeld (X-Force, Youngblood) deslancharam de vez e os roteiristas, que pensavam e desenvolviam as histórias foram perdendo aos poucos espaço na produção. Resultado: histórias fracas, várias edições n° 1 pra alavancar as vendas (X-Men #1, por exemplo, a mais vendida da história das HQs é dessa época, mais precisamente 1991). Os citados acima e outros astros do mainstream da época, sobretudo da Marvel, que bombava com os títulos que ostentavam um “X” na capa, não perderam tempo e resolveram criar sua própria e coloridíssima editora: A Image, que, a bem da verdade, na grande maioria se tratavam de cópias de personagens conhecidos que teve sua ascensão (com megassucessos como Spawn, Youngblood e Gen13) e derrocada nessa mesma década, ressurgindo das cinzas nos anos 2000 com alguns grandes sucessos, como “The Walking Dead” e “O Invencível”, esses sim, com qualidade tanto na arte quanto nos roteiros.





Alavancando as vendas num mercado complicado
Saga do clone jogou no
lixo a trajetória do teioso
Uma técnica muito utilizada para alavancar as vendas de quadrinhos foi o apelo à mais desenhos chamativos, com menos roteiro, mais cores, páginas duplas, triplas (até quádruplas) e menos balões. Outra febre da época foi o lançamento de várias capas diferentes pra uma mesma edição, com desenhos diferentes, com arte em preto e branco, acabamento metalizado, que formavam painéis enormes, etc. É dessa época o surgimento das megassagas espalhadas por vários títulos (como a horrível e interminável "Saga do Clone" do Homem-Aranha), entre outras coisas. É perceptível que muitas dessas técnicas estão voltando, ou seja, o mercado provavelmente está passando por uma situação similar e deve vir muita coisa ruim pela frente em nome do dinheiro.

 Será que a indústria está passando novamente por uma crise criativo/financeira onde não estão conseguindo novamente produzir material que uma qualidade a boas vendas? O que se pode perceber, salvo algumas ótimas exceções, sobretudo quando se trata de material mais voltado a um público mais adulto (novamente), é desanimador...

A história se repete
O sinal amarelo veio junto com os Novos 52, relançamento (ou reboot ou relauch, como preferir) da DC ocorrido em 2011 nos EUA (2012 por aqui), onde a cronologia de quase todos os personagens de seu panteão foi zerada (à exceção de Batman e Lanterna Verde, que vinham de fases de grande sucesso, com grandes autores). A proposta inicial era manter 52 títulos mensais nas bancas. As vendas melhoraram num primeiro momento, mas (como já era de se esperar) não se mantiveram por muito tempo e, à medida que vão despencando, a editora vai cancelando títulos e iniciando outros, como já vem sendo feito na tevê há muito tempo, às vezes funcionando, à vezes decepcionando os fãs.

O problema é que isso não ficou apenas na DC e acabou contagiando a Marvel, que não queria ficar pra trás nas vendas e acabou lançando o projeto Marvel Now! (por aqui, Nova Marvel!), que vem sendo lançado de forma mais devagar, mas aos poucos vem “rebootando” todo seu universo quadrinhistico, continuando com as megassagas e voltando a aderir à estratégia das capas metalizadas e alternativas, em busca da grana dos fãs que desejam ter material mais exclusivo e teoricamente valioso e exclusivo (dado o número reduzido de exemplares diferenciados).


A volta das capas alter-
nativas metalizadas
Por que isso não é interessante
Essas práticas acabam sendo perniciosas, pois muitos títulos de qualidade, cujas vendas só vão aumentando com o tempo, não tem esse tempo e acabam ficando como promessas não cumpridas, por uma prática meio “terra arrasada” de mercado, onde quem não vende é colocado de escanteio logo de cara, deixando o leitor fiel na mão em busca da próxima febre, que deve durar apenas mais uma estação (no máximo), pelo menos assim está  sendo com a ótima  série do Gavião Arqueiro, de Matt Fraction (Criminal)e David Aja (Demolidor), que caiu nas graças da crítica, mas não estava correspondendo nas vendas e chegará em breve ao seu fim. Da DC nem se fala, desde o início dos Novos 52 já perdi a conta do número de cancelamentos, entre os quais a do Arqueiro Verde (alguém tem alguma coisa contra caras com arco e flecha?) e Lendas do Cavaleiro das Trevas (nem "o cara" escapou), que vão sendo de pronto substituídas por outras séries tão descartáveis quanto. Não sei porque não esquecem essa fixação pelos 52 títulos mensais e se concentram em publicar menos edições por mês, tentando ao máximo aliar qualidade a bons resultados nas vendas, que, afinal, é o que faz a editora lançar mais edições.



O problema real
O lance mesmo que vem acontecendo é que temos velhas estratégias nas HQs que estão dando certo nos cinemas, como a criação de um universo coeso e interessante, mas um, dois, no máximo três filmes por ano (blockbusters, claro!) é totalmente diferente de 52 dois títulos nas bancas ou comic shops. Não tem comparação. HQs mensais são grandes histórias seriadas, o que dificulta acompanhar, fora as várias interligações, que buscam obrigar o leitor a acompanhar vários títulos pra entender um único enredo. Os filmes, querendo ou não, acabam encerrando pelo menos um capítulo, não sendo tão obrigatório ter visto o anterior ou assistir ao próximo pra ter o mínimo de compreensão, o que, mesmo se fosse definitivo, se reduziria a poucas produções, diferente do que acontece com as HQs.


As editoras devem buscar soluções no passado pra resolver problemas de mercado? Com certeza. O problema é quando o próprio mercado já mostrou que essas soluções são inviáveis e se insiste nelas mesmo assim. Acho que é hora de parar pra pensar e ver o que realmente é mais interessante no final das contas: boas produções que renderão dividendos praticamente pra sempre, como V de Vingança (Alan Moore e David Gibbons), Sandman (Neil Gaiman, vários artistas), Os Supremos (Mark Millar e Brian Hitch) ou Dias de um Futuro Esquecido (Chris Claremont e John Byrne). 

Interessante que se colocarmos as produções lado a lado, com certeza a DC ganha muito mais em republicações que a Marvel, mas, ao mesmo tempo, é a que tem tido mais problemas tanto pra adaptar seu universo de forma coesa nos cinemas quanto pra produzir novos clássicos, mais uma vez, excetuando-se seu selo adulto (Vertigo), que sempre nos presenteia com produtos de ótima qualidade e altamente sustentáveis ao longo dos tempos. 100 balas (Brian Azarello, Eduardo Risso), por exemplo, teve 100 edições mensais, subdividas e 13 encadernados. O que falta é conseguir fazer o mesmo em seu universo super-heroístico tradicional. Convenhamos, do jeito que as coisas vão, fica difícil alguém ter saco pra acompanhar séries mensais. A solução pode estar bem na cara. É só olhar com mais cuidado.

Clique aqui pra ler sobre o último lançamento de Neil Gaiman.
Clique aqui e leia sobre o último lançamento de Alan Moore.
Clique aqui pra ler sobre Os Supremos.
Clique aqui pra ler sobre 100 Balas.